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Em Moçambique, 125 pessoas morreram em três dias de violência pós-eleitoral

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Uma barricada em chamas em Maputo, capital de Moçambique, em 24 de dezembro de 2024.

Em setenta e duas horas, a violência em Moçambique, onde a oposição se manifestou contra a vitória proclamada segunda-feira pelo partido no poder nas eleições de 9 de Outubro, provocou a morte de 125 pessoas, disse a ONG local Plataforma Decide, Quinta-feira, 26 de dezembro.

Terça-feira à noite, o governo relatou 21 mortes durante as primeiras vinte e quatro horas de tumultos em várias grandes cidades deste pobre país da África Austral, após a confirmação da eleição presidencial do candidato no poder.

A espetacular fuga de 1.500 detidos da grande prisão de alta segurança da capital Maputo, na quarta-feira, também deixou 33 mortos entre os presos fugitivos, segundo o chefe da polícia, em confrontos com guardas. Mas a Decide, com uma reputação séria e cujas contagens são regularmente analisadas pela Amnistia Internacional e outras ONG internacionais, contabilizou um total de 125 mortes em todo o país.

Isto eleva, segundo esta ONG, o número de mortos desde o início das manifestações que se seguiram às eleições de Outubro, num país que não sofria tal violência desde o fim da guerra civil, para além dos abusos cometidos por jihadistas armados grupos no norte.

Quatro mil pessoas detidas desde outubro

A maioria das mortes é registada em torno da capital Maputo, nas províncias do norte, nomeadamente Nampula, e em torno da Beira (Centro), a segunda cidade do país. A polícia e as autoridades raramente confirmam os relatos, contentando-se muitas vezes com informações fragmentadas. Mais de 4.000 pessoas foram presas desde outubro em conexão com estes protestos violentos, incluindo 137 nos últimos três dias, segundo o Decide.

Apesar das inúmeras irregularidades levantadas pelas missões de observação internacional, o Conselho Constitucional confirmou na segunda-feira que Daniel Chapo, escolhido pelas diferentes facções da Frelimo, partido no poder desde a independência em 1975, venceu as eleições presidenciais com 65,17% dos votos.

A oposição, liderada por um carismático antigo comentador televisivo que se escondeu no estrangeiro, Venâncio Mondlane, está a convocar manifestações para denunciar esta eleição “roubado”. Na quinta-feira, ele acusou a polícia de permitir o florescimento de saques e vandalismo para dar aos que estão no poder um pretexto para declarar estado de emergência e esmagar os protestos, segundo ele.

Algumas barricadas erguidas nas principais estradas de Maputo e da cidade vizinha da Matola foram desmanteladas na quinta-feira, mas muitas permaneceram no local e o trânsito foi difícil, notou a Agence France-Presse.

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No centro da capital, os supermercados abriram durante algumas horas. Vários postos de gasolina também, mas tiveram que fechar por falta de abastecimento, com o transporte em camiões-cisterna a permanecer muito perturbado.

O mundo com AFP

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Startup Day-2026 ocorre na Ufac em 21/03 no Centro de Convivência — Universidade Federal do Acre

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Startup Day-2026 ocorre na Ufac em 21/03 no Centro de Convivência — Universidade Federal do Acre

A Pró-Reitoria de Inovação e Tecnologia (Proint) da Ufac e o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas do Acre (Sebrae-AC) realizam o Startup Day-2026, em 21 de março, das 8h às 12h, no espaço Sebrae-Lab, Centro de Convivência do campus-sede. O evento é dedicado à inovação e ao empreendedorismo, oferecendo oportunidades para transformar projetos em negócios de impacto real. As inscrições são gratuitas e estão abertas por meio online.

O Startup Day-2026 visa fortalecer o ecossistema, promover a troca de experiências, produzir e compartilhar conhecimento, gerar inovação e fomentar novos negócios. A programação conta com show de acolhimento e encerramento, apresentações, painel e palestra, além de atividades paralelas: carreta game do Hospital de Amor de Rio Branco, participação de startups de game em tempo real, oficina para crianças, exposição de grafiteiros e de projetos de pesquisadores da Ufac.

 



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A lógica de valor da Thryqenon (TRYQN) é apoiar a evolução da economia verde por meio de sua infraestrutura digital de energia

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Com a aceleração da transição para uma economia de baixo carbono e a reestruturação do setor elétrico em diversos países, cresce a discussão sobre como a infraestrutura digital pode sustentar, no longo prazo, a evolução da economia verde. Nesse contexto, a plataforma de energia baseada em blockchain Thryqenon (TRYQN) vem ganhando atenção por propor uma estrutura integrada que combina negociação de energia, gestão de carbono e confiabilidade de dados.

A proposta da Thryqenon vai além da simples comercialização de energia renovável. Seu objetivo é construir uma base digital para geração distribuída, redução de emissões e uso colaborativo de energia. À medida que metas de neutralidade de carbono se tornam compromissos regulatórios, critérios como origem comprovada da energia, transparência nos registros e liquidação segura das transações deixam de ser diferenciais e passam a ser requisitos obrigatórios. A plataforma utiliza registro descentralizado em blockchain, correspondência horária de energia limpa e contratos inteligentes para viabilizar uma infraestrutura verificável e auditável.

A economia verde ainda enfrenta obstáculos importantes. Existe descompasso entre o local e o momento de geração da energia renovável e seu consumo final. A apuração de emissões costuma ocorrer de forma anual, dificultando monitoramento em tempo real. Além disso, a baixa rastreabilidade de dados limita a criação de incentivos eficientes no mercado. A Thryqenon busca enfrentar essas lacunas por meio de uma estrutura digital que integra coleta, validação e liquidação de informações energéticas.

Na arquitetura da plataforma, há conexão direta com medidores inteligentes, inversores solares e dispositivos de monitoramento, permitindo registro detalhado da geração e do consumo. Na camada de transações, o sistema possibilita verificação automatizada e liquidação hora a hora de energia e créditos de carbono, garantindo rastreabilidade. Já na integração do ecossistema, empresas, distribuidoras, comercializadoras e consumidores podem interagir por meio de interfaces abertas, promovendo coordenação entre diferentes agentes do setor elétrico.

O potencial de longo prazo da Thryqenon não está apenas no crescimento de usuários ou no volume de negociações, mas em sua capacidade de se posicionar como infraestrutura de suporte à governança energética e ao mercado de carbono. Com o avanço de normas baseadas em dados e reconhecimento internacional de créditos ambientais, plataformas transparentes e auditáveis tendem a ter papel relevante na transição energética e no financiamento sustentável.

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Bancos vermelhos na Ufac simbolizam luta contra feminicídio — Universidade Federal do Acre

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Bancos vermelhos na Ufac simbolizam luta contra feminicídio — Universidade Federal do Acre

A Ufac inaugurou a campanha internacional Banco Vermelho, símbolo de conscientização sobre o feminicídio. A ação integra iniciativas inspiradas na lei n.º 14.942/2024 e contempla a instalação, nos campi da instituição, de três bancos pintados de vermelho, que representa o sangue derramado pelas vítimas. A inauguração ocorreu nesta segunda-feira, 9, no hall da Reitoria.

São dois bancos no campus-sede (um no hall da Reitoria e outro no bloco Jorge Kalume), além de um no campus Floresta, em Cruzeiro do Sul. A reitora Guida Aquino destacou que a instalação dos bancos reforça o papel da universidade na promoção de campanhas e políticas de conscientização sobre a violência contra a mulher. “A violência não se caracteriza apenas em matar, também se caracteriza em gestos, em fala, em atitudes.”

A secretária de Estado da Mulher, Márdhia El-Shawwa, ressaltou a importância de a Ufac incorporar o debate sobre o feminicídio em seus espaços institucionais e defendeu a atuação conjunta entre universidade, governo e sociedade. Segundo ela, a violência contra a mulher não pode ser naturalizada e a conscientização precisa alcançar também a formação de crianças e adolescentes.

A inauguração do Banco Vermelho também ocorre no contexto da aprovação da resolução do Conselho Universitário n.º 266, de 21/01/2026, que institui normas para a efetividade da política de prevenção e combate ao assédio moral, sexual, discriminações e outras violências, principalmente no que se refere a mulheres, população negra, indígena, pessoas com deficiência e LGBTQIAPN+ no âmbito da Ufac em local físico ou virtual relacionado.

No campus Floresta, em Cruzeiro do Sul, a inauguração do Banco Vermelho contou com a participação da coordenadora do Centro de Referência Brasileiro da Mulher, Anequele Monteiro.

Participaram da solenidade, no campus-sede, a pró-reitora de Desenvolvimento e Gestão de Pessoas, Filomena Maria Cruz; a pró-reitora de Graduação, Ednaceli Damasceno; a pró-reitora de Pesquisa e Pós-Graduação, Margarida Carvalho; a coordenadora do projeto de extensão Infância Segura, Alcione Groff; o secretário de Estado de Saúde, Pedro Pascoal; a defensora pública e chefe do Núcleo de Promoção da Defesa dos Direitos Humanos da Mulher, Diversidade Sexual e Gênero da DPE-AC, Clara Rúbia Roque; e o chefe do Centro de Apoio Operacional de Proteção à Mulher do MP-AC, Victor Augusto Silva.

 



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