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Em Paris, erguer edifícios para produzir mais habitação

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A prefeita de Paris, Anne Hidalgo, durante o Conselho de Paris, na prefeitura, 18 de novembro de 2024.

Escusado será dizer que o pouco espaço ainda disponível em Paris será usado principalmente para plantar árvores, arbustos, grama e não mais para construir. Verde no terreno acima de tudo, sempre que possível, para resfriar a cidade, absorver água, preservar a biodiversidade, insiste fortemente no novo plano de planejamento urbano local (PLU) parisiense, rotulado como “bioclimático”, e submetido à votação do Conselho de Paris, quarta-feira 20 de novembro. Para produzir habitação ainda mais acessível, esta outra prioridade da presidente da cidade, Anne Hidalgo, e da sua maioria (socialista, comunista e ambientalista), foi necessário inventar outra coisa.

E se olhar para cima, imaginar um andar adicional neste edifício suburbano, ou mais três andares neste bar da década de 1960, permitisse que mais famílias permanecessem e vivessem na capital? Esta é a aposta das câmaras municipais e do departamento de urbanismo, que introduziu na nova regra urbana, aquela que deve moldar Paris para os próximos quinze a vinte anos e promete 2.830 unidades habitacionais por ano (incluindo 2.400 unidades de habitação social). , dois artigos incentivando a elevação de edifícios existentes.

Sendo o tema da altura delicado, esclareçamos desde já: o tecto parisiense, sob pressão nomeadamente dos ambientalistas, volta a ser fixado nos 37 metros, depois de debates em torno da possibilidade de subir até aos 50 metros. Estabelecido isto, foram identificados dois depósitos para construir um pouco mais alto.

Leia também (2023) | Artigo reservado para nossos assinantes Paris prepara-se para votar o seu plano urbano anti-aquecimento global: o que vai mudar

A primeira diz respeito principalmente ao património dos proprietários, estes grandes complexos construídos entre as décadas de 1950 e 1980. Nestes bairros onde o contrário está longe, é possível valorizar a sala do vizinho sem escurecê-la. Na condição de criação de habitação, o texto prevê assim a possibilidade de construção de até três pisos adicionais, acima do previsto na dimensão autorizada (no limite de 37 metros). A segunda diz respeito a ruas com mais de 12 metros de largura. Também aqui, ainda para habitação, caso o proprietário também se comprometa com a ecologização, será possível acrescentar um piso acima da dimensão autorizada.

Limitar o custo do carbono na construção

Oponentes da política de Mmeu Hidalgo não terminou de denunciar a superdensificação da cidade. A construção em telhados já está sendo praticada. A metrópole de Lyon também o incentiva desde a primavera de 2023num contexto em que os terrenos são escassos e caros, onde é necessário limitar o custo do carbono na construção e financiar a renovação energética dos edifícios. Em Paris, a Habitat Social Français (HSF), subsidiária da Agência Imobiliária da Cidade de Paris (segundo maior proprietário da capital), especializou-se neste tipo de operação.

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Projeto de extensão seleciona resumos expandidos para publicação — Universidade Federal do Acre

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O projeto de extensão ComunicAÇÃO, da Ufac, realiza processo seletivo para submissão de trabalhos extensionistas, na modalidade de resumo expandido. Os selecionados comporão a Coleção de Cadernos de Extensão “Ufac e Comunidade”. As inscrições estão abertas até 30 de junho, por meio de formulário online.

O trabalho inscrito deve estar contemplado em uma das áreas temáticas: comunicação, cultura, direitos humanos e justiça, educação, meio ambiente, saúde, tecnologia e produção, trabalho. Cada resumo deverá estar vinculado a uma ação de extensão (projeto, curso, evento ou programa) institucionalizada na Ufac.

“O resumo expandido deverá evidenciar, de forma clara e consistente, as experiências adquiridas e/ou vivenciadas junto à comunidade externa ao longo do desenvolvimento da ação de extensão, destacando as interações estabelecidas, os impactos gerados, os aprendizados construídos e as contribuições mútuas decorrentes da execução das atividades”, detalha o item 3.1 do edital.

A seleção consiste em avaliação por uma comissão que indicará 50 trabalhos aptos para publicação na 1ª Edição da Coleção de Cadernos de Extensão, considerando a formatação e os aspectos científicos, além do envolvimento da comunidade externa, dos resultados obtidos e da efetividade da metodologia proposta. O resultado final do processo seletivo está previsto para 21 de agosto.

Para mais informações sobre o certame, leia o edital Proex n.º 9.1/2026.

 



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Reitora da Ufac participa de fórum Brasil-África em Brasília — Universidade Federal do Acre

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A reitora da Ufac, Guida Aquino, participou, nessa segunda-feira, 25, em Brasília, do 1º Fórum de Reitores Brasil-África. A convite do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e do Ministério da Educação (MEC), ela representou a Ufac no encontro, acompanhada da pró-reitora de Inovação e Tecnologia, Almecina Balbino Ferreira. O evento segue até quarta-feira, 27, e tem como foco o fortalecimento da cooperação internacional em educação superior entre universidades brasileiras e instituições africanas.

Guida destacou a importância da presença da Ufac em um espaço voltado ao diálogo internacional e à construção de parcerias acadêmicas. Segundo a reitora, a aproximação entre Brasil e África por meio da educação, da pesquisa, da inovação e da troca de experiências permite avançar em soluções conjuntas para desafios comuns. “Temos histórias, identidades e desafios que nos aproximam, e a universidade tem um papel fundamental nessa conexão”, afirmou.

O fórum é uma iniciativa liderada pelo MEC, pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior e pela Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior. A programação reúne reitores, pró-reitores e assessores de cooperação internacional de universidades federais, estaduais e privadas do Brasil, além de representantes de universidades africanas mobilizadas pela Associação de Universidades Africanas.

Reitora da Ufac participa de fórum de reitores em Brasília-vice.jpg

A proposta do encontro é ampliar as relações acadêmicas entre Brasil e África, com a construção de novos acordos institucionais, programas de mobilidade estudantil, intercâmbio científico e cooperação em áreas estratégicas como agricultura, energias renováveis, mineração, petróleo e gás, setor aeroespacial, inteligência artificial e ciências humanas.

A programação inclui painéis temáticos, reuniões bilaterais, workshops e sessões voltadas à construção de novas parcerias universitárias. Ao final do evento, os resultados e compromissos construídos serão formalizados na Carta de Brasília do 1º Fórum de Reitores Brasil-África, documento que deve orientar os próximos passos da cooperação entre universidades brasileiras e africanas.

 



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Ufac conquista 3º lugar em hackathon internacional promovido por laboratório de Harvard — Universidade Federal do Acre

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Estudantes da Universidade Federal do Acre (Ufac) participaram, nos dias 10 e 11 de abril, do HSIL Hackathon 2026, promovido pelo Health Systems Innovation Lab da Harvard T.H. Chan School of Public Health. A participação da equipe ocorreu no Hub de Inovação do Hospital das Clínicas de São Paulo, o InovaHC, em uma edição realizada simultaneamente em mais de 30 países. O grupo conquistou o 3º lugar geral entre mais de 30 equipes com o projeto Viginutri, solução voltada à prevenção da desnutrição hospitalar.

A equipe foi liderada pela acadêmica de Medicina da Ufac Maria Júlia Bonelli Pedralino e contou com a participação de Guilherme Félix, do curso de Sistemas de Informação, Bruno Eduardo e Wesly, do curso de Medicina. Segundo Maria Júlia, representar o Acre e a Ufac em um evento dessa dimensão foi uma experiência marcante para sua trajetória acadêmica e pessoal. “O Acre tem muito a dizer nos espaços onde o futuro da saúde está sendo construído”, afirmou.

O projeto premiado, Viginutri, foi desenvolvido durante o hackathon em São Paulo e propõe uma solução para auxiliar no enfrentamento da desnutrição hospitalar, problema que pode afetar o prognóstico de pacientes internados e gerar impactos para a gestão hospitalar. A proposta une medicina e nutrição e será aperfeiçoada a partir da premiação recebida pela equipe.

Com a classificação, o grupo garantiu uma aceleração de um ano pela Associação Brasileira de Startups de Saúde, com mentoria especializada e a perspectiva de validar a solução em um hospital real. De acordo com Maria Júlia, a conquista abre a possibilidade de levar uma ideia desenvolvida por estudantes da Ufac para uma etapa de aplicação prática.

A estudante também ressaltou o apoio recebido da Pró-Reitoria de Inovação e Tecnologia da Universidade Federal do Acre (Proint) e da Pró-Reitoria de Extensão e Cultura (Proex). Segundo ela, a conquista só foi possível porque a universidade acreditou no projeto e ofereceu as condições necessárias para que o grupo representasse a instituição fora do Acre. “Essa conquista não teria sido possível sem o apoio da Proint e Proex”, disse.

A trajetória do grupo teve início em um hackathon realizado anteriormente no Acre, onde surgiu o projeto Sentinelas da Amazônia, experiência que contribuiu para a formação da equipe e para o interesse dos estudantes em iniciativas de inovação.

Como desdobramento da participação no evento, a equipe deve promover, no dia 12 de junho, às 10h30, no Sebrae Lab, no Centro de Convivência, uma roda de conversa sobre a experiência no hackathon, com o objetivo de incentivar outros acadêmicos a buscarem pesquisa, inovação e desenvolvimento de ideias no ambiente universitário.



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