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Enviado climático dos EUA diz que luta contra a crise climática não termina com Trump | Cop29
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2 anos atrásem
Dharna Noor in Baku and Oliver Milman in New York
NÓS clima o enviado John Podesta disse que a luta “por um planeta mais limpo e seguro” não irá parar sob um governo reeleito Donald Trump mesmo que algum progresso seja revertido, falando no Cop29 As negociações climáticas da ONU na segunda-feira foram iniciadas em Baku, no Azerbaijão.
“Embora sob a liderança de Donald Trump o governo federal dos EUA tenha colocado as ações relacionadas com o clima em segundo plano, os esforços para prevenir as alterações climáticas continuam a ser um compromisso nos EUA e continuarão com confiança”, disse Podesta, que lidera a delegação da administração Biden na reunião anual fala.
Trump prometeu desregulamentar o setor de energia, permitir que a indústria de petróleo e gás “furar, querido, furar”, e tirar os EUA do Acordo climático de Parisque comprometeu os países a tomar medidas para evitar os piores impactos da crise. No entanto, embora Trump tente reverter o progresso, “este não é o fim da nossa luta por um planeta mais limpo e seguro”, disse Podesta.
Semana passada reeleição de Trump à Casa Branca, que o verá empossado para um segundo mandato em janeiro, lançou uma sombra nas negociações da ONU depois que o republicano derrotou Kamala Harris. Esperava-se que Harris continuasse as políticas climáticas de Joe Biden, que aprovou o Lei de Redução da Inflaçãoo maior pagamento inicial para a transição verde visto na história dos EUA.
Especialistas dizem que o segundo mandato de Trump poderá ser ainda mais destrutivo, já que ele será assessorado por um judiciário pacificamente conservador e munido de informações detalhadas. planos de política como o Projeto 2025 documento divulgado pela direitista Heritage Foundation.
de Trump administração entrante já está a redigir ordens executivas para eliminar as políticas climáticas e abrir terras protegidas para o aumento da produção de petróleo e gás. “Temos mais ouro líquido do que qualquer país do mundo”, disse o presidente eleito na quarta-feira.
Pessoal nos EUA Agência de Proteção Ambientalque foi alvo da última vez que Trump foi presidente, são já se preparando para um êxodo em massa. Parte do trabalho realizado pela EPA sob Biden, como as regras de poluição para automóveis e centrais eléctricas, bem como os esforços para proteger as comunidades vulneráveis que vivem perto da actividade industrial, deverão ser revertidos.
Uma análise de junho alertou que os próximos retrocessos de Trump poderiam acrescentar 4 bilhões de toneladas métricas adicionais das emissões de dióxido de carbono para a atmosfera até 2030, quando comparado com a continuação das políticas de Biden. Isso “seria uma sentença de morte para o nosso planeta”, disse Jamie Minden, o jovem diretor executivo interino de 21 anos da Zero Hour, a organização climática sem fins lucrativos liderada por jovens com sede nos EUA, numa conferência de imprensa sobre o resultado das eleições em Baku na segunda-feira.
A iminente presidência de Trump também poderá prejudicar os planos de acção climática de outros países, disse Todd Stern, que foi enviado especial dos Estados Unidos para as alterações climáticas e negociador-chefe dos Estados Unidos na Conferência de 2015. Acordo climático de Paris – especialmente a China, que é atualmente o principal contribuinte global para as emissões que provocam o aquecimento do planeta.
“Os dois maiores jogadores no ringue são os EUA e a China, e a China está extremamente consciente disso. Acabou de obter uma garantia de que o presidente dos EUA não abordará as alterações climáticas com eles durante os próximos quatro anos e isso significa alguma coisa”, disse ele. “Isso tornará as coisas mais fáceis para a China e isso não pode deixar de ter algum impacto.”
No entanto, “a luta é maior do que uma eleição, um ciclo político num país”, disse Podesta. A conferência da ONU sobre o clima em Baku representa uma “oportunidade crítica para consolidar o nosso progresso”, disse ele.
No Cop29os activistas estão a pressionar a administração Biden a apresentar um plano climático ousado no âmbito do Acordo Climático de Paris – conhecido como uma contribuição determinada a nível nacional – e a fazer grandes promessas de apoio aos esforços globais de financiamento climático.
E o presidente “ainda tem oportunidades críticas para cimentar o seu legado climático” também a nível interno, disse Allie Rosenbluth, co-gestora da ONG climática Oil Change International, inclusive através da rejeição de licenças pendentes para projectos de combustíveis fósseis.
São necessários pelo menos 1 bilião de dólares para ajudar as nações pobres a reduzir as suas emissões de gases com efeito de estufa, a mudar para uma economia de baixo carbono e a adaptar-se aos impactos dos desastres climáticos. Se os EUA não contribuírem de forma significativa, outros países também poderão preencher a lacuna de financiamento climático deixada pelos EUA, observou Teresa Anderson, responsável pela justiça climática global da organização sem fins lucrativos ActionAid, noutra conferência de imprensa na segunda-feira.
“Este é um teste para os países ricos”, disse ela. “Se acreditam na emergência climática, então deveriam estar dispostos a pagar mais do que a sua parte justa, e não menos.”
O senador norte-americano Sheldon Whitehouse, um falcão climático que chegará à Cop29 no final desta semana, disse que Trump e outros republicanos norte-americanos estão a “mirar um torpedo” contra o progresso climático, mas que a pressão para reduzir as emissões nos EUA permanecerá forte.
“Vou para Baku para tranquilizar a comunidade internacional de que grandes áreas dos EUA continuam empenhadas em afastar o planeta da catástrofe climática, uma catástrofe que já está a causar enormes danos económicos e a aumentar os preços dos seguros, dos alimentos e de outros bens. e serviços”, escreveu ele por e-mail.
Tina Stege, enviada para o clima nas Ilhas Marshall, observou que o acordo de Paris tem 195 signatários e “não entrará em colapso diante de um único resultado eleitoral”.
“O Acordo de Paris sobreviveu a uma presidência de Trump e sobreviverá a outra”, disse ela.
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Alunas da Ufac criam biblioteca de grafismos do povo Huni Kuin — Universidade Federal do Acre
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9 de outubro de 2026Alunas de graduação e mestrado do campus Floresta da Ufac criaram, em 2024, o projeto Biblioteca de Kene, que reúne tecelagem em algodão, pintura corporal, registros audiovisuais e uma plataforma digital acessível por celular. A iniciativa surgiu do trabalho de conclusão de curso de Txima Huni Kuin, em Licenciatura Indígena, e da pesquisa para a dissertação de Alexandra Deitos no programa de pós-graduação em Ensino de Humanidades e Linguagens.
Txima investigou a tecelagem como expressão dos conhecimentos, da arte e da espiritualidade de seu povo, sob orientação do professor Amilton Pelegrino de Mattos. Alexandra, artista visual e atualmente doutoranda, colaborou na construção do projeto por meio de uma pesquisa de autoria coletiva, desenvolvida com as mulheres da comunidade.
Desse encontro surgiu a proposta de criar um espaço onde os mais de 60 grafismos praticados pelas mulheres pudessem ser consultados, ensinados e aprendidos por jovens e mestras tecelãs. O projeto terá uma nova etapa entre 10 e 16 de outubro, com a realização da 2ª Oficina de Kene da Aldeia Arco-Íris, na terra indígena Seringal Independência, no município de Jordão (AC).
Aprendizagem no território
Durante os sete dias de oficina, mestras tecelãs e jovens aprendizes participarão de atividades de preparação de fios, cantos rituais, aplicação do Bawe e tecelagem de painéis com grafismos. Os processos serão documentados para compor o acervo da biblioteca na aldeia e seu site colaborativo, com gestão do conhecimento pelas próprias mulheres.
A proposta dialoga com a expressão “a universidade é na aldeia”, do professor e pesquisador Yube Huni Kuin, também acadêmico da Licenciatura Indígena da Ufac. A experiência reconhece o território e as práticas da comunidade como espaços de produção e transmissão de conhecimento.

A 2ª Oficina de Kene é realizada por Txima Huni Kuin, Alexandra Deitos e pela Aldeia Arco-Íris, com apoio do curso de Licenciatura Indígena, da Fundação de Cultura Elias Mansour, do governo do Acre, da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura, do Ministério da Cultura e do governo federal.
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Ufac sedia encontro regional sobre residência e preceptoria no SUS — Universidade Federal do Acre
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8 de outubro de 2026A Ufac sediou o 2º Encontro Regional do Projeto de Desenvolvimento da Gestão de Programas de Residência e da Preceptoria no Sistema Único de Saúde (SUS). O evento ocorreu nesta quinta-feira, 8, no anfiteatro Garibaldi Brasil, campus-sede, e reuniu profissionais e representantes de instituições de saúde para a apresentação dos resultados de sete projetos de intervenção desenvolvidos ao longo de dois anos de formação.
A iniciativa é promovida pelo Hospital Sírio-Libanês, em parceria com o Ministério da Saúde, no âmbito do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do SUS, com participação da Ufac.
Para o reitor Josimar Ferreira, cerca de 80% das atividades dos residentes são realizadas nas unidades de saúde. Ele ressaltou o compromisso da gestão com a valorização dos profissionais que atuam na formação dos residentes. “Temos desenvolvido uma política para que os nossos preceptores possam participar dos nossos programas de pós-graduação, de forma a ter vagas garantidas para sua qualificação também.”
O encontro marcou a apresentação dos projetos de intervenção dos cursos de especialização em Gestão de Programas de Residência em Saúde e Educação na Saúde para Preceptores no SUS. Os trabalhos abordaram temas como formação e avaliação de preceptores, definição de perfis de competências, saúde mental dos residentes, reestruturação curricular e melhoria dos processos de trabalho nos serviços de saúde.
Segundo a coordenadora da Residência Multiprofissional Integrada em Saúde da Família e Comunidade da Ufac, Mariane Ribeiro, as iniciativas buscam qualificar tanto a formação dos residentes quanto as atividades desenvolvidas nos campos de prática. “Esses resultados que temos hoje proporcionam uma integração com o ensino, serviço e a comunidade, porque também têm um retorno para o usuário”, disse.
Para a representante do Hospital Sírio-Libanês e facilitadora de ensino e aprendizagem, Célia Márcia Birchler, a conclusão dos cursos representa uma etapa de um trabalho que deve continuar nas instituições de saúde. “Toda vez que fazemos um movimento de fortalecimento dos programas de residência, na realidade estamos falando de um processo de qualificação do SUS”, afirmou.
A presidente da Fundação Hospitalar Governador Flaviano Melo (Fundhacre), Sóron Angélica Steiner, disse que a formação estimula mudanças na organização do trabalho e no atendimento da população. “Essa força motriz que faz com que o serviço ande de acordo com a formação é o que faz com que o gestor seja provocado a melhorar o ambiente de trabalho, o fluxo de serviço.”
Também participaram da mesa de honra do encontro o presidente do Conselho Estadual de Saúde do Acre, Osvaldo de Souza Leal Júnior; e Pedro Henrique Macedo Leitão, representando o secretário municipal de Saúde de Rio Branco, Rennan Biths.
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Ufac faz cerimônia de entrega de diplomas médicos do Revalida — Universidade Federal do Acre
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2 de outubro de 2026A Ufac realizou a cerimônia de entrega da revalidação de diplomas médicos expedidos por instituições de ensino superior estrangeiras, referentes à edição 2025.2 do Revalida. O Núcleo de Registro e Controle Acadêmico (Nurca) relaciona 67 certificados disponíveis para retirada. O ato ocorreu nesta sexta-feira, 2, no Nurca, campus-sede, e contou com a participação do reitor Josimar Ferreira.
“É inédito para nossa universidade fazer um ato que representa a entrega dos diplomas”, disse Josimar. Ele ressaltou a rapidez com que o processo foi concluído pela equipe do Nurca e pediu aos médicos que retribuam à sociedade com ética e acolhimento no atendimento, além de afirmar que a entrega demonstra o papel da universidade no reconhecimento daqueles que se formaram fora do Brasil.
Segundo o diretor do Nurca, Lucas de Araújo Moura, a Ufac realiza revalidações há alguns anos, mas as entregas dos certificados aconteciam de forma avulsa. Ele explicou que a proposta do ato simbólico foi atender os profissionais e valorizar o momento vivido por eles e por suas famílias. Os documentos são entregues juntamente com os originais apresentados pelos interessados, que devem assinar o termo de recebimento do certificado de revalidação.
A médica Nathalia Bragança de Oliveira, que recebeu o diploma revalidado 30 dias após dar entrada no processo na Ufac, disse ter escolhido a universidade pela organização e pelo prazo de entrega. “Foi muito rápido, um processo muito organizado também, desde o momento do início até agora.” Ela relatou que foi recebida com atenção pela equipe, que explicou todas as etapas do procedimento, disse esperar ingressar no mercado de trabalho e atender os pacientes com cuidado.
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