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“Estamos entrando em um longo período de rebaixamento e esquecimento da questão ambiental”

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euO ano de 2024 não terá sido apenas o de uma crise política sem precedentes, aberta pela dissolução da Assembleia Nacional e marcada pela paralisia do país, pela fragmentação do panorama político e pela extrema polarização de opiniões. Confirmou também o virtual desaparecimento do tema ambiental da agenda política. A formação do último governo é reveladora a este respeito: confirmada na sua posição, a Ministra da Transição Ecológica, Agnès Pannier-Runacher, passa do nono para o décimo segundo posto protocolar, o clima desaparece do seu título e ela perde energia. Em 2017, recordemos, Nicolas Hulot foi nomeado Ministro de Estado, terceiro na ordem protocolar do governo, e este declínio ilustra o declínio das preocupações ambientais ao longo dos últimos sete anos – no seio do poder, e por contágio na conversa pública e sociedade.

Os slogans escorregaram sutilmente. Na frente climática, fala-se cada vez mais em “adaptação”: nada mais é, em essência, do que uma forma de aceitar que a sociedade termo-industrial e o clima da Terra permanecem numa trajectória de colisão, e que teremos de absorver o choque. Sobre outros assuntos ligados ao meio ambiente – saúde, biodiversidade, poluição, etc. –, o encefalograma foi completamente achatado, os sucessivos governos já nem sequer sacrificam a habitual polidez declarativa. Não nos preocupamos mais em fingir; a ordem de prioridades é assumida.

Ampliar a distância focal, olhando para fora da França, não oferece uma imagem muito diferente do horizonte. Muito pelo contrário. A captura dos grandes meios de comunicação social ou das redes sociais pela extrema direita, a viragem para a direita do Parlamento Europeu e do executivo, o regresso da guerra ao Velho Continente e a chegada à Casa Branca de um neofascismo desinibido consagra sem dúvida a entrada em um longo período de rebaixamento e esquecimento da questão ambiental.

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Pesquisa da Ufac é premiada em Congresso Brasileiro de Sementes — Universidade Federal do Acre

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Ítalo Ribeiro em CBSementes-2026.png

Pesquisadores de programas de pós-graduação (PPGs) da Ufac conquistaram o prêmio de melhor trabalho na categoria Mestrado durante o 23º Congresso Brasileiro de Sementes, realizado de 25 a 28 de agosto, em Foz do Iguaçu (PR), e promovido pela Associação Brasileira de Tecnologia de Sementes. O estudo trata de uma técnica baseada no uso de ultrassom para acelerar a germinação e o crescimento de mudas.

A autora principal é a mestranda Lívia Brito, com a colaboração de Ítalo Ribeiro, Rayane de Oliveira, João dos Santos, Janaína Alencar, Evandro Ferreira e Luis Maggi, que integram os PPGs em Ciência, Inovação e Tecnologia para a Amazônia; Biodiversidade e Biotecnologia; Produção Vegetal e Ciência Florestal, além do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa).

O trabalho avaliou os impactos do ultrassom na espécie arbórea conhecida popularmente como bordão-de-velho ou sete-cascas. A planta possui valor econômico para alimentação humana e animal, além de potencial para projetos de reflorestamento. Contudo, a produção de mudas enfrenta barreiras devido ao seu revestimento, uma rigidez na casca da semente que dificulta a entrada de água e atrasa a germinação.

Os testes conduzidos no Laboratório de Biofísica da Ufac/Bionorte demonstraram que a aplicação de ultrassom com determinada frequência e intensidade pelo período de cinco minutos aumentou o percentual e a velocidade do processo de germinação. A tecnologia é pioneira no país, sem registros anteriores de aplicação em escala industrial no Brasil.

Segundo Lívia, a expectativa da equipe é estender a metodologia a outras culturas agrícolas e espécies nativas, sobretudo as ameaçadas de extinção. A investigação também abrange experimentos com a castanha-do-brasil, apontando dados preliminares de que doses específicas de ultrassom podem elevar os teores de proteína bruta e nitrogênio total nas plantas.

A comitiva da Ufac no congresso contou ainda com outras apresentações. Ítalo Ribeiro expôs os efeitos da técnica no crescimento inicial da ‘Apuleia leiocarpa’, espécie moveleira sob ameaça de extinção; Ronald Antônio Nascimento de Souza apresentou resultados aplicados a sementes de sangue-de-dragão e moringa; e o professor e orientador Luis Eduardo Maggi apresentou um software em desenvolvimento projetado para estimar com precisão a quantidade de energia acústica aplicada sobre as sementes.

(Fhagner Soares, estagiário Ascom/Ufac)



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V SIMECO — Universidade Federal do Acre

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Egressa de mestrado em CZS obtém prêmio de pós-graduação — Universidade Federal do Acre

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Mirian Soares de Amorim.jpeg

A engenheira agrônoma Mirian Soares de Amorim, aluna egressa do curso de Agronomia e do mestrado em Ciências Ambientais, do campus Floresta da Ufac, em Cruzeiro do Sul, obteve o 2º lugar na categoria Pós-Graduação do 5º Prêmio Margarida Alves de Estudos sobre Ruralidades e Feminismos, cujo resultado final foi divulgado em 17 de março. O evento foi promovido pelo Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar.

O estudo destaca a articulação entre a transição agroecológica e a igualdade de gênero, enfatizando o papel central das mulheres rurais, ribeirinhas e agricultoras na preservação da agrobiodiversidade e na soberania alimentar na Amazônia. No mestrado, sob orientação do professor Kleber Andolfato de Oliveira, Mirian também aprofundou investigações sobre o desenvolvimento sustentável e o papel das populações rurais no manejo dos ecossistemas amazônicos.



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