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Especialistas explicam qual é o melhor dia se demitir – 23/01/2025 – Mercado
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2 anos atrásem
Júlia Galvão
O número de pedidos de demissão estão crescendo no Brasil. Apenas em 2023, cerca de 7,4 milhões de trabalhadores pediram para sair de seus empregos —número que representa um aumento de quase 2 milhões em relação aos índices registrados no início da década de 2010, segundo o MTE (Ministério do Trabalho e Emprego).
Um levantamento realizado pelo ministério revela que 36,5% dos que pediram demissão tinham outro emprego em vista, 32,5% tinham como motivação o baixo salário e 24,7% indicaram que seu trabalho não era reconhecido.
Para quem deseja pedir demissão, é recomendado avaliar a data para a ação, uma vez que as verbas rescisórias são calculadas de forma proporcional. Especialistas em direito do trabalho aconselham que os pedidos devem ser feitos após o 15º dia do mês para fins de cálculo da proporcionalidade de férias e 13º salário.
Fábio Chong, advogado e sócio da área trabalhista do L.O. Baptista Advogados, afirma que a empresa deve considerar o mês integral quando o trabalhador exercer o cargo por pelo menos 15 dias. “Ou seja, se o empregado trabalhar 15 dias, a empresa deverá considerar 1/12 avos a mais no cálculo da proporcionalidade [com relação ao 13º salário]”.
Caso a demissão esteja próxima da data das férias, do pagamento do 13º salário ou de variáveis —como bônus e PLR (Participação nos Lucros e Resultados)—, é recomendável pedir demissão após o pagamento dessas verbas para evitar o risco de perdê-las.
Os pedidos feitos ao fim do mês também são vantajosos, pois facilitam o cálculo e a conferência das verbas rescisórias.
Folha Mercado
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A advogada especialista em direito do trabalho Elisa Alonso diz que a escolha do dia da semana pode ser vantajosa. Se o pedido for feito numa segunda ou terça-feira o empregado terá direito ao DSR (Descanso Semanal Remunerado).
A jornada de trabalho também afeta como o pedido de demissão deve ser feito. Elisa afirma que trabalhadores da escala 12×36, por exemplo, devem pedir demissão após completarem as 12 horas de trabalho, garantindo, assim, o pagamento integral do dia trabalhado.
Aqueles que trabalham em jornadas mais convencionais devem realizar o pedido de demissão em uma segunda ou terça para garantir o DSR.
“O ideal é que, se possível, o trabalhador apresente o pedido de demissão com o fechamento da folha de ponto, evitando possíveis inconsistências nos cálculos de salários e adicionais proporcionais”, recomenda a advogada.
QUAIS SÃO OS DIREITOS DE QUEM PEDE DEMISSÃO?
O advogado Fábio Chong diz que os trabalhadores que pedem demissão têm direito a receber:
- Saldo de salário, que será proporcional aos dias trabalhados até a data de rescisão;
- Caso tenha completado o período aquisitivo, ou seja, 12 meses de trabalho, o trabalhador deverá receber férias vencidas + 1/3 constitucional;
- 13º salário proporcional com base nos meses trabalhados no ano;
- Outras verbas previstas em normas coletivas e no contrato de trabalho.
O QUE O TRABALHADOR PERDE AO PEDIR DEMISSÃO?
Chong afirma que, ao pedir demissão, o trabalhador perde o direito de sacar o FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço), salvo em situações específicas, como nos casos de financiamento de imóvel.
Além disso, não será possível receber a multa de 40% sobre o FGTS, taxa paga ao trabalhador que é demitido sem justa causa.
Elisa completa e destaca que o pedido de demissão não isenta o empregado do cumprimento do aviso prévio. “Se a empresa exigir o cumprimento do aviso e o empregado optar por não cumprir, o valor equivalente ao período do aviso poderá ser descontado da rescisão”, diz.
CUIDADOS AO PEDIR DEMISSÃO
A advogada de direito do trabalho indica que os empregados devem verificar o extrato de seu FGTS antes de formular o pedido de demissão. Caso o empregador não esteja realizando os depósitos de forma regular, é possível ser feita a rescisão indireta do contrato, fazendo que o trabalhador receba todas as verbas rescisórias devidas em uma demissão sem justa causa.
Não havendo irregularidades, é recomendado que o pedido de demissão seja formalizado por escrito para evitar futuros questionamentos.
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Alunas da Ufac criam biblioteca de grafismos do povo Huni Kuin — Universidade Federal do Acre
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9 de outubro de 2026Alunas de graduação e mestrado do campus Floresta da Ufac criaram, em 2024, o projeto Biblioteca de Kene, que reúne tecelagem em algodão, pintura corporal, registros audiovisuais e uma plataforma digital acessível por celular. A iniciativa surgiu do trabalho de conclusão de curso de Txima Huni Kuin, em Licenciatura Indígena, e da pesquisa para a dissertação de Alexandra Deitos no programa de pós-graduação em Ensino de Humanidades e Linguagens.
Txima investigou a tecelagem como expressão dos conhecimentos, da arte e da espiritualidade de seu povo, sob orientação do professor Amilton Pelegrino de Mattos. Alexandra, artista visual e atualmente doutoranda, colaborou na construção do projeto por meio de uma pesquisa de autoria coletiva, desenvolvida com as mulheres da comunidade.
Desse encontro surgiu a proposta de criar um espaço onde os mais de 60 grafismos praticados pelas mulheres pudessem ser consultados, ensinados e aprendidos por jovens e mestras tecelãs. O projeto terá uma nova etapa entre 10 e 16 de outubro, com a realização da 2ª Oficina de Kene da Aldeia Arco-Íris, na terra indígena Seringal Independência, no município de Jordão (AC).
Aprendizagem no território
Durante os sete dias de oficina, mestras tecelãs e jovens aprendizes participarão de atividades de preparação de fios, cantos rituais, aplicação do Bawe e tecelagem de painéis com grafismos. Os processos serão documentados para compor o acervo da biblioteca na aldeia e seu site colaborativo, com gestão do conhecimento pelas próprias mulheres.
A proposta dialoga com a expressão “a universidade é na aldeia”, do professor e pesquisador Yube Huni Kuin, também acadêmico da Licenciatura Indígena da Ufac. A experiência reconhece o território e as práticas da comunidade como espaços de produção e transmissão de conhecimento.

A 2ª Oficina de Kene é realizada por Txima Huni Kuin, Alexandra Deitos e pela Aldeia Arco-Íris, com apoio do curso de Licenciatura Indígena, da Fundação de Cultura Elias Mansour, do governo do Acre, da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura, do Ministério da Cultura e do governo federal.
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Ufac sedia encontro regional sobre residência e preceptoria no SUS — Universidade Federal do Acre
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8 de outubro de 2026A Ufac sediou o 2º Encontro Regional do Projeto de Desenvolvimento da Gestão de Programas de Residência e da Preceptoria no Sistema Único de Saúde (SUS). O evento ocorreu nesta quinta-feira, 8, no anfiteatro Garibaldi Brasil, campus-sede, e reuniu profissionais e representantes de instituições de saúde para a apresentação dos resultados de sete projetos de intervenção desenvolvidos ao longo de dois anos de formação.
A iniciativa é promovida pelo Hospital Sírio-Libanês, em parceria com o Ministério da Saúde, no âmbito do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do SUS, com participação da Ufac.
Para o reitor Josimar Ferreira, cerca de 80% das atividades dos residentes são realizadas nas unidades de saúde. Ele ressaltou o compromisso da gestão com a valorização dos profissionais que atuam na formação dos residentes. “Temos desenvolvido uma política para que os nossos preceptores possam participar dos nossos programas de pós-graduação, de forma a ter vagas garantidas para sua qualificação também.”
O encontro marcou a apresentação dos projetos de intervenção dos cursos de especialização em Gestão de Programas de Residência em Saúde e Educação na Saúde para Preceptores no SUS. Os trabalhos abordaram temas como formação e avaliação de preceptores, definição de perfis de competências, saúde mental dos residentes, reestruturação curricular e melhoria dos processos de trabalho nos serviços de saúde.
Segundo a coordenadora da Residência Multiprofissional Integrada em Saúde da Família e Comunidade da Ufac, Mariane Ribeiro, as iniciativas buscam qualificar tanto a formação dos residentes quanto as atividades desenvolvidas nos campos de prática. “Esses resultados que temos hoje proporcionam uma integração com o ensino, serviço e a comunidade, porque também têm um retorno para o usuário”, disse.
Para a representante do Hospital Sírio-Libanês e facilitadora de ensino e aprendizagem, Célia Márcia Birchler, a conclusão dos cursos representa uma etapa de um trabalho que deve continuar nas instituições de saúde. “Toda vez que fazemos um movimento de fortalecimento dos programas de residência, na realidade estamos falando de um processo de qualificação do SUS”, afirmou.
A presidente da Fundação Hospitalar Governador Flaviano Melo (Fundhacre), Sóron Angélica Steiner, disse que a formação estimula mudanças na organização do trabalho e no atendimento da população. “Essa força motriz que faz com que o serviço ande de acordo com a formação é o que faz com que o gestor seja provocado a melhorar o ambiente de trabalho, o fluxo de serviço.”
Também participaram da mesa de honra do encontro o presidente do Conselho Estadual de Saúde do Acre, Osvaldo de Souza Leal Júnior; e Pedro Henrique Macedo Leitão, representando o secretário municipal de Saúde de Rio Branco, Rennan Biths.
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Ufac faz cerimônia de entrega de diplomas médicos do Revalida — Universidade Federal do Acre
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2 de outubro de 2026A Ufac realizou a cerimônia de entrega da revalidação de diplomas médicos expedidos por instituições de ensino superior estrangeiras, referentes à edição 2025.2 do Revalida. O Núcleo de Registro e Controle Acadêmico (Nurca) relaciona 67 certificados disponíveis para retirada. O ato ocorreu nesta sexta-feira, 2, no Nurca, campus-sede, e contou com a participação do reitor Josimar Ferreira.
“É inédito para nossa universidade fazer um ato que representa a entrega dos diplomas”, disse Josimar. Ele ressaltou a rapidez com que o processo foi concluído pela equipe do Nurca e pediu aos médicos que retribuam à sociedade com ética e acolhimento no atendimento, além de afirmar que a entrega demonstra o papel da universidade no reconhecimento daqueles que se formaram fora do Brasil.
Segundo o diretor do Nurca, Lucas de Araújo Moura, a Ufac realiza revalidações há alguns anos, mas as entregas dos certificados aconteciam de forma avulsa. Ele explicou que a proposta do ato simbólico foi atender os profissionais e valorizar o momento vivido por eles e por suas famílias. Os documentos são entregues juntamente com os originais apresentados pelos interessados, que devem assinar o termo de recebimento do certificado de revalidação.
A médica Nathalia Bragança de Oliveira, que recebeu o diploma revalidado 30 dias após dar entrada no processo na Ufac, disse ter escolhido a universidade pela organização e pelo prazo de entrega. “Foi muito rápido, um processo muito organizado também, desde o momento do início até agora.” Ela relatou que foi recebida com atenção pela equipe, que explicou todas as etapas do procedimento, disse esperar ingressar no mercado de trabalho e atender os pacientes com cuidado.
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