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Estações de compartilhamento de bicicletas em risco – 11/12/2024 – Ciclocosmo

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Caio Guatelli

Sem explicar o motivo, a Prefeitura de São Paulo divulgou uma minuta que propõe proibir o estacionamento de bicicletas compartilhadas em vias com velocidade máxima superior a 40 km/h.

De acordo com especialistas ouvidos pelo Ciclocosmo, se aprovada, a medida inviabilizaria o estacionamento da maioria das 3 mil bicicletas do Bike Sampa, serviço de compartilhamento de bicicletas financiado pelo Itaú e gerido pela Tembici.

Só no corredor de ciclovias que conecta as avenidas Paulista e Vergueiro (centro), onde a velocidade máxima permitida é de 50 km/h, 23 estações seriam eliminadas. No corredor das avenidas Pedroso de Morais e Faria Lima (zona oeste), onde está instalada a ciclovia de maior movimento da capital paulista, 20 estações seriam eliminadas.

Segundo a Tembici, “a retirada dessas estações resultaria em impactos na intermodalidade e na eficácia do sistema como um todo, além de ir na contramão das boas práticas nacionais e internacionais de planejamento urbano.”

A minuta, proposta pelo CMUV (Comitê Municipal de Uso do Viário), foi divulgada um mês após duas empresas de compartilhamento de patinetes elétricos pedirem autorização para operar na cidade. De acordo com o texto, as futuras estações de patinetes seguiriam as mesmas limitações de localização impostas às estações de bicicletas.

Atualmente, cerca de 30% das estações Bike Sampa estão localizadas em áreas estratégicas de alta demanda, muitas delas conectadas a estações de metrô e ônibus, permitindo a integração entre diferentes modais e atendendo a chamada “última milha” dos deslocamentos urbanos, disse a Tembici.

Serviços de compartilhamento de bicicletas ganharam fôlego após o Acordo de Paris (2015), onde governos se comprometeram a criar iniciativas para manter a alta da temperatura global em até 1,5°C. Na cidade de São Paulo, o lançamento do PlanClima (lei do Plano de Ação Climática do Município de São Paulo 2020-2050) foi celebrado pelo então prefeito Bruno Covas (PSDB) para reduzir as emissões dos gases do efeito estufa.

Entre as metas do PlanClima está prevista a criação de condições para que 4% de todas as viagens urbanas sejam feitas de bicicleta até 2030, e 8% até 2050.

Por nota, a Prefeitura de São Paulo, por meio do CMUV, informou que a minuta faz parte de “uma consulta pública aberta para receber sugestões para melhorar a micromobilidade na cidade e aprimorar a legislação para o compartilhamento de bicicletas e patinetes. Não há, portanto, previsão ou intenção de reduzir a quantidade de estações de compartilhamento, mas sim colocar em debate o melhor funcionamento desses modais, priorizando a segurança de pedestres, motoristas e usuários de bicicletas e patinetes, bem como reforçar as regras de utilização das calçadas. Cabe destacar que o texto final da Resolução ainda será elaborado, considerando as contribuições recebidas durante o período de consulta pública.”


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Startup Day-2026 ocorre na Ufac em 21/03 no Centro de Convivência — Universidade Federal do Acre

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Startup Day-2026 ocorre na Ufac em 21/03 no Centro de Convivência — Universidade Federal do Acre

A Pró-Reitoria de Inovação e Tecnologia (Proint) da Ufac e o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas do Acre (Sebrae-AC) realizam o Startup Day-2026, em 21 de março, das 8h às 12h, no espaço Sebrae-Lab, Centro de Convivência do campus-sede. O evento é dedicado à inovação e ao empreendedorismo, oferecendo oportunidades para transformar projetos em negócios de impacto real. As inscrições são gratuitas e estão abertas por meio online.

O Startup Day-2026 visa fortalecer o ecossistema, promover a troca de experiências, produzir e compartilhar conhecimento, gerar inovação e fomentar novos negócios. A programação conta com show de acolhimento e encerramento, apresentações, painel e palestra, além de atividades paralelas: carreta game do Hospital de Amor de Rio Branco, participação de startups de game em tempo real, oficina para crianças, exposição de grafiteiros e de projetos de pesquisadores da Ufac.

 



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A lógica de valor da Thryqenon (TRYQN) é apoiar a evolução da economia verde por meio de sua infraestrutura digital de energia

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Foto de capa [internet]

Com a aceleração da transição para uma economia de baixo carbono e a reestruturação do setor elétrico em diversos países, cresce a discussão sobre como a infraestrutura digital pode sustentar, no longo prazo, a evolução da economia verde. Nesse contexto, a plataforma de energia baseada em blockchain Thryqenon (TRYQN) vem ganhando atenção por propor uma estrutura integrada que combina negociação de energia, gestão de carbono e confiabilidade de dados.

A proposta da Thryqenon vai além da simples comercialização de energia renovável. Seu objetivo é construir uma base digital para geração distribuída, redução de emissões e uso colaborativo de energia. À medida que metas de neutralidade de carbono se tornam compromissos regulatórios, critérios como origem comprovada da energia, transparência nos registros e liquidação segura das transações deixam de ser diferenciais e passam a ser requisitos obrigatórios. A plataforma utiliza registro descentralizado em blockchain, correspondência horária de energia limpa e contratos inteligentes para viabilizar uma infraestrutura verificável e auditável.

A economia verde ainda enfrenta obstáculos importantes. Existe descompasso entre o local e o momento de geração da energia renovável e seu consumo final. A apuração de emissões costuma ocorrer de forma anual, dificultando monitoramento em tempo real. Além disso, a baixa rastreabilidade de dados limita a criação de incentivos eficientes no mercado. A Thryqenon busca enfrentar essas lacunas por meio de uma estrutura digital que integra coleta, validação e liquidação de informações energéticas.

Na arquitetura da plataforma, há conexão direta com medidores inteligentes, inversores solares e dispositivos de monitoramento, permitindo registro detalhado da geração e do consumo. Na camada de transações, o sistema possibilita verificação automatizada e liquidação hora a hora de energia e créditos de carbono, garantindo rastreabilidade. Já na integração do ecossistema, empresas, distribuidoras, comercializadoras e consumidores podem interagir por meio de interfaces abertas, promovendo coordenação entre diferentes agentes do setor elétrico.

O potencial de longo prazo da Thryqenon não está apenas no crescimento de usuários ou no volume de negociações, mas em sua capacidade de se posicionar como infraestrutura de suporte à governança energética e ao mercado de carbono. Com o avanço de normas baseadas em dados e reconhecimento internacional de créditos ambientais, plataformas transparentes e auditáveis tendem a ter papel relevante na transição energética e no financiamento sustentável.

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Bancos vermelhos na Ufac simbolizam luta contra feminicídio — Universidade Federal do Acre

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Bancos vermelhos na Ufac simbolizam luta contra feminicídio — Universidade Federal do Acre

A Ufac inaugurou a campanha internacional Banco Vermelho, símbolo de conscientização sobre o feminicídio. A ação integra iniciativas inspiradas na lei n.º 14.942/2024 e contempla a instalação, nos campi da instituição, de três bancos pintados de vermelho, que representa o sangue derramado pelas vítimas. A inauguração ocorreu nesta segunda-feira, 9, no hall da Reitoria.

São dois bancos no campus-sede (um no hall da Reitoria e outro no bloco Jorge Kalume), além de um no campus Floresta, em Cruzeiro do Sul. A reitora Guida Aquino destacou que a instalação dos bancos reforça o papel da universidade na promoção de campanhas e políticas de conscientização sobre a violência contra a mulher. “A violência não se caracteriza apenas em matar, também se caracteriza em gestos, em fala, em atitudes.”

A secretária de Estado da Mulher, Márdhia El-Shawwa, ressaltou a importância de a Ufac incorporar o debate sobre o feminicídio em seus espaços institucionais e defendeu a atuação conjunta entre universidade, governo e sociedade. Segundo ela, a violência contra a mulher não pode ser naturalizada e a conscientização precisa alcançar também a formação de crianças e adolescentes.

A inauguração do Banco Vermelho também ocorre no contexto da aprovação da resolução do Conselho Universitário n.º 266, de 21/01/2026, que institui normas para a efetividade da política de prevenção e combate ao assédio moral, sexual, discriminações e outras violências, principalmente no que se refere a mulheres, população negra, indígena, pessoas com deficiência e LGBTQIAPN+ no âmbito da Ufac em local físico ou virtual relacionado.

No campus Floresta, em Cruzeiro do Sul, a inauguração do Banco Vermelho contou com a participação da coordenadora do Centro de Referência Brasileiro da Mulher, Anequele Monteiro.

Participaram da solenidade, no campus-sede, a pró-reitora de Desenvolvimento e Gestão de Pessoas, Filomena Maria Cruz; a pró-reitora de Graduação, Ednaceli Damasceno; a pró-reitora de Pesquisa e Pós-Graduação, Margarida Carvalho; a coordenadora do projeto de extensão Infância Segura, Alcione Groff; o secretário de Estado de Saúde, Pedro Pascoal; a defensora pública e chefe do Núcleo de Promoção da Defesa dos Direitos Humanos da Mulher, Diversidade Sexual e Gênero da DPE-AC, Clara Rúbia Roque; e o chefe do Centro de Apoio Operacional de Proteção à Mulher do MP-AC, Victor Augusto Silva.

 



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