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Empresário morto denunciou sumiço de 7 relógios – 14/11/2024 – Cotidiano

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Paulo Eduardo Dias

O empresário Antônio Vinicius Lopes Gritzbach, 38, morto na sexta-feira (8) em um ataque a tiros de fuzil no aeroporto Internacional de São Paulo, em Guarulhos, denunciou à Corregedoria da Polícia Civil que teve vários objetos de valor desviados durante uma ação para prendê-lo.

Segundo Gritzbach, ele tinha em casa uma valise onde guardava cerca de 20 relógios de luxo. Ao ser detido por policiais do DHPP (Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa), ele não notou que tais objetos haviam sido retirados de sua residência.

Somente quando era encaminhado para a carceragem do 8° DP (Brás), os próprios agentes contaram que os objetos estavam em um armário.

Os policiais do DHPP teriam dito a ele que os relógios seriam devolvidos quando ele deixasse a prisão. Os relógios foram entregues na casa de Gritzbach, mas ele notou a falta de sete deles.

Em depoimento à Corregedoria da Polícia Civil no dia 31 de outubro ele listou os relógios não devolvidos, sendo eles:

  • Rolex GMT Yacht Master 2 de ouro, com valor aproximado de R$ 200 mil
  • Hublot King Power, no valor aproximado de R$ 58 mil
  • Hublot King Power F1, no valor aproximado de R$ 56 mil
  • Frederique Constant, no valor aproximado de R$ ,40 mil
  • Rolex GMT Pepsi, no valor aproximado de R$ 150 mil
  • Rolex Submariner, no valor aproximado de R$ 80 mil
  • Rolex Sky Dweller, no valor aproximado de R$ 130 mil

Segundo Gritzbach, ele soube por terceiros que um dos policiais envolvidos em sua prisão ostentava nas redes sociais o uso do relógio mais caro, além dos dois Hublot e um segundo Rolex.

Além dos relógios, Gritzbach contou em seu depoimento sobre o sumiço de uma espingarda calibre 7,62 Remington. Por possuir o registro de CAC ele mantinha armas em casa, as quais foram apreendidas pelos policiais. A arma, segundo ele, não foi relacionada na relação dos objetos apreendidos.

Posteriormente, um advogado que o defendia foi ao 30° DP (Tatuapé) para elaborar um boletim de ocorrência sobre a arma em questão.

Gritzbach voltava de uma viagem ao Nordeste com a namorada quando foi assassinado. Em um acordo de delação premiada, ele acusou policiais civis de exigirem R$ 40 milhões em troca do encerramento do inquérito que investigava sua participação na morte de dois integrantes da facção criminosa PCC (Primeiro Comando da Capital).

Questionada sobre a denúncia, a SSP (Secretaria de Segurança Pública) afirmou, por meio de nota, que “as investigações prosseguem sob sigilo e todas as denúncias e informações fornecidas durante a delação do homem citado integram as apurações”. Disse, ainda, que “detalhes serão preservados para garantir a autonomia do trabalho policial”.

“Todos os policiais civis e militares que estão sendo investigados foram afastados preventivamente e as respectivas corregedorias acompanham o caso, reafirmando o compromisso e o respeito da secretaria às leis, à transparência e à imparcialidade no processo investigativo”, afirmou a pasta.

Na quarta-feira (13), a SSP afirmou que todos os policiais civis citados na delação de Gritzbach foram afastados de seus cargos operacionais e encaminhados a funções administrativas. Antes disso, oito policiais militares também haviam sido afastados —estes integravam a escolta particular de Gritzbach e já eram investigados pela Corregedoria da PM há um mês, segundo o secretário Guilherme Derrite.



Leia Mais: Folha

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Egressa de mestrado em CZS obtém prêmio de pós-graduação — Universidade Federal do Acre

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Mirian Soares de Amorim.jpeg

A engenheira agrônoma Mirian Soares de Amorim, aluna egressa do curso de Agronomia e do mestrado em Ciências Ambientais, do campus Floresta da Ufac, em Cruzeiro do Sul, obteve o 2º lugar na categoria Pós-Graduação do 5º Prêmio Margarida Alves de Estudos sobre Ruralidades e Feminismos, cujo resultado final foi divulgado em 17 de março. O evento foi promovido pelo Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar.

O estudo destaca a articulação entre a transição agroecológica e a igualdade de gênero, enfatizando o papel central das mulheres rurais, ribeirinhas e agricultoras na preservação da agrobiodiversidade e na soberania alimentar na Amazônia. No mestrado, sob orientação do professor Kleber Andolfato de Oliveira, Mirian também aprofundou investigações sobre o desenvolvimento sustentável e o papel das populações rurais no manejo dos ecossistemas amazônicos.



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Ufac consolida criação do curso de Farmácia com 50 vagas — Universidade Federal do Acre

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Curso de Farmácia-entrega de Menção Honrosa (2).jpg

O reitor da Ufac, Josimar Ferreira, reuniu-se com membros da comissão responsável pela proposta de criação do curso de Farmácia. O encontro ocorreu nesta segunda-feira, 31, na sala de reuniões da Reitoria, visando consolidar o Projeto Político-Pedagógico da nova graduação, além de homenagear, com a entrega, pela Federação Nacional dos Farmacêuticos (Fenafar), de Menção Honrosa ao reitor e a pessoas cujo empenho culminou na abertura do curso.

A iniciativa faz parte do programa Universidades Transformadoras, pactuada com o Ministério da Educação (MEC). O curso prevê a oferta de 50 vagas para estudantes e liberação de 11 códigos de vagas para professores. A aula inaugural e início das atividades acadêmicas estão previstos entre 2028 e 2029.

“Esse é um curso que se assenta fortemente na demanda de conhecer os bioativos da floresta amazônica e transformar esse conhecimento em riqueza, patentes, inovação e qualidade de vida para a sociedade”, disse Josimar Ferreira. Além disso, ele ressaltou a necessidade de conectar o novo curso às estruturas já consolidadas da Ufac, otimizando disciplinas e espaços curriculares em conjunto com as áreas de saúde e química.

A presidente da comissão de criação do curso, Andréia Andrade, lembrou que o projeto começou em 2011. “Hoje nos reunimos com a perspectiva de viabilizar a abertura do curso diante do que já temos na instituição. Nosso objetivo é ofertar uma formação generalista, com investimento otimizado na estrutura existente e com forte inserção na pesquisa e extensão, aproveitando a nossa biodiversidade e criando caminho para futuros programas de pós-graduação.”

Também participaram da reunião representantes externos da categoria profissional, como a ex-conselheira federal, membro da comissão e diretora de Relações Institucionais da Fenafar, Isabela de Oliveira Sobrinho. “Acompanhei a busca por esse projeto pedagógico desde o início e ver essa etapa final é um avanço enorme”, pontuou. “É um trabalho a muitas mãos para trazer o melhor para a Ufac. Trata-se de um curso de grande magnitude, focado em tecnologias de medicamentos e em pesquisas com nossas plantas nativas para gerar qualidade de vida à população.”

(Fhagner Soares, estagiário Ascom/Ufac)



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Seminário na Ufac debate formação em enfermagem obstétrica — Universidade Federal do Acre

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Seminário enfermagem obstétrica (2).jpg

A Ufac sediou o seminário Desafios Atuais na Formação para a Prática da Enfermagem Obstétrica, que ocorreu nesta sexta-feira, 28, na sala dos Colegiados, campus-sede. O encontro reuniu professores, pesquisadores, gestores e profissionais de saúde para debater a reestruturação do modelo de assistência ao parto e ao nascimento, o fortalecimento do Sistema Único de Saúde (SUS) e a interiorização da qualificação profissional no Estado.

O evento integra um projeto nacional, composto por uma rede de 40 instituições de ensino superior articuladas para formar mais de 700 enfermeiras obstétricas pelo país, com foco prioritário nas regiões do interior. No Acre, o programa abrange turmas de especialização e residência voltadas para profissionais atuantes nas regionais do Alto Acre, Alto Purus, Baixo Acre, Tarauacá-Envira e Juruá.

“A Ufac cumpre o seu papel social ao ampliar a formação e capacitar profissionais que atuam em um momento tão ímpar quanto o nascimento de uma criança”, disse o reitor Josimar Ferreira. “Contamos com alunos de todas as regionais. Isso gera um efeito multiplicador: o profissional capacitado coordena equipes locais e eleva diretamente a qualidade do atendimento prestado à população pelo SUS.”

A coordenadora das formações no Estado e professora da Ufac, Sheley Borges, destacou a necessidade de repensar a prática profissional para garantir um cuidado humanizado e seguro. “A intencionalidade da nossa formação é reduzir a mortalidade materna e neonatal e alcançar as mulheres em uma dimensão em que sejam respeitadas. Queremos garantir que as escolhas não ocorram por medo, como optar por uma cesariana sem compreender que é uma cirurgia de grande porte.”

A coordenadora nacional do curso de especialização em Enfermagem Obstétrica da Rede Alyne, vinculada à Universidade Federal de Minas Gerais, Kleyde Ventura, ressaltou a relevância estratégica da parceria com a Ufac. “No Acre, vivemos uma condição muito especial, pois, com exceção de uma aluna, todas as especializadas são do interior. Estamos interiorizando e descentralizando os modos de formar, abordando o trabalho multiprofissional e a articulação de redes para garantir assistência de qualidade e direitos assegurados.”

Também participaram do seminário o promotor de Justiça do MP-AC, Gláucio Oshiro; o coordenador do curso de Enfermagem da Ufac, João Francalino; e o epidemiologista Serafim Salgado, coordenador das metodologias aplicadas no programa de formação.

(Fhagner Soares, estagiário Ascom/Ufac)



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