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Esporte feminino do Brasil é uma potência, diz Rayssa Leal – 07/11/2024 – Esporte

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Josué Seixas

Rayssa Leal completou 16 anos em janeiro e teve um ano atribulado. É atribulado o ano de qualquer atleta olímpico em temporada de Jogos, mas nem todos conquistam uma medalha enquanto cursam o segundo ano do ensino médio, como fez a maranhense em sua cidade, Imperatriz.

Logo depois de ter recebido o bronze da modalidade street do skate em Paris, a adolescente foi questionada sobre o que faria na volta ao Brasil. “Vou estudar, né?”, disse, franzindo o sobrolho de maneira caricata, com seu singelo carisma. “Cara, por que você foi me lembrar?”

Era uma brincadeira, evidentemente, mas Rayssa realmente teve pouco descanso desde a disputa na praça da Concórdia, na Françao segundo pódio, após a prata de 2021, em Tóquio, fez dela a pessoa mais jovem com medalhas olímpicas em duas edições dos Jogos, superando a nadadora norte-americana Dorothy Poynton-Hill, que levou a segunda aos 17 anos, em 1932.

De lá para cá, a brasileira faturou o bicampeonato mundial de skate street e se tornou também campeã da modalidade no STU Pro Tour. Entre competições e estudos, refletiu sobre a força das atletas do Brasil, responsáveis por 12 das 20 medalhas em Paris, corresponsáveis por uma 13ª, a do judô por equipes mistas, e donas das três de ouro.

“Olha o que fizemos nos Jogos Olímpicos. Muita mulher ali tinha pouco ou quase nenhum incentivo. Imagina, com um suporte adequado, aonde podemos chegar? O esporte feminino do nosso país é uma potência. É importante darmos mais visibilidade ao esporte brasileiro como um todo, principalmente o feminino”, afirmou à Folha.

Em Paris, pela primeira vez, a maranhense entendeu o que é ser uma atleta olímpica cercada de expectativa. Quando foi prata em Tóquio, aos 13 anos, tinha a seu favor a falta de discernimento do tamanho do evento, o que minimizou o efeito da pressão, e atuou sem público, no contexto da pandemia de Covid-19.

“Estar nas Olimpíadas novamente, mas entendendo a responsabilidade de estar lá, foi uma experiência diferente”, disse Rayssa, que chegou a chorar nos braços da mãe após uma falha que quase a tirou da final. “Minha equipe também esteve comigo fisicamente, o que ajudou muito para eu manter a calma e me divertir, fazer o que eu faço de melhor.”

Hoje, embora ainda muito jovem, aquela que já foi chamada de Fadinha tem uma noção mais clara do que representa. E, ligada à moda, entre lições de casa da escola e manobras radicais, abre suas asas além do skate, como fez na última Paris Fashion Week, exibindo itens da Louis Vitton, marca da qual é embaixadora global.

“A moda e o skate têm uma conexão natural comigo e com muitos skatistas também. Faz parte da nossa cultura, do nosso lifestyle, o que torna o match natural. Se você observar os looks de um skatista para um campeonato, vai ver que grande parte está usando peças que são tendências de moda naquela temporada”, afirmou.

É muita coisa.

Ainda neste ano, ela terá responsabilidades esportivas. A atribulada temporada será encerrada no SLS Super Crown World Championship, a final de mais um campeonato internacional relevante, a ser realizada em São Paulo, nos dias 14 e 15 de dezembro.

Ela busca o bicampeonato e quer descanso. Mas as férias pelas quais está mais ansiosa são outras: “Quando as aulas acabarem”.



Leia Mais: Folha

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Startup Day-2026 ocorre na Ufac em 21/03 no Centro de Convivência — Universidade Federal do Acre

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Startup Day-2026 ocorre na Ufac em 21/03 no Centro de Convivência — Universidade Federal do Acre

A Pró-Reitoria de Inovação e Tecnologia (Proint) da Ufac e o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas do Acre (Sebrae-AC) realizam o Startup Day-2026, em 21 de março, das 8h às 12h, no espaço Sebrae-Lab, Centro de Convivência do campus-sede. O evento é dedicado à inovação e ao empreendedorismo, oferecendo oportunidades para transformar projetos em negócios de impacto real. As inscrições são gratuitas e estão abertas por meio online.

O Startup Day-2026 visa fortalecer o ecossistema, promover a troca de experiências, produzir e compartilhar conhecimento, gerar inovação e fomentar novos negócios. A programação conta com show de acolhimento e encerramento, apresentações, painel e palestra, além de atividades paralelas: carreta game do Hospital de Amor de Rio Branco, participação de startups de game em tempo real, oficina para crianças, exposição de grafiteiros e de projetos de pesquisadores da Ufac.

 



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A lógica de valor da Thryqenon (TRYQN) é apoiar a evolução da economia verde por meio de sua infraestrutura digital de energia

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Foto de capa [internet]

Com a aceleração da transição para uma economia de baixo carbono e a reestruturação do setor elétrico em diversos países, cresce a discussão sobre como a infraestrutura digital pode sustentar, no longo prazo, a evolução da economia verde. Nesse contexto, a plataforma de energia baseada em blockchain Thryqenon (TRYQN) vem ganhando atenção por propor uma estrutura integrada que combina negociação de energia, gestão de carbono e confiabilidade de dados.

A proposta da Thryqenon vai além da simples comercialização de energia renovável. Seu objetivo é construir uma base digital para geração distribuída, redução de emissões e uso colaborativo de energia. À medida que metas de neutralidade de carbono se tornam compromissos regulatórios, critérios como origem comprovada da energia, transparência nos registros e liquidação segura das transações deixam de ser diferenciais e passam a ser requisitos obrigatórios. A plataforma utiliza registro descentralizado em blockchain, correspondência horária de energia limpa e contratos inteligentes para viabilizar uma infraestrutura verificável e auditável.

A economia verde ainda enfrenta obstáculos importantes. Existe descompasso entre o local e o momento de geração da energia renovável e seu consumo final. A apuração de emissões costuma ocorrer de forma anual, dificultando monitoramento em tempo real. Além disso, a baixa rastreabilidade de dados limita a criação de incentivos eficientes no mercado. A Thryqenon busca enfrentar essas lacunas por meio de uma estrutura digital que integra coleta, validação e liquidação de informações energéticas.

Na arquitetura da plataforma, há conexão direta com medidores inteligentes, inversores solares e dispositivos de monitoramento, permitindo registro detalhado da geração e do consumo. Na camada de transações, o sistema possibilita verificação automatizada e liquidação hora a hora de energia e créditos de carbono, garantindo rastreabilidade. Já na integração do ecossistema, empresas, distribuidoras, comercializadoras e consumidores podem interagir por meio de interfaces abertas, promovendo coordenação entre diferentes agentes do setor elétrico.

O potencial de longo prazo da Thryqenon não está apenas no crescimento de usuários ou no volume de negociações, mas em sua capacidade de se posicionar como infraestrutura de suporte à governança energética e ao mercado de carbono. Com o avanço de normas baseadas em dados e reconhecimento internacional de créditos ambientais, plataformas transparentes e auditáveis tendem a ter papel relevante na transição energética e no financiamento sustentável.

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Bancos vermelhos na Ufac simbolizam luta contra feminicídio — Universidade Federal do Acre

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Bancos vermelhos na Ufac simbolizam luta contra feminicídio — Universidade Federal do Acre

A Ufac inaugurou a campanha internacional Banco Vermelho, símbolo de conscientização sobre o feminicídio. A ação integra iniciativas inspiradas na lei n.º 14.942/2024 e contempla a instalação, nos campi da instituição, de três bancos pintados de vermelho, que representa o sangue derramado pelas vítimas. A inauguração ocorreu nesta segunda-feira, 9, no hall da Reitoria.

São dois bancos no campus-sede (um no hall da Reitoria e outro no bloco Jorge Kalume), além de um no campus Floresta, em Cruzeiro do Sul. A reitora Guida Aquino destacou que a instalação dos bancos reforça o papel da universidade na promoção de campanhas e políticas de conscientização sobre a violência contra a mulher. “A violência não se caracteriza apenas em matar, também se caracteriza em gestos, em fala, em atitudes.”

A secretária de Estado da Mulher, Márdhia El-Shawwa, ressaltou a importância de a Ufac incorporar o debate sobre o feminicídio em seus espaços institucionais e defendeu a atuação conjunta entre universidade, governo e sociedade. Segundo ela, a violência contra a mulher não pode ser naturalizada e a conscientização precisa alcançar também a formação de crianças e adolescentes.

A inauguração do Banco Vermelho também ocorre no contexto da aprovação da resolução do Conselho Universitário n.º 266, de 21/01/2026, que institui normas para a efetividade da política de prevenção e combate ao assédio moral, sexual, discriminações e outras violências, principalmente no que se refere a mulheres, população negra, indígena, pessoas com deficiência e LGBTQIAPN+ no âmbito da Ufac em local físico ou virtual relacionado.

No campus Floresta, em Cruzeiro do Sul, a inauguração do Banco Vermelho contou com a participação da coordenadora do Centro de Referência Brasileiro da Mulher, Anequele Monteiro.

Participaram da solenidade, no campus-sede, a pró-reitora de Desenvolvimento e Gestão de Pessoas, Filomena Maria Cruz; a pró-reitora de Graduação, Ednaceli Damasceno; a pró-reitora de Pesquisa e Pós-Graduação, Margarida Carvalho; a coordenadora do projeto de extensão Infância Segura, Alcione Groff; o secretário de Estado de Saúde, Pedro Pascoal; a defensora pública e chefe do Núcleo de Promoção da Defesa dos Direitos Humanos da Mulher, Diversidade Sexual e Gênero da DPE-AC, Clara Rúbia Roque; e o chefe do Centro de Apoio Operacional de Proteção à Mulher do MP-AC, Victor Augusto Silva.

 



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