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Enviado da ONU alerta que guerra na Síria ‘ainda não terminou’, enquanto EUA dizem que trégua foi prorrogada | Notícias da Guerra da Síria

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O enviado especial das Nações Unidas para a Síria alertou que a guerra “ainda não terminou”, apesar da remoção do Presidente Bashar al-Assad pelos combatentes da oposição, destacando os confrontos entre grupos armados apoiados pela Turquia e combatentes curdos no norte do país.

“Houveram hostilidades significativas nas últimas duas semanas, antes de um cessar-fogo ter sido negociado”, disse Geir Pedersen ao Conselho de Segurança da ONU em Nova Iorque, na terça-feira, alertando que uma escalada militar poderia ser “catastrófica”.

As observações vêm depois do Exército Nacional Sírio (SNA), um grupo de combatentes apoiado por Turkiye, tem lutado com as Forças Democráticas Sírias (SDF) lideradas pelos curdos após a remoção de al-Assad.

As FDS são o principal aliado numa coligação liderada pelos Estados Unidos contra o ISIS (ISIL). É liderado pelas Unidades de Proteção Popular (YPG), que Ancara vê como uma extensão do grupo armado Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK), que proíbe e que combate o Estado turco há 40 anos.

Na semana passada, os combatentes do SNA tomaram a cidade de Manbij, no norte, das FDS, que então se dirigiu para leste do rio Eufrates quando um cessar-fogo mediado pelos EUA entrou em vigor.

Pouco depois de Pederson se dirigir ao Conselho de Segurança da ONU, um porta-voz do Departamento de Estado dos EUA disse que o cessar-fogo no norte da Síria foi prorrogado até ao final desta semana.

“Continuamos a colaborar com as FDS e com a Turquia sobre um caminho a seguir”, disse o porta-voz do Departamento de Estado, Matthew Miller, acrescentando que não é do interesse de nenhuma das partes ver um aumento do conflito na Síria.

Mais tarde na terça-feira, o comandante das FDS, Mazloum Abdi, disse numa publicação no X que o grupo estava pronto para apresentar uma proposta para uma “zona desmilitarizada” na cidade de Kobane, no norte, com a redistribuição das forças de segurança sob supervisão dos EUA.

Ele disse que a proposta visa abordar as preocupações de segurança de Turkiye e garantir a estabilidade permanente na área.

Não houve comentários imediatos da Turkiye, do SNA ou dos EUA.

Netanyahu visita Golã

Pedersen também apelou ao Conselho de Segurança da ONU para garantir que Israel “cesse todas as atividades de assentamento no Golã sírio ocupado”.

Pedersen observou que Israel conduziu mais de 350 ataques à Síria após a saída do antigo regime, incluindo um grande greve em Tartus.

“Tais ataques colocam uma população civil maltratada em risco adicional e minam as perspectivas de uma transição política ordenada”, disse ele.

O enviado da ONU alertou contra os planos anunciados pelo gabinete de Israel para expandir os assentamentos dentro do Golã, ocupado por Israel desde 1967 e anexado em 1981.

Na terça-feira, o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, realizou uma reunião de segurança dentro da zona tampão patrulhada pela ONU no Colinas de Golã que Israel capturou no início deste mês.

“Israel deve cessar todas as atividades de assentamento no Golã sírio ocupado, que são ilegais. Os ataques à soberania e à integridade territorial da Síria devem parar”, afirmou Pedersen.

Rob Geist Pinfold, professor de paz e segurança na Universidade de Durham, disse à Al Jazeera que “Israel pretende lançar o máximo de ataques (quanto possível) enquanto ainda tem liberdade para o fazer”.

Ele sugeriu que “Israel está aumentando a instabilidade (devido ao seu) medo de vácuos de poder e espaços não governados em suas fronteiras”.

Geist Pinfold também disse que “a resposta da comunidade internacional tem sido certamente fraca até agora”.

Sanções

Pederson também pediu “amplo apoio” para acabar com as sanções apoiadas pelo Ocidente impostas à Síria, a fim de permitir a reconstrução no país. devastado pela guerra país.

“Um movimento concreto para uma transição política inclusiva será fundamental para garantir que a Síria receba o apoio económico de que necessita”, disse Pedersen.

“As necessidades são imensas e só poderiam ser atendidas com amplo apoio, incluindo um fim suave das sanções, ações apropriadas também em relação às designações e reconstrução total.”

Os países ocidentais estão a debater-se com a sua abordagem à Hayat Tahrir al-Sham (HTS), que liderou a aquisição de Damasco, e é uma antiga afiliada da Al-Qaeda.

Apesar de moderar a sua retórica nos últimos meses, o HTS foi designado como um grupo “terrorista” por muitos governos ocidentais.



Leia Mais: Aljazeera

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Ufac retoma Semana Acadêmica de Física após 6 anos, com planetário — Universidade Federal do Acre

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Ufac retoma Semana Acadêmica de Física após 6 anos, com planetário — Universidade Federal do Acre

A Universidade Federal do Acre (Ufac) realiza até esta sexta-feira, 23, a 3ª Semana Acadêmica de Física, no prédio do curso, no campus-sede, em Rio Branco. Iniciado nessa segunda-feira, 19, o evento retoma as atividades presenciais da semana acadêmica após seis anos de interrupção, causada pela pandemia de covid-19 e pela reorganização do calendário universitário.

A programação tem atrações abertas ao público, como oficinas de astronomia, observação do Sol com telescópio e um planetário móvel, instalado no segundo andar do prédio de Física. Há ainda palestras, apresentações de pesquisas de estudantes e minicursos práticos de elaboração de material didático, física experimental, criação de mapas, processamento de dados e sismologia.

Organizada em três eixos temáticos, a semana é voltada aos estudantes da licenciatura e do bacharelado em Física e do curso de Física Aplicada às Ciências da Terra. Os primeiros dias tiveram debates e palestras sobre o ensino de física e a formação docente. Em seguida, a programação trata de física pura, como mecânica quântica, relatividade e física de partículas, e termina com geofísica, astronomia e fenômenos naturais.

Segundo o coordenador do evento e professor do curso de Física, Victor Carreira, a retomada presencial reaproxima o curso da comunidade externa e das escolas de educação básica. Turmas do Instituto Federal do Acre visitaram a semana, e escolas da rede pública foram convidadas.

“A semana acadêmica é muito importante tanto para os nossos alunos quanto para a comunidade em geral de Rio Branco”, disse Carreira. “É uma oportunidade para jovens do ensino médio conhecerem a universidade e vivenciarem a ciência na prática.”

A cerimônia de encerramento ocorre nesta sexta-feira, 23, à tarde.

(Fhagner Soares, estagiário Ascom/Ufac)

 



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Pavic-Lab da Ufac apresenta seis trabalhos em congresso internacional de computação — Universidade Federal do Acre

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Pavic-Lab da Ufac apresenta seis trabalhos em congresso internacional de computação — Universidade Federal do Acre

Pesquisadores do projeto Pavic-Lab, da Universidade Federal do Acre (Ufac), apresentaram seis trabalhos científicos durante a Conference on Graphics, Patterns and Images (SIBGRAPI 2026), congresso internacional de referência nas áreas de computação gráfica, processamento de imagens e visão computacional, realizado de 29 de setembro a 2 de outubro, em Goiânia (GO). As pesquisas foram desenvolvidas no projeto de pesquisa e desenvolvimento (P&D) Pesquisas Aplicadas em Visão e Inteligência Computacional (Pavic-Lab), uma iniciativa de cooperação técnico-científica entre a Ufac, Motorola, Flextronics e Fundação de Apoio e Desenvolvimento ao Ensino, Pesquisa e Extensão Universitária no Acre (Fundape).

Segundo a professora do Centro de Ciências Exatas e Tecnológicas (CCET), Ana Beatriz Alvarez Mamani, a participação no congresso contribui para divulgar a produção científica desenvolvida no Acre e ampliar o intercâmbio com outras instituições. Ela destacou que a presença da Ufac em eventos científicos também ajuda a reduzir as desigualdades regionais na ciência brasileira, além de possibilitar novas parcerias e o aperfeiçoamento das pesquisas.

A equipe foi composta pela professora Ana Beatriz Alvarez Mamani, pelo pesquisador Quefren Leher, pelos mestrandos do Programa de Pós-Graduação em Ciência da Computação (PPGCC) Clécio Silva, Lucas Carvalho, Gustavo Ferreti, Julio Martins e Ian Teixeira, além do graduando em Sistemas de Informação Kauã Galvão de Macedo.

Dos seis trabalhos apresentados, um integrou uma sessão especial do congresso e já foi publicado na revista científica Computers & Graphics. Outros três foram apresentados na programação principal, com previsão de publicação nos anais do Instituto de Engenheiros Eletricistas e Eletrônicos (IEEE) e na biblioteca digital da Sociedade Brasileira de Computação (SBC). Os dois trabalhos restantes foram apresentados em workshops, também com previsão de publicação na biblioteca digital da SBC.

As pesquisas estão divididas em duas áreas principais: reconstrução tridimensional e processamento de imagens. Na primeira, Clécio Silva apresentou um método computacional para criar representações digitais mais detalhadas de ambientes internos a partir de imagens. A tecnologia pode ser aplicada em jogos, realidade virtual e aumentada, simulações e projetos da construção civil.

Na área de processamento de imagens, Lucas Carvalho apresentou uma pesquisa para reconstruir imagens de alta faixa dinâmica (HDR) a partir de uma única imagem convencional, buscando recuperar detalhes em regiões claras e escuras. Gustavo Ferreti desenvolveu uma rede neural para combinar imagens com diferentes níveis de exposição e melhorar a qualidade visual dos resultados.

Julio Martins apresentou uma metodologia para reduzir o custo computacional da reconstrução de imagens HDR, preservando a qualidade das imagens produzidas. Ian Teixeira investigou o uso de mecanismos de atenção em modelos de inteligência artificial para recuperar informações em imagens de baixa qualidade. Já Kauã Galvão de Macedo apresentou uma abordagem que combina redes neurais e técnicas de processamento de sinais para melhorar imagens capturadas em ambientes com pouca iluminação.

Os métodos desenvolvidos apresentam potencial de aplicação em sistemas embarcados com recursos computacionais limitados, como dispositivos eletrônicos que integram processamento de imagens, permitindo aprimorar a qualidade visual com menor demanda de processamento.

Para o graduando Kauã Galvão de Macedo, a participação no congresso proporcionou a oportunidade de apresentar os resultados de sua pesquisa e conhecer novas abordagens científicas. “Foi uma ótima experiência, tanto pela oportunidade de apresentar minhas pesquisas desenvolvidas na Ufac quanto pela troca de conhecimentos com pesquisadores de outras instituições”, afirmou.

Segundo Kauã, as discussões realizadas durante o evento possibilitaram o contato com técnicas que poderão contribuir para suas pesquisas e para os projetos desenvolvidos pelo Pavic-Lab, além de abrir oportunidades de colaboração científica.

O mestrando em Ciência da Computação Gustavo de Souza Ferreti também destacou a importância da experiência para sua formação acadêmica. “Tive a oportunidade gratificante de conhecer professores e pesquisadores com ampla trajetória no nosso campo, além de ouvir sobre suas vivências e receber orientações valiosas para aprimorar meu trabalho”, disse.

O Pavic-Lab desenvolve atividades de pesquisa voltadas ao processamento de imagens, ao aprimoramento da qualidade visual e à reconstrução tridimensional de ambientes e objetos. Após a participação no congresso, a equipe dará continuidade às pesquisas científicas, com novos experimentos e avaliações para aperfeiçoar os métodos, reduzir custos computacionais e ampliar as possibilidades de aplicação prática dos resultados.



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Ufac abre 1ª Conferência Internacional Amazônia Nexus — Universidade Federal do Acre

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Ufac abre 1ª Conferência Internacional Amazônia Nexus — Universidade Federal do Acre

A Universidade Federal do Acre (Ufac) iniciou, na manhã desta segunda-feira, 19, a 1ª Conferência Internacional Amazônia Nexus. A solenidade de abertura ocorreu no auditório do e-Amazônia, no campus-sede, em Rio Branco, e reuniu professores, estudantes, participantes externos e palestrantes locais, nacionais e internacionais.

A vice-reitora da Ufac, Almecina Balbino, destacou que o evento busca fortalecer a produção científica regional e estreitar os laços interinstitucionais. Segundo ela, a conferência favorece a criação de uma rede de conexão entre os programas de pós-graduação e viabiliza a internacionalização por meio da cooperação Sul-Sul, permitindo que pesquisadores externos contribuam diretamente para os estudos sobre o território amazônico.

O pró-reitor de Extensão e Cultura, Marco Amaro, ressaltou o papel da extensão universitária na articulação do conhecimento científico com a comunidade. “Não existe integração entre ensino, pesquisa e extensão se a gente tirar as pesquisas da prateleira sem estarmos envolvidos com ações de extensão, que fazem a intermediação entre o conhecimento da universidade e a sociedade”, declarou. Ele também destacou que a rede de contatos estabelecida entre as diferentes áreas fortalece a qualidade acadêmica da instituição.

O coordenador do evento, professor Flávio Roberto Chaves da Silva, expressou satisfação com o início da conferência e destacou a dimensão coletiva da iniciativa. “É com muita alegria, satisfação e gratidão que damos início a este projeto que nasceu do desejo de fortalecer a ciência, a cooperação e a internacionalização da pesquisa na Amazônia. Celebramos a coragem de começar, a força do trabalho coletivo e a realização de um sonho. Que esta seja a primeira de muitas edições, promovendo o conhecimento e contribuindo para o desenvolvimento sustentável da nossa região”, afirmou o docente, agradecendo a parceria dos palestrantes, da comissão organizadora e dos apoiadores.

Durante a abertura, a mesa de debates destacou a importância do encontro para a região. O professor e pesquisador Lin Shau Ming, da Universidade Federal do Amazonas (Ufam), um dos palestrantes do dia, ressaltou que os estudos sobre plantas medicinais e agrobiodiversidade contribuem para o bem-estar das comunidades tradicionais. Segundo ele, o tema está alinhado à proposta central do evento de promover a integração de diferentes saberes e áreas do conhecimento na universidade.

A coordenadora do Programa de Pós-Graduação em Ciência Animal na Amazônia Ocidental, Cíntia Daudt, destacou o compromisso social da universidade com a produção de conhecimento e o desenvolvimento regional. “É um evento bem importante para a nossa região e para a nossa universidade. Estamos aqui cumprindo o nosso ato de educação. Como dizia Paulo Freire, ‘educar é um ato político’. Nós estamos cumprindo a nossa parte, unindo ensino, pesquisa e extensão em um único evento”, afirmou.

A cerimônia de abertura contou ainda com a participação do pró-reitor de Pesquisa, Pós-Graduação e Inovação, Dionatas Meneguetti; dos coordenadores Fernando da Silva Souza, de Ciência, Inovação e Tecnologia para a Amazônia; Felipe Souza, de Ciência Florestal; Regina Lúcia Ferreira, de Produção Vegetal; e da vice-coordenadora Danúsia Rocha, de Saúde Coletiva.

(Fhagner Soares, estagiário Ascom/Ufac)



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