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Empresa enfrentou greve de sete anos entre 1962 e 1969 – 26/12/2024 – Andanças na metrópole
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2 anos atrásem
Vicente Vilardaga
O que se vê hoje na outrora imponente Companhia Brasileira de Cimento Portland Perus são ruínas. As instalações da fábrica estão completamente abandonadas e os silos, pichados. Há uma vila operária e uma igreja cobertas pelo mato. A paisagem é desoladora e encobre um passado vergonhoso.
Instalada ao lado da estrada de ferro, bem perto da estação Perus, na zona noroeste de São Paulo, ela foi fundada em 1926 e é considerada a primeira fábrica de cimento portland de grande porte no país.
Tinha uma localização estratégica para atender a crescente demanda pelo produto em São Paulo naquela época. Ficava próxima de uma jazida calcária e da usina hidrelétrica Edgard de Sousa. O cimento produzido ali foi usado na construção do viaduto do Chá e da biblioteca Mário de Andrade, por exemplo.
Pertencia ao grupo canadense Drysdale & Pease e, em 1951, caiu nas mãos de José João Abdalla, o J.J. Abdalla. Nos anos seguintes, começaria sua decadência. O empresário ficou conhecido pela desonestidade e truculência, que, na década de 1960, lhe valeriam o apelido, dado pela imprensa paulista, de “mau patrão”.
Havia se destacado no setor têxtil, mas controlava pedreiras, usinas, minas e ferrovias, além de ser um grande proprietário de terras. Também participava da política e quando comprou a fábrica de Perus era deputado federal.
Seus funcionários trabalhavam em condições degradantes e cumpriam jornadas exaustivas e, em plena ditadura militar, fizeram uma greve não violenta que durou sete anos, entre 1962 e 1969. O bairro de Perus chegou a ser ocupado pelo Exército.
Foi chamada de greve dos Queixadas, como se autodenominavam os operários em referência ao porco do mato que ao se ver em perigo se une em grupo. Eles reivindicavam melhoria das condições de trabalho e o pagamento de salários atrasados e de benefícios, como adicionais de férias e de insalubridade.
A greve na fábrica só foi encerrada quando Abdalla foi condenado pela justiça a indenizar os trabalhadores e o governo descobriu que suas 32 empresas não recolhiam impostos regularmente. Ele foi condenado várias vezes à prisão e teve os bens confiscados. Em 1973, a Cimento Portland, junto com uma ordem de falência, sofreu uma intervenção federal e, em 1974, foi confiscada pela União.
Além de não pagar salários e sonegar impostos, ele era também um destruidor do meio ambiente. Dentro de sua lógica perversa, Abdalla havia optado por não instalar filtros para conter a poluição dos fornos de cimento
Os moradores de Perus reclamavam das dezenas de toneladas de pó que eram lançadas na atmosfera anualmente e empesteavam o bairro, tornavam o ar irrespirável, causavam doenças respiratórias, sujavam roupas no varal e até derrubavam telhados.
O cimento portland é o mais utilizado em obras de construção civil, por sua resistência, durabilidade e versatilidade. Foi patenteado em 1824 por Joseph Aspdin, que o batizou com esse nome por causa de sua alta solidez, comparável às pedras da ilha britânica de Portland.
A população de Perus tenta até hoje transformar a fábrica, que foi tombada pela Prefeitura no governo de Luiza Erundina, em um centro de cultura e memória. A Cimento Portland encerrou suas atividades em 1986 e, desde então, se encontra abandonada.
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Ufac faz cerimônia de entrega de diplomas médicos do Revalida — Universidade Federal do Acre
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6 dias atrásem
2 de outubro de 2026A Ufac realizou a cerimônia de entrega da revalidação de diplomas médicos expedidos por instituições de ensino superior estrangeiras, referentes à edição 2025.2 do Revalida. O Núcleo de Registro e Controle Acadêmico (Nurca) relaciona 67 certificados disponíveis para retirada. O ato ocorreu nesta sexta-feira, 2, no Nurca, campus-sede, e contou com a participação do reitor Josimar Ferreira.
“É inédito para nossa universidade fazer um ato que representa a entrega dos diplomas”, disse Josimar. Ele ressaltou a rapidez com que o processo foi concluído pela equipe do Nurca e pediu aos médicos que retribuam à sociedade com ética e acolhimento no atendimento, além de afirmar que a entrega demonstra o papel da universidade no reconhecimento daqueles que se formaram fora do Brasil.
Segundo o diretor do Nurca, Lucas de Araújo Moura, a Ufac realiza revalidações há alguns anos, mas as entregas dos certificados aconteciam de forma avulsa. Ele explicou que a proposta do ato simbólico foi atender os profissionais e valorizar o momento vivido por eles e por suas famílias. Os documentos são entregues juntamente com os originais apresentados pelos interessados, que devem assinar o termo de recebimento do certificado de revalidação.
A médica Nathalia Bragança de Oliveira, que recebeu o diploma revalidado 30 dias após dar entrada no processo na Ufac, disse ter escolhido a universidade pela organização e pelo prazo de entrega. “Foi muito rápido, um processo muito organizado também, desde o momento do início até agora.” Ela relatou que foi recebida com atenção pela equipe, que explicou todas as etapas do procedimento, disse esperar ingressar no mercado de trabalho e atender os pacientes com cuidado.
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Consu aprova comissão para destinar cotas a pessoas transgênero — Universidade Federal do Acre
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7 dias atrásem
1 de outubro de 2026O Conselho Universitário (Consu) da Ufac aprovou a criação de uma comissão para elaborar a proposta de cotas de acesso à graduação para pessoas transgênero, que é uma pauta da Pró-Reitoria de Ações Afirmativas e Equidade (Proafe), recentemente criada com o objetivo de expandir políticas de inclusão na universidade. A aprovação ocorreu nessa quarta-feira, 30, na 5ª Reunião Ordinária do Consu, realizada no auditório do Centro de Filosofia e Ciências Humanas, campus-sede.
A Ufac já possui regulamentação que garante o acesso por cotas à comunidade transgênero na pós-graduação desde 2023. A proposta aprovada pelo Consu busca ampliar esse direito para a graduação, assegurando não apenas a entrada, mas também o acompanhamento para permanência de estudantes até a conclusão dos cursos.
A comissão terá prazo de 90 dias para realizar os estudos e apresentar a minuta final do projeto. O grupo terá formação intersetorial, reunindo representantes das três categorias acadêmicas: docentes, técnico-administrativos e discentes, além de representantes de entidades e movimentos sociais da sociedade civil voltados aos direitos da população transgênero no Acre.
“Reafirmamos nosso compromisso ao instituir a comissão que vai deliberar sobre as cotas trans”, disser o reitor Josimar Ferreira. “Trata-se de uma ação demandada pela sociedade para incluir populações historicamente invisibilizadas, garantindo que as ações afirmativas façam parte da história do nosso conselho.”
Segundo a pró-reitora de Ações Afirmativas e Equidade, Letícia Mamed, a política visa transformar a realidade de um dos grupos mais marginalizados socialmente. “Precisamos atentar para a garantia de acesso, permanência e dignidade para que essa comunidade possa construir seus projetos de vida com mais oportunidades”, comentou. “No Brasil, cerca de 30 universidades já adotam políticas semelhantes, e a Ufac dá um passo essencial para consolidar essa transformação.”
Integrante do Consu, a professora Raquel Ishii ressaltou que a comissão foi criada para ir além da gestão superior da universidade. “Considero essa aprovação uma grande vitória para a sociedade civil e para a universidade. A comissão amplia o debate da pós-graduação para a graduação. Trata-se de um grupo bem amplo, constituído não só pela gestão, mas com convites abertos ao Diretório Central dos Estudantes e a movimentos sociais externos à universidade.”
(Fhagner Soares, estagiário Ascom/Ufac)
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A Diretoria Geral do Campus Floresta (DG-Camp), por meio do Setor de Assistência Estudantil (SAE-CZS), comunica a suspensão do Restaurante Universitário nesta segunda-feira, 28, para o Campus Floresta, em decorrência do ponto facultativo decretado pela Reitoria por meio da Portaria n.º 3.914, de 24/09/2026, em virtude da celebração do Aniversário do município de Cruzeiro do Sul (AC).
Contamos com a compreensão de toda a comunidade acadêmica.
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