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POLÍTICA

Em Rio Branco, conheça os vereadores desmamados que votaram a favor da reforma de Bocalom

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Com informações de Luciano Tavares, do Blog da Hora.

Chamados de ”desmamados” por Tião Bocalom durante uma entrevista ao Papo Informal, do Notícias da Hora, em junho do ano passado, 10 dos 14 vereadores aprovaram a reforma administrativa do prefeito para “mamar” na prefeitura. Há nos bastidores a informação de que parte dos novos 150 cargos criados a partir da reforma serão abocanhados pelos parlamentares que integram a confusa base de Bocalom no parlamento.

Há nessa fila gente que em tese serviria para se opor ao prefeito como os vereadores do PSB e parlamentares que há pouco tempo faziam duras críticas a atual gestão.

A reforma administrativa vai custar mais de R$ 15 milhões e prevê, ainda, a criação de setores e mudanças em nomenclaturas e em atribuições de secretarias. Bocalom justifica. Fala em dar eficiência à máquina pública.

Eis abaixo duas listas: quem foi contra a reforma e quem ignorou o grito dos trabalhadores e votou por novos cargos pensando em si com a justificativa de que o projeto é importante para melhorar a gestão municipal:

Votaram a favor:

Antônio Morais (PSB), Arnaldo Barros (Podemos), Célio Gadelha (MDB), Fábio Araújo (PDT), Hildegard Pascoal (PSL), Joaquim Florêncio (PDT), Raimundo Castro (PSDB), Raimundo Neném (PSB); e Rutênio Sá e Samir Bestene, ambos do PP.

Votaram contra:

Michele Melo (PDT)
Adailton Cruz (PSB)
Emerson Jarude (MDB)
Ismael Machado (PSDB)

OPINIÃO

Opinião: A ciranda troca de partidos e a busca por cargos públicos

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Foto de capa [arquivo pessoal]
Os parlamentares que mudam de partido – como macacos puladores de galho – ou se candidatam a outros cargos no Legislativo e no Executivo apenas para preservar privilégios demonstram desrespeito à República e deveriam sentir vergonha de tal conduta. Essa prática evidencia a ausência de compromisso ideológico e a busca incessante por posições de poder, transmitindo à sociedade a imagem de oportunistas movidos por conveniências pessoais. A política deveria ser encarada como missão cívica, exercício de cidadania e serviço transitório à nação. Encerrado o mandato, o retorno às profissões de origem seria saudável para a oxigenação da vida pública.  
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Infelizmente, o sistema político brasileiro está povoado por aqueles que veem na política não um espaço de serviço público, mas um negócio lucrativo. Como já destacou o jornal El País, ser político no Brasil é um grande negócio, dadas as vantagens conferidas e auferidas — e a constante movimentação de troca de partidos confirma essa percepção.  
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A cada eleição, o jogo se repete: alianças improváveis, trocas de legenda na janela partidária e negociações de bastidores que pouco têm a ver com as necessidades reais da população. Em vez de missão cívica, vemos aventureiros transformando a política em palco de interesses pessoais e cabide de empregos. A busca incessante pela reeleição e por cargos demonstra que, para muitos, a política deixou de ser a casa do povo e tornou-se um negócio.  
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Convém lembrar aos que se consideram úteis  e insubstituíveis à política que o cemitério guarda uma legião de ex-políticos esquecidos, cuja ausência jamais fez falta ao país.  
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As próximas eleições são a oportunidade para os eleitores moralizarem o Legislativo, elegendo apenas candidatos novos, sem os vícios da velha política, que tenham conduta ilibada e boa formação cultural. Por outro lado, diga não à reeleição política, aos trocadores de partidos, aos que interromperam o mandato para exercer cargos nos governos, e àqueles que já sofreram condenação na Justiça ou punição no Conselho de Ética do Legislativo. 
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Júlio César Cardoso
Servidor federal aposentado
Balneário Camboriú-SC

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POLÍTICA

Frase do dia: Ciro Gomes

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Frase do dia: Ciro Gomes

Matheus Leitão

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“Estou muito envergonhado! Isto é uma indignidade inexplicável!” (Ciro Gomes, ex-ministro da Fazenda, usando as redes sociais para reclamar da troca de Carlos Lupi por Wolney Queiroz, seu desafeto no PDT, no comando do Ministério da Previdência Social) 


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Charge do JCaesar: 05 de maio

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Felipe Barbosa

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