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Esponja de algodão e osso de lula pode absorver 99,9% dos microplásticos, dizem cientistas | Plásticos

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Tom Perkins

Uma esponja feita de algodão e osso de lula que absorveu cerca de 99,9% dos microplásticos em amostras de água na China poderia fornecer uma resposta elusiva à onipresente poluição por microplásticos na água em todo o mundo, sugere um novo relatório.

Tão importante quanto, a produção do filtro parece ser escalonável, disseram os autores do estudo da Universidade de Wuhan no artigo, que foi revisado por pares e publicado na revista Avanços da Ciência. Isso resolveria um problema que impediu o uso de sistemas anteriores de filtragem de microplásticos que tiveram sucesso em ambientes controlados, mas que não puderam ser ampliados.

Se for implementado com sucesso em maior escala na investigação futura, o filtro poderá mudar o curso de uma das mais graves crises de saúde pública do mundo.

“A remediação de microplásticos em corpos aquáticos é essencial para todo o ecossistema, mas é um desafio de conseguir com uma estratégia universal e eficiente”, escreveram os autores do estudo no artigo.

Microplásticos foram detectados em amostras de água em todo o mundo em níveis que preocupam cada vez mais os pesquisadores à medida que as ameaças à saúde da substância se tornam mais claras. Por um estimativauma pessoa média ingere anualmente cerca de 4.000 partículas de plástico na água potável, enquanto a substância foi encontrada nas nuvens acima do Monte Fuji e na fossa mais profunda do oceano.

A poluição por microplásticos pode conter qualquer número de 16.000 produtos químicos plásticos e muitas vezes está ligada a altamente tóxico compostos – como PFAS, bisfenol e ftalatos – ligados ao cancro, à neurotoxicidade, à perturbação hormonal ou à toxicidade do desenvolvimento. Os microplásticos podem atravessar cérebro e placentário barreiras, e aqueles que o têm no tecido cardíaco são duas vezes mais provável ter um ataque cardíaco ou acidente vascular cerebral durante os próximos anos.

O estudo testou o material em uma vala de irrigação, um lago, água do mar e uma lagoa, onde retirou até 99,9% do plástico. Abordou 95%-98% do plástico após cinco ciclos, o que os autores consideram uma capacidade de reutilização notável.

A esponja é feita de quitina extraída de osso de lula e celulose de algodão, materiais frequentemente usados ​​para combater a poluição. O custo, a poluição secundária e as complexidades tecnológicas impediram muitos outros sistemas de filtração, mas a produção em larga escala do novo material é possível porque é barato e as matérias-primas são fáceis de obter, dizem os autores.

Os equipamentos para produção do material, como liofilizadores e agitadores mecânicos, também estão amplamente disponíveis, mas a capacidade de absorção não foi significativamente afetada por outros poluentes, outro problema comum já encontrado pelos pesquisadores.

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Outros tiveram algum sucesso com uma esponja de biomassa – diferentes investigadores chineses desenvolveram anteriormente uma esponja semelhante que removeu cerca de 90% do plástico.

Os autores dizem que poderiam ter um modelo em escala industrial pronto dentro de vários anos, se os testes em larga escala forem bem-sucedidos, e poderia ser usado em sistemas de filtragem domésticos ou municipais. Uma esponja também pode ser usada em máquinas de lavar roupas, lava-louças e outras fontes de poluição por microplásticos.



Leia Mais: The Guardian

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Ufac lança projeto voltado à educação na Resex Cazumbá-Iracema — Universidade Federal do Acre

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Ufac lança projeto voltado à educação na Resex Cazumbá-Iracema — Universidade Federal do Acre

A Ufac lançou o projeto de extensão “Tecendo Teias de Aprendizagem: Cazumbá-Iracema”, em solenidade realizada nesta sexta-feira, 6, no auditório do Centro de Filosofia e Ciências Humanas. A ação é desenvolvida em parceria com o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) e a Associação dos Seringueiros da Reserva Extrativista Cazumbá-Iracema.

Viabilizado por meio de emenda parlamentar do senador Sérgio Petecão (PSD-AC), o projeto tem como foco promover uma educação contextualizada e inclusiva, com ações voltadas para docentes e estudantes da reserva, como formação em metodologias inovadoras, implantação de hortas escolares, práticas agroecológicas sustentáveis e produção de um documentário com registros da memória cultural da comunidade.

A reitora Guida Aquino destacou a importância da iniciativa. “É um momento ímpar da universidade, que cumpre de fato seu papel social. O projeto nasce a partir da escuta da comunidade, com apoio fundamental do senador Petecão, que tem investido fortemente na educação.” Ela também agradeceu o apoio financeiro para funcionamento da instituição. “Se não fossem as emendas, não teríamos fechado o ano passado com energia, segurança e limpeza garantidas.”

Petecão frisou que o investimento em educação é o melhor caminho para transformar a realidade da juventude e manter as comunidades nas reservas. “Não tem sentido incentivar as pessoas a deixarem a floresta. O mundo todo quer conhecer a Amazônia e o nosso povo quer sair de lá. Está errado. A reserva Cazumbá-Iracema é um exemplo de paz e organização, e esse projeto pode virar referência nacional.”

Ele reafirmou seu apoio à universidade. “A Ufac é um patrimônio do Acre. Já destinamos mais de R$ 40 milhões em emendas para a instituição. Vamos continuar apoiando. Educação não tem partido.”

O pró-reitor de Extensão e Cultura, Carlos Paula de Moraes, explicou que a proposta foi construída a partir de escutas com lideranças da reserva. “O projeto mostra que a universidade pública é espaço de formulação de políticas. Educação é direito, não mercadoria.” Ele também defendeu a atualização da legislação que rege as fundações de apoio, para permitir a inclusão de moradores de comunidades extrativistas como bolsistas em projetos de extensão.

Durante o evento, foram entregues placas de agradecimento à reitora Guida Aquino, ao senador Sérgio Petecão e ao pró-reitor Carlos Paula de Moraes, além de cestas com produtos da comunidade.

A reserva extrativista (Resex) Cazumbá-Iracema possui cerca de 750 mil hectares nos municípios acreanos de Sena Madureira e Manoel Urbano, com 18 escolas, 400 estudantes e aproximadamente 350 famílias.

Também participaram da mesa de honra o coordenador do projeto, Rodrigo Perea; o diretor do Parque Zoobotânico, Harley Araújo; o chefe do ICMBio em Sena Madureira, Aécio dos Santos; a subcoordenadora do projeto, Maria Socorro Moura; e o estudante Keven Maia, representante dos alunos da Resex.



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Grupo de pesquisa da Ufac realiza minicurso sobre escrita científica — Universidade Federal do Acre

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Grupo de pesquisa da Ufac realiza minicurso sobre escrita científica — Universidade Federal do Acre

O grupo de pesquisa Elos: Estudos em Economia, Finanças, Política e Segurança Alimentar e Nutricional, da Ufac, realiza o minicurso Escrita Científica em 12 de fevereiro, em local ainda a ser definido. A ação visa proporcionar uma introdução aos fundamentos da produção acadêmica. A carga horária do minicurso é de duas horas e os participantes receberão certificado. As inscrições estão disponíveis online.

Serão ofertadas duas turmas no mesmo dia: turma A, às 13h30, e turma B, às 17h20. A atividade é coordenada pela professora Graziela Gomes, do Centro de Ciências Jurídicas e Sociais Aplicadas.

A metodologia inclui exposição teórica e atividades práticas orientadas. A atividade abordará técnicas de citação, paráfrase, organização textual e ética na escrita científica, contribuindo para a redução de dificuldades recorrentes na elaboração de trabalhos acadêmicos e para a prevenção do plágio não intencional.

 

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Ufac realiza formatura de alunos do CAp pela 1ª vez no campus-sede — Universidade Federal do Acre

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Ufac realiza formatura de alunos do CAp pela 1ª vez no campus-sede — Universidade Federal do Acre

A Ufac realizou a cerimônia de certificação dos estudantes concluintes do ensino médio do Colégio de Aplicação (CAp), referente ao ano letivo de 2025. Pela primeira vez, a solenidade ocorreu no campus-sede, na noite dessa quinta-feira, 29, no Teatro Universitário, e marcou o encerramento de uma etapa da formação educacional de jovens que agora seguem rumo a novos desafios acadêmicos e profissionais.

A entrada da turma Nexus, formada pelos concluintes do 3º ano, foi acompanhada pela reitora Guida Aquino; pelo diretor do CAp, Cleilton França dos Santos; pela vice-diretora e patronesse da turma, Alessandra Lima Peres de Oliveira; pelo paraninfo, Gilberto Francisco Alves de Melo; pelos homenageados: professores Floripes Silva Rebouças e Dionatas Ulises de Oliveira Meneguetti; além da inspetora homenageada Suzana dos Santos Cabral.

Guida destacou a importância do momento para os estudantes, suas famílias e toda a comunidade escolar. Ela parabenizou os formandos pela conquista e reconheceu o papel essencial dos professores, da equipe pedagógica e dos familiares ao longo da caminhada. “Tenho certeza de que esses jovens seguem preparados para os próximos desafios, levando consigo os valores da educação pública, do conhecimento e da cidadania. Que este seja apenas o início de uma trajetória repleta de conquistas. A Ufac continua de portas abertas e aguarda vocês.”

Durante o ato simbólico da colocação do capelo, os concluintes reafirmaram os valores que orientaram sua trajetória escolar. Em nome da turma, a estudante Isabelly Bevilaqua Rodrigues fez o discurso de oradora.

A cerimônia seguiu com a entrega dos diplomas e as homenagens aos professores e profissionais da escola indicados pelos concluintes, encerrando a noite com o registro da foto oficial da turma.

 



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