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Em tempos de guerra, concentre -se nos ‘valores tradicionais’ imperiu a comunidade LGBTQ da Rússia | Notícias LGBTQ

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Em tempos de guerra, concentre -se nos 'valores tradicionais' imperiu a comunidade LGBTQ da Rússia | Notícias LGBTQ

Com 20 e poucos anos, Mikhail* (não seu nome verdadeiro), um homem gay da cidade de UFA na Rússia, estava fazendo o que ele amava: performances de arrasto.

“Eu estava em turnê, para competições; Eu conheci novos artistas e planejei que o arrasto seria o avô da minha vida ”, disse ele à Al Jazeera.

Nesse ponto, disse Mikhail, ele viveu sua vida abertamente e não havia experimentado muita hostilidade aberta do público do dia-a-dia. Mas nos últimos anos, as coisas começaram a mudar.

“As preocupações surgiram na indústria do clube”, disse ele. “As restrições foram colocadas no número de artistas ucranianos, uma proibição foi colocada em mencionar tópicos relacionados ao LGBT. Na vida cotidiana, havia simplesmente uma ansiedade eterna. ”

A palha final veio quando a polícia direcionou o local que Mikhail trabalhou para um ataque.

“Fui pego em ataques mais de uma vez, mas meu último ataque foi o mais difícil e mais terrível”, lembrou.

“Posteriormente, seguiu duas interrogatórios com duração de oito ou nove horas cada, aplicando pressão psicológica sobre mim sem parar. Depois disso, fui forçado a deixar o país para preservar minha liberdade. ”

A Rússia não está apenas travando guerra à Ucrânia, mas também no que vê como inimigos dentro. A perseguição a indivíduos, organizações e comunidades LGBTQ se intensificou nos últimos anos, enquanto o Kremlin procura defender “valores tradicionais”.

O coordenador do programa de monitoramento da organização LGBTQ russa Sphere, que pediu para permanecer anônimo, disse à Al Jazeera que, antes de 2022, a maioria dos abusos direcionados a indivíduos LGBTQ, “preocupados com a discriminação cotidiana e institucional, em vez de repressão direta”.

Desde emendas à proibição de “Propaganda gay”Em 2022, seguido pela proibição de transição de gênero e designação do“ movimento internacional LGBT ”como uma“ organização extremista ”em 2023, agora pelo menos dois terços dos abusos ocorrem nas mãos das autoridades.

A antiga URSS foi um dos primeiros países do mundo a descriminalizar a homossexualidade em 1917, revogando as leis da era czarista que mal eram aplicadas. Mas na década de 1930, sob Joseph Stalin, a homossexualidade tornou -se vista como uma ameaça ao tecido da sociedade soviética e, em 1934, a “sodomia” era punível com três a cinco anos de prisão.

Mais tarde, tornou -se visto como uma doença mental e os gays e lésbicas estavam confinadas à força a asilos. Somente em 1993, após o colapso do comunismo, a proibição foi levantada novamente.

Uma nova onda de perseguição começou nos anos 2010 com leis para impedir a “propaganda gay”, ostensivamente para proteger as crianças.

O governo do presidente Vladimir Putin retratou o movimento pelos direitos LGBTQ como uma agenda estrangeira para minar os valores tradicionais da família da Rússia.

“As autoridades russas não distinguem entre pedofilia e orientações ‘não tradicionais’, o que é claramente evidente a partir das estatísticas publicadas do Departamento Judiciário da Suprema Corte da Federação Russa de 2023, onde as estatísticas de todos os três artigos de 6.21 são apresentados em uma linha”.

No final de 2023, a Suprema Corte da Rússia decidiu o “movimento internacional LGBT” como uma “organização extremista”. Obviamente, nenhuma entidade formal não existe, mas essa imprecisão cria uma gama muito ampla de alvos.

“Os funcionários de qualquer organização (ajudando LGBTQ) a serem acusados ​​de participar ou organizar atividades extremistas-o que implica processos criminais de motivação injusta, potencialmente com penhas de prisão de dois dígitos como resultado”, disse o coordenador de monitoramento da esfera.

“Por esse motivo, muitas iniciativas anunciaram a cessação do trabalho no país. Algumas organizações tiraram os funcionários da Rússia para continuar trabalhando. Não restam muitas iniciativas queer no país que não são forçadas a operar no subsolo. ”

Em novembro do ano passado, a polícia de Moscou invadiu uma série de bares e estabelecimentos em toda a cidade que se acredita atender a uma clientela estranha.

“De acordo com nossos dados, havia pelo menos 43 deles em todo o país de novembro de 2023 a janeiro de 2025”, disse o representante da esfera.

“Os resultados variam: do processo criminal dos proprietários de establishment por ‘organizar e participar de uma organização extremista’ aos mesmos protocolos e multas para propaganda. Freqüentemente, os ataques não levam formalmente a uma perseguição adicional, mas os estabelecimentos onde eles ocorrem rapidamente mudam seu formato de trabalho e demonstram ativamente lealdade às políticas do governo ou simplesmente fecham. ”

O monitor da esfera acrescentou que os participantes às vezes recebem convocação a um escritório de registro militar, o que significa que eles poderiam ser elaborados para lutar na Ucrânia.

“As filmagens publicadas geralmente mostram que os visitantes dos estabelecimentos são forçados a ficar nuas no chão frio durante o ataque, que geralmente dura várias horas”, continuaram eles.

“A violência pode ser usada, entre outras coisas, para convencer os visitantes intratáveis ​​a atender às demandas ilegais da polícia: dar acesso ao conteúdo de um telefone celular ou responder a perguntas de interesse à polícia. Por exemplo, em um dos estabelecimentos, as pessoas foram forçadas a se agachar até que seu amigo deu à polícia a senha ao telefone. Nesse caso, estamos falando de tortura. ”

Além disso, as agências policiais invadiram regularmente festas gays e prendem indivíduos usando aplicativos de namoro, prendendo-os a acusações como narcóticos ou “propaganda gay”, o que pode significar exibir símbolos de orgulho gay ou falar positivamente sobre relacionamentos entre pessoas do mesmo sexo.

A repressão tem como alvo a atividade queer na esfera pública e vidas privadas.

Em dezembro, Andrei Kotov, diretor da Agência de Viagens de Men em Moscou, foi preso por acusações de organizar “atividades extremistas” e mais tarde foi encontrado morto em sua célula no que as autoridades consideraram um “suicídio”.

O site de notícias russo independente Meduza, agora operando no exílio da Letônia, recentemente relatado Que as autoridades parecem estar compilando os dados coletados dos ataques em festas gays – como impressões digitais e amostras de DNA -, bem como os registros médicos de indivíduos trans para criar um banco de dados de indivíduos LGBTQ.

O objetivo desse banco de dados não é claro, mas a polícia russa já possui um banco de dados de viciados em drogas, que supostamente é usado para identificar metas para aprisionamento ou plantio de evidências quando os policiais corruptos precisam atingir suas cotas.

“Os dados coletados podem ser usados ​​para iniciar um grande processo criminal por acusações de extremismo contra o ‘movimento internacional LGBT’ inexistente, que tem células em dezenas de regiões da Rússia”, disse Irina, chefe de advocacia da esfera.

“Também poderia ser usado como uma ferramenta de intimidação, criando uma atmosfera de medo constante entre pessoas queer; uma ferramenta de perseguição; e recrutar pessoas LGBT+ como informantes “voluntários”, oferecendo -lhes a remoção do banco de dados em troca de cooperação “.

Por causa da pressão contínua, muitos estão tentando fugir da Rússia.

“Para ser uma família ou orientação não tradicional na Rússia, pode ser perigoso para a liberdade e a vida em geral”, disse Anastasia Burakova, advogada de direitos humanos e fundador da Kovcheg (The Ark), uma organização que ajuda os emigrantes russos.

“Temos acomodações temporárias de emergência em países como Sérvia, Turquia, e às vezes somos convidados a fornecer essa acomodação de emergência para as pessoas LGBTQ. Por enquanto, vemos que existem muitos pedidos para pessoas que estão sob perseguição. ”

No entanto, a esfera está otimista sobre o futuro.

“Apesar de todos os obstáculos que o estado coloca à nossa frente, acreditamos sinceramente que há um futuro para a comunidade LGBT+ na Rússia, no mínimo e no máximo, haverá aceitação, sem discriminação e assim por diante”, afirmou Noel Shaida.

“Afinal, os regimes políticos não são eternos, as autoridades não são imortais. E mesmo que pareça que o futuro é inútil, acreditamos e tentamos demonstrar com todas as nossas atividades que nenhuma proibição do estado pode nos cancelar. ”

Mas Mikhail é mais sombrio, pelo menos no curto prazo.

“As pessoas não serão capazes de se expressar, elas tentarão monitorar seu comportamento para se misturar com as normas que o estado agora determina”, comentou.

“Por mais triste que seja, acho que as estatísticas de suicídio aumentarão”.



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Alunas da Ufac criam biblioteca de grafismos do povo Huni Kuin — Universidade Federal do Acre

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Alexandra Deitos e Txima Huni Kuin.jpg

Alunas de graduação e mestrado do campus Floresta da Ufac criaram, em 2024, o projeto Biblioteca de Kene, que reúne tecelagem em algodão, pintura corporal, registros audiovisuais e uma plataforma digital acessível por celular. A iniciativa surgiu do trabalho de conclusão de curso de Txima Huni Kuin, em Licenciatura Indígena, e da pesquisa para a dissertação de Alexandra Deitos no programa de pós-graduação em Ensino de Humanidades e Linguagens.

Txima investigou a tecelagem como expressão dos conhecimentos, da arte e da espiritualidade de seu povo, sob orientação do professor Amilton Pelegrino de Mattos. Alexandra, artista visual e atualmente doutoranda, colaborou na construção do projeto por meio de uma pesquisa de autoria coletiva, desenvolvida com as mulheres da comunidade.

Desse encontro surgiu a proposta de criar um espaço onde os mais de 60 grafismos praticados pelas mulheres pudessem ser consultados, ensinados e aprendidos por jovens e mestras tecelãs. O projeto terá uma nova etapa entre 10 e 16 de outubro, com a realização da 2ª Oficina de Kene da Aldeia Arco-Íris, na terra indígena Seringal Independência, no município de Jordão (AC).

Aprendizagem no território

Durante os sete dias de oficina, mestras tecelãs e jovens aprendizes participarão de atividades de preparação de fios, cantos rituais, aplicação do Bawe e tecelagem de painéis com grafismos. Os processos serão documentados para compor o acervo da biblioteca na aldeia e seu site colaborativo, com gestão do conhecimento pelas próprias mulheres.

A proposta dialoga com a expressão “a universidade é na aldeia”, do professor e pesquisador Yube Huni Kuin, também acadêmico da Licenciatura Indígena da Ufac. A experiência reconhece o território e as práticas da comunidade como espaços de produção e transmissão de conhecimento.

Mestras e aprendizes tecelãs.jpg

A 2ª Oficina de Kene é realizada por Txima Huni Kuin, Alexandra Deitos e pela Aldeia Arco-Íris, com apoio do curso de Licenciatura Indígena, da Fundação de Cultura Elias Mansour, do governo do Acre, da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura, do Ministério da Cultura e do governo federal.

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Ufac sedia encontro regional sobre residência e preceptoria no SUS — Universidade Federal do Acre

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2º Encontro Regional do Projeto de Desenvolvimento da Gestão de Programas de Residência e da Preceptoria no SUS (2).jpg

A Ufac sediou o 2º Encontro Regional do Projeto de Desenvolvimento da Gestão de Programas de Residência e da Preceptoria no Sistema Único de Saúde (SUS). O evento ocorreu nesta quinta-feira, 8, no anfiteatro Garibaldi Brasil, campus-sede, e reuniu profissionais e representantes de instituições de saúde para a apresentação dos resultados de sete projetos de intervenção desenvolvidos ao longo de dois anos de formação.

A iniciativa é promovida pelo Hospital Sírio-Libanês, em parceria com o Ministério da Saúde, no âmbito do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do SUS, com participação da Ufac.

Para o reitor Josimar Ferreira, cerca de 80% das atividades dos residentes são realizadas nas unidades de saúde. Ele ressaltou o compromisso da gestão com a valorização dos profissionais que atuam na formação dos residentes. “Temos desenvolvido uma política para que os nossos preceptores possam participar dos nossos programas de pós-graduação, de forma a ter vagas garantidas para sua qualificação também.”

O encontro marcou a apresentação dos projetos de intervenção dos cursos de especialização em Gestão de Programas de Residência em Saúde e Educação na Saúde para Preceptores no SUS. Os trabalhos abordaram temas como formação e avaliação de preceptores, definição de perfis de competências, saúde mental dos residentes, reestruturação curricular e melhoria dos processos de trabalho nos serviços de saúde.

Segundo a coordenadora da Residência Multiprofissional Integrada em Saúde da Família e Comunidade da Ufac, Mariane Ribeiro, as iniciativas buscam qualificar tanto a formação dos residentes quanto as atividades desenvolvidas nos campos de prática. “Esses resultados que temos hoje proporcionam uma integração com o ensino, serviço e a comunidade, porque também têm um retorno para o usuário”, disse.

Para a representante do Hospital Sírio-Libanês e facilitadora de ensino e aprendizagem, Célia Márcia Birchler, a conclusão dos cursos representa uma etapa de um trabalho que deve continuar nas instituições de saúde. “Toda vez que fazemos um movimento de fortalecimento dos programas de residência, na realidade estamos falando de um processo de qualificação do SUS”, afirmou.

A presidente da Fundação Hospitalar Governador Flaviano Melo (Fundhacre), Sóron Angélica Steiner, disse que a formação estimula mudanças na organização do trabalho e no atendimento da população. “Essa força motriz que faz com que o serviço ande de acordo com a formação é o que faz com que o gestor seja provocado a melhorar o ambiente de trabalho, o fluxo de serviço.”

Também participaram da mesa de honra do encontro o presidente do Conselho Estadual de Saúde do Acre, Osvaldo de Souza Leal Júnior; e Pedro Henrique Macedo Leitão, representando o secretário municipal de Saúde de Rio Branco, Rennan Biths.



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Ufac faz cerimônia de entrega de diplomas médicos do Revalida — Universidade Federal do Acre

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Nathalia Oliveira, Ufac 2026.10.02.jpeg

A Ufac realizou a cerimônia de entrega da revalidação de diplomas médicos expedidos por instituições de ensino superior estrangeiras, referentes à edição 2025.2 do Revalida. O Núcleo de Registro e Controle Acadêmico (Nurca) relaciona 67 certificados disponíveis para retirada. O ato ocorreu nesta sexta-feira, 2, no Nurca, campus-sede, e contou com a participação do reitor Josimar Ferreira.

“É inédito para nossa universidade fazer um ato que representa a entrega dos diplomas”, disse Josimar. Ele ressaltou a rapidez com que o processo foi concluído pela equipe do Nurca e pediu aos médicos que retribuam à sociedade com ética e acolhimento no atendimento, além de afirmar que a entrega demonstra o papel da universidade no reconhecimento daqueles que se formaram fora do Brasil.

Segundo o diretor do Nurca, Lucas de Araújo Moura, a Ufac realiza revalidações há alguns anos, mas as entregas dos certificados aconteciam de forma avulsa. Ele explicou que a proposta do ato simbólico foi atender os profissionais e valorizar o momento vivido por eles e por suas famílias. Os documentos são entregues juntamente com os originais apresentados pelos interessados, que devem assinar o termo de recebimento do certificado de revalidação.

A médica Nathalia Bragança de Oliveira, que recebeu o diploma revalidado 30 dias após dar entrada no processo na Ufac, disse ter escolhido a universidade pela organização e pelo prazo de entrega. “Foi muito rápido, um processo muito organizado também, desde o momento do início até agora.” Ela relatou que foi recebida com atenção pela equipe, que explicou todas as etapas do procedimento, disse esperar ingressar no mercado de trabalho e atender os pacientes com cuidado.



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