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Em Estrasburgo, colisão entre dois eléctricos deixa cerca de cinquenta feridos “em relativa urgência”, segundo bombeiros

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“O choque foi brutal” segundo o prefeito da cidade. Dois bondes colidiram na parada da estação central de Estrasburgo no sábado, 11 de janeiro, no meio da tarde. Embora a prefeitura do Baixo Reno tenha relatado inicialmente vinte pessoas feridas em relativa emergência, René Cellier, diretor do serviço departamental de bombeiros e resgate do departamento (SDIS 67) relatou um “cinqüenta (de pessoas) numa situação de relativa emergência.

Segundo este último, que falou da estação, “cem” outras pessoas estiveram envolvidas no acidente, cujas circunstâncias ainda não foram apuradas. “Houve uma colisão brutal entre dois eléctricos, na plataforma, por baixo da estação (…) Foi efectivamente uma colisão frontal, depois de um eléctrico ter virado (…) Teremos de esperar pelas conclusões da investigação para saber as causas da este acidente”, disse a prefeita da cidade, Jeanne Barseghian (Les Ecologistes), durante a mesma coletiva de imprensa organizada no início da noite.

“Há várias pessoas presentes (quem eram) feridos, mas não há mortes nem pessoas em situação de emergência absoluta nesta fase”, continuação Mmeu Barseghian, fazendo saber que “No local estão mobilizados 150 bombeiros e também a proteção civil” e agradecendo pela mobilização. Um gestor da Companhia de Transportes de Estrasburgo (CTS) também indicou que “Ambos os motoristas saíram ilesos, mas obviamente em estado de choque”.

O Ministro dos Transportes Philippe Tabarot, por seu lado, anunciou que conversou com as autoridades locais, garantindo que “ uma investigação está em andamento para esclarecer as circunstâncias. »

Importante sistema de segurança no local

Entre os feridos, metade dos quais foram levados para o hospital, o diretor do SDIS 67 relatou ferimentos, incluindo ferimentos no couro cabeludo, torção no joelho e até ferimentos na clavícula. No local, foi estabelecido um grande perímetro de segurança em frente à estação, onde se posicionaram inúmeras ambulâncias, segundo um jornalista da Agence France-Presse.

Um vídeo de uma testemunha nas redes sociais mostra uma cena caótica com dois bondes gravemente danificados no túnel, na estação de bonde, localizada no subsolo. Um dos bondes parece ter descarrilado devido ao impacto.

O serviço de bombeiros e resgate do Baixo Reno anunciou, em comunicado publicado na rede social “muitos meios” foram mobilizados. Este último convida os usuários a “ evite as áreas Place des Halles, estação ferroviária, boulevard du Président-Wilson » a fim de facilitar o acesso aos serviços de emergência e a evacuação dos feridos.

O tráfego nas linhas de eléctrico A e D é particularmente interrompido entre Parc des sports Poteries e Langstross/Grand Rue, de acordo com o serviço de transporte público da cidade. Estrasburgo foi a primeira grande cidade francesa a colocar novamente em serviço uma rede de eléctricos, a partir de 1994. Não houve nenhum acidente grave desde então.

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Ufac celebra trajetória de dez anos do Laboratório de Discriminação Racial — Universidade Federal do Acre

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O Núcleo de Estudos Afro-Brasileiros e Indígenas (Neabi) da Ufac realizou, nesta quarta-feira, 13, no auditório do Centro de Filosofia e Ciências Humanas (Cfch), um evento em comemoração aos 10 anos do Laboratório de Pesquisa Observatório de Discriminação Racial (LabODR). A programação reuniu a comunidade acadêmica, pesquisadores, egressos, bolsistas e integrantes do movimento social negro para celebrar a trajetória do laboratório e os resultados alcançados por meio das pesquisas desenvolvidas ao longo da última década.

Vinculado à área de História, mas formado por profissionais de diferentes áreas do conhecimento, o LabODR/Ufac foi criado em 2016 a partir de uma articulação entre a Ufac e o movimento negro acreano, especialmente o Fórum Permanente de Educação Étnico-Racial do Estado do Acre. Inicialmente estruturado como projeto institucional de pesquisa, o laboratório contou com apoio da Pró-Reitoria de Assuntos Estudantis (Proaes) e, em 2018, foi inserido na plataforma Lab e certificado pela Pró-Reitoria de Pesquisa e Pós-Graduação (Propeg).

O laboratório atua na pesquisa e na formação de pesquisadores com foco na promoção da igualdade racial, desenvolvendo estudos voltados tanto à denúncia de práticas racistas quanto à construção de reflexões e práticas antirracistas, principalmente nos espaços educacionais. Atualmente, o LODR/Ufac abriga projetos institucionais como “Práticas Pedagógicas em Educação das Relações Étnico-Raciais em Escolas do Estado do Acre”, desenvolvido desde 2018, e “Pérolas Negras”, iniciado em 2020.

Durante o evento, convidados e bolsistas compartilharam experiências acadêmicas e profissionais construídas a partir das atividades desenvolvidas pelo laboratório, destacando a importância do observatório em suas formações pessoais e profissionais. A programação também apresentou pesquisas realizadas ao longo desses dez anos de atuação e ressaltou a contribuição do laboratório para o fortalecimento das discussões sobre igualdade racial dentro da universidade e na sociedade acreana.

Compuseram o dispositivo de honra o vice-reitor, Josimar Ferreira; o pró-reitor de Extensão e Cultura, Carlos Paula de Moraes; a pró-reitora de Pesquisa e Pós-Graduação da Ufac, Margarida Lima; a vice-diretora do Cfch, Lucilene Ferreira de Almeida; e a representante do Neabi, Flávia Rocha.

 



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Ufac participa de mostra científica na Reserva Extrativista Cazumbá-Iracema, em Sena Madureira — Universidade Federal do Acre

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Ufac participa de mostra científica na Reserva Extrativista Cazumbá-Iracema, em Sena Madureira — Universidade Federal do Acre

A Universidade Federal do Acre (Ufac) participou, no dia 1º de maio, da Mostra Científica “Conectando Saberes: da integração à inclusão na Amazônia”, realizada na Reserva Extrativista Cazumbá-Iracema, em Sena Madureira. A ação reuniu instituições de ensino, pesquisa, escolas rurais e moradores da reserva em atividades de divulgação científica e integração comunitária.

Financiada pelo CNPq, a iniciativa contou com a participação da Ufac, Ifac, ICMBio e de escolas da região. Aproximadamente 250 pessoas participaram da programação, entre estudantes, professores e moradores das comunidades da reserva.

Durante o evento, estudantes da graduação e pós-graduação da Ufac e do Ifac apresentaram pesquisas e atividades educativas nas áreas de saúde, Astronomia, Física, Matemática, Robótica e educação científica. A programação incluiu oficinas de foguetes, observação do céu com telescópios, sessões de planetário, jogos educativos e atividades com microscópios.

O professor Francisco Glauco, do Centro de Ciências Biológicas e da Natureza (CCBN) da Ufac, destacou a importância da participação acadêmica em ações junto às comunidades tradicionais.

“A universidade tem um papel fundamental para a formação científica e cidadã dos estudantes. A troca de conhecimentos com comunidades de difícil acesso fortalece essa formação”, afirmou.

A professora Valdenice Barbosa, da Escola Iracema, ressaltou o impacto da iniciativa para os alunos da reserva.

“Foi um dia histórico de muito aprendizado. Muitos estudantes tiveram contato pela primeira vez com experimentos e equipamentos científicos”, disse.

Além das atividades científicas, a programação contou com apresentações culturais realizadas pelos estudantes da reserva, fortalecendo a integração entre ciência, educação e saberes amazônicos.

A participação da Ufac reforça o compromisso da universidade com a extensão, a popularização da ciência e a aproximação entre universidade e comunidades tradicionais da Amazônia.

Fhagner Soares – Estagiário

 



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UFAC participa de pesquisa sobre zoonose associada à caça de subsistência na Amazônia — Universidade Federal do Acre

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UFAC participa de pesquisa sobre zoonose associada à caça de subsistência na Amazônia-interna.jpg

Um estudo publicado na revista Acta Amazonica identificou a presença do parasita Echinococcus vogeli em pacas (Cuniculus paca) abatidas e consumidas por comunidades tradicionais da Amazônia Ocidental. O agente é responsável pela equinococose policística humana, zoonose considerada emergente na região.

A pesquisa foi desenvolvida entre 2022 e 2023 nos municípios de Sena Madureira e Rio Branco, no Acre, sob coordenação do professor Francisco Glauco de Araújo Santos, do Centro de Ciências Biológicas e da Natureza (CCBN), integrando a dissertação de mestrado de Liliane de Souza Anadão, do Programa de Pós-Graduação em Sanidade e Produção Animal Sustentável na Amazônia (PPGSPASA).

O estudo entrevistou 78 famílias e analisou 23 fígados de pacas abatidas para consumo. Em 48% das amostras foram identificados cistos hidáticos causados pelo parasita. A pesquisa também apontou que a maioria dos cães das comunidades participa das caçadas e consome vísceras cruas dos animais.

Segundo os pesquisadores, o principal risco de transmissão ocorre quando cães infectados eliminam ovos do parasita no ambiente, contaminando solo, água e alimentos.

“O principal risco está associado ao descarte inadequado das vísceras e ao contato com ambientes contaminados pelas fezes de cães infectados”, destacou o professor Francisco Glauco.

O estudo reforça a necessidade de ações de vigilância e educação em saúde nas comunidades rurais, principalmente relacionadas ao manejo de cães e ao descarte adequado das vísceras dos animais abatidos.

Para o pesquisador Leandro Siqueira, doutor em Medicina Tropical pela Fiocruz e coautor do estudo, a pesquisa amplia o conhecimento sobre a transmissão da doença na Amazônia e pode contribuir para futuras ações de prevenção e diagnóstico na região.

Fhagner Soares – Estagiário



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