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Esquema de mobilidade juvenil Reino Unido-UE é fundamental para melhores relações com a UE, afirma diplomata | Brexit
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2 anos atrásem
Aletha Adu Political correspondent
Os esforços de Keir Starmer para redefinir as relações da Grã-Bretanha com os seus aliados europeus dependem de um esquema de mobilidade juvenil entre o Reino Unido e a UE, indicou um importante diplomata.
Miguel Berger, embaixador da Alemanha no Reino Unido, disse que a estabilidade em toda a Europa poderia ser prejudicada se os aliados não conseguissem assegurar uma série de “medidas claras” que demonstrassem as “vantagens concretas” da sua relação – sendo uma delas o esquema de mobilidade juvenil.
Embora Berger parecesse aceitar a pressão que Starmer sofria dos eurocépticos e Brexit apoiando jornais no Reino Unido, ele disse que o esquema era, em última análise, “bastante simples”.
“O mais importante é que as pessoas que vêm aqui voltem para casa depois disso. Então a ideia é realmente ter a experiência, mas depois voltar para casa”, disse ele ao Guardian.
“Deve ser bem simples. Mas há tentativas visíveis de retratar isto como migração, ou de retratá-lo como liberdade de movimento.”
Uma pesquisa realizada pelo YouGov para o Conselho Europeu de Relações Exteriores descobriram que quase sete em cada 10 britânicos, incluindo uma maioria de 55% de antigos eleitores pró-Brexit, apoiariam um esquema que permitiria a 200.000 jovens entre os 18 e os 40 anos do Reino Unido e da UE viajarem, estudarem e trabalharem livremente em cada país. países de outros países por até quatro anos.
Quando questionado se a vontade do primeiro-ministro de aderir ao programa de mobilidade juvenil representaria para ele uma reinicialização bem-sucedida, mostrando até onde iria para melhorar a cooperação, Berger disse: “Penso que é um elemento importante. Outro é o programa Erasmus. Tudo isso, pelo menos para nós, é muito, muito importante.”
Berger observou que, em última análise, deveria ser responsabilidade das autoridades britânicas destacar os elementos vantajosos desta redefinição nas relações, mas criticou aqueles que tentam enganar o público sobre o que o esquema realmente significa.
“Também vemos, olhando para as redes sociais e alguns jornais, que há uma tentativa, obviamente, de retratar as coisas de forma errada.”
Antes do Natal, o líder conservador, Kemi Badenoch, criticou o primeiro-ministro por planear “entregar as nossas liberdades duramente conquistadas no Brexit”.
Starmer deu a sua última entrevista antes do Natal ao Sun e, quando questionado sobre o esquema de mobilidade, disse: “Fui claro desde o início que a liberdade de movimento é uma linha vermelha para nós e não há planos em relação a livre circulação em qualquer nível, mas estamos entrando em discussões.”
Apesar disso, o diplomata sustentou que o esquema “não teve nada a ver com a reversão do Brexit. Respeita todas as linhas vermelhas. E está simplesmente tentando ver onde estão as áreas, onde é do nosso interesse mútuo trabalhar mais estreitamente.” Ele acrescentou“: “Estou confiante de que encontraremos uma solução.”
Os comentários de Berger seguem-se ao que as autoridades acreditam terem sido seis meses de sucesso no alcance dos aliados europeus, dado o progresso que o Reino Unido e a Alemanha fizeram em “projectos concretos”, incluindo o pacto de defesa da Trinity House.
O tratado bilateral poderia ter sido assinado antes das eleições alemãs, disse Berger, mas observou que “precisamos de um novo governo que trabalhe na sua implementação durante os próximos anos, por isso é melhor esperar”.
Ele também fez questão de observar que políticos do partido Conservador União Democrata Cristã da Alemanha já fizeram visitas para ver autoridades do Reino Unido para mostrar a importância que dão à parceria da Alemanha com a Grã-Bretanha.
Para Berger, isto é importante, dado que os dois aliados da NATO, que parecem estar alinhados na segurança da Ucrânia, enfrentam uma tarefa importante no envolvimento com a administração dos EUA e a Rússia para garantir a paz na Ucrânia.
“O desafio para o governo britânico, para a Alemanha e para todos nós será conversar com a nova administração dos EUA sobre como envolver a Rússia.”
Ecoando os comentários feitos por Starmer num discurso sobre política externa em dezembro, Berger disse: “Queremos ver que a Ucrânia está à mesa das negociações. Queremos que a Ucrânia assuma o papel de liderança. Pensaremos em como fortalecer a Ucrânia, mas isso dependerá, obviamente, também do novo governo americano.
“E ao mesmo tempo, porque isto é tão importante para a nossa segurança nos próximos 15 a 20 anos, devemos garantir que os principais países europeus também estejam à mesa.
“Então isso significa que o Reino Unido, países como a Polónia, França, Alemanha, todos nós precisamos de ter uma palavra a dizer nisso, porque se o resultado não for o desejado, terá impacto na nossa segurança.”
Starmer deverá reunir-se com os líderes da UE numa cimeira informal no próximo mês, o primeiro convite que o Reino Unido recebeu desde a dura batalha do Brexit.
Os comentários de Berger parecem sinalizar que Starmer poderá ter de concordar com algumas concessões, como a mobilidade dos jovens, a fim de garantir benefícios económicos, como no comércio da UE.
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Alunas da Ufac criam biblioteca de grafismos do povo Huni Kuin — Universidade Federal do Acre
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9 de outubro de 2026Alunas de graduação e mestrado do campus Floresta da Ufac criaram, em 2024, o projeto Biblioteca de Kene, que reúne tecelagem em algodão, pintura corporal, registros audiovisuais e uma plataforma digital acessível por celular. A iniciativa surgiu do trabalho de conclusão de curso de Txima Huni Kuin, em Licenciatura Indígena, e da pesquisa para a dissertação de Alexandra Deitos no programa de pós-graduação em Ensino de Humanidades e Linguagens.
Txima investigou a tecelagem como expressão dos conhecimentos, da arte e da espiritualidade de seu povo, sob orientação do professor Amilton Pelegrino de Mattos. Alexandra, artista visual e atualmente doutoranda, colaborou na construção do projeto por meio de uma pesquisa de autoria coletiva, desenvolvida com as mulheres da comunidade.
Desse encontro surgiu a proposta de criar um espaço onde os mais de 60 grafismos praticados pelas mulheres pudessem ser consultados, ensinados e aprendidos por jovens e mestras tecelãs. O projeto terá uma nova etapa entre 10 e 16 de outubro, com a realização da 2ª Oficina de Kene da Aldeia Arco-Íris, na terra indígena Seringal Independência, no município de Jordão (AC).
Aprendizagem no território
Durante os sete dias de oficina, mestras tecelãs e jovens aprendizes participarão de atividades de preparação de fios, cantos rituais, aplicação do Bawe e tecelagem de painéis com grafismos. Os processos serão documentados para compor o acervo da biblioteca na aldeia e seu site colaborativo, com gestão do conhecimento pelas próprias mulheres.
A proposta dialoga com a expressão “a universidade é na aldeia”, do professor e pesquisador Yube Huni Kuin, também acadêmico da Licenciatura Indígena da Ufac. A experiência reconhece o território e as práticas da comunidade como espaços de produção e transmissão de conhecimento.

A 2ª Oficina de Kene é realizada por Txima Huni Kuin, Alexandra Deitos e pela Aldeia Arco-Íris, com apoio do curso de Licenciatura Indígena, da Fundação de Cultura Elias Mansour, do governo do Acre, da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura, do Ministério da Cultura e do governo federal.
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Ufac sedia encontro regional sobre residência e preceptoria no SUS — Universidade Federal do Acre
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8 de outubro de 2026A Ufac sediou o 2º Encontro Regional do Projeto de Desenvolvimento da Gestão de Programas de Residência e da Preceptoria no Sistema Único de Saúde (SUS). O evento ocorreu nesta quinta-feira, 8, no anfiteatro Garibaldi Brasil, campus-sede, e reuniu profissionais e representantes de instituições de saúde para a apresentação dos resultados de sete projetos de intervenção desenvolvidos ao longo de dois anos de formação.
A iniciativa é promovida pelo Hospital Sírio-Libanês, em parceria com o Ministério da Saúde, no âmbito do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do SUS, com participação da Ufac.
Para o reitor Josimar Ferreira, cerca de 80% das atividades dos residentes são realizadas nas unidades de saúde. Ele ressaltou o compromisso da gestão com a valorização dos profissionais que atuam na formação dos residentes. “Temos desenvolvido uma política para que os nossos preceptores possam participar dos nossos programas de pós-graduação, de forma a ter vagas garantidas para sua qualificação também.”
O encontro marcou a apresentação dos projetos de intervenção dos cursos de especialização em Gestão de Programas de Residência em Saúde e Educação na Saúde para Preceptores no SUS. Os trabalhos abordaram temas como formação e avaliação de preceptores, definição de perfis de competências, saúde mental dos residentes, reestruturação curricular e melhoria dos processos de trabalho nos serviços de saúde.
Segundo a coordenadora da Residência Multiprofissional Integrada em Saúde da Família e Comunidade da Ufac, Mariane Ribeiro, as iniciativas buscam qualificar tanto a formação dos residentes quanto as atividades desenvolvidas nos campos de prática. “Esses resultados que temos hoje proporcionam uma integração com o ensino, serviço e a comunidade, porque também têm um retorno para o usuário”, disse.
Para a representante do Hospital Sírio-Libanês e facilitadora de ensino e aprendizagem, Célia Márcia Birchler, a conclusão dos cursos representa uma etapa de um trabalho que deve continuar nas instituições de saúde. “Toda vez que fazemos um movimento de fortalecimento dos programas de residência, na realidade estamos falando de um processo de qualificação do SUS”, afirmou.
A presidente da Fundação Hospitalar Governador Flaviano Melo (Fundhacre), Sóron Angélica Steiner, disse que a formação estimula mudanças na organização do trabalho e no atendimento da população. “Essa força motriz que faz com que o serviço ande de acordo com a formação é o que faz com que o gestor seja provocado a melhorar o ambiente de trabalho, o fluxo de serviço.”
Também participaram da mesa de honra do encontro o presidente do Conselho Estadual de Saúde do Acre, Osvaldo de Souza Leal Júnior; e Pedro Henrique Macedo Leitão, representando o secretário municipal de Saúde de Rio Branco, Rennan Biths.
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Ufac faz cerimônia de entrega de diplomas médicos do Revalida — Universidade Federal do Acre
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2 de outubro de 2026A Ufac realizou a cerimônia de entrega da revalidação de diplomas médicos expedidos por instituições de ensino superior estrangeiras, referentes à edição 2025.2 do Revalida. O Núcleo de Registro e Controle Acadêmico (Nurca) relaciona 67 certificados disponíveis para retirada. O ato ocorreu nesta sexta-feira, 2, no Nurca, campus-sede, e contou com a participação do reitor Josimar Ferreira.
“É inédito para nossa universidade fazer um ato que representa a entrega dos diplomas”, disse Josimar. Ele ressaltou a rapidez com que o processo foi concluído pela equipe do Nurca e pediu aos médicos que retribuam à sociedade com ética e acolhimento no atendimento, além de afirmar que a entrega demonstra o papel da universidade no reconhecimento daqueles que se formaram fora do Brasil.
Segundo o diretor do Nurca, Lucas de Araújo Moura, a Ufac realiza revalidações há alguns anos, mas as entregas dos certificados aconteciam de forma avulsa. Ele explicou que a proposta do ato simbólico foi atender os profissionais e valorizar o momento vivido por eles e por suas famílias. Os documentos são entregues juntamente com os originais apresentados pelos interessados, que devem assinar o termo de recebimento do certificado de revalidação.
A médica Nathalia Bragança de Oliveira, que recebeu o diploma revalidado 30 dias após dar entrada no processo na Ufac, disse ter escolhido a universidade pela organização e pelo prazo de entrega. “Foi muito rápido, um processo muito organizado também, desde o momento do início até agora.” Ela relatou que foi recebida com atenção pela equipe, que explicou todas as etapas do procedimento, disse esperar ingressar no mercado de trabalho e atender os pacientes com cuidado.
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