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Enviado da Palestina na ONU diz que ‘genocídio dentro de genocídio’ está acontecendo no norte de Gaza | Notícias do conflito Israel-Palestina
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Um importante diplomata palestino nas Nações Unidas deu o alarme sobre o cerco em curso de Israel ao norte de Gaza, no qual centenas de palestinos foram mortos durante a última semana e centenas de milhares de residentes civis estão presos ou obrigados a fugir em meio a bombardeio intenso.
Como o cerco militar No campo de refugiados de Jabalia e arredores entrou no seu décimo dia no domingo, as autoridades palestinas disseram que pelo menos 200 pessoas foram mortas desde que as operações israelenses começaram no início deste mês.
A agência de notícias palestina Wafa informou que pelo menos mais 17 pessoas foram mortas na manhã de domingo no centro e norte de Gaza, incluindo oito membros de uma família no campo de refugiados de Nuseirat, bem como cinco pessoas na área de al-Ettesalat, a oeste do campo de refugiados de Jabalia. .
“O que está acontecendo no norte de Gaza agora é um genocídio dentro do genocídio”, escreveu o embaixador palestino Majed Bamya, observador permanente adjunto da ONU, no X.
‘Continuação dos atos genocidas’
Hani Mahmoud, da Al Jazeera, reportando de Deir el-Balah, no centro de Gaza, disse que cerca de 400 mil palestinos estão presos no norte de Gaza, com os militares israelenses não permitindo que ninguém deixe a área, apesar de emitir uma ordem de evacuação.
“O que está a acontecer agora é uma continuação dos actos genocidas que começaram há um ano”, disse ele, acrescentando que mais de 70 corpos ainda estão nas ruas, e os trabalhadores da defesa civil não conseguem recuperá-los devido aos implacáveis ataques israelitas.
Em Jabaliamoradores desesperados estão postando sobre sua terrível situação nas redes sociais, com um deles declarando: “Não iremos embora, morreremos e não iremos embora”.
Nasser, um residente de Beit Lahiya, no norte de Gaza, disse: “Enquanto o mundo está concentrado no Líbano e no possível ataque israelita contra o Irão, Israel está a destruir Jabalia.
“A ocupação está a explodir estradas e a destruir bairros residenciais. As pessoas não conseguem encontrar nada para comer. Eles estão presos dentro de suas casas, temendo que bombas caiam sobre suas cabeças.”
Um comunicado dos militares israelenses no domingo disse que 40 alvos foram atingidos em Gaza nas últimas 24 horas, alegando que os ataques destruíram armas e mataram dezenas de combatentes do Hamas.
Entre as mortes relatadas nos ataques de domingo estava uma pessoa morta depois que aviões de guerra israelenses atingiram uma reunião a leste de Deir el-Balah, informou o Wafa. Os bombardeios de artilharia israelense também mataram três palestinos e feriram vários outros no campo de refugiados de Bureij, acrescentou o relatório.

Também foram ouvidas explosões na demolição de dezenas de casas pelo exército israelense em Jabalia e arredores, especialmente nos bairros de al-Safatay e al-Tuwam, segundo Wafa.
Osama Hamdan, representante do Hamas no Líbano, disse à Al Jazeera que Israel “impediu a entrada de alimentos para o norte durante 10 dias”, descrevendo o que está a acontecer em Jabalia como “um crime contra a humanidade”.
Matar civis intencionalmente à fome, “privando-os de objectos indispensáveis à sua sobrevivência, incluindo impedir deliberadamente o fornecimento de ajuda humanitária” é um crime de guerra, de acordo com o Estatuto de Roma do Tribunal Penal Internacional.
Enquanto isso, seis palestinos, a maioria deles crianças, ficaram feridos quando os militares israelenses bombardearam uma casa no bairro de Tuffah, na Cidade de Gaza, disse Wafa.
Francesca Albanese, relatora especial da ONU para o território palestiniano ocupado, acusou Israel de cometer “outro massacre”, acrescentando que as suas tropas “aceitaram ser executores voluntários de um plano genocida”.
“Fico impressionado ao pensar que SABEMOS o que Israel está fazendo e que não podemos impedi-lo. Olhando para onde estávamos há 100 anos, não foi alcançado muito progresso”, disse ela num post no X.
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Ufac promove seminário sobre agroextrativismo e cooperativismo no Alto Acre — Universidade Federal do Acre
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19 de maio de 2026O Projeto Legal (Laboratório de Estudos Geopolíticos da Amazônia Legal) da Ufac realizou, na última sexta-feira, 15, no Centro de Educação Permanente (Cedup) de Brasiléia, o seminário “Agroextrativismo e Cooperativismo no Alto Acre: Desafios e Perspectivas”. A programação reuniu representantes de cooperativas, instituições públicas das esferas federal, estadual e municipal, pesquisadores, produtores rurais da Reserva Extrativista (Resex) Chico Mendes e lideranças comunitárias para discutir estratégias e soluções voltadas ao fortalecimento da economia local e da produção sustentável na região.
A iniciativa atua na criação de espaços de diálogo entre o poder público e as organizações comunitárias, com foco no desenvolvimento sustentável e no fortalecimento da agricultura familiar. Ao longo do encontro, os participantes debateram os principais desafios enfrentados pelas famílias e cooperados que atuam nas cadeias do agroextrativismo, com ênfase em eixos fundamentais como acesso a financiamento, logística, assistência técnica, processamento, comercialização, gestão e organização social das cooperativas.
Coordenado pela professora Luci Teston, o seminário foi promovido pela Ufac em parceria com o Sistema OCB/Sescoop-AC. Os organizadores e parceiros destacaram a relevância do cooperativismo como instrumento de transformação social e econômica para o Alto Acre, ressaltando a importância de pactuar soluções concretas que unam a geração de renda e a melhoria da qualidade de vida das famílias extrativistas à preservação florestal. Ao final, foram definidos encaminhamentos estratégicos para valorizar o potencial produtivo da região por meio da cooperação.
O evento contou com a presença de mais de 30 representantes de diversos segmentos, incluindo o subcoordenador do projeto no Acre, professor Orlando Sabino da Costa; o conselheiro do Tribunal de Contas do Estado (TCE-AC), Ronald Polanco; o secretário municipal de Agricultura de Brasiléia, Gesiel Moreira Lopes; e o presidente da Coopercentral Cooperacre, José Rodrigues de Araújo.
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Ufac celebra trajetória de dez anos do Laboratório de Discriminação Racial — Universidade Federal do Acre
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15 de maio de 2026O Núcleo de Estudos Afro-Brasileiros e Indígenas (Neabi) da Ufac realizou, nesta quarta-feira, 13, no auditório do Centro de Filosofia e Ciências Humanas (Cfch), um evento em comemoração aos 10 anos do Laboratório de Pesquisa Observatório de Discriminação Racial (LabODR). A programação reuniu a comunidade acadêmica, pesquisadores, egressos, bolsistas e integrantes do movimento social negro para celebrar a trajetória do laboratório e os resultados alcançados por meio das pesquisas desenvolvidas ao longo da última década.
Vinculado à área de História, mas formado por profissionais de diferentes áreas do conhecimento, o LabODR/Ufac foi criado em 2016 a partir de uma articulação entre a Ufac e o movimento negro acreano, especialmente o Fórum Permanente de Educação Étnico-Racial do Estado do Acre. Inicialmente estruturado como projeto institucional de pesquisa, o laboratório contou com apoio da Pró-Reitoria de Assuntos Estudantis (Proaes) e, em 2018, foi inserido na plataforma Lab e certificado pela Pró-Reitoria de Pesquisa e Pós-Graduação (Propeg).
O laboratório atua na pesquisa e na formação de pesquisadores com foco na promoção da igualdade racial, desenvolvendo estudos voltados tanto à denúncia de práticas racistas quanto à construção de reflexões e práticas antirracistas, principalmente nos espaços educacionais. Atualmente, o LODR/Ufac abriga projetos institucionais como “Práticas Pedagógicas em Educação das Relações Étnico-Raciais em Escolas do Estado do Acre”, desenvolvido desde 2018, e “Pérolas Negras”, iniciado em 2020.
Durante o evento, convidados e bolsistas compartilharam experiências acadêmicas e profissionais construídas a partir das atividades desenvolvidas pelo laboratório, destacando a importância do observatório em suas formações pessoais e profissionais. A programação também apresentou pesquisas realizadas ao longo desses dez anos de atuação e ressaltou a contribuição do laboratório para o fortalecimento das discussões sobre igualdade racial dentro da universidade e na sociedade acreana.
Compuseram o dispositivo de honra o vice-reitor, Josimar Ferreira; o pró-reitor de Extensão e Cultura, Carlos Paula de Moraes; a pró-reitora de Pesquisa e Pós-Graduação da Ufac, Margarida Lima; a vice-diretora do Cfch, Lucilene Ferreira de Almeida; e a representante do Neabi, Flávia Rocha.
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Ufac participa de mostra científica na Reserva Extrativista Cazumbá-Iracema, em Sena Madureira — Universidade Federal do Acre
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15 de maio de 2026A Universidade Federal do Acre (Ufac) participou, no dia 1º de maio, da Mostra Científica “Conectando Saberes: da integração à inclusão na Amazônia”, realizada na Reserva Extrativista Cazumbá-Iracema, em Sena Madureira. A ação reuniu instituições de ensino, pesquisa, escolas rurais e moradores da reserva em atividades de divulgação científica e integração comunitária.
Financiada pelo CNPq, a iniciativa contou com a participação da Ufac, Ifac, ICMBio e de escolas da região. Aproximadamente 250 pessoas participaram da programação, entre estudantes, professores e moradores das comunidades da reserva.
Durante o evento, estudantes da graduação e pós-graduação da Ufac e do Ifac apresentaram pesquisas e atividades educativas nas áreas de saúde, Astronomia, Física, Matemática, Robótica e educação científica. A programação incluiu oficinas de foguetes, observação do céu com telescópios, sessões de planetário, jogos educativos e atividades com microscópios.
O professor Francisco Glauco, do Centro de Ciências Biológicas e da Natureza (CCBN) da Ufac, destacou a importância da participação acadêmica em ações junto às comunidades tradicionais.
“A universidade tem um papel fundamental para a formação científica e cidadã dos estudantes. A troca de conhecimentos com comunidades de difícil acesso fortalece essa formação”, afirmou.
A professora Valdenice Barbosa, da Escola Iracema, ressaltou o impacto da iniciativa para os alunos da reserva.
“Foi um dia histórico de muito aprendizado. Muitos estudantes tiveram contato pela primeira vez com experimentos e equipamentos científicos”, disse.
Além das atividades científicas, a programação contou com apresentações culturais realizadas pelos estudantes da reserva, fortalecendo a integração entre ciência, educação e saberes amazônicos.
A participação da Ufac reforça o compromisso da universidade com a extensão, a popularização da ciência e a aproximação entre universidade e comunidades tradicionais da Amazônia.
Fhagner Soares – Estagiário
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