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Estou viciado na transmissão ao vivo dos falcões peregrinos de Melbourne. Mas para realmente apreciá-los é preciso vê-los em voo | Debbie Lustig
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2 anos atrásem
Debbie Lustig
Mos falcões peregrinos de Elbourne são um fenômeno cultural. Durante décadas, casais de falcões criaram seus filhotes em um ninho a 150 metros acima da rua, no prédio de escritórios na 367 Collins Street. Desde que a transmissão ao vivo foi estabelecida em 2017, as câmeras transmitiram todos os seus movimentos para milhares de fãs, durante 12 semanas por ano, durante a temporada de reprodução.
Você consegue obter muita câmera de falcão peregrino? Não é provável. Sou um dos milhares apaixonados pelas garotas e, à medida que nos aproximamos do final da temporada, estou viciado na transmissão ao vivo.
O trio de jovens fêmeas, prontas para voar, batia as asas como brinquedos de corda selvagens, fortalecendo os músculos peitorais necessários para voar.
Na quinta-feira, dois deles fizeram isso. Um voou da borda por volta das 6h. Às 8h, um segundo pareceu escapar; ambos são considerados ainda vivos.
Os peregrinos jovens têm cabeças, asas e caudas cinza-aço, com corpos e pernas listrados de creme e marrons. Aqui e ali, eles exibem manchas de penugem que os fazem parecer desalinhados, como adolescentes mal arrumados.
Na transmissão ao vivo, nós os observamos desde o momento em que nasceram, tão fracos que não conseguiam manter a cabeça erguida. Como bebês humanos, eles estavam indefesos. Durante todo o dia, eles não faziam nada além de abrir a boca para aceitar carne de pombo – quando não estavam dormindo.
À medida que as bolas fofas de penugem cresciam, eles comiam vorazmente, alimentando-se seis ou mais vezes por dia. A saliência onde vivem tornou-se um cemitério de ossos descartados, penas de pombo jogadas ao vento. Eles ganharam o apelido de “pompons assassinos”.
Com a época de reprodução chegando ao fim, as câmeras serão desligadas em breve. No Facebook, um fã escreveu: “Vou sentir falta deles!”
Mas o seu ninho (ou “arranhamento”) é apenas parte da história do falcão. Observá-los crescer jovens é fascinante, mas é um pouco como assistir Margot Fonteyn sem balé, Simone Biles sem ginástica.
Os falcões peregrinos são os animais mais rápidos do planeta, atingindo velocidades de 300 km/h. Se quiser apreciá-los, você precisa vê-los voar. Para fazer isso, você deve visitar a cidade.
Não é difícil encontrar 367 Collins. Do sudeste do CBD, a sua massa cinzenta eleva-se acima da elegante torre do relógio da estação Flinders Street. A saliência está voltada para o leste e os pais sobem e descem dela a cada duas horas.
Muitas vezes, também os vi em saídas prolongadas, quando circulam em círculos sobre a cidade, da Collins Street até Treasury Gardens e vice-versa.
Reconhecê-los é fácil. Os peregrinos formam formas únicas no céu; suas asas cônicas fazem com que pareçam uma âncora. A cidade tem inúmeras aves – gaivotas prateadas, pombos, corvos e pardais – mas nenhuma voa tão alto, ou com o mesmo perfil.
Ver um falcão planando alto em Melbourne é uma emoção visceral. Isso toca a necessidade que tenho de uma conexão maior com a natureza; meu sonho é morar fora da cidade e acordar ao som dos cantos dos pássaros, não dos carros.
Mas há uma picada neste entretenimento aviário. Assistir em massa à transmissão ao vivo me deixa profundamente desconfortável. Através da tecnologia, cada vez mais encontramos a natureza através das telas. Compartilhamos e postamos sobre isso, normalizando o artificial.
Experimentar a natureza através de uma tela é autêntico ou é uma cifra que cria um hábito para a coisa real?
Os peregrinos despertaram o fascínio e comentários sinceros das pessoas, mas será que isso se traduz na observação de aves ou no envolvimento com a conservação?
Não sei.
Sabe-se que os falcões peregrinos estão aumentando o uso de edifícios urbanos como locais de nidificação em todo o mundo. Isto reflecte-se vagamente na destruição dos seus habitats no mato.
Mesmo assim, fico feliz em ver essas aves de rapina tão perto de casa. Por muito tempo eles governarão os céus acima de Melbourne.
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Ufac inaugura núcleo de apoio administrativo às coordenações de curso — Universidade Federal do Acre
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16 horas atrásem
14 de outubro de 2026A Universidade Federal do Acre (Ufac) inaugurou, na manhã desta terça-feira, 13, o Núcleo Integrado de Apoio às Coordenações (NIAC), instalado na Pró-Reitoria de Graduação (Prograd). A iniciativa tem como objetivo oferecer suporte administrativo aos cursos de graduação, neste momento com atendimento prioritário a oito coordenações que estão sem servidores técnico-administrativos. A proposta prevê também o desenvolvimento de outras ações de apoio às coordenações no âmbito do núcleo. A solenidade contou com a participação do reitor Josimar Ferreira, da vice-reitora Almecina Balbino, da pró-reitora de Graduação, Danila Torres, e da pró-reitora de Desenvolvimento e Gestão de Pessoas substituta, Juliana Queirós.
O reitor destacou a importância da iniciativa para o funcionamento dos cursos e reconheceu a colaboração dos servidores envolvidos. “Quero parabenizar toda a equipe da Prograd, reconhecer o voluntariado dos nossos secretários de curso e o apoio das coordenações”, afirmou Josimar. Segundo ele, o serviço dará suporte especialmente às coordenações que estão sem secretários, mas também poderá atender aos demais coordenadores de curso.
A criação do NIAC é uma iniciativa da Prograd e da Pró-Reitoria de Desenvolvimento e Gestão de Pessoas (Prodgep), que contou também com a participação inicial do Núcleo de Registro e Controle Acadêmico (Nurca). O espaço foi organizado nas instalações da Prograd para facilitar o acompanhamento das atividades e o apoio aos servidores.
Segundo a pró-reitora Danila Torres, a proposta surgiu da necessidade de atender coordenações que enfrentam dificuldades na execução das atividades administrativas. Algumas delas estão há mais de oito meses sem servidores técnicos, deixando os coordenadores responsáveis também pelas rotinas administrativas. “A gente vai tentar apoiar as coordenações naquilo que elas precisam”, explicou.
O núcleo funciona por meio de uma escala de revezamento de servidores técnico-administrativos de outras coordenações. Atualmente, sete profissionais participam voluntariamente da iniciativa, com autorização das chefias imediatas, dedicando dois dias por semana ao atendimento compartilhado, sem deixar suas atividades nas unidades de origem.
A meta é ampliar a equipe para dez servidores, permitindo a presença de dois profissionais no turno da manhã e dois à tarde. “O serviço deles é padrão, é comum, então não tem um técnico para uma coordenação. Todos trabalham em todas essas oito coordenações”, explicou Danila.
Entre as primeiras demandas do NIAC está o lançamento das ofertas de disciplinas do semestre letivo 2026.2 no sistema acadêmico, considerando o início das solicitações de matrícula pelos estudantes nesta quinta-feira, 15. A medida busca assegurar o andamento dos procedimentos acadêmicos nas coordenações que não dispõem de técnicos para executar essas atividades.
Além do atendimento inicial às oito coordenações, a proposta é ampliar gradualmente a atuação do núcleo para oferecer suporte às demais unidades acadêmicas, incluindo o auxílio a novos coordenadores nas rotinas administrativas dos cursos e o desenvolvimento de outras ações de apoio às coordenações.
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Alunas da Ufac criam biblioteca de grafismos do povo Huni Kuin — Universidade Federal do Acre
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5 dias atrásem
9 de outubro de 2026Alunas de graduação e mestrado do campus Floresta da Ufac criaram, em 2024, o projeto Biblioteca de Kene, que reúne tecelagem em algodão, pintura corporal, registros audiovisuais e uma plataforma digital acessível por celular. A iniciativa surgiu do trabalho de conclusão de curso de Txima Huni Kuin, em Licenciatura Indígena, e da pesquisa para a dissertação de Alexandra Deitos no programa de pós-graduação em Ensino de Humanidades e Linguagens.
Txima investigou a tecelagem como expressão dos conhecimentos, da arte e da espiritualidade de seu povo, sob orientação do professor Amilton Pelegrino de Mattos. Alexandra, artista visual e atualmente doutoranda, colaborou na construção do projeto por meio de uma pesquisa de autoria coletiva, desenvolvida com as mulheres da comunidade.
Desse encontro surgiu a proposta de criar um espaço onde os mais de 60 grafismos praticados pelas mulheres pudessem ser consultados, ensinados e aprendidos por jovens e mestras tecelãs. O projeto terá uma nova etapa entre 10 e 16 de outubro, com a realização da 2ª Oficina de Kene da Aldeia Arco-Íris, na terra indígena Seringal Independência, no município de Jordão (AC).
Aprendizagem no território
Durante os sete dias de oficina, mestras tecelãs e jovens aprendizes participarão de atividades de preparação de fios, cantos rituais, aplicação do Bawe e tecelagem de painéis com grafismos. Os processos serão documentados para compor o acervo da biblioteca na aldeia e seu site colaborativo, com gestão do conhecimento pelas próprias mulheres.
A proposta dialoga com a expressão “a universidade é na aldeia”, do professor e pesquisador Yube Huni Kuin, também acadêmico da Licenciatura Indígena da Ufac. A experiência reconhece o território e as práticas da comunidade como espaços de produção e transmissão de conhecimento.

A 2ª Oficina de Kene é realizada por Txima Huni Kuin, Alexandra Deitos e pela Aldeia Arco-Íris, com apoio do curso de Licenciatura Indígena, da Fundação de Cultura Elias Mansour, do governo do Acre, da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura, do Ministério da Cultura e do governo federal.
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Ufac sedia encontro regional sobre residência e preceptoria no SUS — Universidade Federal do Acre
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7 dias atrásem
8 de outubro de 2026A Ufac sediou o 2º Encontro Regional do Projeto de Desenvolvimento da Gestão de Programas de Residência e da Preceptoria no Sistema Único de Saúde (SUS). O evento ocorreu nesta quinta-feira, 8, no anfiteatro Garibaldi Brasil, campus-sede, e reuniu profissionais e representantes de instituições de saúde para a apresentação dos resultados de sete projetos de intervenção desenvolvidos ao longo de dois anos de formação.
A iniciativa é promovida pelo Hospital Sírio-Libanês, em parceria com o Ministério da Saúde, no âmbito do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do SUS, com participação da Ufac.
Para o reitor Josimar Ferreira, cerca de 80% das atividades dos residentes são realizadas nas unidades de saúde. Ele ressaltou o compromisso da gestão com a valorização dos profissionais que atuam na formação dos residentes. “Temos desenvolvido uma política para que os nossos preceptores possam participar dos nossos programas de pós-graduação, de forma a ter vagas garantidas para sua qualificação também.”
O encontro marcou a apresentação dos projetos de intervenção dos cursos de especialização em Gestão de Programas de Residência em Saúde e Educação na Saúde para Preceptores no SUS. Os trabalhos abordaram temas como formação e avaliação de preceptores, definição de perfis de competências, saúde mental dos residentes, reestruturação curricular e melhoria dos processos de trabalho nos serviços de saúde.
Segundo a coordenadora da Residência Multiprofissional Integrada em Saúde da Família e Comunidade da Ufac, Mariane Ribeiro, as iniciativas buscam qualificar tanto a formação dos residentes quanto as atividades desenvolvidas nos campos de prática. “Esses resultados que temos hoje proporcionam uma integração com o ensino, serviço e a comunidade, porque também têm um retorno para o usuário”, disse.
Para a representante do Hospital Sírio-Libanês e facilitadora de ensino e aprendizagem, Célia Márcia Birchler, a conclusão dos cursos representa uma etapa de um trabalho que deve continuar nas instituições de saúde. “Toda vez que fazemos um movimento de fortalecimento dos programas de residência, na realidade estamos falando de um processo de qualificação do SUS”, afirmou.
A presidente da Fundação Hospitalar Governador Flaviano Melo (Fundhacre), Sóron Angélica Steiner, disse que a formação estimula mudanças na organização do trabalho e no atendimento da população. “Essa força motriz que faz com que o serviço ande de acordo com a formação é o que faz com que o gestor seja provocado a melhorar o ambiente de trabalho, o fluxo de serviço.”
Também participaram da mesa de honra do encontro o presidente do Conselho Estadual de Saúde do Acre, Osvaldo de Souza Leal Júnior; e Pedro Henrique Macedo Leitão, representando o secretário municipal de Saúde de Rio Branco, Rennan Biths.
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