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Entenda o que fez mudar previsão de tempestade em SP – 19/10/2024 – Cotidiano

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Isabela Palhares, Fábio Pescarini

Temperatura abaixo do esperado e a dispersão de uma frente fria afastaram a possibilidade de tempestades esperadas desde sexta-feira (18) —com previsão de maior intensidade para este sábado (19)— no estado de São Paulo, principalmente na região metropolitana.

Por causa dos alertas, o governo estadual montou um gabinete de crise para enfrentar possíveis efeitos de chuva forte e ventos que poderiam chegar a 60 km/h.

Segundo meteorologistas, a capital paulista não tem mais risco iminente de temporais como havia sido previsto nos últimos dias. A cidade começou este sábado com tempo fechado e chuviscos isolados.

De acordo com Guilherme Borges, do Climatempo, havia muitos ingredientes para a formação de nuvens carregadas, mas a frente fria que trazia essa instabilidade não encontrou calor o suficiente para formar o que foi previsto inicialmente.

“Mas o cenário permanece muito instável, com chuva leve e moderada em amplas áreas do estado de São Paulo”, afirmou.

Meteorologistas explicam que a circulação intensa de vento do mar para o continente alterou as condições de chuva.

Essa circulação deslocou as chuvas de maior intensidade para os estados de Minas Gerais e Rio de Janeiro.

“Os modelos meteorológicos estavam indicando risco para acumulados meteorológicos elevados, porém, o sistema ganhou força apenas em Minas Gerais e Rio de Janeiro, criando um cenário bem mais ameno no estado de São Paulo. Felizmente os acumulados ficaram abaixo do esperado devido a esse cenário”, disse a Defesa Civil paulista, em nota.

William Minhoto, meteorologista da Defesa Civil estadual, explica que o corredor de umidade da amazônia acabou “sendo empurrado” para os lados de Minas Gerais, e isso influenciou a chuva mais amena do que a prevista, principalmente na região metropolitana de São Paulo.

“Para ter chuvas com acumulados significativos, como a estávamos esperando, ela precisa ter influência do corredor da amazônia”, diz.

Segundo ele, pelo fato de a frente fria acabar dividida entre o litoral e o continente, a atmosfera resfriou e não conseguiu criar condições para tempestades. “Por isso não choveu o tanto esperado.”

No meio da tarde de sexta-feira, o órgão estadual havia atualizado a previsão para tempestades até domingo (20), com possibilidade de aumento no volume de chuvas. “O alerta é motivado pela passagem de uma frente fria, que trará precipitações significativas”, disse, em nota.

O acumulado de chuvas no final de semana, que era de 200 milímetros, poderia chegar a 250 milímetros em diversas regiões do estado, o que não se configurou.

Na quinta-feira (17), o Inmet (Instituto Nacional de Meteorologia) divulgou um boletim informando que era esperado um volume de chuva em torno de 100 mm em 24h, sobretudo na Serra da Mantiqueira, no Vale do Paraíba e no litoral norte, no estado de São Paulo, e no sul e na Zona da Mata de Minas Gerais, na Costa Verde e na região serrana do Rio de Janeiro.

A capital ainda está com alerta amarelo do Inmet, de perigo potencial para tempestades, até este domingo (20), “mas com baixo risco de corte de energia elétrica, estragos em plantações, queda de galhos de árvores e de alagamentos”. Mesmo assim, mais de 130 mil imóveis chegaram a ficar sem luz neste sábado na Grande São Paulo.

Em todo o estado, o Corpo de Bombeiros disse ter recebido 23 chamados para quedas de árvores, mas sem nenhuma ocorrência significativa.

No meio da tarde deste sábado, a Defesa Civil informou que havia chuva com vento em várias regiões do estado, como em Socorro e no litoral norte. O tempo também está chuvoso desde a manhã na Baixada Santista, mas sem relatos de estragos.

O governo Tarcísio de Freitas (Republicanos) informou que o gabinete de crise continua montado para garantir pronta resposta à população em caso de emergência. Há cerca de 5.000 agentes mobilizados em todo o estado, segundo a gestão. Cada empresa de energia elétrica possui um representante no gabinete.

O meteorologista William Minhoto afirma que para este domingo (20) não há previsão de chuva forte, mas com pancadas bem isoladas no estado.

De acordo com o CGE (Centro de Gerenciamento de Emergência), da Prefeitura de São Paulo, neste domingo a frente fria se afasta do litoral paulista, mas os ventos úmidos do oceano ainda devem causar muita nebulosidade e chuvas fracas na região metropoliana.

Os termômetros devem variar entre mínimas de 15°C e máximas que não devem superar os 22°C.

Na segunda-feira (21) o tempo melhora e o sol retorna entre nuvens. A máxima pode chegar a 27°C, sem previsão de chuva.



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Professora da Ufac faz visita técnica e conduz conferência em Paris — Universidade Federal do Acre

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Professora da Ufac faz visita técnica e conduz conferência em Paris — Universidade Federal do Acre

A professora do campus Floresta, Maria Cristina de Souza, que também é curadora do Herbário em Cruzeiro do Sul, esteve, de 9 a 15 de abril, no Museu de História Natural de Paris, representando a Ufac. Ela conduziu, em francês, conferência sobre a diversidade e a riqueza da região do Alto Juruá e realizou visita técnica, atualizando amostras das coleções de palmeiras (Arecaceae) do gênero Geonoma. As atividades tiveram apoio dos pesquisadores Marc Jeanson, Florent Martos e Marc Pignal.

 



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Artigo aborda previsão de incêndios florestais na Mata Atlântica — Universidade Federal do Acre

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Artigo aborda previsão de incêndios florestais na Mata Atlântica — Universidade Federal do Acre

O professor Rafael Coll Delgado, do Centro de Ciências Biológicas e da Natureza, da Ufac, participou como coautor do artigo “Interações Clima-Vegetação-Solo na Predição do Risco de Incêndios Florestais: Evidências de Duas Unidades de Conservação da Mata Atlântica, Brasil”, o qual foi publicado, em inglês, na revista “Forests” (vol. 15, n.º 5), cuja dição temática foi voltada aos desafios contemporâneos dos incêndios florestais no contexto das mudanças climáticas.

O estudo também contou com a parceria das Universidades Federais de Viçosa (UFV) e Rural do Rio de Janeiro e foi desenvolvido no âmbito do Centro Integrado de Meteorologia Agrícola e Florestal, da Ufac, como resultado da dissertação da pesquisadora e geógrafa Ana Luisa Ribeiro de Faria, da UFV.

A pesquisa analisa a interação entre clima, solo e vegetação em unidades de conservação da Mata Atlântica, propondo dois novos modelos de índice de incêndio e avaliando sua capacidade preditiva sob diferentes cenários do fenômeno El Niño-Oscilação do Sul. Para tanto, foram integrados dados climáticos diários (2001-2023), índices de vegetação e seca, registros de focos de incêndio e estimativas de umidade do solo, permitindo uma análise dos fatores que influenciam a ocorrência de incêndios.

“O trabalho é fruto de cooperação entre três universidade públicas brasileiras, reforçando o papel estratégico dessas instituições na produção científica e no desenvolvimento de soluções aplicadas à gestão ambiental”, destacou Rafael Coll Delgado.

 



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Herbário do PZ recebe acervo de algas da Dr.ª Rosélia Marques Lopes — Universidade Federal do Acre

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Herbário do PZ recebe acervo de algas da Dr.ª Rosélia Marques Lopes — Universidade Federal do Acre

O Herbário do Parque Zoobotânico (PZ) da Ufac realizou cerimônia para formalizar o recebimento da coleção ficológica da Dr.ª Rosélia Marques Lopes, que consiste em 701 lotes de amostras de algas preservadas em meio líquido. O acervo é fruto de um trabalho de coleta iniciado em 1981, cobrindo ecossistemas de águas paradas (lênticos) e correntes (lóticos) da região. O evento ocorreu em 9 de abril, no PZ, campus-sede.

A doação da coleção, que representa um mapeamento pioneiro da flora aquática do Acre, foi um acordo entre a ex-curadora do Herbário, professora Almecina Balbino, e Rosélia, visando deixar o legado de estudos da biodiversidade em solo acreano. Os dados da coleção estão sendo informatizados e em breve estarão disponíveis para consulta na plataforma do Jardim Botânico, sistema Jabot e na Rede Nacional de Herbários.

Professora titular aposentada da Ufac, Rosélia se tornou referência no Estado em limnologia e taxonomia de fitoplâncton. Ela possui graduação pela Ufac em 1980, mestrado e doutorado pela Universidade de São Paulo.

Também estiveram presentes na solenidade a curadora do Herbário, Júlia Gomes da Silva; o diretor do PZ, Harley Araújo da Silva; o diretor do CCBN, José Ribamar Lima de Souza; e o ex-curador Evandro José Linhares Ferreira.

 



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