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Esperança e ceticismo na Ucrânia enquanto Zelenskyy diz que Trump pode trazer ‘paz justa’ | Ucrânia

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Luke Harding in Kyiv

As pessoas em Kiev expressaram uma mistura de esperança e ceticismo na terça-feira de que Donald Trump possa acabar com a guerra na Ucrânia, como Volodymyr Zelenskyy elogiou o presidente dos EUA como um líder “decisivo” que traria uma “paz justa”.

Trump se descreveu como um “mantenedor da paz” que evitaria envolver os EUA em guerras estrangeiras prejudiciais em seu discurso de possemas não mencionou a Ucrânia, nem explicou como poderia persuadir Vladimir Putin a encetar negociações quase três anos após a sua invasão em grande escala.

Falando mais tarde aos repórteres na Casa Branca, Trump afirmou que 1 milhão de soldados russos morreram na guerra e sugeriu que era do interesse de ambos os lados parar de lutar. “Ele (Putin) está destruindo Rússia. Ele deveria fazer um acordo. Zelenskyy quer fazer um acordo”, disse Trump.

Ucranianos do lado de fora da estação de metrô Lukianivska, em Kyiv, na manhã seguinte – onde um míssil russo matou três pessoas no sábado – disseram que estavam esperando ansiosamente para ver o que aconteceria a seguir. Atrás deles estava a fachada destruída de um prédio de escritórios e uma filial danificada do McDonald’s, a primeira na capital ucraniana.

“Acho que um acordo não é realista. Trump é blá, blá, blá”, disse Valeriia, uma operária de 23 anos. “Ele prometeu acabar com o conflito em 24 horas. Isso não vai acontecer. Meus amigos estão divididos 50% entre aqueles que acham que podem fazer alguma coisa e aqueles que não podem.”

Valeriia, diante de um McDonald’s danificado por um ataque russo, disse que seus amigos estavam divididos em meio a meio sobre se acham que Trump pode fazer algo para acabar com a guerra. Fotografia: Artem Mazhulin/The Guardian

“Assisti à inauguração pela TV. Trump me impressionou. Precisamos parar a guerra”, disse Mykola, um físico aposentado. Ele disse que morava em Nova York e viu Trump várias vezes do lado de fora da Trump Tower. “Acho que ele realmente pode fazer alguma coisa. Ele fez um cessar-fogo em Israel e Gaza.”

O cientista sugeriu congelar a atual linha de frente enquanto as negociações diplomáticas começavam. Não está claro se Zelenskyy concordaria com tal plano ou se concordaria com as prováveis ​​exigências russas, incluindo Ucrânia a não adesão à OTAN e a perda de mais território. “Temos que chegar a um acordo. Não importa como”, disse Mykola.

Mykola disse que ficou impressionado com Trump e sugeriu congelar a atual linha de frente enquanto as negociações começam. Fotografia: Artem Mazhulin/The Guardian

Zelenskyy saudou o regresso de Trump à Casa Branca e parabenizou-o na segunda-feira. “A política de paz através da força que ele anunciou oferece uma oportunidade para fortalecer a liderança americana e alcançar uma paz justa e de longo prazo”, escreveu Zelenskyy. A Ucrânia ansiava por uma “cooperação mutuamente benéfica”.

Seus comentários entusiasmados surgiram após relações tensas entre Kyiv e o governo Biden. Autoridades ucranianas disseram que o ex-presidente seguiu uma política excessivamente cautelosa de gestão de crises, com ajuda militar enviada tarde demais e em quantidades insuficientes para derrotar a Rússia. Entretanto, as autoridades norte-americanas consideraram Zelenskyy irrealista.

Ainda não há sinais de que as aberturas diplomáticas de Zelenskyy a Trump sejam retribuídas. “Acho que Trump não o quer. Ele não convidou Zelenskyy para a inauguração”, disse Anna Fedorivna, formada em língua inglesa. “Talvez Trump consiga encontrar um caminho a seguir. Ele fala pelo menos com Putin, o que Biden não fez. Espero que algo positivo possa surgir.”

A jornalista ucraniana Kristina Berdynskykh assisti ao discurso de Trump em um bar cheio de fumaça no centro de Kiev. “Não havia nada sobre a Ucrânia. A única política externa que surgiu foi Panamá, México e Marte”, disse ela. “Acho que Trump não pensa muito na Ucrânia. Nosso principal desafio no futuro será manter sua atenção.”

Berdynskykh disse que a promessa de Trump de aumentar a perfuração de petróleo e gás nos EUA é uma boa notícia para a Ucrânia. Faria baixar o preço do petróleo russo, enviado para todo o mundo numa frota paralela e utilizado pelo Kremlin para financiar a sua enorme economia de guerra. “Não creio que Trump dê a Putin a Ucrânia de presente. Isso faria a América parecer fraca”, disse ela.

Anton Herashchenkocomentarista e ex-conselheiro governamental, disse que Trump queria que a guerra terminasse rapidamente e que a Ucrânia se tornasse um problema “interno” da Europa. Os principais interesses do presidente dos EUA estavam noutros lugares – no continente americano e na Ásia-Pacífico, disse ele. “Até hoje, a situação de incerteza estratégica continua”, disse ele.

Petro Hryhorovych, um reformado, disse não acreditar que Putin iria parar até destruir a Ucrânia. Fotografia: Artem Mazhulin/The Guardian

O enviado especial de Trump à Ucrânia, Keith Kellogg, sugeriu que os dois lados poderiam chegar a um acordo em 100 dias. Kellogg, porém, cancelou uma viagem a Kyiv marcada para o início de janeiro. Poucos ucranianos acreditam que este calendário seja realista. O mais provável, pensam eles, é que Trump ponha fim à assistência militar dos EUA à Ucrânia, vendo-a como um legado indesejado de Biden.

Em Moscovo, Putin não demonstrou qualquer vontade de fazer concessões. As suas exigências incluem a anexação de quatro regiões ucranianas, incluindo áreas que ele não controla, e a substituição do governo de Zelenskyy por uma administração “neutra” pró-Rússia. Entretanto, no campo de batalha, as forças russas avançam ao ritmo mais rápido desde 2022.

“Não creio que Putin irá parar até destruir a Ucrânia. Ele é um tolo”, disse Petro Hryhorovych, um aposentado, acrescentando que uma explosão no sábado o acordou às 6h, sacudindo seu apartamento. Ele acrescentou: “Mesmo assim, há um pouco de esperança. Quero que a guerra acabe. Tantas pessoas pacíficas morreram.”



Leia Mais: The Guardian

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Alunas da Ufac criam biblioteca de grafismos do povo Huni Kuin — Universidade Federal do Acre

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Alexandra Deitos e Txima Huni Kuin.jpg

Alunas de graduação e mestrado do campus Floresta da Ufac criaram, em 2024, o projeto Biblioteca de Kene, que reúne tecelagem em algodão, pintura corporal, registros audiovisuais e uma plataforma digital acessível por celular. A iniciativa surgiu do trabalho de conclusão de curso de Txima Huni Kuin, em Licenciatura Indígena, e da pesquisa para a dissertação de Alexandra Deitos no programa de pós-graduação em Ensino de Humanidades e Linguagens.

Txima investigou a tecelagem como expressão dos conhecimentos, da arte e da espiritualidade de seu povo, sob orientação do professor Amilton Pelegrino de Mattos. Alexandra, artista visual e atualmente doutoranda, colaborou na construção do projeto por meio de uma pesquisa de autoria coletiva, desenvolvida com as mulheres da comunidade.

Desse encontro surgiu a proposta de criar um espaço onde os mais de 60 grafismos praticados pelas mulheres pudessem ser consultados, ensinados e aprendidos por jovens e mestras tecelãs. O projeto terá uma nova etapa entre 10 e 16 de outubro, com a realização da 2ª Oficina de Kene da Aldeia Arco-Íris, na terra indígena Seringal Independência, no município de Jordão (AC).

Aprendizagem no território

Durante os sete dias de oficina, mestras tecelãs e jovens aprendizes participarão de atividades de preparação de fios, cantos rituais, aplicação do Bawe e tecelagem de painéis com grafismos. Os processos serão documentados para compor o acervo da biblioteca na aldeia e seu site colaborativo, com gestão do conhecimento pelas próprias mulheres.

A proposta dialoga com a expressão “a universidade é na aldeia”, do professor e pesquisador Yube Huni Kuin, também acadêmico da Licenciatura Indígena da Ufac. A experiência reconhece o território e as práticas da comunidade como espaços de produção e transmissão de conhecimento.

Mestras e aprendizes tecelãs.jpg

A 2ª Oficina de Kene é realizada por Txima Huni Kuin, Alexandra Deitos e pela Aldeia Arco-Íris, com apoio do curso de Licenciatura Indígena, da Fundação de Cultura Elias Mansour, do governo do Acre, da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura, do Ministério da Cultura e do governo federal.

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Ufac sedia encontro regional sobre residência e preceptoria no SUS — Universidade Federal do Acre

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2º Encontro Regional do Projeto de Desenvolvimento da Gestão de Programas de Residência e da Preceptoria no SUS (2).jpg

A Ufac sediou o 2º Encontro Regional do Projeto de Desenvolvimento da Gestão de Programas de Residência e da Preceptoria no Sistema Único de Saúde (SUS). O evento ocorreu nesta quinta-feira, 8, no anfiteatro Garibaldi Brasil, campus-sede, e reuniu profissionais e representantes de instituições de saúde para a apresentação dos resultados de sete projetos de intervenção desenvolvidos ao longo de dois anos de formação.

A iniciativa é promovida pelo Hospital Sírio-Libanês, em parceria com o Ministério da Saúde, no âmbito do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do SUS, com participação da Ufac.

Para o reitor Josimar Ferreira, cerca de 80% das atividades dos residentes são realizadas nas unidades de saúde. Ele ressaltou o compromisso da gestão com a valorização dos profissionais que atuam na formação dos residentes. “Temos desenvolvido uma política para que os nossos preceptores possam participar dos nossos programas de pós-graduação, de forma a ter vagas garantidas para sua qualificação também.”

O encontro marcou a apresentação dos projetos de intervenção dos cursos de especialização em Gestão de Programas de Residência em Saúde e Educação na Saúde para Preceptores no SUS. Os trabalhos abordaram temas como formação e avaliação de preceptores, definição de perfis de competências, saúde mental dos residentes, reestruturação curricular e melhoria dos processos de trabalho nos serviços de saúde.

Segundo a coordenadora da Residência Multiprofissional Integrada em Saúde da Família e Comunidade da Ufac, Mariane Ribeiro, as iniciativas buscam qualificar tanto a formação dos residentes quanto as atividades desenvolvidas nos campos de prática. “Esses resultados que temos hoje proporcionam uma integração com o ensino, serviço e a comunidade, porque também têm um retorno para o usuário”, disse.

Para a representante do Hospital Sírio-Libanês e facilitadora de ensino e aprendizagem, Célia Márcia Birchler, a conclusão dos cursos representa uma etapa de um trabalho que deve continuar nas instituições de saúde. “Toda vez que fazemos um movimento de fortalecimento dos programas de residência, na realidade estamos falando de um processo de qualificação do SUS”, afirmou.

A presidente da Fundação Hospitalar Governador Flaviano Melo (Fundhacre), Sóron Angélica Steiner, disse que a formação estimula mudanças na organização do trabalho e no atendimento da população. “Essa força motriz que faz com que o serviço ande de acordo com a formação é o que faz com que o gestor seja provocado a melhorar o ambiente de trabalho, o fluxo de serviço.”

Também participaram da mesa de honra do encontro o presidente do Conselho Estadual de Saúde do Acre, Osvaldo de Souza Leal Júnior; e Pedro Henrique Macedo Leitão, representando o secretário municipal de Saúde de Rio Branco, Rennan Biths.



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Ufac faz cerimônia de entrega de diplomas médicos do Revalida — Universidade Federal do Acre

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Nathalia Oliveira, Ufac 2026.10.02.jpeg

A Ufac realizou a cerimônia de entrega da revalidação de diplomas médicos expedidos por instituições de ensino superior estrangeiras, referentes à edição 2025.2 do Revalida. O Núcleo de Registro e Controle Acadêmico (Nurca) relaciona 67 certificados disponíveis para retirada. O ato ocorreu nesta sexta-feira, 2, no Nurca, campus-sede, e contou com a participação do reitor Josimar Ferreira.

“É inédito para nossa universidade fazer um ato que representa a entrega dos diplomas”, disse Josimar. Ele ressaltou a rapidez com que o processo foi concluído pela equipe do Nurca e pediu aos médicos que retribuam à sociedade com ética e acolhimento no atendimento, além de afirmar que a entrega demonstra o papel da universidade no reconhecimento daqueles que se formaram fora do Brasil.

Segundo o diretor do Nurca, Lucas de Araújo Moura, a Ufac realiza revalidações há alguns anos, mas as entregas dos certificados aconteciam de forma avulsa. Ele explicou que a proposta do ato simbólico foi atender os profissionais e valorizar o momento vivido por eles e por suas famílias. Os documentos são entregues juntamente com os originais apresentados pelos interessados, que devem assinar o termo de recebimento do certificado de revalidação.

A médica Nathalia Bragança de Oliveira, que recebeu o diploma revalidado 30 dias após dar entrada no processo na Ufac, disse ter escolhido a universidade pela organização e pelo prazo de entrega. “Foi muito rápido, um processo muito organizado também, desde o momento do início até agora.” Ela relatou que foi recebida com atenção pela equipe, que explicou todas as etapas do procedimento, disse esperar ingressar no mercado de trabalho e atender os pacientes com cuidado.



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