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‘Espero que a paz prevaleça’: alegria e medo em Gaza em meio a relatos de que o cessar-fogo está próximo | Gaza

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Malak A Tantesh in Gaza and Jason Burke

As esperanças aumentaram Gaza na terça-feira que a guerra que devastou o território, matando mais de 46 mil pessoas e deslocando milhões, finalmente terminou.

Em meio a relatos generalizados de que O Hamas e Israel estavam nos “estágios finais” de chegar a um acordo de cessar-fogoos residentes do território em apuros expressaram emoções contraditórias: esperança e medo pelo futuro, mas dor e tristeza pelos últimos 15 meses.

“Estou optimista e muito feliz… (mas) gostaria de poder voltar para Rafah, para a minha vida e para a minha escola”, disse Ibrahim al-Aker, um jovem de 11 anos de Rafah, que foi deslocado sete vezes. perdeu 70 membros de sua família e foi gravemente ferido por uma bala no início deste ano.

Muhammad al-Hallaq, 31 anos, disse que “vivia numa atmosfera de alegria, misturada com sentimentos de medo”.

Desde que a guerra começou, após os ataques do Hamas a Israel, em 7 de Outubro de 2023, houve apenas uma pausa no conflito de 15 meses – uma trégua de 10 dias em novembro de 2023 – e relatórios anteriores de que um acordo de cessar-fogo estava próximo revelaram-se repetidamente prematuros.

“Estou realmente preocupado com a possibilidade de ficar desapontado desta vez, como tantas outras vezes”, disse Hallaq, do bairro de al-Daraj, na Cidade de Gaza.

Hallaq disse que seu apartamento foi seriamente danificado e sua loja de telefones destruída.

“Gaza é agora uma devastaçãotornou-se inabitável… mas vou ficar… não vou sair e não aceitarei reassentamento em nenhum outro lugar. Espero que a paz prevaleça aqui e que esta dor acabe em breve.”

Os EUA, o Egipto e o Qatar passaram o ano passado a tentar mediar um acordo que parasse os combates, permitisse que a ajuda desesperadamente necessária chegasse a Gaza e garantisse a libertação de dezenas de reféns capturados pelo Hamas no seu ataque surpresa a Gaza. Israel que matou cerca de 1.200 pessoas – a maioria civis – e desencadeou o conflito. Cerca de 100 ainda estão detidos dentro de Gaza, embora as autoridades israelitas acreditem que pelo menos um terço deles já esteja morto.

Ofensiva de Israel em Gaza reduziu grandes áreas do território a escombros e deslocou cerca de 90% da população de Gaza de 2,3 milhões, muitos dos quais são em risco de fome. Cerca de dois terços das pessoas mortas eram civis, segundo as autoridades de saúde locais e a ONU.

Os acampamentos de tendas agora se estendem pelo que antes eram praias e campos. Quase todas as infra-estruturas do território – cabos eléctricos, esgotos, canalizações de água – foram destruídas juntamente com grande parte do seu sistema de saúde. Os trabalhadores humanitários descrevem algumas cidades anteriormente movimentadas como “paisagens lunares”.

“Esta guerra nunca foi apenas sobre bombardeamentos”, disse Wadiha al-Attar, 37 anos, que perdeu 30 familiares no conflito. “Também se trata de fome, falta de comida e roupas e da completa ausência de paz mental. Que acabem com a guerra, abram as travessias, deixem a comida entrar e permitam-nos ver os nossos entes queridos e regressar ao norte de Gaza! Deixe-os reconstruir nossas casas depois que elas foram completamente destruídas.”

“Esta guerra foi verdadeiramente devastadora. Queimou tudo, não deixando misericórdia para as pessoas, as árvores, as pedras e até os animais. Ninguém foi poupado. Não houve casas que não tivessem sido tocadas pela tristeza e pela dor, quer no norte, quer no sul de Gaza. Todos perderam entes queridos, familiares e amigos”, disse Attar, que fugiu do norte de Gaza para a cidade de Khan Younis, no sul.

Os combates em Gaza continuaram nos últimos dias, apesar dos relatos de um cessar-fogo iminente.

Palestinos inspecionam o local de um ataque do exército israelense na manhã de terça-feira em Deir al-Balah. Fotografia: Abdel Kareem Hana/AP

Dois ataques aéreos israelenses durante a noite de segunda para terça-feira na cidade de Deir al-Balah, no centro de Gaza, mataram duas mulheres e seus quatro filhos, com idades entre um mês e nove anos. Uma das mulheres estava grávida e o bebê não sobreviveu, segundo o hospital dos Mártires de al-Aqsa, que recebeu os corpos.

Outras 12 pessoas foram mortas em dois ataques na cidade de Khan Younis, no sul do país, de acordo com o hospital europeu local.

Não houve comentários imediatos dos militares israelenses. Israel diz que visa apenas militantes e acusa o Hamas de se esconder entre civis em instalações de saúde, abrigos e acampamentos para deslocados.

Cinco soldados israelenses foram mortos por uma bomba na estrada que atacaram o seu comboio no norte de Gaza na segunda-feira.

Acredita-se que muitas vítimas civis estejam soterradas sob os escombros. Um cessar-fogo será uma oportunidade para pelo menos alguns dos deslocados de Gaza regressarem às antigas casas para procurarem os muitos milhares que ainda estão desaparecidos.

Ainda não está claro quem governará Gaza após o fim da guerra e quem poderá pagar pela reconstrução. Apenas limpar os escombros levaria 15 anos para uma frota de 100 caminhões limpar Gaza ae custou entre 500 milhões de dólares (394 milhões de libras) e 600 milhões de dólares, concluiu uma avaliação da ONU no início deste ano.

“Eu realmente espero que alguém se encarregue da imposição da lei e da ordem e que a situação caótica que tivemos durante a guerra acabe”, disse Hallaq. “Não me importa quem governa Gaza, mas espero que ela seja dirigida por empresários e tecnocratas palestinianos que têm vasta experiência e contactos e podem impor a sua autoridade.”

Israel disse que não encerrará a guerra deixando o Hamas no poder e que manterá o controle de segurança sobre o enclave após o fim dos combates. Também rejeitou a administração de Gaza pela Autoridade Palestiniana, o órgão apoiado pelo Ocidente, criado ao abrigo dos acordos de paz provisórios de Oslo há três décadas e que exerce soberania limitada na Cisjordânia ocupada.

A comunidade internacional afirmou que Gaza deve ser governada por palestinianos, mas os esforços para encontrar alternativas às principais facções entre a sociedade civil ou líderes de clãs revelaram-se em grande parte infrutíferos.

Tem havido discussões entre Israel, os Emirados Árabes Unidos e os EUA sobre uma administração provisória que administraria Gaza até que uma Autoridade Palestiniana reformada pudesse assumir o comando. Autoridades palestinas e diplomatas ocidentais disseram ontem que este era o cenário mais provável se um cessar-fogo fosse concluído e mantido.

“O sentimento é muito confuso, mas o sentimento avassalador é a alegria do fim da morte e do nosso retorno à nossa vida natural, que levará muitos anos para ser restaurada”, disse Youssef Balousha, um fotógrafo de 53 anos da Cidade de Gaza. .



Leia Mais: The Guardian

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Ufac faz cerimônia de entrega de diplomas médicos do Revalida — Universidade Federal do Acre

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Nathalia Oliveira, Ufac 2026.10.02.jpeg

A Ufac realizou a cerimônia de entrega da revalidação de diplomas médicos expedidos por instituições de ensino superior estrangeiras, referentes à edição 2025.2 do Revalida. O Núcleo de Registro e Controle Acadêmico (Nurca) relaciona 67 certificados disponíveis para retirada. O ato ocorreu nesta sexta-feira, 2, no Nurca, campus-sede, e contou com a participação do reitor Josimar Ferreira.

“É inédito para nossa universidade fazer um ato que representa a entrega dos diplomas”, disse Josimar. Ele ressaltou a rapidez com que o processo foi concluído pela equipe do Nurca e pediu aos médicos que retribuam à sociedade com ética e acolhimento no atendimento, além de afirmar que a entrega demonstra o papel da universidade no reconhecimento daqueles que se formaram fora do Brasil.

Segundo o diretor do Nurca, Lucas de Araújo Moura, a Ufac realiza revalidações há alguns anos, mas as entregas dos certificados aconteciam de forma avulsa. Ele explicou que a proposta do ato simbólico foi atender os profissionais e valorizar o momento vivido por eles e por suas famílias. Os documentos são entregues juntamente com os originais apresentados pelos interessados, que devem assinar o termo de recebimento do certificado de revalidação.

A médica Nathalia Bragança de Oliveira, que recebeu o diploma revalidado 30 dias após dar entrada no processo na Ufac, disse ter escolhido a universidade pela organização e pelo prazo de entrega. “Foi muito rápido, um processo muito organizado também, desde o momento do início até agora.” Ela relatou que foi recebida com atenção pela equipe, que explicou todas as etapas do procedimento, disse esperar ingressar no mercado de trabalho e atender os pacientes com cuidado.



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Consu aprova comissão para destinar cotas a pessoas transgênero — Universidade Federal do Acre

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2026.09.30 Reunião Consu-Ufac (2).JPG

O Conselho Universitário (Consu) da Ufac aprovou a criação de uma comissão para elaborar a proposta de cotas de acesso à graduação para pessoas transgênero, que é uma pauta da Pró-Reitoria de Ações Afirmativas e Equidade (Proafe), recentemente criada com o objetivo de expandir políticas de inclusão na universidade. A aprovação ocorreu nessa quarta-feira, 30, na 5ª Reunião Ordinária do Consu, realizada no auditório do Centro de Filosofia e Ciências Humanas, campus-sede.

A Ufac já possui regulamentação que garante o acesso por cotas à comunidade transgênero na pós-graduação desde 2023. A proposta aprovada pelo Consu busca ampliar esse direito para a graduação, assegurando não apenas a entrada, mas também o acompanhamento para permanência de estudantes até a conclusão dos cursos.

A comissão terá prazo de 90 dias para realizar os estudos e apresentar a minuta final do projeto. O grupo terá formação intersetorial, reunindo representantes das três categorias acadêmicas: docentes, técnico-administrativos e discentes, além de representantes de entidades e movimentos sociais da sociedade civil voltados aos direitos da população transgênero no Acre.

“Reafirmamos nosso compromisso ao instituir a comissão que vai deliberar sobre as cotas trans”, disser o reitor Josimar Ferreira. “Trata-se de uma ação demandada pela sociedade para incluir populações historicamente invisibilizadas, garantindo que as ações afirmativas façam parte da história do nosso conselho.”

Segundo a pró-reitora de Ações Afirmativas e Equidade, Letícia Mamed, a política visa transformar a realidade de um dos grupos mais marginalizados socialmente. “Precisamos atentar para a garantia de acesso, permanência e dignidade para que essa comunidade possa construir seus projetos de vida com mais oportunidades”, comentou. “No Brasil, cerca de 30 universidades já adotam políticas semelhantes, e a Ufac dá um passo essencial para consolidar essa transformação.”

Integrante do Consu, a professora Raquel Ishii ressaltou que a comissão foi criada para ir além da gestão superior da universidade. “Considero essa aprovação uma grande vitória para a sociedade civil e para a universidade. A comissão amplia o debate da pós-graduação para a graduação. Trata-se de um grupo bem amplo, constituído não só pela gestão, mas com convites abertos ao Diretório Central dos Estudantes e a movimentos sociais externos à universidade.”

(Fhagner Soares, estagiário Ascom/Ufac)



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SAE-CZS — Universidade Federal do Acre

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SAE-CZS — Universidade Federal do Acre

A Diretoria Geral do Campus Floresta (DG-Camp), por meio do Setor de Assistência Estudantil (SAE-CZS), comunica a suspensão do Restaurante Universitário nesta segunda-feira, 28, para o Campus Floresta, em decorrência do ponto facultativo decretado pela Reitoria por meio da Portaria n.º 3.914, de 24/09/2026, em virtude da celebração do Aniversário do município de Cruzeiro do Sul (AC).
Contamos com a compreensão de toda a comunidade acadêmica.

 



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