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Em Quneitra, ninguém pode comemorar a queda de al-Assad em meio à invasão de Israel | Notícias da Guerra da Síria

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Quneitra, Síria Ibrahim al-Dakheel, 55 anos, assistiu em desespero a uma escavadora israelita demolir a sua casa de 40 anos, alegando que era necessário proteger as fronteiras.

“Eram 6h30 quando ouvi a explosão”, disse ele à Al Jazeera, apontando para o local onde ficava um posto militar sírio perto de sua casa destruída.

Ele e a sua família vivem em al-Rafid, uma aldeia na província de Quneitra.

Al-Dakheel costumava sentar-se em seu jardim, apreciando os campos verdejantes e a nascente nas proximidades. Nada lhe trouxe maior alegria, disse ele.

Mas agora, ele e a sua família procuram refúgio na casa dos seus pais, na aldeia, enquanto ele continua a observar o avanço das forças israelitas.

“Eu os vi andando pela aldeia – caminhões e tanques chegaram à prefeitura junto com escavadeiras”, disse ele.

Em 8 de Dezembro, Israel lançou uma campanha militar visando locais em toda a Síria e avançando para Quneitra sob o pretexto de procurar armas e colaboradores do grupo libanês Hezbollah e do Irão.

As forças israelenses montaram postos de controle, arrancaram árvores e destruíram o único posto militar da aldeia, que al-Dakheel disse ser apenas uma pequena estação que abrigava alguns oficiais.

As forças israelitas também dispararam granadas de efeito moral, gás lacrimogéneo e balas reais contra manifestantes insatisfeitos com a sua invasão na Síria.

O incidente mais recente ocorreu na quarta-feira, quando as forças israelenses dispararam contra um protesto contra a destruição de várias estruturas em duas aldeias de Quneitra e feriram três pessoas.

A incursão de Israel ocorre depois de o presidente autocrático da Síria, Bashar al-Assad, ter sido derrubado por uma ofensiva relâmpago da oposição no início de Dezembro.

Dias depois, o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, disse que a presença de Israel na Síria seria “temporária”, mas mais tarde esclareceu que Israel permaneceria ilegalmente em solo sírio até que um novo acordo de segurança fosse alcançado com a nova autoridade da Síria.

Ibrahim al-Dakheel adorava sentar-se no jardim da frente, apreciando os exuberantes jardins verdes ao redor. Tudo acabou agora (Ali Haj Suleiman/Al Jazeera)

Um novo deslocamento

Maysoun al-Faouri, 47 anos, não esperava ser arrancada da sua casa quando as forças israelitas avançaram para a sua aldeia.

Durante a guerra civil de 13 anos na Síria, que começou como uma revolta popular contra al-Assad que ele reprimiu brutalmente, al-Faouri, os seus seis filhos e o seu marido – que faleceu há dois meses de causas desconhecidas – foram desenraizados da Al -Bairro de Hajar al-Aswad, um subúrbio de Damasco.

Eles se mudaram para Madinat al-Baath, uma área em Quneitra onde as forças israelenses estão agora estacionadas a apenas um quilômetro (0,6 milhas) de distância.

Al-Faouri não confia completamente nas alegações de Israel de que a sua presença é temporária e está preocupada que os soldados israelitas possam entrar na sua casa em segundos.

“Eu disse aos meus filhos: ‘Se vocês quiserem fugir, podem, mas não me importo se eu morrer’. Eu nem tenho dinheiro para sair. Estamos todos exaustos, pobres e perdemos tudo’”, disse al-Faouri, uma enfermeira, à Al Jazeera.

Demolições de casas em Quneitra por Israel
Maysoun al-Faouri decide ficar e arriscar em Quneitra (Ali Haj Suleiman/Al Jazeera)

“Nem mesmo os soldados sabem quanto tempo permanecerão aqui”, acrescentou.

Algumas pessoas, disse al-Faouri, podem preferir ficar em aldeias que Israel invadiu porque não têm meios financeiros para sair.

Uma história de ocupação e medo

Quneitra fica nas Colinas de Golã, um território sírio que Israel invadiu e ocupou durante a guerra de 1967.

Após a retirada de Israel em 1974 da maior parte do território que tinha ocupado – embora retendo ilegalmente algumas das Colinas de Golã – e a declaração de uma zona desmilitarizada sob supervisão da ONU, a área permaneceu em grande parte negligenciada.

Demolições de casas em Quneitra por Israel
Crianças correm sobre os escombros deixados para trás após as demolições feitas por Israel em al-Rafid (Ali Haj Suleiman/Al Jazeera)

Hoje, muitos habitantes continuam a enfrentar a incerteza, apesar de expressarem esperança de que o país recupere da devastação do conflito.

Mas a ocupação crescente e aparentemente indefinida do território sírio por Israel já está a destruir o optimismo de algumas pessoas, segundo o advogado Mohammad al-Fayyad, de 28 anos.

“Há medo e falta de água, electricidade e alimentos (nas aldeias de Quneitra). As escolas estão fechadas, ao contrário de outras províncias.

“As pessoas que fugiram para Damasco depois do avanço das forças israelitas não encontraram abrigo nem ajuda”, disse al-Fayyad.

Aqueles que optaram por ficar temem a agressão de Israel, especialmente se protestarem contra o seu ataque contínuo ao país.

Muitos sírios, como al-Fayyad, temem que Israel encontre um novo pretexto para confiscar mais terras sírias em nome da “segurança”.

“Estávamos celebrando a vitória e a queda de al-Assad, mas então a ocupação chegou, criando medo e estragando a alegria”, disse al-Fayyad com pesar.

“Estamos numa nova etapa… de libertação. Deveríamos poder comemorar como o resto do país.”



Leia Mais: Aljazeera

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Em caravana, ministro da Educação, Camilo Santana, visita a Ufac — Universidade Federal do Acre

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Em caravana, ministro da Educação, Camilo Santana, visita a Ufac — Universidade Federal do Acre

A Ufac recebeu, nesta quarta-feira, 25, na Reitoria, campus-sede, a visita do ministro da Educação, Camilo Santana, no âmbito da caravana Aqui Tem MEC, iniciativa do Ministério da Educação voltada ao acompanhamento de ações e investimentos nas instituições federais de ensino.

Durante a agenda, o ministro destacou que a caravana tem percorrido instituições federais em diferentes Estados para conhecer a realidade de cada campus, dialogar com gestores e a comunidade acadêmica, além de acompanhar as demandas da educação pública federal.

Ao tratar dos investimentos relacionados à Ufac, a reitora Guida Aquino destacou a obra do campus Fronteira, em Brasileia, que conta com R$ 40 milhões em recursos do Novo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). A estrutura terá seis cursos, com salas de aula, laboratórios, restaurante universitário e biblioteca.

Abordando a visita, Guida ressaltou a importância da universidade para o Estado e a missão da educação pública. “A Ufac é a única universidade pública federal de ensino superior do Acre e, por isso, tem papel estratégico na formação e no desenvolvimento regional. A educação é que transforma vidas, transforma o país.”

Outro tema tratado durante a agenda foi a implantação do Hospital Universitário no Acre. Camilo Santana afirmou que o Estado é o único que ainda não conta com essa estrutura e informou que o governo federal dispõe de R$ 50 milhões, por meio do Novo PAC, para viabilizar adequações e a implantação da unidade.

Ele explicou que a prioridade continua sendo a concretização de uma parceria para doação de um hospital, mas afirmou que, se isso não ocorrer, o MEC buscará outra alternativa para garantir a instalação do serviço no Estado. “O importante é que nenhum Estado desse país deixe de ter um hospital universitário”, enfatizou.

Guida reforçou a importância do projeto e disse que o Hospital Universitário já poderia ser celebrado no Acre. Ao defender a iniciativa, contou que a unidade contribuiria para qualificar o atendimento, reduzir filas de tratamento fora de domicílio e atender melhor pacientes do interior, inclusive em casos ligados às doenças tropicais da Amazônia. Em tom crítico, declarou: “O cavalo selado, ele só passa uma vez”, ao se referir à oportunidade de implantação do hospital.

Após coletiva de imprensa, o ministro participou de reunião fechada com pró-reitores, gestores, políticos e parlamentares da bancada federal acreana, entre eles o senador Sérgio Petecão (PSD) e as deputadas Meire Serafim (União) e Socorro Neri (PP).

A comitiva do MEC foi formada pela secretária de Educação Básica, Kátia Schweickardt; pelo secretário de Educação Profissional e Tecnológica, Marcelo Bregagnoli; pelo secretário de Educação Superior, Marcus Vinicius David; e pelo presidente da Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares, Arthur Chioro.

Laboratório de Paleontologia

Depois de participar de reunião, Camilo Santana visitou o Laboratório de Paleontologia da Ufac. O professor Edson Guilherme, coordenador do espaço, apresentou o acervo científico ao ministro e destacou a importância da estrutura para o avanço das pesquisas no Acre. O laboratório foi reformulado, ampliado e recentemente reinaugurado.

Aberto para visitação de segunda a sexta-feira, em horário de expediente, exceto feriados, o local reúne fósseis originais e réplicas de animais que viveram no período do Mioceno, quando o oeste amazônico era dominado por grandes sistemas de rios e lagos. A entrada é gratuita e a visitação é aberta a estudantes e à comunidade em geral.

 



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A PROGRAD — Universidade Federal do Acre

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A Pró‑Reitoria de Graduação (Prograd) da Universidade Federal do Acre (Ufac) é o órgão responsável pelo planejamento, coordenação e supervisão das atividades acadêmicas relacionadas ao ensino de graduação. Sua atuação está centrada em fortalecer a formação universitária, promovendo políticas e diretrizes que assegurem a qualidade, a integração pedagógica e o desenvolvimento dos cursos de bacharelado, licenciatura e demais formações presenciais e a distância. A Prograd articula ações com as unidades acadêmicas, órgãos colegiados e a comunidade universitária, garantindo que os currículos e práticas pedagógicas estejam alinhados aos objetivos institucionais.

Entre as principais atribuições da Prograd estão a coordenação da política de ensino, a supervisão de programas de bolsas voltadas à graduação, a análise e encaminhamento de propostas normativas e a participação em iniciativas que promovem a reflexão e o diálogo sobre o ensino superior.

A Prograd é organizada em três diretorias, cada uma com funções específicas e complementares:

Diretoria de Apoio ao Desenvolvimento do Ensino — responsável por ações estratégicas voltadas ao desenvolvimento de metodologias, à regulação e ao apoio pedagógico dos cursos de graduação.

Diretoria de Apoio à Formação Acadêmica — dedicada a acompanhar e apoiar as atividades acadêmicas dos estudantes, incluindo estágios, mobilidade estudantil e acompanhamento da formação acadêmica.

Diretoria de Apoio à Interiorização e Programas Especiais — voltada à gestão de programas especiais, políticas de interiorização e ações que ampliam o acesso e a permanência dos alunos em diferentes regiões.

A Prograd participa, ainda, de iniciativas que promovem a reflexão e o diálogo sobre o ensino superior, integrando docentes, estudantes e gestores em fóruns, encontros e ações que visam à atualização contínua dos processos formativos e ao atendimento das demandas sociais contemporâneas.

Com compromisso institucional, a Pró‑Reitoria de Graduação contribui para que a UFAC cumpra seu papel educativo, formando profissionais críticos e comprometidos com as realidades local e regional, garantindo um ambiente acadêmico de excelência e responsabilidade social.

Ednacelí Abreu Damasceno
Pró-Reitora de Graduação



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Orientação sobre revalidação e reconhecimento de diplomas — Universidade Federal do Acre

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Orientações para abertura de processo administrativo e procedimentos acerca da revalidação de diploma de graduação e reconhecimento de diplomas de pósgraduação stricto sensu emitidos por instituições estrangeiras, conforme a Resolução CEPEX Nº 003, de 14 de março de 2017.

Abertura do Processo

I – Preenchimento do Formulário Padrão (conforme modelo disponibilizado);

II – Documentos pessoais exigidos:

• Cópia do documento de identidade para brasileiros ou naturalizados, e, se estrangeiro, cópia da identidade e do visto permanente, expedido pela Superintendência da Polícia Federal, ou passaporte com visto permanente, concedido pela autoridade competente;

• Comprovante de residência;

• Comprovante de quitação com o serviço militar, para brasileiros do sexo masculino;

• Comprovante de quitação com o serviço eleitoral, para brasileiros e naturalizados;

III – Documentos acadêmicos exigidos:

• Para revalidação, conforme Art. 10, da resolução CEPEX Nº 003, de 14 de março de 2017.

• Para reconhecimento, conforme Art. 33, da resolução CEPEX Nº 003, de 14 de março de 2017.

IV – Preenchimento do Termo de aceitação, exclusividade e autenticidade, conforme modelo disponibilizado pelo NURCA;

V – Solicitação de abertura de processo no Protocolo Geral da UFAC, direcionado ao NURCA, com a apresentação da documentação exigida nos itens de I a IV;

Submissão da documentação na Plataforma Carolina Bori – Link: http://plataformacarolinabori.mec.gov.br

O interessado deve submeter a documentação no formato .pdf, agrupando diferentes documentos em arquivo único conforme indicado abaixo:

Arquivo 1 em .PDF:

1. Formulário Padrão preenchido (conforme modelo disponibilizado);

2. Documentos pessoais exigidos:

a) Cópia do documento de identidade para brasileiros ou naturalizados, e, se estrangeiro, cópia da identidade e do visto permanente, expedido pela Superintendência da Polícia Federal, ou passaporte com visto permanente, concedido pela autoridade competente;

b) Comprovante de residência;

c) Comprovante de quitação com o serviço militar, para brasileiros do sexo masculino;

d) Comprovante de quitação com o serviço eleitoral, para brasileiros e naturalizados;

Arquivo 2 em PDF:

1. Diploma e Histórico (Itens I e II do Artigo 10 ou Itens II e IV do artigo 33 da Resolução nº 003, de 14 de março de 2017);

Arquivo 3 em PDF:

1. Documentos acadêmicos exigidos excetuando-se os do Arquivo 2:

a) Para revalidação, conforme Art. 10, da resolução CEPEX Nº 003, de 14 de março de 2017.

b) Para reconhecimento, conforme Art. 33, da resolução CEPEX Nº 003, de 14 de março de 2017, excetuando item III (vide Arquivo 5).

Arquivo 4 em PDF:

1.Termo de aceitação, exclusividade e autenticidade, preenchido conforme modelo disponibilizado pelo NURCA; da resolução CEPEX Nº 003, de 14 de março de 2017.

Arquivo 5 em PDF:

a) Para os casos de reconhecimento: Exemplar digital da tese ou dissertação com registro de aprovação da banca examinadora e documentações complementares, conforme item III do Art. 33 da resolução CEPEX Nº 003, de 14 de março de 2017. 

Fluxo do Processo

VI – Recebimento do processo pelo NURCA e encaminhamento para o Centro pertinente, que constituirá Comissão;

VII – Retorno do processo ao NURCA no prazo de 15 dias;

VIII – Sendo favorável o parecer da Comissão, será autorizada a emissão de GRU, bem como, o seu devido pagamento (R$ 1.200,00 – graduação; mestrado – R$ 1.500,00 e doutorado R$ 2.000,00), devendo ser incluída a via original ou cópia autenticada por servidor da UFAC no processo de revalidação.

a) Em caso de parecer negativo, o processo será disponibilizado para consulta, retirada de documentação e/ou ajuste quando for pertinente.

IX – Retorno do processo ao Centro para a Comissão concluir a revalidação no prazo restante dos seis meses.

Formulário Padrão

Termo de Aceitação, Exclusividade e Autenticidade

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