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Emmanuel Macron foi a grande esperança liberal para a França e a Europa. Como tudo deu tão errado? | Oliver Haynes

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Oliver Haynes

CQuando Emmanuel Macron foi eleito pela primeira vez na primavera de 2017, disseram-nos que ele era o futuro do pluralismo liberal. A BBC disse que sua vitória foi “um repúdio à onda populista e antiestablishment” daquela época. Ele era “o próximo líder da Europa”De acordo com uma capa da revista Time. The Economist foi além. Sua capa perguntou se ele fosse o “salvador” da Europa e declarasse que estava a montar uma revolução na política democrática “sem lança nem forcado”.

Sete anos mais tarde, a “revolução” “pacífica” e “democrática” de Macron está em ruínas, enquanto o presidente luta para navegar numa crise política da sua própria autoria. Em Junho, convocou eleições legislativas desnecessárias, perdeu-as e recusou-se a admitir a derrota. Durante o verão, a França passou pelo segundo período mais longo sem governo na sua história recente. O governo resultante, liderado por Michel Barnier, só conseguiu sobreviver durante o tempo que sobreviveu graças a um pacto com a extrema direitaantes desmoronou após um voto de censura realizado em 4 de Dezembro. Embora Macron tenha agora nomeado François Bayrou como primeiro-ministro, não é claro como isso resolve o problema fundamental de que tanto o presidente como a sua agenda são amplamente odiados no país e amplamente contestados no parlamento.

O balanço do macronismo explica a sua série de derrotas. Quando assumiu o cargo, o défice de França era de 2,6% do PIB, em outubro de 2024 estava em 6,2%. Quem foram os beneficiários de tal devassidão? Certamente não são estudantes de escolas públicas e seus professores estressados ​​tendo que trabalhar com o maiores turmas da Europa. Nem são eles número crescente de pessoas vivendo em “desertos médicos”, onde o acesso a médicos ou cirurgiões é insuficiente. Os ultra-ricos, no entanto, tiveram um desempenho muito bom, com as quatro maiores fortunas em França a aumentarem 87% desde 2020. de acordo com a Oxfam. A macronomia se assemelha à Trussonomia em câmera lenta. Foi um programa de cortes de impostos não financiados para os ricos que os macronistas assumiram erradamente que aumentaria a actividade económica e, portanto, a arrecadação de impostos. De acordo com o próprio guru da economia de Macron“esta não foi uma estratégia ruim, mas não funcionou”.

Se o seu historial económico mina a narrativa de que Macron era o candidato da inovação e das finanças sólidas, o seu historial social e político demonstra que a revolução Macron não foi pacífica, nem particularmente democrática, e põe em causa os rótulos de “liberal” e “centrista”. ”, tantas vezes aplicado ao presidente francês. A violência policial piorou acentuadamente sob Macron, com o número de balas disparadas e de pessoas mortas pela polícia cada vez mais ligeiramentee o número de balas de borracha disparou contra multidões que dispararam. Ele também ajudou a normalizar a extrema direita, falando dos seus temas preferidos, usando sua linguagem e aprovar uma lei de imigração que Marine Le Pen saudou como uma “vitória ideológica”.

Além disso, tem governado de uma forma cada vez mais antidemocrática, impondo medidas extremamente impopulares usando o artigo 49.3 da Constituição. aprovar leis sem votação parlamentar e tentar fechar a Nova Frente Popular de esquerda (NPF) aliança fora do governo, apesar ganhando o maior número de assentos nas eleições legislativas deste Verão. O ativista Ugo Palheta escreve sobre o processo de fascistização da sociedade francesa como parte do mídia, serviço público e elite empresarial estão radicalizados para a direita. Macron ajudou facilmente neste processo, com a extrema direita a alcançar os seus melhores resultados eleitorais de sempre neste Verão.

Recentemente, Macron tem lutado para tentar manter o Netflix atingiu Emily em Paris, na França. É uma busca apropriadamente absurda. Emily em Paris, tal como os Jogos Olímpicos de Verão, é uma imagem fantasiosa da França que Macron quer governar e pretende criar. Mas o sujeito arquetípico da França de Macron não é Emily, a habitante de uma nação startup habitada exclusivamente pelos ricos e sensuais, mas sim como Vanessa Langard, uma manifestante de colete amarelo que conheci recentemente. Langard foi decorador e tive que levar um segundo emprego para ajudar a pagar os cuidados de sua avó. Langard foi baleado no rosto e cegada por uma bala de borracha num protesto em dezembro de 2018. Quando falámos, ela estava perturbada, soluçando ao descrever a sua raiva pela recusa do Estado francês em designá-la vítima de violência policial, e como a sua mãe comenta que ela tornou-se mais moderado desde o ataque.

A vida de Vanessa mostra-nos os efeitos do Macronismo em miniatura. Ela foi apanhada pela sua repressão à dissidência e cega pelas armas cada vez mais militaristas que o Estado utiliza contra os seus cidadãos. Agora 40 anos, ela não consegue trabalhar e vive sobre os escassos benefícios pagos às pessoas com deficiência em França, um dos centenas de milhares de pessoas empurradas para a precariedade sob Macron. Ela necessita de cuidados e, por isso, depende de um sistema de saúde cada vez mais sobrecarregado que o governo pretende reduzir ainda mais. Ela é uma das 56% dos franceses que dizem que a vida se tornou mais difícil devido aos baixos rendimentos e ao aumento dos custos, um dos 85% das pessoas que temem que o próximo orçamento afecte negativamente a sua situação financeira, e um dos 77% que entendem que isso é resultado de decisões políticas.

Macron tem mais de dois anos até às próximas eleições, mas não dá sinais de mudar de rumo. Durante o verão, Libération revealed que houve uma série de reuniões secretas entre macronistas e membros do partido de extrema-direita Reunião Nacional intermediadas pelo conselheiro próximo de Macron, Thierry Solère, ajudando a normalizá-los ainda mais. Edouard Philippe, um aliado de Macron e potencial sucessor, teria dito a Le Pen que deseja que as próximas eleições sejam uma disputa de “projecto contra projecto” sem “crítica moral”.

Não é um bom presságio para o liberalismo que o seu garoto-propaganda pró-UE se tenha tornado como o Rei Lear, cego pelo narcisismo e entregando voluntariamente o reino a uma força destrutiva que ele ajudou a criar. Macron oferece uma lição prática sobre o esgotamento do liberalismo. Quando a forma e a aparência do liberalismo permanecem, mas o seu conteúdo e os valores são evacuados, o que resta é algo oco e quebradiço. Torna-se incapaz de melhorar a vida de qualquer pessoa que não seja dos ricos, incapaz de responder a factos inconvenientes, como resultados eleitorais decepcionantes, incapaz de articular até mesmo uma crítica moral à extrema direita que procura usurpá-la, e incapaz politicamente de travar a sua ascensão. O macronismo falhou.



Leia Mais: The Guardian

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Licenciatura Indígena realiza defesa de TCCs em aldeias no Juruá — Universidade Federal do Acre

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O curso de Licenciatura Indígena, do campus Floresta da Ufac, realizou o 1º Seminário Acadêmico de Apresentação de Trabalhos de Conclusão de Curso (TCCs). O evento possibilitou a defesa de 16 trabalhos nas aldeias Barão, da terra indígena Puyanawa, em Mâncio Lima (AC), e Morada Nova, na terra indígena Katukina/Kaxinawá, em Feijó (AC). As atividades ocorreram entre 25 de setembro e 2 de outubro, envolvendo estudantes, professores, egressos do curso, pós-graduandos e as comunidades locais.

Os TCCs defendidos nas aldeias são de autoria de discentes que ingressaram na Ufac em 2023 e deverão colar grau no início de 2027. Os temas das pesquisas contemplaram variados aspectos da vida indígena, abrangendo história, biografia, mitologia, organização política, território, medicina tradicional, grafismos, gênero, terminologias linguísticas, educação especial, atividade cinegética e rituais tradicionais.

A viabilização das defesas nas aldeias ocorreu pela primeira vez em 18 anos de existência da graduação e está de acordo com a pedagogia da alternância, pela qual parte da carga horária do curso é realizada nas comunidades indígenas dos alunos, por meio de pesquisa e extensão. Os recursos para realização do evento foram provenientes de projeto de extensão com o mesmo nome do seminário.

As bancas de avaliação foram compostas por docentes do curso, egressos de outras turmas da Licenciatura Indígena e egressos indígenas de outros cursos da Ufac, inclusive da pós-graduação. Também compuseram algumas bancas pessoas reconhecidas por suas comunidades com “notório saber”, expediente previsto no regulamento de TCC do curso. Além de familiares dos estudantes e moradores das aldeias, indígenas de outras etnias estiverem presentes no seminário.

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Organização

A atividade no município de Mâncio Lima, que é vizinho ao campus Floresta, em Cruzeiro do Sul (AC), ocorreu num só dia, em 25 de setembro, com a defesa de dois TCCs. Já para o evento em Feijó foi necessário um deslocamento de ônibus, com duração de quase seis horas, em 30 de setembro, até o porto da cidade. E, à noite, uma embarcação levou cerca de 20 pessoas até a aldeia Morada Nova, onde houve uma recepção musical para o grupo. Na manhã do dia seguinte começaram as defesas, que prosseguiram até 2 de outubro.

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Herbário da Ufac participa do 76º Congresso Nacional de Botânica — Universidade Federal do Acre

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Ufac no 76º Congresso Nacional de Botânica-2026 (2)x.png

A servidora Júlia Gomes da Silva, curadora do Herbário da Ufac, vinculado ao Parque Zoobotânico (PZ), representou a instituição no 76º Congresso Nacional de Botânica e 15º Encontro de Botânicos do Centro-Oeste, eventos ocorridos de 11 a 16 de outubro, em Campo Grande. Ela participou de mesa-redonda com apresentação das coleções dos herbários da região Norte.

Na ocasião, os curadores discutiram avanços, desafios estruturais e o futuro das coleções científicas do país. Durante sua exposição, Júlia conduziu o público por uma linha do tempo que remonta a 22 de outubro de 1979, data da primeira coleta registrada no campus-sede da Ufac: uma ‘Vismia’ (gênero científico de planta) coletada por L. Coêlho. Em razão desse registro, o herbário da Ufac comemora 47 anos nesta quinta-feira, 22.

Júlia destacou perspectivas importantes para o cenário científico acreano. Entre os projetos de destaque estão investimentos viabilizados via Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), incluindo a projeção de um novo prédio de cerca de 600 metros quadrados e a aquisição de armários compactadores modernos para garantir a preservação do acervo em longo prazo.

Também representaram a Ufac estudantes do campus Floresta, em Cruzeiro do Sul (AC), e a professora Simone Reis. A universidade enviou 11 resumos, dos quais oito foram apresentados. O evento possibilitou a troca de experiência com botânicos do país e conversas sobre parcerias de trabalho, incluindo a realização de expedições para grupos de plantas pouco estudados no Acre.

Herbário

O Herbário da Ufac tem uma equipe técnica composta por Júlia Gomes da Silva, Izailene Saar e colaboradores, como a ex-curadora e atual vice-reitora Almecina Balbino, o técnico Davi Borges e estagiários. O acervo abriga preciosidades da flora amazônica e sul-americana, registrando a superação de gargalos históricos de digitalização e integrando atualmente plataformas globais de dados de biodiversidade, como o SpeciesLink e o Global Biodiversity Information Facility.

Entre os marcos recentes destacados está o avanço na informatização de milhares de registros e a aposta em inovações, como a participação na Rede de Herbários Espectrais da Amazônia, que utiliza a espectroscopia no infravermelho próximo (tecnologia NIR portátil) para otimizar a identificação de espécies diante da escassez de taxonomistas na região.

A informatização completa do acervo ainda está em processo e figura como um dos principais objetivos da equipe, que agradeceu à direção do PZ e à Ufac pelo apoio contínuo aos servidores e à coleção, além de exaltar o esforço coletivo dos bolsistas, voluntários e parceiros que documentam, protegem e estudam a flora e funga brasileira.



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Ufac retoma Semana Acadêmica de Física após 6 anos, com planetário — Universidade Federal do Acre

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Ufac retoma Semana Acadêmica de Física após 6 anos, com planetário — Universidade Federal do Acre

A Universidade Federal do Acre (Ufac) realiza até esta sexta-feira, 23, a 3ª Semana Acadêmica de Física, no prédio do curso, no campus-sede, em Rio Branco. Iniciado nessa segunda-feira, 19, o evento retoma as atividades presenciais da semana acadêmica após seis anos de interrupção, causada pela pandemia de covid-19 e pela reorganização do calendário universitário.

A programação tem atrações abertas ao público, como oficinas de astronomia, observação do Sol com telescópio e um planetário móvel, instalado no segundo andar do prédio de Física. Há ainda palestras, apresentações de pesquisas de estudantes e minicursos práticos de elaboração de material didático, física experimental, criação de mapas, processamento de dados e sismologia.

Organizada em três eixos temáticos, a semana é voltada aos estudantes da licenciatura e do bacharelado em Física e do curso de Física Aplicada às Ciências da Terra. Os primeiros dias tiveram debates e palestras sobre o ensino de física e a formação docente. Em seguida, a programação trata de física pura, como mecânica quântica, relatividade e física de partículas, e termina com geofísica, astronomia e fenômenos naturais.

Segundo o coordenador do evento e professor do curso de Física, Victor Carreira, a retomada presencial reaproxima o curso da comunidade externa e das escolas de educação básica. Turmas do Instituto Federal do Acre visitaram a semana, e escolas da rede pública foram convidadas.

“A semana acadêmica é muito importante tanto para os nossos alunos quanto para a comunidade em geral de Rio Branco”, disse Carreira. “É uma oportunidade para jovens do ensino médio conhecerem a universidade e vivenciarem a ciência na prática.”

A cerimônia de encerramento ocorre nesta sexta-feira, 23, à tarde.

(Fhagner Soares, estagiário Ascom/Ufac)

 



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