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Estado e Prefeitura de Plácido de Castro discutem inserção do município no Mapa do Turismo Brasileiro
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Karolini Oliveira
A importância da inserção das cidades acreanas no Mapa do Turismo Brasileiro foi o tema de reunião realizada pelo governo do Acre, por meio da Secretaria de Estado de Turismo e Empreendedorismo (Sete), com a Prefeitura de Plácido de Castro, nesta terça-feira, 3, em Rio Branco. A ação faz parte da iniciativa da Sete em incentivar os municípios do interior do estado a receberem diversos benefícios com a inserção ao mapa.
Plácido de Castro já esteve no Mapa do Turismo Brasileiro e, a partir da parceria com o Estado, estuda a volta ao Mapa com o apoio da Sete, por meio da assinatura de termo de compromisso, que coloca equipes da Secretaria de Turismo e Empreendedorismo à disposição para orientações ao Município, visando a reinserção no dispositivo.

O secretário de Turismo e Empreendedorismo, Marcelo Messias, destacou a relevância da aproximação do Estado com os municípios no próximo ano: “Em 2024, levamos o Acre para fora, mas em 2025, queremos focar mais no turismo interno. Vamos continuar participando das feiras nacionais e internacionais, mas o turismo não fazemos sozinhos. Necessitamos de vários segmentos juntos e essa integração do governo do Estado e dos municípios é essencial. Queremos ouvi-los e dizer que estamos prontos para ajudar no que for necessário”, destacou.
Camilo da Silva, prefeito de Plácido de Castro, município localizado na fronteira do Acre com a Bolívia, enfatizou a compreensão do turismo rural, como os de produções da culinária e da pesca, e o empreendedorismo da Economia Solidária, devem ser pensadas como estratégias essenciais para o desenvolvimento do município, com feiras atrativas para os turistas no lado brasileiro:

“É um prazer imenso estar aqui com o secretário de Turismo, poder discutir a capacidade e o potencial que o nosso município tem. É muito importante essa abertura para o nosso município receber a contribuição do Estado na parte técnica de formação, para que realmente nós possamos ser vistos dentro do turismo do Norte, dentro do turismo do Brasil. Então, para mim, eu saio dessa reunião muito agradecido, muito feliz, com tudo que foi discutido aqui. Foi um prazer imenso conhecer toda a equipe do Turismo e poder ouvir e discutir assuntos e ideias importantes para o engrandecimento do turismo do nosso município”, disse o prefeito.

A diretora de Turismo da Sete, Sirlânia Venturin; o chefe do departamento de gestão do turismo, Jackson Viana; e a chefe do departamento de regionalização, Rita Ramos, falaram sobre a importância de ter dados dos municípios inseridos no mapa, a fim de fomentar a arrecadação de fundos para o desenvolvimento do setor.
Também foram discutidos o calendário de eventos de 2025, incluindo o carnaval e a feira agropecuária de Plácido de Castro, a criação de uma comissão em fase experimental para tratar das estratégias de turismo e empreendedorismo do município junto ao Estado, e novas visitas técnicas da Sete ao município durante o andamento das ações.
Mapa do Turismo Brasileiro
O Mapa do Turismo Brasileiro, de acordo com o governo federal, faz parte do programa de Regionalização do Turismo e define a área a ser trabalhada pelo Ministério do Turismo (MTur) no âmbito do desenvolvimento das políticas públicas. Além disso, os municípios são categorizados no intuito de identificar o desempenho da economia do setor nos municípios a partir de variáveis. Esse mapeamento permite uma visão ampla do potencial turístico brasileiro, facilitando a gestão e a distribuição de recursos de forma mais eficaz.
No Acre, sete municípios integram o Mapa do Turismo Brasileiro. São eles: Assis Brasil, Epitaciolândia, Xapuri, Rio Branco, Tarauacá, Rodrigues Alves e Cruzeiro do Sul. Com a iniciativa, a Sete pretende ampliar a integração e reinserção das cidades acreanas no dispositivo.
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Ufac celebra trajetória de dez anos do Laboratório de Discriminação Racial — Universidade Federal do Acre
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3 dias atrásem
15 de maio de 2026O Núcleo de Estudos Afro-Brasileiros e Indígenas (Neabi) da Ufac realizou, nesta quarta-feira, 13, no auditório do Centro de Filosofia e Ciências Humanas (Cfch), um evento em comemoração aos 10 anos do Laboratório de Pesquisa Observatório de Discriminação Racial (LabODR). A programação reuniu a comunidade acadêmica, pesquisadores, egressos, bolsistas e integrantes do movimento social negro para celebrar a trajetória do laboratório e os resultados alcançados por meio das pesquisas desenvolvidas ao longo da última década.
Vinculado à área de História, mas formado por profissionais de diferentes áreas do conhecimento, o LabODR/Ufac foi criado em 2016 a partir de uma articulação entre a Ufac e o movimento negro acreano, especialmente o Fórum Permanente de Educação Étnico-Racial do Estado do Acre. Inicialmente estruturado como projeto institucional de pesquisa, o laboratório contou com apoio da Pró-Reitoria de Assuntos Estudantis (Proaes) e, em 2018, foi inserido na plataforma Lab e certificado pela Pró-Reitoria de Pesquisa e Pós-Graduação (Propeg).
O laboratório atua na pesquisa e na formação de pesquisadores com foco na promoção da igualdade racial, desenvolvendo estudos voltados tanto à denúncia de práticas racistas quanto à construção de reflexões e práticas antirracistas, principalmente nos espaços educacionais. Atualmente, o LODR/Ufac abriga projetos institucionais como “Práticas Pedagógicas em Educação das Relações Étnico-Raciais em Escolas do Estado do Acre”, desenvolvido desde 2018, e “Pérolas Negras”, iniciado em 2020.
Durante o evento, convidados e bolsistas compartilharam experiências acadêmicas e profissionais construídas a partir das atividades desenvolvidas pelo laboratório, destacando a importância do observatório em suas formações pessoais e profissionais. A programação também apresentou pesquisas realizadas ao longo desses dez anos de atuação e ressaltou a contribuição do laboratório para o fortalecimento das discussões sobre igualdade racial dentro da universidade e na sociedade acreana.
Compuseram o dispositivo de honra o vice-reitor, Josimar Ferreira; o pró-reitor de Extensão e Cultura, Carlos Paula de Moraes; a pró-reitora de Pesquisa e Pós-Graduação da Ufac, Margarida Lima; a vice-diretora do Cfch, Lucilene Ferreira de Almeida; e a representante do Neabi, Flávia Rocha.
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Ufac participa de mostra científica na Reserva Extrativista Cazumbá-Iracema, em Sena Madureira — Universidade Federal do Acre
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15 de maio de 2026A Universidade Federal do Acre (Ufac) participou, no dia 1º de maio, da Mostra Científica “Conectando Saberes: da integração à inclusão na Amazônia”, realizada na Reserva Extrativista Cazumbá-Iracema, em Sena Madureira. A ação reuniu instituições de ensino, pesquisa, escolas rurais e moradores da reserva em atividades de divulgação científica e integração comunitária.
Financiada pelo CNPq, a iniciativa contou com a participação da Ufac, Ifac, ICMBio e de escolas da região. Aproximadamente 250 pessoas participaram da programação, entre estudantes, professores e moradores das comunidades da reserva.
Durante o evento, estudantes da graduação e pós-graduação da Ufac e do Ifac apresentaram pesquisas e atividades educativas nas áreas de saúde, Astronomia, Física, Matemática, Robótica e educação científica. A programação incluiu oficinas de foguetes, observação do céu com telescópios, sessões de planetário, jogos educativos e atividades com microscópios.
O professor Francisco Glauco, do Centro de Ciências Biológicas e da Natureza (CCBN) da Ufac, destacou a importância da participação acadêmica em ações junto às comunidades tradicionais.
“A universidade tem um papel fundamental para a formação científica e cidadã dos estudantes. A troca de conhecimentos com comunidades de difícil acesso fortalece essa formação”, afirmou.
A professora Valdenice Barbosa, da Escola Iracema, ressaltou o impacto da iniciativa para os alunos da reserva.
“Foi um dia histórico de muito aprendizado. Muitos estudantes tiveram contato pela primeira vez com experimentos e equipamentos científicos”, disse.
Além das atividades científicas, a programação contou com apresentações culturais realizadas pelos estudantes da reserva, fortalecendo a integração entre ciência, educação e saberes amazônicos.
A participação da Ufac reforça o compromisso da universidade com a extensão, a popularização da ciência e a aproximação entre universidade e comunidades tradicionais da Amazônia.
Fhagner Soares – Estagiário
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UFAC participa de pesquisa sobre zoonose associada à caça de subsistência na Amazônia — Universidade Federal do Acre
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15 de maio de 2026Um estudo publicado na revista Acta Amazonica identificou a presença do parasita Echinococcus vogeli em pacas (Cuniculus paca) abatidas e consumidas por comunidades tradicionais da Amazônia Ocidental. O agente é responsável pela equinococose policística humana, zoonose considerada emergente na região.
A pesquisa foi desenvolvida entre 2022 e 2023 nos municípios de Sena Madureira e Rio Branco, no Acre, sob coordenação do professor Francisco Glauco de Araújo Santos, do Centro de Ciências Biológicas e da Natureza (CCBN), integrando a dissertação de mestrado de Liliane de Souza Anadão, do Programa de Pós-Graduação em Sanidade e Produção Animal Sustentável na Amazônia (PPGSPASA).
O estudo entrevistou 78 famílias e analisou 23 fígados de pacas abatidas para consumo. Em 48% das amostras foram identificados cistos hidáticos causados pelo parasita. A pesquisa também apontou que a maioria dos cães das comunidades participa das caçadas e consome vísceras cruas dos animais.
Segundo os pesquisadores, o principal risco de transmissão ocorre quando cães infectados eliminam ovos do parasita no ambiente, contaminando solo, água e alimentos.
“O principal risco está associado ao descarte inadequado das vísceras e ao contato com ambientes contaminados pelas fezes de cães infectados”, destacou o professor Francisco Glauco.
O estudo reforça a necessidade de ações de vigilância e educação em saúde nas comunidades rurais, principalmente relacionadas ao manejo de cães e ao descarte adequado das vísceras dos animais abatidos.
Para o pesquisador Leandro Siqueira, doutor em Medicina Tropical pela Fiocruz e coautor do estudo, a pesquisa amplia o conhecimento sobre a transmissão da doença na Amazônia e pode contribuir para futuras ações de prevenção e diagnóstico na região.
Fhagner Soares – Estagiário




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