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Empresa de táxi voador do Reino Unido deposita esperanças nos investidores à medida que o dinheiro escasseia | Indústria aeroespacial
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2 anos atrásem
Jasper Jolly
Num dia sombrio de novembro em Cotswolds, Inglaterra, o VX4 – um cruzamento entre um avião e um helicóptero – levantou-se da pista de um aeroporto, pairou a poucos metros do chão e voltou a pousar.
Pode não ter atingido uma altitude inebriante, mas para o seu proprietário britânico, a Vertical Aerospace, foi um momento crucial. A empresa, que recebeu milhões de libras em apoio dos contribuintes do Reino Unidoestá ficando sem dinheiro.
Em meio a negociações difíceis com investidores que poderiam levar ao fundador, Stephen Fitzpatrickperdendo o controlo do negócio para um fundo de cobertura dos EUA, o voo ofereceu provas de que a nave eléctrica poderia transportar uma pessoa sem precisar de uma amarra ao solo por segurança.
A Vertical já experimentou o que pode acontecer se as coisas derem errado. Em um dia mais ensolarado de agosto passado, uma versão não tripulada da aeronave caiu na pista depois que a cola que segurava uma lâmina em um dos oito rotores falhou. A aeronave de 3,7 toneladas caiu 30 pés em uma pilha amassada, com a lâmina pousando a 50 metros de distância. Ninguém ficou ferido.
A crise e a crise financeira sublinharam a dificuldade de tornar os táxis voadores uma realidade depois de quase um século de esforços. A Vertical anunciou na terça-feira que adiaria a data em que sua primeira aeronave obteria a aprovação regulatória do Reino Unido para transportar passageiros por mais dois anos, até 2028.
Inicialmente, a empresa alegou que a aeronave – com espaço para quatro passageiros, 160 quilômetros de alcance e velocidades máximas de 240 km/h – estaria em serviço em 2025. Stuart Simpson, presidente-executivo da Vertical, confirmou aos investidores esta semana que escolheu o Reino Unido para fábrica para construir 200 aeronaves por ano. No entanto, reguladores e fornecedores cautelosos acabaram com o cronograma ambicioso.
Uma série de startups estão tentando construir táxis voadores, conhecidos na indústria como aeronaves elétricas de decolagem e pouso vertical (Evtol). Durante alguns anos, pareciam estar a fazer progressos rápidos à medida que os investidores, alimentados por dinheiro barato, procuravam o Tesla do ar.
Empresas de táxi voador, como a Joby Aviation e a Archer Aviation dos EUA, bem como a Volocopter da Alemanha arrecadou somas significativas e construiu protótipos voadores. Os três maiores fabricantes de aviões – a Airbus da Europa, a Boeing dos EUA e a Embraer do Brasil – foram atraídos para a corrida através de subsidiárias.
A Vertical aproveitou essa onda. Fitzpatrick, um empresário cujos investimentos incluíram uma equipa de Fórmula 1 e que obtém a maior parte da sua fortuna de 800 milhões de libras da sua empresa de energia Ovo, fundou a Vertical em 2016. Ela flutuou em 2021 no mercado de ações dos EUA com uma avaliação de 2,2 mil milhões de dólares.
No entanto, o aumento das taxas de juro e os atrasos no desenvolvimento fizeram com que os investidores hesitassem antes de investirem mais dinheiro. O preço das ações da Vertical despencou 95% desde a bolha da pandemia de Covid, avaliando-a em apenas US$ 110 milhões.
Um rival listado nos EUA, Liliumno mês passado, entrou com pedido de falência de suas subsidiárias alemãs e está procurando um comprador para salvá-la. A montadora chinesa Geely estava em negociações para salvar a Volocopter, informou a Bloomberg na quarta-feira, depois que seu valor também caiu. A Rolls-Royce da Grã-Bretanha encerrou os planos para um negócio de táxis voadores quase três anos depois que sua aeronave quebrou o recorde de velocidade aérea.
“Houve uma bolha enorme”, disse uma fonte da indústria. “Está começando a chegar ao fim.”
A longo prazo, permanecem preocupações sobre como os táxis voadores seriam regulamentados em céus movimentados. Mas a indústria recebeu notícias positivas quando as autoridades dos EUA emitiram regras sobre como esses veículos poderiam ser operados e os pilotos treinados.
após a promoção do boletim informativo
Simpson disse aos investidores que a empresa precisava de cerca de US$ 100 milhões para cobrir seus custos no próximo ano. Tinha £ 42,8 milhões em dinheiro no final de setembro.
A crise financeira imediata poderá ser atenuada se as negociações com um grande credor forem bem-sucedidas. Fitzpatrick e Vertical estão em discussões há quase um ano com Jason Mudrick, um investidor americano em dívidas inadimplentes que ganhou milhões durante a pandemia investindo em “estoques de memes”, como AMC Entertainment e GameStop.
Mudrick se ofereceu para converter cerca de metade de seus US$ 200 milhões em empréstimos anteriores à Vertical em ações, em troca de uma injeção de dinheiro de até US$ 50 milhões.
No entanto, ele escreveu numa carta ao conselho de administração da Vertical no mês passado que tinha sido “recusado a todo o momento pelo Sr. Fitzpatrick, uma vez que se recusa a aceitar a diluição contratual das suas participações” de cerca de 70% da empresa.
Os acionistas existentes ficariam com apenas 20% da empresa no negócio, embora Fitzpatrick tenha pressionado por 30%. Um acordo poderia abrir caminho para outros investidores fazerem novos investimentos em ações. Os candidatos poderiam incluir investidores anteriores, como Virgin Atlantic e American Airlines, bem como a Microsoft e o fornecedor de sistemas de controle Honeywell.
Embora a Vertical se orgulhe de um modelo de baixo custo de compra de tecnologia de fornecedores estabelecidos, é provável que precise de entre 500 milhões de dólares e mil milhões de dólares para passar quatro anos sem receitas.
Simpson disse estar “otimista” em encontrar capital, apesar dos investidores expressarem preocupações com o atraso no lançamento. Mas um investimento adicional de 500 milhões de dólares em Joby no mês passado pela Toyota e 300 milhões de dólares angariados pela Beta Technologies tranquilizou alguns investidores de que as empresas de táxis voadores ainda podem encontrar dinheiro – se conseguirem provar que a tecnologia funciona.
“Este é um ambiente de financiamento difícil e houve uma mudança na indústria”, disse Simpson. “Acho que seremos um dos vencedores.”
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Licenciatura Indígena realiza defesa de TCCs em aldeias no Juruá — Universidade Federal do Acre
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23 de outubro de 2026O curso de Licenciatura Indígena, do campus Floresta da Ufac, realizou o 1º Seminário Acadêmico de Apresentação de Trabalhos de Conclusão de Curso (TCCs). O evento possibilitou a defesa de 16 trabalhos nas aldeias Barão, da terra indígena Puyanawa, em Mâncio Lima (AC), e Morada Nova, na terra indígena Katukina/Kaxinawá, em Feijó (AC). As atividades ocorreram entre 25 de setembro e 2 de outubro, envolvendo estudantes, professores, egressos do curso, pós-graduandos e as comunidades locais.
Os TCCs defendidos nas aldeias são de autoria de discentes que ingressaram na Ufac em 2023 e deverão colar grau no início de 2027. Os temas das pesquisas contemplaram variados aspectos da vida indígena, abrangendo história, biografia, mitologia, organização política, território, medicina tradicional, grafismos, gênero, terminologias linguísticas, educação especial, atividade cinegética e rituais tradicionais.
A viabilização das defesas nas aldeias ocorreu pela primeira vez em 18 anos de existência da graduação e está de acordo com a pedagogia da alternância, pela qual parte da carga horária do curso é realizada nas comunidades indígenas dos alunos, por meio de pesquisa e extensão. Os recursos para realização do evento foram provenientes de projeto de extensão com o mesmo nome do seminário.
As bancas de avaliação foram compostas por docentes do curso, egressos de outras turmas da Licenciatura Indígena e egressos indígenas de outros cursos da Ufac, inclusive da pós-graduação. Também compuseram algumas bancas pessoas reconhecidas por suas comunidades com “notório saber”, expediente previsto no regulamento de TCC do curso. Além de familiares dos estudantes e moradores das aldeias, indígenas de outras etnias estiverem presentes no seminário.

Organização
A atividade no município de Mâncio Lima, que é vizinho ao campus Floresta, em Cruzeiro do Sul (AC), ocorreu num só dia, em 25 de setembro, com a defesa de dois TCCs. Já para o evento em Feijó foi necessário um deslocamento de ônibus, com duração de quase seis horas, em 30 de setembro, até o porto da cidade. E, à noite, uma embarcação levou cerca de 20 pessoas até a aldeia Morada Nova, onde houve uma recepção musical para o grupo. Na manhã do dia seguinte começaram as defesas, que prosseguiram até 2 de outubro.

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Herbário da Ufac participa do 76º Congresso Nacional de Botânica — Universidade Federal do Acre
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22 de outubro de 2026A servidora Júlia Gomes da Silva, curadora do Herbário da Ufac, vinculado ao Parque Zoobotânico (PZ), representou a instituição no 76º Congresso Nacional de Botânica e 15º Encontro de Botânicos do Centro-Oeste, eventos ocorridos de 11 a 16 de outubro, em Campo Grande. Ela participou de mesa-redonda com apresentação das coleções dos herbários da região Norte.
Na ocasião, os curadores discutiram avanços, desafios estruturais e o futuro das coleções científicas do país. Durante sua exposição, Júlia conduziu o público por uma linha do tempo que remonta a 22 de outubro de 1979, data da primeira coleta registrada no campus-sede da Ufac: uma ‘Vismia’ (gênero científico de planta) coletada por L. Coêlho. Em razão desse registro, o herbário da Ufac comemora 47 anos nesta quinta-feira, 22.
Júlia destacou perspectivas importantes para o cenário científico acreano. Entre os projetos de destaque estão investimentos viabilizados via Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), incluindo a projeção de um novo prédio de cerca de 600 metros quadrados e a aquisição de armários compactadores modernos para garantir a preservação do acervo em longo prazo.
Também representaram a Ufac estudantes do campus Floresta, em Cruzeiro do Sul (AC), e a professora Simone Reis. A universidade enviou 11 resumos, dos quais oito foram apresentados. O evento possibilitou a troca de experiência com botânicos do país e conversas sobre parcerias de trabalho, incluindo a realização de expedições para grupos de plantas pouco estudados no Acre.
Herbário
O Herbário da Ufac tem uma equipe técnica composta por Júlia Gomes da Silva, Izailene Saar e colaboradores, como a ex-curadora e atual vice-reitora Almecina Balbino, o técnico Davi Borges e estagiários. O acervo abriga preciosidades da flora amazônica e sul-americana, registrando a superação de gargalos históricos de digitalização e integrando atualmente plataformas globais de dados de biodiversidade, como o SpeciesLink e o Global Biodiversity Information Facility.
Entre os marcos recentes destacados está o avanço na informatização de milhares de registros e a aposta em inovações, como a participação na Rede de Herbários Espectrais da Amazônia, que utiliza a espectroscopia no infravermelho próximo (tecnologia NIR portátil) para otimizar a identificação de espécies diante da escassez de taxonomistas na região.
A informatização completa do acervo ainda está em processo e figura como um dos principais objetivos da equipe, que agradeceu à direção do PZ e à Ufac pelo apoio contínuo aos servidores e à coleção, além de exaltar o esforço coletivo dos bolsistas, voluntários e parceiros que documentam, protegem e estudam a flora e funga brasileira.
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Ufac retoma Semana Acadêmica de Física após 6 anos, com planetário — Universidade Federal do Acre
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21 de outubro de 2026A Universidade Federal do Acre (Ufac) realiza até esta sexta-feira, 23, a 3ª Semana Acadêmica de Física, no prédio do curso, no campus-sede, em Rio Branco. Iniciado nessa segunda-feira, 19, o evento retoma as atividades presenciais da semana acadêmica após seis anos de interrupção, causada pela pandemia de covid-19 e pela reorganização do calendário universitário.
A programação tem atrações abertas ao público, como oficinas de astronomia, observação do Sol com telescópio e um planetário móvel, instalado no segundo andar do prédio de Física. Há ainda palestras, apresentações de pesquisas de estudantes e minicursos práticos de elaboração de material didático, física experimental, criação de mapas, processamento de dados e sismologia.
Organizada em três eixos temáticos, a semana é voltada aos estudantes da licenciatura e do bacharelado em Física e do curso de Física Aplicada às Ciências da Terra. Os primeiros dias tiveram debates e palestras sobre o ensino de física e a formação docente. Em seguida, a programação trata de física pura, como mecânica quântica, relatividade e física de partículas, e termina com geofísica, astronomia e fenômenos naturais.
Segundo o coordenador do evento e professor do curso de Física, Victor Carreira, a retomada presencial reaproxima o curso da comunidade externa e das escolas de educação básica. Turmas do Instituto Federal do Acre visitaram a semana, e escolas da rede pública foram convidadas.

“A semana acadêmica é muito importante tanto para os nossos alunos quanto para a comunidade em geral de Rio Branco”, disse Carreira. “É uma oportunidade para jovens do ensino médio conhecerem a universidade e vivenciarem a ciência na prática.”
A cerimônia de encerramento ocorre nesta sexta-feira, 23, à tarde.
(Fhagner Soares, estagiário Ascom/Ufac)
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