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Escolas rurais de Rio Branco apresentam trabalhos na Mostra Viver Ciência

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Stalin Melo

As instituições de ensino rurais de Rio Branco também têm seu espaço na 10ª edição da Mostra Viver Ciência, que este ano é realizada na Escola de Ensino Integral Armando Nogueira, na capital. Entre esses estabelecimentos, estão as escolas Dr. Augusto Monteiro e a Manoel Tiago Lindoso.

A Augusto Monteiro está localizada na região do Ramal do Belo Jardim III e o trabalho apresentado pelos alunos denomina-se “Reciclagem: fabricação de papel-semente por meio do ensino lúdico de educação ambiental”, coordenado pela professora Rayala Vidal.

Professora Rayala Vidal com seus alunos, da Escola Augusto Monteiro. Foto: Mardilson Gomes/SEE

Segundo a professora, a importância do trabalho é mostrar à sociedade a importância de se reciclar materiais. Como exemplo, cita a ocasião em que se recebe um convite e se joga o material no lixo. “Como o papel é feito com semente, é possível reciclar e tornar o ambiente sustentável”, destaca.

O estudante Bernardo da Silva explica o processo para a produção do papel-semente. “A gente pega restos de livros, coloca em uma bacia com água, rasga e coloca em um liquidificador. Depois, joga as sementes e por fim coloca no sol para secar”, diz.

Professor Geovane do Nascimento: “Protagonismo dos jovens na preservação da Reserva Chico Mendes”. Foto: Mardilson Gomes/SEE

Já a Escola Manoel Tiago Lindoso, localizada no Ramal do Riozinho do Rola, no km 7 da Estrada Transacreana, levou para a Mostra Viver Ciência o trabalho “Arte para adiar o fim da Reserva Chico Mendes: cultura de preservação também é educação”. O trabalho é coordenado pelo professor Geovane do Nascimento.

O docente explica que o objetivo do trabalho é falar sobre o protagonismo dos jovens na resistência da Reserva Chico Mendes à luz do pensamento do ativista ambiental Ailton Krenak, que lançou, em 2019, o livro Ideias para Adiar o Fim do Mundo. “Todo ano a gente assiste a uma diminuição da reserva e os jovens são parte dessa resistência de luta”, explica.

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V SIMECO — Universidade Federal do Acre

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Egressa de mestrado em CZS obtém prêmio de pós-graduação — Universidade Federal do Acre

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A engenheira agrônoma Mirian Soares de Amorim, aluna egressa do curso de Agronomia e do mestrado em Ciências Ambientais, do campus Floresta da Ufac, em Cruzeiro do Sul, obteve o 2º lugar na categoria Pós-Graduação do 5º Prêmio Margarida Alves de Estudos sobre Ruralidades e Feminismos, cujo resultado final foi divulgado em 17 de março. O evento foi promovido pelo Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar.

O estudo destaca a articulação entre a transição agroecológica e a igualdade de gênero, enfatizando o papel central das mulheres rurais, ribeirinhas e agricultoras na preservação da agrobiodiversidade e na soberania alimentar na Amazônia. No mestrado, sob orientação do professor Kleber Andolfato de Oliveira, Mirian também aprofundou investigações sobre o desenvolvimento sustentável e o papel das populações rurais no manejo dos ecossistemas amazônicos.



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Ufac consolida criação do curso de Farmácia com 50 vagas — Universidade Federal do Acre

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Curso de Farmácia-entrega de Menção Honrosa (2).jpg

O reitor da Ufac, Josimar Ferreira, reuniu-se com membros da comissão responsável pela proposta de criação do curso de Farmácia. O encontro ocorreu nesta segunda-feira, 31, na sala de reuniões da Reitoria, visando consolidar o Projeto Político-Pedagógico da nova graduação, além de homenagear, com a entrega, pela Federação Nacional dos Farmacêuticos (Fenafar), de Menção Honrosa ao reitor e a pessoas cujo empenho culminou na abertura do curso.

A iniciativa faz parte do programa Universidades Transformadoras, pactuada com o Ministério da Educação (MEC). O curso prevê a oferta de 50 vagas para estudantes e liberação de 11 códigos de vagas para professores. A aula inaugural e início das atividades acadêmicas estão previstos entre 2028 e 2029.

“Esse é um curso que se assenta fortemente na demanda de conhecer os bioativos da floresta amazônica e transformar esse conhecimento em riqueza, patentes, inovação e qualidade de vida para a sociedade”, disse Josimar Ferreira. Além disso, ele ressaltou a necessidade de conectar o novo curso às estruturas já consolidadas da Ufac, otimizando disciplinas e espaços curriculares em conjunto com as áreas de saúde e química.

A presidente da comissão de criação do curso, Andréia Andrade, lembrou que o projeto começou em 2011. “Hoje nos reunimos com a perspectiva de viabilizar a abertura do curso diante do que já temos na instituição. Nosso objetivo é ofertar uma formação generalista, com investimento otimizado na estrutura existente e com forte inserção na pesquisa e extensão, aproveitando a nossa biodiversidade e criando caminho para futuros programas de pós-graduação.”

Também participaram da reunião representantes externos da categoria profissional, como a ex-conselheira federal, membro da comissão e diretora de Relações Institucionais da Fenafar, Isabela de Oliveira Sobrinho. “Acompanhei a busca por esse projeto pedagógico desde o início e ver essa etapa final é um avanço enorme”, pontuou. “É um trabalho a muitas mãos para trazer o melhor para a Ufac. Trata-se de um curso de grande magnitude, focado em tecnologias de medicamentos e em pesquisas com nossas plantas nativas para gerar qualidade de vida à população.”

(Fhagner Soares, estagiário Ascom/Ufac)



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