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Equipes do Corpo de Bombeiros recebem vacinação antirrábica em ação da Sesacre

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Halyce Santana

 A Secretaria de Estado de Saúde do Acre (Sesacre), por intermédio do Núcleo de Zoonoses do Departamento de Vigilância em Saúde (DVS), promoveu uma ação de vacinação antirrábica à equipe do Corpo de Bombeiros Militar do Estado do Acre (CBMAC), na quinta-feira, 13, no 1º Batalhão de Emergências, Prevenção e Combate a Incêndio Florestal (BEPCIF).

Ação ocorreu na quinta-feira, 13, no 1º Batalhão de Emergências, Prevenção e Combate a Incêndio Florestal. Foto: Gleison Luz/Fundhacre

Os primeiros meses do ano marcados pelas enchentes, devido ao aumento do nível dos rios, exige do Estado medidas de precaução para mitigar os danos e resguardar a saúde pública. Nesse contexto, a vacinação dos bombeiros se insere diretamente nesses planejamentos, pois esses profissionais estão frequentemente envolvidos em ações de resgate e atendimento em áreas alagadas, o que aumenta sua exposição a animais potencialmente contaminados com doenças zoonóticas, como a raiva. Assim, a vacinação preventiva se torna uma medida essencial não só para proteger os bombeiros, mas também para garantir que possam continuar suas atividades com segurança, minimizando riscos de contaminação e contribuindo para a proteção da população.

Pela primeira vez os bombeiros foram incluídos no grupo de risco e receberam a vacinação de forma preventiva. Foto: Gleison Luz/Fundhacre

“A vacinação antirrábica dos bombeiros, especialmente durante o período de alagação, é uma medida essencial para protegê-los, pois eles ficam mais expostos ao risco de contato com animais potencialmente contaminados”, afirmou o chefe do Núcleo de Zoonoses da Sesacre, Victor Mattos.

A raiva é uma das doenças transmitidas por animais, particularmente cães, morcegos e outros mamíferos, sendo uma das mais graves para os seres humanos. A vacinação preventiva, portanto, é uma medida de proteção para os bombeiros, que foram, pela primeira vez, incluídos no grupo de risco e receberam a vacina de forma preventiva.

Capitão Roger Filgueira, comandante do 1º BEPCIF. Foto: cedida

“Nós somos uma classe especial de servidores que, diariamente, é exposta a vetores de contaminação. Capturamos animais silvestres, domésticos, que podem estar contaminados com doenças como a raiva. Então, se vacinar é extremamente importante para garantir a saúde do nosso bombeiro militar”, ressaltou o capitão Roger Filgueira, comandante do 1º BEPCIF.

Além da raiva, os bombeiros também estão expostos a outras doenças zoonóticas, como leptospirose, toxoplasmose e brucelose, transmitidas por animais em situações de resgates ou quando realizam atendimentos em áreas de risco. A vacinação contra a raiva previne essas complicações, proporcionando maior segurança para esses profissionais, que são essenciais para a segurança da população.

Diretor de Saúde do Corpo de Bombeiros Militar do Acre, tenente Francimar Ely, agradeceu a ação e reforçou a importância para a saúde da equipe. Foto: cedida

O tenente Francimar Ely, diretor de Saúde do Corpo de Bombeiros Militar do Acre (CBMAC), em agradecimento à ação da Sesacre, reforçou a importância da vacinação para a saúde da equipe de bombeiros.

“Nossos profissionais, tanto os que já estão formados na tropa quanto os alunos soldados, atuam com contato direto com animais. Eles correm o risco de serem mordidos ou entrarem em contato com algum animal contaminado. Então, é importante que eles tenham essa prevenção prévia, porque uma vez o militar estando bem e com a saúde em dia, ele pode prestar maior apoio e um serviço de qualidade para a população acreana”, afirmou o tenente.

A ação de vacinação representa um avanço significativo na proteção dos bombeiros, permitindo que eles continuem desempenhando sua função essencial com maior segurança e saúde.

Giovanna Evelyn Anjos, uma das beneficiadas pela vacinação. Foto: cedida

“Nós estamos frente a frente com os perigos todos os dias. Precisamos estar bem para poder prevenir a sociedade”, concluiu a soldado BM Giovanna Evelyn Anjos, uma das beneficiadas pela vacinação.

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Ufac entrega equipamentos para Laboratório de Sismologia — Universidade Federal do Acre

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A Ufac realizou a entrega de novos equipamentos para o Laboratório de Sismologia da Estação de Geofísica Aplicada do Acre. Os dispositivos provêm de emenda parlamentar no valor de R$ 750 mil, alocada pela deputada federal Socorro Neri (PP-AC), inseridos em um investimento global de R$ 900 mil destinados ao projeto de pesquisa da universidade. O evento ocorreu na sexta-feira, 29, no auditório do bloco do curso de Física. 

O aporte viabilizou a aquisição de um sistema de videoconferência e monitoramento —composto por TVs, câmeras e nobreaks— além de workstations com GPU e servidores dedicados de alta performance para o Núcleo de Tecnologia da Informação (NTI) da universidade.

A estrutura física e computacional dará suporte a uma rede de seis estações sismográficas de banda larga com telemetria, que funcionarão de forma contínua (24 horas por dia, sete dias por semana) nos municípios de Rio Branco (campus-sede), Sena Madureira, Tarauacá, Assis Brasil, Marechal Thaumaturgo e Santa Rosa do Purus.

Além de atuar no monitoramento da atividade tectônica regional para fins de proteção junto à Defesa Civil do Estado, o laboratório utilizará métodos de sísmica passiva para o mapeamento de falhas profundas com potencial de geração e migração de hidrogênio geológico. 

“Este é o primeiro laboratório de sismologia da região Norte. Isso é muito importante porque nossa região sofre influência da atividade na borda de duas placas tectônicas”, explicou a reitora Guida Aquino.

Socorro Neri enfatizou o compromisso com o avanço científico regional, ressaltando que os novos dispositivos tecnológicos contribuirão diretamente para o monitoramento preciso e seguro de abalos na Amazônia.

O coordenador do projeto e da área de Física, professor Antonio Romero da Costa Pinheiro, destacou o caráter integrador do projeto. “Unimos a pesquisa de ponta à extensão universitária através da confecção de sismômetros didáticos de baixo custo com sensores Arduino para escolas públicas da rede estadual e municipal.”

Ufac entrega equipamentos para Laboratório de Sismologia-interna.jpg

Também compuseram o dispositivo de honra da solenidade a vice-reitora eleita, Almecina Balbino; a pró-reitora de Pesquisa e Pós-Graduação, Margarida Carvalho; o diretor do CCBN, José Ribamar Lima; e o coordenador do curso de Física, Victor Ribeiro.

(Camila Barbosa, estagiária Ascom/Ufac)

 



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PZ realiza reunião para discutir prevenção de incêndios florestais — Universidade Federal do Acre

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O Parque Zoobotânico (PZ) da Ufac sediou uma reunião estratégica para debater alternativas de prevenção, controle, monitoramento e combate a incêndios florestais nas áreas verdes do campus-sede, projeto Humaitá e Fazenda Experimental Catuaba. O encontro ocorreu na sexta-feira, 29, na sala ambiente do PZ.

A iniciativa foi motivada pela necessidade de ampliar a articulação institucional frente à aproximação do período de estiagem. Nessa época, a combinação de vegetação seca, acúmulo de folhas e galhos e baixa umidade eleva drasticamente a vulnerabilidade desses espaços. Além do viés ambiental, a pauta destacou a relevância acadêmica das áreas para atividades de ensino, pesquisa e extensão de diversos cursos da universidade.

Os participantes discutiram propostas para fortalecer o controle de acesso, a vigilância e o planejamento preventivo. O histórico de sinistros na instituição, como o incêndio de 2010 ocorrido nas proximidades da Unidade de Tecnologia de Alimentos (Utal), foi lembrado para reforçar a urgência de tratar o tema de forma permanente.

Além disso, foi apresentada uma contextualização institucional do PZ e sua relevância para a Ufac e a sociedade acreana. O professor Rodrigo Perea expôs a pesquisa desenvolvida em 2025 por seu orientando, Moisés Pereira, aluno do doutorado Bionorte da Ufac, sobre risco de incêndio em áreas florestadas do campus-sede.

As discussões foram enriquecidas pelas contribuições do professor Moisés Barbosa de Souza, do Centro de Ciências Biológicas e da Natureza (CCBN), reconhecido por seu conhecimento sobre as áreas florestadas da Ufac, apontando para a necessidade de uma construção coletiva que envolva orientação, resposta rápida e proteção da biodiversidade.

“Esperamos que a organização de alternativas de prevenção, monitoramento e combate ao risco de incêndios florestais nas áreas da Ufac avance significativamente em 2026”, disse o diretor substituto do PZ, Wanderson Gomes. “Diante da previsão de uma estiagem mais severa, é fundamental que a universidade esteja preparada para agir de forma planejada, integrada e preventiva.”

Também participaram da reunião representantes da Prefcam, do CCBN, do CFCH, dos cursos de Geografia e Medicina Veterinária, do doutorado Bionorte, além de servidores e colaboradores ligados à temática ambiental.

Próximos passos

Para dar materialidade às ações propostas, foram definidos os seguintes encaminhamentos práticos:

– 3 de junho às 8h: visita in loco à trilha interna do PZ (trajeto de aproximadamente 3 quilômetros) para mapear pontos críticos, gargalos de acesso e possibilidades de intervenção;

– 12 de junho às 8h30: nova reunião de trabalho com o objetivo de dar continuidade às discussões e avançar na consolidação de medidas integradas.

 



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Projeto da Ufac integra exposição sobre memória da covid-19 — Universidade Federal do Acre

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Ministro da Saúde Alexandre Padilha

O projeto de extensão Relatos de Maternidade, da Ufac, desenvolvido entre setembro e dezembro de 2020, compõe a exposição A Infinita Memória da Pandemia: A História da Covid-19, cuja cerimônia de inauguração ocorreu na terça-feira, 26, no shopping Conjunto Nacional, em Brasília, e que também passará por Fortaleza, Manaus, Porto Alegre e São Paulo.

O projeto foi desenvolvido pelas professoras Ana Letícia de Fiori, do curso de Ciências Sociais e do programa de pós-graduação em Artes Cênicas, e Camila Bylaardt Volker, à época do curso de Letras e atualmente servidora do Ministério das Mulheres. Elas e seis estudantes entrevistaram, por WhatsApp, mais de 50 mulheres e mães, coletando relatos sobre suas experiências de maternidade e vida.

O trabalho abordou, ainda, cuidados, trabalho, família, medos, esperanças e projetos afetados pela pandemia da covid-19 no Acre, originando um e-book (162 p.) lançado pela Editora da Ufac (Edufac) em 2025, disponível para leitura online e download gratuito. Além disso, passou a integrar o Memorial Digital da Pandemia de Covid-19, como coleção.

Nessa quarta-feira, 27, as professoras Ana Letícia e Camila participaram, tratando dos relatos de maternidades, de mesa-redonda com os organizadores dos projetos Fala, Parente (PET Indígena, Unifap), a qual contou com depoimentos de indígenas do Amapá, Pará e Guiana Francesa.

A exposição levará a capitais brasileiras parte das coleções do Memorial da Pandemia de Covid-19, sediado no Rio de Janeiro e desenvolvido pela Ministério da Saúde, Organização Pan-Americana de Saúde, Centro Latino-Americano e do Caribe de Informação em Ciências da Saúde e Centro de Humanidades Digitais da Unicamp.

 



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