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Empresa petrolífera norueguesa processada por supostas ligações com empresa israelense que opera em assentamentos ilegais | Óleo

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Damian Carrington Environment editor

A petrolífera norueguesa Equinor está a ser processada por alegadas ligações comerciais com a empresa energética israelita Delek Group, que foi denunciada pelo alto comissário da ONU para os direitos humanos por operar em colonatos ilegais em território palestiniano.

Uma queixa legal apresentada na quinta-feira pelo Greenpeace Noruega afirma que a Equinor violou os regulamentos da Noruega lei de transparência ao não realizar a devida diligência ou limitar os danos decorrentes de sua conexão com o Grupo Delek. A lei visa ajudar as empresas “a enfrentar os desafios dos abusos dos direitos humanos”.

A Equinor fez parceria com a Ithaca Energy para desenvolver o enorme campo petrolífero de Rosebank nas águas do Mar do Norte do Reino Unido, e o Grupo Delek é o acionista controlador da Ithaca. A contestação legal foi apresentada à Autoridade Norueguesa do Consumidor, que é responsável por garantir que as empresas cumpram a lei de transparência. Greenpeace e Uplift também estão lutando contra Rosebank em tribunais na Escóciaonde alegam que a licença do campo foi concedida ilegalmente.

O acordo com o Rosebank poderia envie um valor relatado de £ 250 milhões em direção ao Grupo Delek. Grupo Delek foi listado pela ONU em junho de 2023 como uma empresa que opera em apoio aos assentamentos israelenses em terras palestinas ocupadas que são ilegais sob o direito internacional. Também fornece combustível para as Forças de Defesa de Israel através de sua subsidiária Delek Israel.

Equinor é propriedade majoritária pelo Estado norueguês, que assumiu uma posição forte sobre o conflito na Palestina, reconhecendo-a como um Estado. O ministro das Relações Exteriores da Noruega, Espen Barth Eide, alertou as empresas em Outubro, a não se envolverem com empresas que operam em território palestiniano ocupado, pois isso “pode estar associado a graves violações dos direitos humanos”. O maior da Noruega fundo de pensão e é enorme fundo soberano alienaram-se do Grupo Delek nos últimos anos.

Tessa Khan, diretora executiva da Uplift, disse: “O governo norueguês assumiu a liderança na defesa dos direitos humanos dos palestinos. Então porque é que a Equinor – detida maioritariamente pelo Estado – se sente confortável em desenvolver um projecto que enviará centenas de milhões para uma empresa sinalizada pela ONU por questões de direitos humanos? A hipocrisia do seu projecto Rosebank é agora difícil de ignorar.”

Frode Pleym, chefe do Paz Verde Noruega, disse: “É função do governo norueguês responsabilizar a Equinor e alinhá-la com os valores noruegueses. Estamos registrando esta reclamação porque eles não conseguiram fazer isso. Isso tem que ser interrompido.”

Mais de 20.000 noruegueses assinou uma petição contra a colaboração da Equinor com Ithaca e Delek, e protestos ocorreram na recente conferência de outono da Equinor e sua Assembleia Geral Anual em maio.

Um porta-voz da Equinor disse: “Não acreditamos que tenhamos violado a lei de transparência norueguesa. Caso a Equinor seja contatada pelas (autoridades), estamos prontos para responder a quaisquer perguntas conforme apropriado… A Equinor não tem relação comercial com o Grupo Delek (e) não tem influência sobre a estrutura de propriedade da Ithaca.”

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O campo Rosebank é o maior campo petrolífero inexplorado do Reino Unido e contém centenas de milhões de barris de petróleo equivalente. A Equinor tem uma participação de 80% no Rosebank e a Ithaca detém 20%. Ruth Crawford, advogada do Greenpeace no processo legal escocês, disse em Novembro: “Este projecto produzirá quantidades substanciais de petróleo e gás (com) um impacto substancial no clima e um impacto substancial no ambiente e na saúde humana”.

O ministério norueguês do comércio, indústria e pescas, que administra a participação de 67% do estado na Equinor, não quis comentar. Grupo Delek e Ithaca Energia não respondeu aos pedidos de comentários.



Leia Mais: The Guardian

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Ufac conquista 3º lugar em hackathon internacional promovido por laboratório de Harvard — Universidade Federal do Acre

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Estudantes da Universidade Federal do Acre (Ufac) participaram, nos dias 10 e 11 de abril, do HSIL Hackathon 2026, promovido pelo Health Systems Innovation Lab da Harvard T.H. Chan School of Public Health. A participação da equipe ocorreu no Hub de Inovação do Hospital das Clínicas de São Paulo, o InovaHC, em uma edição realizada simultaneamente em mais de 30 países. O grupo conquistou o 3º lugar geral entre mais de 30 equipes com o projeto Viginutri, solução voltada à prevenção da desnutrição hospitalar.

A equipe foi liderada pela acadêmica de Medicina da Ufac Maria Júlia Bonelli Pedralino e contou com a participação de Guilherme Félix, do curso de Sistemas de Informação, Bruno Eduardo e Wesly, do curso de Medicina. Segundo Maria Júlia, representar o Acre e a Ufac em um evento dessa dimensão foi uma experiência marcante para sua trajetória acadêmica e pessoal. “O Acre tem muito a dizer nos espaços onde o futuro da saúde está sendo construído”, afirmou.

O projeto premiado, Viginutri, foi desenvolvido durante o hackathon em São Paulo e propõe uma solução para auxiliar no enfrentamento da desnutrição hospitalar, problema que pode afetar o prognóstico de pacientes internados e gerar impactos para a gestão hospitalar. A proposta une medicina e nutrição e será aperfeiçoada a partir da premiação recebida pela equipe.

Com a classificação, o grupo garantiu uma aceleração de um ano pela Associação Brasileira de Startups de Saúde, com mentoria especializada e a perspectiva de validar a solução em um hospital real. De acordo com Maria Júlia, a conquista abre a possibilidade de levar uma ideia desenvolvida por estudantes da Ufac para uma etapa de aplicação prática.

A estudante também ressaltou o apoio recebido da Pró-Reitoria de Inovação e Tecnologia da Universidade Federal do Acre (Proint) e da Pró-Reitoria de Extensão e Cultura (Proex). Segundo ela, a conquista só foi possível porque a universidade acreditou no projeto e ofereceu as condições necessárias para que o grupo representasse a instituição fora do Acre. “Essa conquista não teria sido possível sem o apoio da Proint e Proex”, disse.

A trajetória do grupo teve início em um hackathon realizado anteriormente no Acre, onde surgiu o projeto Sentinelas da Amazônia, experiência que contribuiu para a formação da equipe e para o interesse dos estudantes em iniciativas de inovação.

Como desdobramento da participação no evento, a equipe deve promover, no dia 12 de junho, às 10h30, no Sebrae Lab, no Centro de Convivência, uma roda de conversa sobre a experiência no hackathon, com o objetivo de incentivar outros acadêmicos a buscarem pesquisa, inovação e desenvolvimento de ideias no ambiente universitário.



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Ufac realiza curso de turismo de base comunitária para extrativistas em parceria com MMA e ICMBio — Universidade Federal do Acre

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A Universidade Federal do Acre (Ufac), por meio do Parque Zoobotânico (PZ), realizou, de 12 a 14 de maio de 2026, o Curso Turismo de Base Comunitária em Unidades de Conservação, na sala ambiente do PZ, no campus sede, em Rio Branco. A formação reuniu 14 comunitários da Reserva Extrativista Chico Mendes, Resex Arapixi e Floresta Nacional do Purus, com foco no fortalecimento dos territórios tradicionais, nas referências culturais e na criação de roteiros turísticos de base comunitária.

A coordenadora estadual do Projeto Esperançar Chico Mendes, professora e pesquisadora da Ufac/PZ, Andréa Alexandre, destacou que as reservas extrativistas, criadas há mais de três décadas na Amazônia, têm como desafio conciliar o bem-estar das famílias que vivem nas florestas com a conservação dos recursos naturais. Segundo ela, o turismo de base comunitária se apresenta como uma alternativa econômica para que as famílias extrativistas possam cumprir a função das reservas. “O curso de extensão apresenta ferramentas para que essas famílias façam gestão do turismo como um negócio, sem caráter privado, nem por gestão pública, mas com um controle que seja da comunidade”, afirmou.

O curso integra as ações do Projeto Esperançar Chico Mendes, desenvolvido pelo Ministério do Meio Ambiente, por meio da Secretaria Nacional de Povos e Comunidades Tradicionais, em parceria com a Ufac, Parque Zoobotânico e instituições parceiras. A formação foi ministrada por Ana Carolina Barradas, do ICMBio Brasília; Fádia Rebouças, coordenadora nacional do Projeto Esperançar-SNPCT/MMA; e Leide Aquino, coordenadora regional do Conselho Nacional das Populações Extrativistas.

Durante a formação, os participantes tiveram acesso a ferramentas voltadas à gestão do turismo em seus territórios, com abordagem sobre elaboração de roteiros, recepção de visitantes e valorização da cultura extrativista. A proposta é que a atividade turística seja conduzida pelas próprias comunidades, a partir de suas referências, histórias, modos de vida e relação com a floresta.

A liderança do Grupo Mulheres Guerreiras, da comunidade Montiqueira, no ramal do Katianã, Francisca Nalva Araújo, afirmou que o curso leva conhecimento para a comunidade e abre possibilidades de trabalho coletivo com turismo de base comunitária. Segundo ela, o grupo reúne aproximadamente 50 mulheres, envolvidas em atividades com idosas, jovens e adultos, além de ações de artesanato, crochê e corte-costura. “Agora, aprofundando os conhecimentos para trabalhar com turismo tende a trazer melhorias coletivas”, disse.

A artesã Iranilce Lanes avaliou o projeto como inovador por ser desenvolvido junto às pessoas das próprias comunidades. Para ela, a construção feita a partir do território fortalece a participação dos moradores e amplia as possibilidades de resultado. A jovem Maria Letícia Cruz, moradora da comunidade Sacado, na Resex em Assis Brasil, também destacou a importância da experiência para levar novos aprendizados à sua comunidade.

O curso foi realizado no âmbito do Projeto Esperançar Chico Mendes, que tem a Reserva Extrativista Chico Mendes como referência de museu do território tradicional e busca fortalecer ações voltadas às populações extrativistas, à valorização cultural e à gestão comunitária de alternativas econômicas nas unidades de conservação.



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Ufac promove seminário sobre agroextrativismo e cooperativismo no Alto Acre — Universidade Federal do Acre

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Ufac promove seminário sobre agroextrativismo e cooperativismo no Alto Acre — Universidade Federal do Acre

O Projeto Legal (Laboratório de Estudos Geopolíticos da Amazônia Legal) da Ufac realizou, na última sexta-feira, 15, no Centro de Educação Permanente (Cedup) de Brasiléia, o seminário “Agroextrativismo e Cooperativismo no Alto Acre: Desafios e Perspectivas”. A programação reuniu representantes de cooperativas, instituições públicas das esferas federal, estadual e municipal, pesquisadores, produtores rurais da Reserva Extrativista (Resex) Chico Mendes e lideranças comunitárias para discutir estratégias e soluções voltadas ao fortalecimento da economia local e da produção sustentável na região.

A iniciativa atua na criação de espaços de diálogo entre o poder público e as organizações comunitárias, com foco no desenvolvimento sustentável e no fortalecimento da agricultura familiar. Ao longo do encontro, os participantes debateram os principais desafios enfrentados pelas famílias e cooperados que atuam nas cadeias do agroextrativismo, com ênfase em eixos fundamentais como acesso a financiamento, logística, assistência técnica, processamento, comercialização, gestão e organização social das cooperativas.

Coordenado pela professora Luci Teston, o seminário foi promovido pela Ufac em parceria com o Sistema OCB/Sescoop-AC. Os organizadores e parceiros destacaram a relevância do cooperativismo como instrumento de transformação social e econômica para o Alto Acre, ressaltando a importância de pactuar soluções concretas que unam a geração de renda e a melhoria da qualidade de vida das famílias extrativistas à preservação florestal. Ao final, foram definidos encaminhamentos estratégicos para valorizar o potencial produtivo da região por meio da cooperação.

O evento contou com a presença de mais de 30 representantes de diversos segmentos, incluindo o subcoordenador do projeto no Acre, professor Orlando Sabino da Costa; o conselheiro do Tribunal de Contas do Estado (TCE-AC), Ronald Polanco; o secretário municipal de Agricultura de Brasiléia, Gesiel Moreira Lopes; e o presidente da Coopercentral Cooperacre, José Rodrigues de Araújo.

 



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