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Em noite de homenagens, governo premia e reconhece gestores e instituições que atuam em defesa dos direitos humanos
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2 anos atrásem
Carolina Torres
Em celebração aos servidores, às organizações da sociedade civil (OSCs) e às instituições públicas que atuam cotidianamente em defesa aos direitos da pessoa humana, o governo do Acre, por meio da Secretaria de Estado de Assistência Social e Direitos Humanos (SEASDH), e o Conselho Estadual de Direitos Humanos e Cidadania (CEDHC) realizaram na noite desta terça-feira, 3, a abertura da 11ª Semana Estadual dos Direitos Humanos, marcada por homenagens e premiações, no auditório do Ministério Público do Acre (MPAC), em Rio Branco.

A cerimônia concedeu à Associação Família Azul do Acre (Afac) o Prêmio Estadual de Direitos Humanos, por promover e articular ações de direitos, prevenção, orientação, prestação de serviços e apoio à família, direcionadas à melhoria da qualidade de vida da pessoa com transtorno do espectro autista (TEA) e à construção de uma sociedade justa e solidária.

A secretária adjunta da SEASDH, Amanda Vasconcelos, frisa que será uma semana intensa de atividades, um momento de reconhecer aqueles que atuam na defesa dos direitos humanos e também de repassar conhecimentos. “Essa premiação é apenas um simbolismo daquilo que as instituições, que as pessoas que serão representadas e premiadas fazem no dia a dia, e de que o maior prêmio são as lutas vencidas”, explica.
A presidente da Afac, Heloneida Pereira, ressalta a importância desse reconhecimento: “É emocionante estar aqui. Quando iniciamos essa luta, nós não desistimos, pois há muitos anos percebemos o quanto ela exige força e determinação. Quando falaram sobre esse prêmio e sobre a importância de valorizar ações voltadas às pessoas com deficiência, pensei: ‘Por que não mostrar o que estamos fazendo pelos direitos humanos?’ Na nossa associação, trabalhamos diariamente para promover dignidade e acesso à saúde”, disse.

A presidente do CEDHC e diretora da SEASDH, Joelma Pontes, enfatizou o momento como sendo “fundamental para estar junto ao governo, à sociedade civil, às instituições para discutir, fazer explanações, fortalecer as políticas públicas; é um momento único e muito especial”.
A semana comemora também o Dia Internacional dos Direitos Humanos, celebrado no dia 10 de dezembro, data em que a Organização das Nações Unidas (ONU) instituiu a Declaração Universal dos Direitos Humanos (DUDH) em 1948.
“Parabenizo a Secretaria de Estado de Assistência Social e Direitos Humanos pela realização da 11ª Semana Estadual de Direitos Humanos. Esta semana nos proporciona momentos de acolhimento, diálogo e troca entre as instituições governamentais e os movimentos sociais, reafirmando nossa luta incansável por um estado mais justo e solidário”, declarou a defensora pública do Estado, Flávia Nascimento.

Para o representante da Polícia Federal, delegado Natanael Teixeira, é de extrema importância a participação de eventos como esse, que reforçam a centralidade dos direitos humanos em suas ações: “Hoje, não somos apenas uma polícia investigativa e repressiva, mas também buscamos nos consolidar como uma polícia humanitária. Nosso regramento migratório reflete isso, priorizando, acima de tudo, a regularização e a proteção das pessoas migrantes. Essa atuação é fortalecida pela parceria com o Ministério Público, a Defensoria Pública, a Secretaria de Assistência Social e Direitos Humanos e outras instituições”.
Também recebeu o prêmio o delegado de Polícia Federal de Epitaciolândia, Eduardo Queiroz, que tem desempenhado um trabalho relevante em prol de pessoas migrantes e refugiadas que adentram o estado pela fronteira.

“Hoje, sinto-me duplamente honrado: primeiro, por receber essa homenagem em um evento tão significativo; e segundo, porque hoje também é celebrado o Dia do Delegado de Polícia. É uma coincidência feliz, pois o delegado de polícia é, antes de tudo, uma autoridade pública que garante os direitos da pessoa humana. Na Polícia Federal, sempre acreditei que o delegado deve ser o primeiro garantidor desses direitos. Ele não está ali apenas para reprimir crimes, mas para assegurar que a dignidade e os direitos fundamentais sejam preservados em todas as situações”, avaliou.
Gestores públicos, membros da Defensoria Pública e representantes de diversas instituições receberam moções de aplauso em reconhecimento ao trabalho em prol dos direitos humanos.

“Minha esperança reside aqui, nesta mesa e neste encontro. Minha expectativa é que, nesta semana, consigamos sensibilizar os movimentos sociais sobre a necessidade de união”, declarou Almerinda Cunha, representante da Associação de Mulheres Negras do Acre.

O evento também contou com representantes da Organização Internacional para as Migrações, do Conselho Estadual dos Direitos das Pessoas com Deficiência do Acre (Conede), da Prefeitura de Rio Branco e de OSCs.
Programação
terça-feira, 3 de dezembro
Abertura Oficial
Local: Auditório do Ministério Público do Acre
Horário: 19h
quarta-feira, 4 de dezembro
1º Encontro Estadual de Formação das Instâncias de Controle e Participação Social
Local: Auditório do Ministério Público do Acre
Horário: 8h às 17h
quinta-feira, 5 de dezembro
Plenária com a Sociedade Civil voltada para Políticas de Direitos Humanos*
Local: Sala de Direitos da Ufac
Horário: 19h
sexta-feira, 6 de dezembro
Plenária Virtual de Direitos Humanos com os Municípios do Estado do Acre
Local: transmissão online (acesso ao link pela rede social @seasdh.acre)
Horário: 8h às 12h
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Alunas da Ufac criam biblioteca de grafismos do povo Huni Kuin — Universidade Federal do Acre
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1 dia atrásem
9 de outubro de 2026Alunas de graduação e mestrado do campus Floresta da Ufac criaram, em 2024, o projeto Biblioteca de Kene, que reúne tecelagem em algodão, pintura corporal, registros audiovisuais e uma plataforma digital acessível por celular. A iniciativa surgiu do trabalho de conclusão de curso de Txima Huni Kuin, em Licenciatura Indígena, e da pesquisa para a dissertação de Alexandra Deitos no programa de pós-graduação em Ensino de Humanidades e Linguagens.
Txima investigou a tecelagem como expressão dos conhecimentos, da arte e da espiritualidade de seu povo, sob orientação do professor Amilton Pelegrino de Mattos. Alexandra, artista visual e atualmente doutoranda, colaborou na construção do projeto por meio de uma pesquisa de autoria coletiva, desenvolvida com as mulheres da comunidade.
Desse encontro surgiu a proposta de criar um espaço onde os mais de 60 grafismos praticados pelas mulheres pudessem ser consultados, ensinados e aprendidos por jovens e mestras tecelãs. O projeto terá uma nova etapa entre 10 e 16 de outubro, com a realização da 2ª Oficina de Kene da Aldeia Arco-Íris, na terra indígena Seringal Independência, no município de Jordão (AC).
Aprendizagem no território
Durante os sete dias de oficina, mestras tecelãs e jovens aprendizes participarão de atividades de preparação de fios, cantos rituais, aplicação do Bawe e tecelagem de painéis com grafismos. Os processos serão documentados para compor o acervo da biblioteca na aldeia e seu site colaborativo, com gestão do conhecimento pelas próprias mulheres.
A proposta dialoga com a expressão “a universidade é na aldeia”, do professor e pesquisador Yube Huni Kuin, também acadêmico da Licenciatura Indígena da Ufac. A experiência reconhece o território e as práticas da comunidade como espaços de produção e transmissão de conhecimento.

A 2ª Oficina de Kene é realizada por Txima Huni Kuin, Alexandra Deitos e pela Aldeia Arco-Íris, com apoio do curso de Licenciatura Indígena, da Fundação de Cultura Elias Mansour, do governo do Acre, da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura, do Ministério da Cultura e do governo federal.
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Ufac sedia encontro regional sobre residência e preceptoria no SUS — Universidade Federal do Acre
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2 dias atrásem
8 de outubro de 2026A Ufac sediou o 2º Encontro Regional do Projeto de Desenvolvimento da Gestão de Programas de Residência e da Preceptoria no Sistema Único de Saúde (SUS). O evento ocorreu nesta quinta-feira, 8, no anfiteatro Garibaldi Brasil, campus-sede, e reuniu profissionais e representantes de instituições de saúde para a apresentação dos resultados de sete projetos de intervenção desenvolvidos ao longo de dois anos de formação.
A iniciativa é promovida pelo Hospital Sírio-Libanês, em parceria com o Ministério da Saúde, no âmbito do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do SUS, com participação da Ufac.
Para o reitor Josimar Ferreira, cerca de 80% das atividades dos residentes são realizadas nas unidades de saúde. Ele ressaltou o compromisso da gestão com a valorização dos profissionais que atuam na formação dos residentes. “Temos desenvolvido uma política para que os nossos preceptores possam participar dos nossos programas de pós-graduação, de forma a ter vagas garantidas para sua qualificação também.”
O encontro marcou a apresentação dos projetos de intervenção dos cursos de especialização em Gestão de Programas de Residência em Saúde e Educação na Saúde para Preceptores no SUS. Os trabalhos abordaram temas como formação e avaliação de preceptores, definição de perfis de competências, saúde mental dos residentes, reestruturação curricular e melhoria dos processos de trabalho nos serviços de saúde.
Segundo a coordenadora da Residência Multiprofissional Integrada em Saúde da Família e Comunidade da Ufac, Mariane Ribeiro, as iniciativas buscam qualificar tanto a formação dos residentes quanto as atividades desenvolvidas nos campos de prática. “Esses resultados que temos hoje proporcionam uma integração com o ensino, serviço e a comunidade, porque também têm um retorno para o usuário”, disse.
Para a representante do Hospital Sírio-Libanês e facilitadora de ensino e aprendizagem, Célia Márcia Birchler, a conclusão dos cursos representa uma etapa de um trabalho que deve continuar nas instituições de saúde. “Toda vez que fazemos um movimento de fortalecimento dos programas de residência, na realidade estamos falando de um processo de qualificação do SUS”, afirmou.
A presidente da Fundação Hospitalar Governador Flaviano Melo (Fundhacre), Sóron Angélica Steiner, disse que a formação estimula mudanças na organização do trabalho e no atendimento da população. “Essa força motriz que faz com que o serviço ande de acordo com a formação é o que faz com que o gestor seja provocado a melhorar o ambiente de trabalho, o fluxo de serviço.”
Também participaram da mesa de honra do encontro o presidente do Conselho Estadual de Saúde do Acre, Osvaldo de Souza Leal Júnior; e Pedro Henrique Macedo Leitão, representando o secretário municipal de Saúde de Rio Branco, Rennan Biths.
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Ufac faz cerimônia de entrega de diplomas médicos do Revalida — Universidade Federal do Acre
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1 semana atrásem
2 de outubro de 2026A Ufac realizou a cerimônia de entrega da revalidação de diplomas médicos expedidos por instituições de ensino superior estrangeiras, referentes à edição 2025.2 do Revalida. O Núcleo de Registro e Controle Acadêmico (Nurca) relaciona 67 certificados disponíveis para retirada. O ato ocorreu nesta sexta-feira, 2, no Nurca, campus-sede, e contou com a participação do reitor Josimar Ferreira.
“É inédito para nossa universidade fazer um ato que representa a entrega dos diplomas”, disse Josimar. Ele ressaltou a rapidez com que o processo foi concluído pela equipe do Nurca e pediu aos médicos que retribuam à sociedade com ética e acolhimento no atendimento, além de afirmar que a entrega demonstra o papel da universidade no reconhecimento daqueles que se formaram fora do Brasil.
Segundo o diretor do Nurca, Lucas de Araújo Moura, a Ufac realiza revalidações há alguns anos, mas as entregas dos certificados aconteciam de forma avulsa. Ele explicou que a proposta do ato simbólico foi atender os profissionais e valorizar o momento vivido por eles e por suas famílias. Os documentos são entregues juntamente com os originais apresentados pelos interessados, que devem assinar o termo de recebimento do certificado de revalidação.
A médica Nathalia Bragança de Oliveira, que recebeu o diploma revalidado 30 dias após dar entrada no processo na Ufac, disse ter escolhido a universidade pela organização e pelo prazo de entrega. “Foi muito rápido, um processo muito organizado também, desde o momento do início até agora.” Ela relatou que foi recebida com atenção pela equipe, que explicou todas as etapas do procedimento, disse esperar ingressar no mercado de trabalho e atender os pacientes com cuidado.
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