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Equador confirma que corpos carbonizados pertencem a quatro meninos desaparecidos | Notícias militares
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2 anos atrásem
Um juiz ordenou que 16 militares permanecessem atrás das grades enquanto a investigação sobre as mortes continua.
O procurador-geral do Equador confirmou que os restos carbonizados encontrados na semana passada na cidade de Taura são os corpos de quatro menores que desapareceram em 8 de dezembro.
O gabinete do procurador-geral anunciou as conclusões na terça-feira, depois que o desaparecimento dos meninos gerou indignação nacional, bem como dúvidas sobre o envolvimento dos militares equatorianos.
“Os resultados dos exames genéticos forenses confirmam que os quatro corpos encontrados em Taura correspondem aos três adolescentes e uma criança desaparecidos após uma operação militar no dia 8 de dezembro”, disse o escritório em nota. postagem nas redes sociais.
As famílias dos quatro meninos desaparecidos – com idades entre 11 e 15 anos – disseram que tinham saído para jogar futebol na cidade costeira de Guayaquil quando desapareceram.
Imagens de vigilância pareciam mostrar dois dos quatro meninos sendo levados por soldados em uma caminhonete.
Mas a agência de notícias Associated Press informou que a investigação sobre o desaparecimento dos meninos parecia ter sido paralisada. Embora as autoridades tivessem as imagens de vigilância um dia após o suposto rapto, uma investigação sobre o envolvimento dos militares só foi anunciada 15 dias depois.
A investigação sobre o suposto envolvimento dos militares só começou depois que familiares pressionaram por mais informações nas redes sociais e na imprensa.
O desaparecimento dos meninos ocorre em meio a uma repressão ao crime relacionado a gangues no Equador, que incluiu vários declarações de estado de emergência.
Essas ordens concederam amplos poderes às forças de segurança do Estado, mas os críticos alertaram que o aumento da militarização poderia abrir a porta aos direitos humanos. abusos.
Na semana passada, 16 militares do Equador foram presos em conexão com o desaparecimento dos meninos.
Pouco antes de seus restos mortais serem identificados na terça-feira, o juiz Dennis Ugalde Alvarez ordenou que os 16 militares fossem mantidos atrás das grades enquanto se desenrolava uma investigação sobre seu suposto envolvimento.
Antonio Arroyo, tio de dois dos meninos desaparecidos, disse à agência de notícias Reuters após a decisão de terça-feira que esperava ver os militares envolvidos no caso presos.
“Deixe-os ir diretamente para a prisão a que pertencem. Queremos que sejam detidos (na prisão), não numa base militar”, disse Arroyo.
Protestos contra os desaparecimentos, conhecidos coletivamente como “Caso Malvinas” ou “Caso Malvinas”, eclodiram na capital Quito, bem como em Guayaquil.
“Não vamos aceitar isso. Estamos zangados e indignados porque o governo e as autoridades não disseram nada”, disse à Reuters o aposentado Fernando Bustamante, 70 anos, enquanto estava com os manifestantes do lado de fora do tribunal em Guayaquil, onde o juiz tomou a decisão.
Em seus esforços para resolver um problema aumento do crime violento no Equador, o presidente Daniel Noboa designou cerca de 22 grupos criminosos como organizações “terroristas” e declarou vários estados de emergência para permitir que os militares ajudassem a polícia.
Em abril, os eleitores também esmagadoramente aprovado uma série de medidas destinadas a dar às autoridades policiais poderes mais amplos para combater o crime.
Tais estados de emergência, no entanto, têm uma história longa e conturbada na América Latina, onde as forças de segurança reivindicaram por vezes poderes extraordinários em nome de combate ao crime.
Abusos do Estado, como corrupção, tortura e desaparecimentos forçados têm sido frequentemente associados a tais declarações de emergência.
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Licenciatura Indígena realiza defesa de TCCs em aldeias no Juruá — Universidade Federal do Acre
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4 dias atrásem
23 de outubro de 2026O curso de Licenciatura Indígena, do campus Floresta da Ufac, realizou o 1º Seminário Acadêmico de Apresentação de Trabalhos de Conclusão de Curso (TCCs). O evento possibilitou a defesa de 16 trabalhos nas aldeias Barão, da terra indígena Puyanawa, em Mâncio Lima (AC), e Morada Nova, na terra indígena Katukina/Kaxinawá, em Feijó (AC). As atividades ocorreram entre 25 de setembro e 2 de outubro, envolvendo estudantes, professores, egressos do curso, pós-graduandos e as comunidades locais.
Os TCCs defendidos nas aldeias são de autoria de discentes que ingressaram na Ufac em 2023 e deverão colar grau no início de 2027. Os temas das pesquisas contemplaram variados aspectos da vida indígena, abrangendo história, biografia, mitologia, organização política, território, medicina tradicional, grafismos, gênero, terminologias linguísticas, educação especial, atividade cinegética e rituais tradicionais.
A viabilização das defesas nas aldeias ocorreu pela primeira vez em 18 anos de existência da graduação e está de acordo com a pedagogia da alternância, pela qual parte da carga horária do curso é realizada nas comunidades indígenas dos alunos, por meio de pesquisa e extensão. Os recursos para realização do evento foram provenientes de projeto de extensão com o mesmo nome do seminário.
As bancas de avaliação foram compostas por docentes do curso, egressos de outras turmas da Licenciatura Indígena e egressos indígenas de outros cursos da Ufac, inclusive da pós-graduação. Também compuseram algumas bancas pessoas reconhecidas por suas comunidades com “notório saber”, expediente previsto no regulamento de TCC do curso. Além de familiares dos estudantes e moradores das aldeias, indígenas de outras etnias estiverem presentes no seminário.

Organização
A atividade no município de Mâncio Lima, que é vizinho ao campus Floresta, em Cruzeiro do Sul (AC), ocorreu num só dia, em 25 de setembro, com a defesa de dois TCCs. Já para o evento em Feijó foi necessário um deslocamento de ônibus, com duração de quase seis horas, em 30 de setembro, até o porto da cidade. E, à noite, uma embarcação levou cerca de 20 pessoas até a aldeia Morada Nova, onde houve uma recepção musical para o grupo. Na manhã do dia seguinte começaram as defesas, que prosseguiram até 2 de outubro.

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Herbário da Ufac participa do 76º Congresso Nacional de Botânica — Universidade Federal do Acre
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22 de outubro de 2026A servidora Júlia Gomes da Silva, curadora do Herbário da Ufac, vinculado ao Parque Zoobotânico (PZ), representou a instituição no 76º Congresso Nacional de Botânica e 15º Encontro de Botânicos do Centro-Oeste, eventos ocorridos de 11 a 16 de outubro, em Campo Grande. Ela participou de mesa-redonda com apresentação das coleções dos herbários da região Norte.
Na ocasião, os curadores discutiram avanços, desafios estruturais e o futuro das coleções científicas do país. Durante sua exposição, Júlia conduziu o público por uma linha do tempo que remonta a 22 de outubro de 1979, data da primeira coleta registrada no campus-sede da Ufac: uma ‘Vismia’ (gênero científico de planta) coletada por L. Coêlho. Em razão desse registro, o herbário da Ufac comemora 47 anos nesta quinta-feira, 22.
Júlia destacou perspectivas importantes para o cenário científico acreano. Entre os projetos de destaque estão investimentos viabilizados via Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), incluindo a projeção de um novo prédio de cerca de 600 metros quadrados e a aquisição de armários compactadores modernos para garantir a preservação do acervo em longo prazo.
Também representaram a Ufac estudantes do campus Floresta, em Cruzeiro do Sul (AC), e a professora Simone Reis. A universidade enviou 11 resumos, dos quais oito foram apresentados. O evento possibilitou a troca de experiência com botânicos do país e conversas sobre parcerias de trabalho, incluindo a realização de expedições para grupos de plantas pouco estudados no Acre.
Herbário
O Herbário da Ufac tem uma equipe técnica composta por Júlia Gomes da Silva, Izailene Saar e colaboradores, como a ex-curadora e atual vice-reitora Almecina Balbino, o técnico Davi Borges e estagiários. O acervo abriga preciosidades da flora amazônica e sul-americana, registrando a superação de gargalos históricos de digitalização e integrando atualmente plataformas globais de dados de biodiversidade, como o SpeciesLink e o Global Biodiversity Information Facility.
Entre os marcos recentes destacados está o avanço na informatização de milhares de registros e a aposta em inovações, como a participação na Rede de Herbários Espectrais da Amazônia, que utiliza a espectroscopia no infravermelho próximo (tecnologia NIR portátil) para otimizar a identificação de espécies diante da escassez de taxonomistas na região.
A informatização completa do acervo ainda está em processo e figura como um dos principais objetivos da equipe, que agradeceu à direção do PZ e à Ufac pelo apoio contínuo aos servidores e à coleção, além de exaltar o esforço coletivo dos bolsistas, voluntários e parceiros que documentam, protegem e estudam a flora e funga brasileira.
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Ufac retoma Semana Acadêmica de Física após 6 anos, com planetário — Universidade Federal do Acre
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21 de outubro de 2026A Universidade Federal do Acre (Ufac) realiza até esta sexta-feira, 23, a 3ª Semana Acadêmica de Física, no prédio do curso, no campus-sede, em Rio Branco. Iniciado nessa segunda-feira, 19, o evento retoma as atividades presenciais da semana acadêmica após seis anos de interrupção, causada pela pandemia de covid-19 e pela reorganização do calendário universitário.
A programação tem atrações abertas ao público, como oficinas de astronomia, observação do Sol com telescópio e um planetário móvel, instalado no segundo andar do prédio de Física. Há ainda palestras, apresentações de pesquisas de estudantes e minicursos práticos de elaboração de material didático, física experimental, criação de mapas, processamento de dados e sismologia.
Organizada em três eixos temáticos, a semana é voltada aos estudantes da licenciatura e do bacharelado em Física e do curso de Física Aplicada às Ciências da Terra. Os primeiros dias tiveram debates e palestras sobre o ensino de física e a formação docente. Em seguida, a programação trata de física pura, como mecânica quântica, relatividade e física de partículas, e termina com geofísica, astronomia e fenômenos naturais.
Segundo o coordenador do evento e professor do curso de Física, Victor Carreira, a retomada presencial reaproxima o curso da comunidade externa e das escolas de educação básica. Turmas do Instituto Federal do Acre visitaram a semana, e escolas da rede pública foram convidadas.

“A semana acadêmica é muito importante tanto para os nossos alunos quanto para a comunidade em geral de Rio Branco”, disse Carreira. “É uma oportunidade para jovens do ensino médio conhecerem a universidade e vivenciarem a ciência na prática.”
A cerimônia de encerramento ocorre nesta sexta-feira, 23, à tarde.
(Fhagner Soares, estagiário Ascom/Ufac)
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