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Enel contrata 11% de 1.200 funcionários próprios previstos – 15/10/2024 – Cotidiano

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Clayton Castelani, Lucas Lacerda

A repetição de um prolongado apagão em bairros da capital paulista e região metropolitana recoloca sob escrutínio o contingente de profissionais que a Enel dispõem para atuar em situações de emergência.

O temporal de sexta-feira (11) é o segundo em menos de um ano a provocar falta de energia generalizada em São Paulo. Em novembro de 2023, uma tempestade derrubou o fornecimento de energia em 4,2 milhões domicílios em todo o estado.

Pressionado a dar repostas, o presidente da concessionária, Guilherme Lencastre, repetiu neste domingo (13) que a companhia deve contratar 1.200 eletricistas próprios. O número já aparecia no planejamento da empresa anunciado no pós-crise de 2023, com prazo para ser concluído até março de 2025.

Relatórios administrativos da concessionária mostram que o número de trabalhadores próprios cresceu em apenas 127, passando de 3.912 para 4.039, entre o segundo trimestre de 2023 (pré-apagão) e o mesmo período de 2024 –dado mais recente disponível nos documentos oficiais. O número de pessoas a mais representa 10,6% do prometido.

No mesmo intervalo, 872 funcionários terceirizados foram agregados aos quadros da empresa, passando de 11.700 para 12.572. Na soma de próprios e terceirizados, a força de trabalho da companhia evoluiu de 15.612 para 16.611. São 999 trabalhadores a mais, uma alta geral de 6,4%.

Procurada pela reportagem, a Enel respondeu com números mais atualizados, dizendo que contratou 410 eletricistas próprios até 10 de outubro. A empresa não detalhou, porém, quantos foram demitidos, ou seja, qual o saldo –que é o impacto direto no total de funcionários. O sindicato da categoria afirma que, desde abril, a empresa demitiu 227 profissionais, dado não confirmado pela concessionária.

Cerca de 60% dos profissionais da companhia são trabalhadores do setor operacional, ou seja, que atuam diretamente em atividades relacionadas à distribuição de energia, estima o Sindicato dos Eletricitários do Estado de São Paulo.

Quando comparados ao contingente de eletricistas próprios da concessionária, o grupo composto por empregados contratados por prestadoras de serviço tende a ser menos experiente, segundo o presidente do Sindicato do Eletricitário de São Paulo, Eduardo Annunciato.

“A empresa terceirizada costuma manter 20% de empregados antigos, com bastante experiência, para ter a memória técnica, e com o restante fazem uma rotação, há troca de pessoas o tempo todo”, afirma Annunciato.

Com menos benefícios, terceirizados também tendem a permanecer menos tempo na empresa, segundo o presidente do sindicado.

Na comparação entre os relatórios trimestrais da Enel, a rotatividade de profissionais cresceu de 2,4% para 4,4% entre segundo trimestre de 2023 e o mesmo período de 2024.

Entre as diversas críticas que fez à Enel nos últimos dias, o ministro de Minas e Energia do governo Lula (PT), Alexandre Silveira, afirmou ter colocado reiteradamente à concessionária a “necessidade de primarização da mão-de-obra.”

No domingo (13), o diretor-geral da Aneel, Sandoval Feitosa Neto, afirmou que a resposta dada pela empresa diante do apagão foi abaixo da adequada porque, entre outras coisas, demorou para chegar aos 2.500 agentes em campo para restabelecer o serviço, número previsto no plano de contingência apresentado pela empresa.

Desde que assumiu a concessão em São Paulo, a Enel enxugou sua folha de pagamentos. Informação prestada pela concessionária ao Ministério Público aponta para a demissão de 3.900 funcionários de 2019 a 2023, sendo que 42% desse pessoal estava alocado na área de infraestrutura e rede.

Outro lado

Em nota, a Enel São Paulo reforçou não ter reduzido a força de trabalho que atua em campo e que tem aumentado o seu quadro de eletricistas próprios.

Como parte do plano de ação em curso, a distribuidora reafirmou que está incorporando cerca de 1.200 novos profissionais até março de 2025 para a operação em São Paulo, dobrando o número de colaboradores próprios para atuação em campo.

A concessionária não comentou sobre as questões relacionadas à terceirização.

“Nos últimos 12 meses, até 10 de outubro, a Enel Distribuição São Paulo contratou 410 eletricistas. A companhia segue com o plano de crescimento da força de trabalho operacional e, até março de 2025, está incorporando um total de 1200 novos colaboradores.”

(Colaborou Alexa Salomão)



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Ufac sedia encontro regional sobre residência e preceptoria no SUS — Universidade Federal do Acre

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2º Encontro Regional do Projeto de Desenvolvimento da Gestão de Programas de Residência e da Preceptoria no SUS (2).jpg

A Ufac sediou o 2º Encontro Regional do Projeto de Desenvolvimento da Gestão de Programas de Residência e da Preceptoria no Sistema Único de Saúde (SUS). O evento ocorreu nesta quinta-feira, 8, no anfiteatro Garibaldi Brasil, campus-sede, e reuniu profissionais e representantes de instituições de saúde para a apresentação dos resultados de sete projetos de intervenção desenvolvidos ao longo de dois anos de formação.

A iniciativa é promovida pelo Hospital Sírio-Libanês, em parceria com o Ministério da Saúde, no âmbito do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do SUS, com participação da Ufac.

Para o reitor Josimar Ferreira, cerca de 80% das atividades dos residentes são realizadas nas unidades de saúde. Ele ressaltou o compromisso da gestão com a valorização dos profissionais que atuam na formação dos residentes. “Temos desenvolvido uma política para que os nossos preceptores possam participar dos nossos programas de pós-graduação, de forma a ter vagas garantidas para sua qualificação também.”

O encontro marcou a apresentação dos projetos de intervenção dos cursos de especialização em Gestão de Programas de Residência em Saúde e Educação na Saúde para Preceptores no SUS. Os trabalhos abordaram temas como formação e avaliação de preceptores, definição de perfis de competências, saúde mental dos residentes, reestruturação curricular e melhoria dos processos de trabalho nos serviços de saúde.

Segundo a coordenadora da Residência Multiprofissional Integrada em Saúde da Família e Comunidade da Ufac, Mariane Ribeiro, as iniciativas buscam qualificar tanto a formação dos residentes quanto as atividades desenvolvidas nos campos de prática. “Esses resultados que temos hoje proporcionam uma integração com o ensino, serviço e a comunidade, porque também têm um retorno para o usuário”, disse.

Para a representante do Hospital Sírio-Libanês e facilitadora de ensino e aprendizagem, Célia Márcia Birchler, a conclusão dos cursos representa uma etapa de um trabalho que deve continuar nas instituições de saúde. “Toda vez que fazemos um movimento de fortalecimento dos programas de residência, na realidade estamos falando de um processo de qualificação do SUS”, afirmou.

A presidente da Fundação Hospitalar Governador Flaviano Melo (Fundhacre), Sóron Angélica Steiner, disse que a formação estimula mudanças na organização do trabalho e no atendimento da população. “Essa força motriz que faz com que o serviço ande de acordo com a formação é o que faz com que o gestor seja provocado a melhorar o ambiente de trabalho, o fluxo de serviço.”

Também participaram da mesa de honra do encontro o presidente do Conselho Estadual de Saúde do Acre, Osvaldo de Souza Leal Júnior; e Pedro Henrique Macedo Leitão, representando o secretário municipal de Saúde de Rio Branco, Rennan Biths.



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Ufac faz cerimônia de entrega de diplomas médicos do Revalida — Universidade Federal do Acre

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Nathalia Oliveira, Ufac 2026.10.02.jpeg

A Ufac realizou a cerimônia de entrega da revalidação de diplomas médicos expedidos por instituições de ensino superior estrangeiras, referentes à edição 2025.2 do Revalida. O Núcleo de Registro e Controle Acadêmico (Nurca) relaciona 67 certificados disponíveis para retirada. O ato ocorreu nesta sexta-feira, 2, no Nurca, campus-sede, e contou com a participação do reitor Josimar Ferreira.

“É inédito para nossa universidade fazer um ato que representa a entrega dos diplomas”, disse Josimar. Ele ressaltou a rapidez com que o processo foi concluído pela equipe do Nurca e pediu aos médicos que retribuam à sociedade com ética e acolhimento no atendimento, além de afirmar que a entrega demonstra o papel da universidade no reconhecimento daqueles que se formaram fora do Brasil.

Segundo o diretor do Nurca, Lucas de Araújo Moura, a Ufac realiza revalidações há alguns anos, mas as entregas dos certificados aconteciam de forma avulsa. Ele explicou que a proposta do ato simbólico foi atender os profissionais e valorizar o momento vivido por eles e por suas famílias. Os documentos são entregues juntamente com os originais apresentados pelos interessados, que devem assinar o termo de recebimento do certificado de revalidação.

A médica Nathalia Bragança de Oliveira, que recebeu o diploma revalidado 30 dias após dar entrada no processo na Ufac, disse ter escolhido a universidade pela organização e pelo prazo de entrega. “Foi muito rápido, um processo muito organizado também, desde o momento do início até agora.” Ela relatou que foi recebida com atenção pela equipe, que explicou todas as etapas do procedimento, disse esperar ingressar no mercado de trabalho e atender os pacientes com cuidado.



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Consu aprova comissão para destinar cotas a pessoas transgênero — Universidade Federal do Acre

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2026.09.30 Reunião Consu-Ufac (2).JPG

O Conselho Universitário (Consu) da Ufac aprovou a criação de uma comissão para elaborar a proposta de cotas de acesso à graduação para pessoas transgênero, que é uma pauta da Pró-Reitoria de Ações Afirmativas e Equidade (Proafe), recentemente criada com o objetivo de expandir políticas de inclusão na universidade. A aprovação ocorreu nessa quarta-feira, 30, na 5ª Reunião Ordinária do Consu, realizada no auditório do Centro de Filosofia e Ciências Humanas, campus-sede.

A Ufac já possui regulamentação que garante o acesso por cotas à comunidade transgênero na pós-graduação desde 2023. A proposta aprovada pelo Consu busca ampliar esse direito para a graduação, assegurando não apenas a entrada, mas também o acompanhamento para permanência de estudantes até a conclusão dos cursos.

A comissão terá prazo de 90 dias para realizar os estudos e apresentar a minuta final do projeto. O grupo terá formação intersetorial, reunindo representantes das três categorias acadêmicas: docentes, técnico-administrativos e discentes, além de representantes de entidades e movimentos sociais da sociedade civil voltados aos direitos da população transgênero no Acre.

“Reafirmamos nosso compromisso ao instituir a comissão que vai deliberar sobre as cotas trans”, disser o reitor Josimar Ferreira. “Trata-se de uma ação demandada pela sociedade para incluir populações historicamente invisibilizadas, garantindo que as ações afirmativas façam parte da história do nosso conselho.”

Segundo a pró-reitora de Ações Afirmativas e Equidade, Letícia Mamed, a política visa transformar a realidade de um dos grupos mais marginalizados socialmente. “Precisamos atentar para a garantia de acesso, permanência e dignidade para que essa comunidade possa construir seus projetos de vida com mais oportunidades”, comentou. “No Brasil, cerca de 30 universidades já adotam políticas semelhantes, e a Ufac dá um passo essencial para consolidar essa transformação.”

Integrante do Consu, a professora Raquel Ishii ressaltou que a comissão foi criada para ir além da gestão superior da universidade. “Considero essa aprovação uma grande vitória para a sociedade civil e para a universidade. A comissão amplia o debate da pós-graduação para a graduação. Trata-se de um grupo bem amplo, constituído não só pela gestão, mas com convites abertos ao Diretório Central dos Estudantes e a movimentos sociais externos à universidade.”

(Fhagner Soares, estagiário Ascom/Ufac)



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