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Entidades dizem que país não precisa de PEC da Segurança – 01/11/2024 – Cotidiano

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Mariana Brasil

Associações e federações da área de segurança assinaram nesta sexta-feira (1º) uma carta conjunta de repúdio à PEC (proposta de emenda à Constituição) da Segurança Pública, apresentada pelo governo Lula (PT) na quinta (31).

No documento, seis instituições afirmam que o país não precisa do projeto, que centraliza no governo federal diretrizes para gestão da segurança a serem cumpridas pelos estados. O texto também diz que o sistema atual tem mecanismos suficientes para lidar com o crime organizado.

Para as entidades, o ordenamento jurídico brasileiro já contempla muitas ferramentas de enfrentamento efetivo à criminalidade organizada, e citam como exemplo a Lei Orgânica Nacional das Polícias Civis e o Susp (Sistema Único de Segurança Pública).

O Susp, de 2018, é o principal alvo das mudanças previstas pela proposta. O objetivo do ministro Ricardo Lewandowski é transformá-lo em uma espécie de SUS. Dessa forma, o governo federal estabeleceria uma política nacional e diretrizes, legislando sobre normas gerais de segurança pública.

Na proposta, os estados também podem fazer leis sobre o tema, mas que não se sobreponham às nacionais. A PEC foi questionada por alguns governadores, que apresentaram propostas como a estadualização das leis penais.

O texto da PEC é um anteprojeto, porque ainda pode ser modificado ao longo das discussões, antes de ser enviado ao Congresso.

Para as entidades, a discussão é “inadequada e desnecessária”. O documento é assinado pela Adepol (Associação dos Delegados de Polícia do Brasil), Fenadepol (Federação Nacional dos Delegados de Polícia Federal), ANERMB (Associação Nacional das Entidades Representativas dos Militares), Fenappi (Federação Nacional dos Peritos Oficiais em Identificação) e outras duas entidades.

“Inadequada porque a proposta não foi amplamente debatida com as forças de segurança pública e as associações que representam seus integrantes. Inadequada porque o enfrentamento da criminalidade organizada demanda solução dialogada, estudada e amparada em dados quantitativos e qualitativos que permitam a construção de um modelo tangível e robusto, que possibilite uma atuação concertada em todos os níveis de atuação – federal, estadual e municipal”, diz trecho do documento.

Os representantes sugerem que há medidas mais simples do que uma PEC e que poderiam trazer mais eficiência ao enfrentamento da criminalidade organizada, como a integração e a unificação de bancos de dados para as forças de segurança e protocolos de atuação conjunta dos órgãos.

Na lista de medidas, as entidades também incluem ações de capacitação e treinamento que envolvam integrantes de órgãos como Polícia Federal, Polícia Rodoviária Federal, Corpos de Bombeiros e militares, entre outros. Texto também cita o uso de recursos tecnológicos que permitam investigações mais eficientes e padronização e unificação dos dados estatísticos sobre crimes.

“A redução dos índices de criminalidade não é alcançada com mudanças constitucionais, mas com soluções construídas pelo diálogo entre os entes federativos e órgãos envolvidos. Suprimindo lacunas e corrigindo deficiências paulatinamente detectadas por meio de um processo transparente e participativo”, afirmam.

Quem assina a carta

  • Adepol Do Brasil (Associação dos Delegados de Polícia do Brasil)
  • ADPF (Associação Nacional dos Delegados de Polícia Federal)
  • ANERMB (Associação Nacional das Entidades Representativas dos Militares
  • Brasileiros)
  • Fenadepol (Federação Nacional dos Delegados de Polícia Federal)
  • Feneme (Federação Nacional das Entidades Militares Estaduais)
  • Fenappi (Federação Nacional dos Peritos Oficiais em Identificação)



Leia Mais: Folha

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Ufac faz cerimônia de entrega de diplomas médicos do Revalida — Universidade Federal do Acre

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Nathalia Oliveira, Ufac 2026.10.02.jpeg

A Ufac realizou a cerimônia de entrega da revalidação de diplomas médicos expedidos por instituições de ensino superior estrangeiras, referentes à edição 2025.2 do Revalida. O Núcleo de Registro e Controle Acadêmico (Nurca) relaciona 67 certificados disponíveis para retirada. O ato ocorreu nesta sexta-feira, 2, no Nurca, campus-sede, e contou com a participação do reitor Josimar Ferreira.

“É inédito para nossa universidade fazer um ato que representa a entrega dos diplomas”, disse Josimar. Ele ressaltou a rapidez com que o processo foi concluído pela equipe do Nurca e pediu aos médicos que retribuam à sociedade com ética e acolhimento no atendimento, além de afirmar que a entrega demonstra o papel da universidade no reconhecimento daqueles que se formaram fora do Brasil.

Segundo o diretor do Nurca, Lucas de Araújo Moura, a Ufac realiza revalidações há alguns anos, mas as entregas dos certificados aconteciam de forma avulsa. Ele explicou que a proposta do ato simbólico foi atender os profissionais e valorizar o momento vivido por eles e por suas famílias. Os documentos são entregues juntamente com os originais apresentados pelos interessados, que devem assinar o termo de recebimento do certificado de revalidação.

A médica Nathalia Bragança de Oliveira, que recebeu o diploma revalidado 30 dias após dar entrada no processo na Ufac, disse ter escolhido a universidade pela organização e pelo prazo de entrega. “Foi muito rápido, um processo muito organizado também, desde o momento do início até agora.” Ela relatou que foi recebida com atenção pela equipe, que explicou todas as etapas do procedimento, disse esperar ingressar no mercado de trabalho e atender os pacientes com cuidado.



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Consu aprova comissão para destinar cotas a pessoas transgênero — Universidade Federal do Acre

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O Conselho Universitário (Consu) da Ufac aprovou a criação de uma comissão para elaborar a proposta de cotas de acesso à graduação para pessoas transgênero, que é uma pauta da Pró-Reitoria de Ações Afirmativas e Equidade (Proafe), recentemente criada com o objetivo de expandir políticas de inclusão na universidade. A aprovação ocorreu nessa quarta-feira, 30, na 5ª Reunião Ordinária do Consu, realizada no auditório do Centro de Filosofia e Ciências Humanas, campus-sede.

A Ufac já possui regulamentação que garante o acesso por cotas à comunidade transgênero na pós-graduação desde 2023. A proposta aprovada pelo Consu busca ampliar esse direito para a graduação, assegurando não apenas a entrada, mas também o acompanhamento para permanência de estudantes até a conclusão dos cursos.

A comissão terá prazo de 90 dias para realizar os estudos e apresentar a minuta final do projeto. O grupo terá formação intersetorial, reunindo representantes das três categorias acadêmicas: docentes, técnico-administrativos e discentes, além de representantes de entidades e movimentos sociais da sociedade civil voltados aos direitos da população transgênero no Acre.

“Reafirmamos nosso compromisso ao instituir a comissão que vai deliberar sobre as cotas trans”, disser o reitor Josimar Ferreira. “Trata-se de uma ação demandada pela sociedade para incluir populações historicamente invisibilizadas, garantindo que as ações afirmativas façam parte da história do nosso conselho.”

Segundo a pró-reitora de Ações Afirmativas e Equidade, Letícia Mamed, a política visa transformar a realidade de um dos grupos mais marginalizados socialmente. “Precisamos atentar para a garantia de acesso, permanência e dignidade para que essa comunidade possa construir seus projetos de vida com mais oportunidades”, comentou. “No Brasil, cerca de 30 universidades já adotam políticas semelhantes, e a Ufac dá um passo essencial para consolidar essa transformação.”

Integrante do Consu, a professora Raquel Ishii ressaltou que a comissão foi criada para ir além da gestão superior da universidade. “Considero essa aprovação uma grande vitória para a sociedade civil e para a universidade. A comissão amplia o debate da pós-graduação para a graduação. Trata-se de um grupo bem amplo, constituído não só pela gestão, mas com convites abertos ao Diretório Central dos Estudantes e a movimentos sociais externos à universidade.”

(Fhagner Soares, estagiário Ascom/Ufac)



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SAE-CZS — Universidade Federal do Acre

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SAE-CZS — Universidade Federal do Acre

A Diretoria Geral do Campus Floresta (DG-Camp), por meio do Setor de Assistência Estudantil (SAE-CZS), comunica a suspensão do Restaurante Universitário nesta segunda-feira, 28, para o Campus Floresta, em decorrência do ponto facultativo decretado pela Reitoria por meio da Portaria n.º 3.914, de 24/09/2026, em virtude da celebração do Aniversário do município de Cruzeiro do Sul (AC).
Contamos com a compreensão de toda a comunidade acadêmica.

 



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