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Estado promove City Tour do Servidor, em Rio Branco

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Karolini Oliveira

Chapéu na cabeça, óculos de sol e tênis esportivo e está completo o look: “Bem, hoje vocês são turistas!”, iniciou a guia de turismo Adalgisa Bandeira, ao público de diversas secretarias de Estado que participaram do City Tour do Servidor, nesta quinta-feira, 14, em Rio Branco.

O evento, realizado durante todo o período da manhã em diversos pontos da capital, aconteceu em alusão ao Dia do Servidor, celebrado no final de outubro. As secretarias de Estado de Turismo e Empreendedorismo (Sete), de Administração (Sead), de Planejamento (Seplan), de Segurança Pública (Sejusp) e a Fundação de Cultura Elias Mansour (FEM) foram responsáveis pelo passeio que também contou com a parceria do Sindicato de Guias de Turismo do Acre (Singtur).

Servidores do Estado participaram do City Tour do Servidor, nesta quinta-feira, 14, em Rio Branco. Foto: Marcos Rocha/Sete

O City Tour do Servidor iniciou aos pés da estátua de Plácido de Castro, na Praça da Revolução, seguindo para a Biblioteca Pública Estadual Adonay Barbosa dos Santos, Memorial dos Autonomistas e Café do Teatro. Em seguida, o grupo seguiu para o Palácio Rio Branco, onde conheceram mais da história do estado e da estrutura arquitetônica local.

Palácio Rio Branco foi um dos pontos turísticos visitados. Foto: Marcos Rocha/Sete

Após a visita à sede administrativa do Estado, o grupo seguiu para um lanche no Parque Urbano Capitão Ciríaco, onde a servidora da Sejusp, Socorro Martins, de 62 anos, lembrou um pouco da sua trajetória de vida na região do Segundo Distrito da cidade: “Na origem, moramos aqui no [bairro] Triângulo. Meu pai trabalhou como motorista de uma empresa e depois na Rêmolo Jarude. A gente vinha passear aqui na dona Flora do Diógenes, tinha uma festa aqui [Parque Capitão Ciríaco] e eu gostava de frequentar. Aí eu conheço aqui do princípio”, contou.

Servidora da Sejusp, Socorro Martins, de 62 anos, ficou contente em revisitar pontos históricos da capital e contou das boas lembranças no Parque Seringal Urbano Capitão Ciríaco. Foto: Marcos Rocha/Sete

Durante o passeio, Socorro lembrou como a história de Rio Branco também faz parte da história da vida dela: “A minha mãe saiu grávida e não tinha ponte. A gente atravessava de catraia. Custava 25 centavos. Então, a minha mãe não conseguiu chegar até a maternidade, não deu tempo, e me teve debaixo de um pé de Benjamin, que até quando eu era mocinha ainda existia”, explicou.

Animada com o city tour, Socorro conta que criou os filhos e dois casais de netos nos 32 anos de trabalho como servidora pública e que gostou da atividade proposta: “É um sonho estar participando. Eu trabalho na Sejusp e eu via todo mundo falando ‘eu vou pro turismo’, e eu nunca me escalei, aí surgiu a oportunidade e eu tinha curiosidade de saber por onde aquele povo andava, aí eu vim pra tirar o estresse. E eu tô aqui contando a minha história pra ti. Bonito é quando tá estralando a seringueira”, disse ela olhando para uma de altura considerável no parque e continuou: “Aqui a gente vinha, trazia frango e banana, armava um lençol e eu acho que assim, isso aqui é muito importante para o servidor, a oportunidade que o governo dá, pra gente ter uma noção do que foi e do que é [o city tour] e a gente sempre estar presente nos eventos que são de nosso interesse”, expressou.

City Tour do Servidor encerrou no Museu dos Povos Acreanos. Foto: César Felipe Oliveira/Sead

O grupo visitou também a Praça Eurico Dutra, onde ficam a Fonte Luminosa, Obelisco, Monumento Caciporé e o Bar municipal, passando pela Praça dos Povos da Floresta, onde está a estátua de Chico Mendes, e chegando à ponte Juscelino Kubitschek e às roldanas. O passeio seguiu pelo Mercado Velho e encerrou no Museu dos Povos Acreanos.

Guia de turismo e servidora da Sete, Adalgisa Bandeira, foi a responsável por guiar os servidores do Estado, no city tour. Foto: Marcos Rocha/Sete

 Com orgulho de ser guia de turismo, ligada ao Singtur, e servidora da Secretaria de Turismo e Empreendedorismo, durante todo o percurso Adalgisa Bandeira falou sobre as maravilhas e curiosidades do Acre e reforçou, desde o início do passeio, sobre a valorização da terra e daqueles que moram aqui: “Eu quero dar os parabéns por vivermos na Amazônia. O Acre é 100% Amazônia, um bioma que é cobiçado no mundo todo. Se você pegar reto em qualquer direção, você vai dar na floresta”, disse orgulhosa.

Turismo: benefícios para o servidor e para o desenvolvimento do estado

O evento turístico foi realizado pelo governo do Acre, unindo esforços de diversas secretarias.

O secretário de Planejamento, Ricardo Brandão, explicou que o turismo tem potencial para desenvolver o estado: “O turismo na Região Norte, no Acre, é uma das maiores alternativas econômicas que a gente tem, uma nova alternativa de desenvolvimento. E o city tour é uma proposta para agregar conhecimento, mostrar a potencialização dos pontos turísticos e culturais da nossa cidade e trazer os servidores para uma vivência nesses espaços. A ideia é começar na capital e os próximos a gente estender para os outros municípios”, destacou.

“É um passeio que viabiliza conhecer essa cidade maravilhosa que nós moramos e é uma forma de valorização do servidor público. É algo muito importante para nós e espero que todos possam aproveitar”, destacou Guilherme Duarte, secretário adjunto de Pessoal da Sead.

“É uma forma de valorizar o servidor e apresentar alternativas de diversão e conhecimento da nossa cidade, além da possibilidade de replicar a ideia pioneira”, acrescentou Ialey Azevedo, gestor da Sete em exercício.

Biblioteca Pública Estadual Adonay Barbosa dos Santos foi ponto de parada obrigatória do City Tour do Servidor. Foto: Marcos Rocha/Sete

Com novas possibilidades, o City Tour do Servidor deve seguir para outros municípios do estado a partir de 2025: “Ano que vem daremos início a um programa muito mais amplo, que vai ter por objetivo levar os servidores para conhecerem, inclusive, atrativos em outros municípios do estado, em Cruzeiro do Sul, Mâncio Lima e outros municípios, para que a gente tenha tanto fomento do turismo quanto um entretenimento, um incentivo do servidor público a participar do potencial do nosso próprio estado”, destacou o chefe do Departamento de Gestão do Turismo, Jackson Viana.

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Alunas da Ufac criam biblioteca de grafismos do povo Huni Kuin — Universidade Federal do Acre

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Alexandra Deitos e Txima Huni Kuin.jpg

Alunas de graduação e mestrado do campus Floresta da Ufac criaram, em 2024, o projeto Biblioteca de Kene, que reúne tecelagem em algodão, pintura corporal, registros audiovisuais e uma plataforma digital acessível por celular. A iniciativa surgiu do trabalho de conclusão de curso de Txima Huni Kuin, em Licenciatura Indígena, e da pesquisa para a dissertação de Alexandra Deitos no programa de pós-graduação em Ensino de Humanidades e Linguagens.

Txima investigou a tecelagem como expressão dos conhecimentos, da arte e da espiritualidade de seu povo, sob orientação do professor Amilton Pelegrino de Mattos. Alexandra, artista visual e atualmente doutoranda, colaborou na construção do projeto por meio de uma pesquisa de autoria coletiva, desenvolvida com as mulheres da comunidade.

Desse encontro surgiu a proposta de criar um espaço onde os mais de 60 grafismos praticados pelas mulheres pudessem ser consultados, ensinados e aprendidos por jovens e mestras tecelãs. O projeto terá uma nova etapa entre 10 e 16 de outubro, com a realização da 2ª Oficina de Kene da Aldeia Arco-Íris, na terra indígena Seringal Independência, no município de Jordão (AC).

Aprendizagem no território

Durante os sete dias de oficina, mestras tecelãs e jovens aprendizes participarão de atividades de preparação de fios, cantos rituais, aplicação do Bawe e tecelagem de painéis com grafismos. Os processos serão documentados para compor o acervo da biblioteca na aldeia e seu site colaborativo, com gestão do conhecimento pelas próprias mulheres.

A proposta dialoga com a expressão “a universidade é na aldeia”, do professor e pesquisador Yube Huni Kuin, também acadêmico da Licenciatura Indígena da Ufac. A experiência reconhece o território e as práticas da comunidade como espaços de produção e transmissão de conhecimento.

Mestras e aprendizes tecelãs.jpg

A 2ª Oficina de Kene é realizada por Txima Huni Kuin, Alexandra Deitos e pela Aldeia Arco-Íris, com apoio do curso de Licenciatura Indígena, da Fundação de Cultura Elias Mansour, do governo do Acre, da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura, do Ministério da Cultura e do governo federal.

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Ufac sedia encontro regional sobre residência e preceptoria no SUS — Universidade Federal do Acre

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2º Encontro Regional do Projeto de Desenvolvimento da Gestão de Programas de Residência e da Preceptoria no SUS (2).jpg

A Ufac sediou o 2º Encontro Regional do Projeto de Desenvolvimento da Gestão de Programas de Residência e da Preceptoria no Sistema Único de Saúde (SUS). O evento ocorreu nesta quinta-feira, 8, no anfiteatro Garibaldi Brasil, campus-sede, e reuniu profissionais e representantes de instituições de saúde para a apresentação dos resultados de sete projetos de intervenção desenvolvidos ao longo de dois anos de formação.

A iniciativa é promovida pelo Hospital Sírio-Libanês, em parceria com o Ministério da Saúde, no âmbito do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do SUS, com participação da Ufac.

Para o reitor Josimar Ferreira, cerca de 80% das atividades dos residentes são realizadas nas unidades de saúde. Ele ressaltou o compromisso da gestão com a valorização dos profissionais que atuam na formação dos residentes. “Temos desenvolvido uma política para que os nossos preceptores possam participar dos nossos programas de pós-graduação, de forma a ter vagas garantidas para sua qualificação também.”

O encontro marcou a apresentação dos projetos de intervenção dos cursos de especialização em Gestão de Programas de Residência em Saúde e Educação na Saúde para Preceptores no SUS. Os trabalhos abordaram temas como formação e avaliação de preceptores, definição de perfis de competências, saúde mental dos residentes, reestruturação curricular e melhoria dos processos de trabalho nos serviços de saúde.

Segundo a coordenadora da Residência Multiprofissional Integrada em Saúde da Família e Comunidade da Ufac, Mariane Ribeiro, as iniciativas buscam qualificar tanto a formação dos residentes quanto as atividades desenvolvidas nos campos de prática. “Esses resultados que temos hoje proporcionam uma integração com o ensino, serviço e a comunidade, porque também têm um retorno para o usuário”, disse.

Para a representante do Hospital Sírio-Libanês e facilitadora de ensino e aprendizagem, Célia Márcia Birchler, a conclusão dos cursos representa uma etapa de um trabalho que deve continuar nas instituições de saúde. “Toda vez que fazemos um movimento de fortalecimento dos programas de residência, na realidade estamos falando de um processo de qualificação do SUS”, afirmou.

A presidente da Fundação Hospitalar Governador Flaviano Melo (Fundhacre), Sóron Angélica Steiner, disse que a formação estimula mudanças na organização do trabalho e no atendimento da população. “Essa força motriz que faz com que o serviço ande de acordo com a formação é o que faz com que o gestor seja provocado a melhorar o ambiente de trabalho, o fluxo de serviço.”

Também participaram da mesa de honra do encontro o presidente do Conselho Estadual de Saúde do Acre, Osvaldo de Souza Leal Júnior; e Pedro Henrique Macedo Leitão, representando o secretário municipal de Saúde de Rio Branco, Rennan Biths.



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Ufac faz cerimônia de entrega de diplomas médicos do Revalida — Universidade Federal do Acre

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Nathalia Oliveira, Ufac 2026.10.02.jpeg

A Ufac realizou a cerimônia de entrega da revalidação de diplomas médicos expedidos por instituições de ensino superior estrangeiras, referentes à edição 2025.2 do Revalida. O Núcleo de Registro e Controle Acadêmico (Nurca) relaciona 67 certificados disponíveis para retirada. O ato ocorreu nesta sexta-feira, 2, no Nurca, campus-sede, e contou com a participação do reitor Josimar Ferreira.

“É inédito para nossa universidade fazer um ato que representa a entrega dos diplomas”, disse Josimar. Ele ressaltou a rapidez com que o processo foi concluído pela equipe do Nurca e pediu aos médicos que retribuam à sociedade com ética e acolhimento no atendimento, além de afirmar que a entrega demonstra o papel da universidade no reconhecimento daqueles que se formaram fora do Brasil.

Segundo o diretor do Nurca, Lucas de Araújo Moura, a Ufac realiza revalidações há alguns anos, mas as entregas dos certificados aconteciam de forma avulsa. Ele explicou que a proposta do ato simbólico foi atender os profissionais e valorizar o momento vivido por eles e por suas famílias. Os documentos são entregues juntamente com os originais apresentados pelos interessados, que devem assinar o termo de recebimento do certificado de revalidação.

A médica Nathalia Bragança de Oliveira, que recebeu o diploma revalidado 30 dias após dar entrada no processo na Ufac, disse ter escolhido a universidade pela organização e pelo prazo de entrega. “Foi muito rápido, um processo muito organizado também, desde o momento do início até agora.” Ela relatou que foi recebida com atenção pela equipe, que explicou todas as etapas do procedimento, disse esperar ingressar no mercado de trabalho e atender os pacientes com cuidado.



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