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Em Londres, Canary Wharf, um distrito comercial à deriva

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A pirâmide que adorna o topo da One Canada Square, a icônica torre de Canary Wharf, em Londres, pisca levemente sob o céu chuvoso. Bem ao lado, um prédio adornado com o logotipo do HSBC está apenas parcialmente iluminado. O edifício atribuído ao Citibank está em reforma. Ao pé desses mundos de vidro azul, alguns trabalhadores fazem fila em frente a uma coleção de food trucks.

Em torno dos canteiros de obras do bairro Union Square que assume a estética de Manhattan (Nova York), no bairro Canary Wharf, em Londres, 26 de setembro de 2024.

“Só tem gente de terça a quinta, diz Alex, um banqueiro de 39 anos. Outros dias, é como trabalhar em uma selva deserta de concreto. » Rosa-Maria, que tem uma loja de massas frescas, optou por adaptar o seu horário de funcionamento. “Fecho às 14h30 porque não tem ninguém lá à noite”ela confidencia.

Canary Wharf, um distrito financeiro situado numa enseada do Tâmisa, foi criado no final da década de 1980 por iniciativa de Margaret Thatcher, que queria revitalizar as antigas docas. Desenvolvido pelo magnata imobiliário canadense Paul Reichmann, foi adquirido em meados da década de 1990 pelo Canary Wharf Group, uma entidade de propriedade do fundo soberano do Qatar e da empresa de gestão de ativos Brookfield.

Final da manhã em Canary Wharf, Londres, 26 de setembro de 2024 Final da manhã em Canary Wharf, Londres, 26 de setembro de 2024

“Não há outro exemplo na Europa de um distrito financeiro dominado por um único ator”sublinha Marie Dormeuil, especialista imobiliária da Green Street. Só o Grupo Canary Wharf possui 47% dos edifícios desta área, representando uma área de mais de 715.000 metros quadrados.

Desenvolvimento do teletrabalho

Recentemente, porém, o grupo encontrou dificuldades. Em meados de setembro, a agência Fitch desceu a classificação da sua dívida para a categoria “especulativa”, temendo que teria dificuldades para refinanciar uma dívida de 4,2 mil milhões de libras esterlinas (5 mil milhões de euros), parte da qual expira em 2025 e 2026. “A subida das taxas de juro no Reino Unido aumentou o custo da dívida ao mesmo tempo que provocou uma desvalorização dos seus activos imobiliários”explica M.meu Dormeuil. Em 2023, o valor da sua carteira imobiliária perderá 1,2 mil milhões de libras, para 6,8 mil milhões de libras.

À esquerda, uma escultura, à direita, uma cena da vida matinal, no bairro de Canary Wharf, em Londres, 26 de setembro de 2024. À esquerda, uma escultura, à direita, uma cena da vida matinal, no bairro de Canary Wharf, em Londres, 26 de setembro de 2024.

Em paralelo, a empresa sofreu um êxodo. O HSBC abandonará sua torre de 45 andares em 2027, em favor de um escritório menor na cidade. O escritório de advocacia Clifford Chance seguirá em 2028. Moody’s e Credit Suisse também anunciaram planos de saída, enquanto o Barclays e o Citigroup reduzirão sua presença. Porém, em março, a taxa de vacância já se situava nos 15,2%, segundo a imobiliária CoStar.

Leia também (2020) | Artigo reservado para nossos assinantes Em Londres, a cidade se transformou em um bairro fantasma

Canary Wharf tem sofrido com o desenvolvimento do teletrabalho desde a pandemia de Covid-19. Em Londres, os funcionários passam em média 2,7 dias por semana no escritório, em comparação com 3,5 dias em Paris e 3,1 dias em Nova Iorque. “Isso forçou as instituições financeiras a reduzir seu espaço de escritóriosobserva Peter Bishop, planejador urbano da University College London. Neste contexto, a Cidade, bairro mais animado e acessível, surge como um destino de primeira escolha. »

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Fundape tem nova sede inaugurada no campus da Ufac na capital — Universidade Federal do Acre

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Fundape tem nova sede inaugurada no campus da Ufac na capital-interna.jpg

A reitora da Ufac, Guida Aquino, participou da solenidade de inauguração da nova sede da Fundação de Apoio e Desenvolvimento ao Ensino, Pesquisa e Extensão Universitária no Acre (Fundape), da qual ela é presidente do Conselho Curador. O evento ocorreu nesta sexta-feira, 26, no campus-sede, local em que se localiza o espaço administrativo e operacional da fundação.

Guida destacou a importância da Fundape para a Ufac e para outras instituições da Região Norte. Para ela, a fundação passou por um processo de fortalecimento nos últimos anos. “A Fundape hoje nos faz realizar, na verdade, todas as parcerias de formação de docentes, de ensino, de pesquisa, de extensão, de inovação”, afirmou.

Segundo a reitora, a fundação ampliou sua atuação para além do Acre, atendendo também instituições de Rondônia, Amapá e Roraima. “Olha a grandeza disso. E nós, enquanto Universidade Federal do Acre, temos que nos orgulhar”, pontuou.

O diretor-presidente da Fundape, Ismar Bernardo de Araújo, disse que a inauguração da sede própria representa uma conquista construída com dedicação, trabalho em equipe e visão de futuro. “Hoje não celebramos apenas a abertura de um novo espaço físico; celebramos uma conquista construída com dedicação, trabalho em equipe, visão de futuro e confiança.”

Ismar lembrou que a Fundape foi instituída em 22 de junho de 1998 e completa 28 anos em 2026. Atualmente, a fundação conta com 38 colaboradores, representa quatro universidades federais, três institutos federais e um hospital universitário, estando presente em quatro Estados da região Norte.

Membro fundador da Fundape e pró-reitor de Planejamento da Ufac, Alexandre Hid, relembrou a criação da fundação e os desafios enfrentados ao longo da trajetória institucional. “Hoje a fundação está aí forte e firme para maiores e melhores desafios.”

Fundape tem nova sede inaugurada no campus da Ufac na capital-interna-2.jpg

Também participaram da solenidade a reitora da Unir, Marília Pimentel; o procurador-geral adjunto para Assuntos Administrativos e Institucionais do MP-AC, Carlos Roberto da Silva Maia, representando o procurador-geral Oswaldo Lima Neto; o diretor técnico da Fundape, Camilo Gouveia; o diretor administrativo-financeiro da Fundape, Dionel de Araújo; Gemil Júnior, suplente do senador Alan Rick (Republicanos-AC); a pró-reitora de Inovação, Pesquisa e Pós-Graduação do Ifac, Alana Chocorosqui, representando o reitor Fábio Storch; o ex-reitor da Ufac, Minoru Kinpara; além de dirigentes, coordenadores de projetos, colaboradores e representantes de instituições parceiras.

 



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Seminário na Ufac tematiza planejamento e governança pública — Universidade Federal do Acre

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Seminário na Ufac tematiza planejamento e governança pública — Universidade Federal do Acre

O programa de pós-graduação em Planejamento e Governança Pública, da Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR), no âmbito do mestrado interinstitucional para técnico-administrativos da Ufac e do Instituto Federal do Acre (Ifac), realiza o 12º Seminário de Boas Práticas em Planejamento e Governança Pública, de 14 a 16 de julho, no anfiteatro Garibaldi Brasil, campus-sede da Ufac. As inscrições são gratuitas e estão abertas até 16 de julho, por meio online.

O evento será transmitido pelo YouTube e terá como tema “Governança, Políticas Públicas e Desenvolvimento Regional na Amazônia: Desafios Estruturais para o Acre”, propondo um debate sobre questões territoriais, sociais, ambientais, urbanas, institucionais e econômicas que atravessam a realidade amazônica e acreana.

A programação científica será organizada em quatro eixos temáticos: governança urbana, mobilidade e direito à cidade na Amazônia; infraestrutura, saneamento e resiliência em contextos de enchentes e queimadas; governança ambiental, desenvolvimento sustentável e capacidade estatal na Amazônia; e educação e empreendedorismo na Amazônia.

O seminário tem como público-alvo a comunidade universitária e gestores públicos, contando com a participação de autoridades locais, pesquisadores da UTFPR, docentes da Ufac e do Ifac, bem como especialistas convidados de diferentes áreas.

 



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Estudo indica limitações de conhecimento sobre leishmaniose — Universidade Federal do Acre

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A Ufac é parceira em pesquisa desenvolvida no município de Sena Madureira (AC), a qual identificou limitações no conhecimento sobre a leishmaniose cutânea entre pacientes e profissionais da saúde, além de barreiras geográficas e estruturais que dificultam o acesso ao diagnóstico e ao tratamento precoce em áreas rurais endêmicas.

Os resultados do estudo foram publicados, em maio, na revista eletrônica “Acervo Saúde”, vol. 26(5), com o título “Leishmaniose Cutânea na Amazônia Ocidental: Lacunas no Conhecimento e Barreiras de Acesso Assistencial em Áreas Endêmicas”. O artigo tem coautoria de pesquisadores da Ufac.

A pesquisa foi realizada com 50 pacientes com suspeita clínica de leishmaniose cutânea e 51 agentes de saúde, sendo 63% agentes comunitários de saúde e 37% agentes de combate às endemias.

“Em nosso trabalho, identificamos que tanto os profissionais da saúde quanto os pacientes possuem informações limitadas sobre a doença. Conhecer as limitações para acesso ao diagnóstico e tratamento precoce é uma das principais estratégias para a implementação de programas de controle e de educação em saúde que contemplem o perfil epidemiológico e social das populações de áreas endêmicas”, disse o autor do estudo, Leandro Siqueira de Souza, do Instituto Oswaldo Cruz (IOC).

A região Norte é responsável por mais da metade dos casos da doença no Brasil; o Acre conta com mais de 11 mil casos notificados na última década. Em 2025, os municípios acreanos de Xapuri, Marechal Thaumaturgo, Assis Brasil, Sena Madureira e Brasileia foram classificados pelo Ministério da Saúde como áreas de risco intenso para transmissão da doença.

“A região amazônica é uma área endêmica para a leishmaniose cutânea, uma doença negligenciada que afeta principalmente populações de comunidades tradicionais”, contou o pesquisador Reginaldo Peçanha Brazil, do IOC. “Conhecer as limitações no conhecimento tanto dos pacientes como de profissionais da saúde de áreas endêmicas é fundamental para o sistema de saúde do Estado do Acre e para o controle mais efetivo da doença.”

A investigação integra um projeto de pesquisa coordenado por Brazil. Além da Ufac, são parceiros na pesquisa a Universidade Federal de Minas Gerais, a Universidade de Brasília, o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade e a Secretaria de Estado de Saúde do Acre.

Pela Ufac, são coautores do artigo os pesquisadores Andréia Luísa Peixinho da Silva Guimarães, Francisca Alana Costa de Souza, Marcos Bruno Zacarias Campelo, Breno Kalyl Freitas Nascimento, Andreia Fernandes Brilhante e Francisco Glauco de Araújo Santos. Os estudos contam com financiamento do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e apoio de instituições parceiras.

 



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