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Estado apresenta Acre como local estratégico na Rota Quadrante Rondon

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Dilma Tavares

O governo do Acre, por meio da Secretaria de Indústria, Ciência e Tecnologia (Seict), promove, em abril, encontro para apresentar o estado como local estratégico dentro da Rota Quadrante Rondon, pela conexão com os portos do Oceano Pacífico via Peru. O evento, que será realizado no Mato Grosso, busca reunir representantes de ambos estados, bem como empresários.

O assunto foi tratado pelo titular da Seict, Assurbanípal Mesquita, com o secretário de Desenvolvimento Econômico do Mato Grosso, Cézar Miranda, durante encontro com o presidente do Brasil em exercício e ministro do Desenvolvimento, Geraldo Alckmin, ocorrido na quinta-feira, 27, em Brasília.

Secretário da Seict, Assurbanípal Mesquita (à direita), tratou sobre encontro no Mato Grosso com o secretário de Desenvolvimento daquele estado, Céxar Miranda. Foto: Wesley Moraes/Repac

A Rota Quadrante Rondon é uma das cinco Rotas de Integração Sul-Americana que fazem parte de projeto do Ministério do Planejamento e cujo objetivo é incentivar o comércio do Brasil com os países vizinhos, reduzindo tempo e custo de transporte de mercadorias entre eles e a Ásia. Essa rota é integrada pelos estados do Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Rondônia e Acre.

“Nosso objetivo é apresentar e mostrar a importância do trecho dessa rota que passa pelo Acre, especialmente pela proximidade do Estado com o Peru para acesso aos portos do Oceano Pacífico, reduzindo tempo e facilitando o acesso aos mercados asiáticos”, disse o secretário da Seict.

“Dos estados da Rota Quadrante Rondon, o Mato Grosso é o que mais exporta e utiliza a infraestrutura. Hoje, a soja que é produzida em volume significativo lá, está fluindo em direção a Porto Velho, via Rio Madeira em direção ao Canal do Panamá. Queremos mostrar que o Acre tem uma conexão estratégica que pode ser usufruída pelos empresários locais”, reforçou Assurbanípal Mesquita.

O encontro, explicou ele, segue exemplo de iniciativa já realizada em Rondônia e será de integração de informações dos dois estados visando ação conjunta na busca dos apoios. “Uma vez que que eles se interessam, as melhorias das nossas rotas passar a ser também pauta deles”, exemplificou.

Conforme Assurbanípal, o secretário de desenvolvimento do Mato Grosso avalia que a rota acreana é interessante, especialmente pelo fato de que o acesso aos portos do pacífico é feito apenas por um país, que é o Peru, “o que significa menos burocracia alfandegária, por exemplo”.

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PZ e Corpo de Bombeiros fazem curso de combate a incêndio florestal — Universidade Federal do Acre

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O Parque Zoobotânico (PZ), da Ufac, e o Corpo de Bombeiros Militar do Acre (CBM-AC) realizaram o curso Brigada de Incêndio Florestal, ministrado pelo Sargento Filipe Lima. A capacitação ocorreu na quinta-feira, 10, e sexta-feira, 11, no PZ, campus-sede, reunindo 35 participantes de setores da universidade, dos cursos de Engenharia Florestal, Biologia e Geografia, do doutorado da Rede Bionorte e da comunidade externa, que receberão certificado emitido pelo CBM-AC.

O primeiro dia foi de aulas teóricas sobre conceitos fundamentais, como triângulo do fogo, diferentes tipos de incêndio e técnicas de prevenção. No segundo dia ocorreram atividades práticas, com manuseio e manutenção de equipamentos de combate a incêndio, além de exercícios de campo simulando situações reais de combate e prevenção a incêndios florestais.

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O diretor do PZ, Harley Araújo da Silva, destacou que a iniciativa tem relação direta com os mais de 188 hectares de área florestal do campus-sede, tendo o PZ como o maior fragmento de floresta preservada. “Formar brigadistas preparados para atuar na prevenção e no combate a incêndios florestais é parte essencial do cuidado com esse patrimônio ambiental, tanto para a universidade quanto para as comunidades do entorno.”



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V Simpósio de Ciências Ambientais da Amazônia Sul Ocidental e o II Simpósio de Ciências Agrárias do Vale do Juruá

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Livro reúne pesquisas da Ufac sobre teatro e saberes da floresta — Universidade Federal do Acre

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O professor, pesquisador e artista Flavio da Conceição, da Ufac, organizou o livro “Teatro do Oprimido e as Pedagogias das Florestas” (Mundo Contemporâneo; Edufac, 452 p.), que foi lançado na sexta-feira, 11, durante a 28ª Bienal Internacional do Livro de São Paulo.

A obra é resultado de cerca de dez anos de pesquisas desenvolvidas na universidade, reunindo experiências que relacionam a metodologia teatral aos conhecimentos tradicionais da Amazônia. “Apresentamos o Acre como produtor de conhecimento e como semente de um pensamento que pode inspirar outros professores e artistas no resto do Brasil e do mundo”, afirmou Flavio.

As pesquisas que deram origem ao livro começaram após a chegada do professor ao Acre e à Ufac, em 2017. O contato com experiências amazônicas, estudantes filhos de seringueiros e indígenas e conhecimentos tradicionais da floresta levou o pesquisador a rever sua prática com o método Teatro do Oprimido, idealizado por Augusto Boal. A partir dessas vivências, os projetos passaram a investigar como a metodologia poderia ser afetada por esses saberes.

Os estudos teóricos e práticos foram desenvolvidos pelo programa de pesquisa e extensão Gesto da Floresta, criado e coordenado por Flavio através de projetos de iniciação científica e extensão. As atividades envolveram comunidades periféricas de Rio Branco, como Calafate e Cidade do Povo, parcerias com comunidades tradicionais hunikuin e shanenawa e experiências relacionadas ao santo-daime, à Barquinha e à ayahuasca.

Estudantes de graduação e pós-graduação participaram dos projetos e das pesquisas e alguns assinam artigos na publicação. O trabalho também contou com a contribuição de parceiros de outras cidades, países e territórios. Para o organizador, os alunos são coautores das experiências que contribuíram para a construção da proposta das pedagogias das florestas.

Antes da programação em São Paulo, o livro foi apresentado em 3 de setembro, no Rio de Janeiro, durante a 12ª Jornada Internacional de Teatro do Oprimido e Universidade. As atividades integram o projeto Gesto Semeando Cidadania, que conta com apoio do Pulitzer Center.



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