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Estruturas de clubes da Premier League apresentam riscos de lavagem de dinheiro, conclui estudo | Primeira Liga

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Paul MacInnes

As estruturas de propriedade dos clubes da Premier League podem permitir o branqueamento de capitais e outros crimes financeiros, concluiu uma investigação académica. Em um estudo publicado na revista Esporte na Sociedadecriminologistas da Universidade de Manchester analisaram as estruturas de propriedade de cada time da primeira divisão na temporada 2023-24.

Observaram uma prevalência de configurações complexas, com o Manchester United tendo 13 entidades jurídicas na sua cadeia de propriedade e a estrutura do Aston Villa apresentando empresas registadas em quatro territórios ultramarinos. Os pesquisadores disseram que não conseguiram identificar completamente os proprietários da maioria dos clubes.

“Doze dos 20 clubes têm pelo menos 10% das suas participações que – devido a disposições de sigilo – não podem ser formalmente rastreadas até aos seus proprietários beneficiários”, disse o Dr. Pete Duncan, um dos autores.

“Para muitos desses clubes – incluindo Primeira Liga gigantes Liverpool, Manchester City e Tottenham Hotspur – a totalidade das participações acionárias dos clubes não pode ser formalmente verificada. Não estamos a sugerir que os beneficiários efetivos declarados publicamente sejam, de facto, apenas pessoas de fachada que obscurecem a verdadeira propriedade efetiva destes clubes. Estamos simplesmente salientando que as condições das estruturas de propriedade destes clubes permitem essa possibilidade.”

A investigação analisou o funcionamento dos clubes de acordo com três critérios principais: a presença de estruturas de propriedade desnecessariamente complexas; entidades dentro da estrutura de propriedade localizadas em locais considerados “fornecedores de sigilo” (como paraísos fiscais offshore ou o estado americano de Delaware); e ausência de informações ou dados sobre todos os “beneficiários efetivos” (definidos como acionistas e investidores com pelo menos 10% de participação num clube).

Analisando estas três condições, os investigadores descobriram que as estruturas utilizadas pelos clubes normalmente “combinam múltiplas condições facilitadoras” para comportamentos “ilícitos”. Observam também que “é preocupante a utilização combinada de múltiplas jurisdições sigilosas e tipos de entidades opacas que, em última análise, resultam no obscurecimento da verdadeira propriedade beneficiária”.

As conclusões foram baseadas apenas em informações publicamente disponíveis e não consideram quaisquer alterações feitas nesta temporada. Os autores salientam que tais estruturas não são, em si mesmas, provas de irregularidades. “Nosso objetivo não é determinar se as finanças ilícitas estão de fato sendo canalizadas através da (Premier League)”, escrevem eles, “mas sim destacar as condições existentes que têm o poder de permitir o uso indevido da indústria do futebol para esse fim por atores motivados. ”.

Os autores defendem uma maior transparência e uma nova abordagem ao teste dos proprietários e dirigentes (ODT) realizado por aqueles que pretendem adquirir o “controlo” de um clube da Premier League ou um mínimo de 25% dos seus direitos de voto. O estudo convoca a proposta de regulador independente para o futebol inglês realizar um teste que acrescente “devida diligência aprimorada e verificações da origem dos fundos para proprietários atuais e potenciais”, enquanto “estruturas que fazem uso de múltiplas condições facilitadoras devem ser sinalizadas como de risco particularmente alto de uso indevido para a gestão de atividades ilícitas”. finanças”.

pular a promoção do boletim informativo

Na versão da Lei de Governação do Futebol que passa pelo parlamento, uma ODT revista teria de ser adoptada por qualquer pessoa que pretenda adquirir mais de 25% de um clube do futebol inglês ou exercer “influência ou controlo significativo” sobre as suas actividades. Como parte desse teste, espera-se que os indivíduos provem que são “financeiramente sólidos” e a fonte do seu financiamento.



Leia Mais: The Guardian

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Ufac entrega equipamentos para Laboratório de Sismologia — Universidade Federal do Acre

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Ufac entrega equipamentos para Laboratório de Sismologia-interna-2.jpg

A Ufac realizou a entrega de novos equipamentos para o Laboratório de Sismologia da Estação de Geofísica Aplicada do Acre. Os dispositivos provêm de emenda parlamentar no valor de R$ 750 mil, alocada pela deputada federal Socorro Neri (PP-AC), inseridos em um investimento global de R$ 900 mil destinados ao projeto de pesquisa da universidade. O evento ocorreu na sexta-feira, 29, no auditório do bloco do curso de Física. 

O aporte viabilizou a aquisição de um sistema de videoconferência e monitoramento —composto por TVs, câmeras e nobreaks— além de workstations com GPU e servidores dedicados de alta performance para o Núcleo de Tecnologia da Informação (NTI) da universidade.

A estrutura física e computacional dará suporte a uma rede de seis estações sismográficas de banda larga com telemetria, que funcionarão de forma contínua (24 horas por dia, sete dias por semana) nos municípios de Rio Branco (campus-sede), Sena Madureira, Tarauacá, Assis Brasil, Marechal Thaumaturgo e Santa Rosa do Purus.

Além de atuar no monitoramento da atividade tectônica regional para fins de proteção junto à Defesa Civil do Estado, o laboratório utilizará métodos de sísmica passiva para o mapeamento de falhas profundas com potencial de geração e migração de hidrogênio geológico. 

“Este é o primeiro laboratório de sismologia da região Norte. Isso é muito importante porque nossa região sofre influência da atividade na borda de duas placas tectônicas”, explicou a reitora Guida Aquino.

Socorro Neri enfatizou o compromisso com o avanço científico regional, ressaltando que os novos dispositivos tecnológicos contribuirão diretamente para o monitoramento preciso e seguro de abalos na Amazônia.

O coordenador do projeto e da área de Física, professor Antonio Romero da Costa Pinheiro, destacou o caráter integrador do projeto. “Unimos a pesquisa de ponta à extensão universitária através da confecção de sismômetros didáticos de baixo custo com sensores Arduino para escolas públicas da rede estadual e municipal.”

Ufac entrega equipamentos para Laboratório de Sismologia-interna.jpg

Também compuseram o dispositivo de honra da solenidade a vice-reitora eleita, Almecina Balbino; a pró-reitora de Pesquisa e Pós-Graduação, Margarida Carvalho; o diretor do CCBN, José Ribamar Lima; e o coordenador do curso de Física, Victor Ribeiro.

(Camila Barbosa, estagiária Ascom/Ufac)

 



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PZ realiza reunião para discutir prevenção de incêndios florestais — Universidade Federal do Acre

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PZ realiza reunião para discutir prevenção de incêndios florestais-interna.jpg

O Parque Zoobotânico (PZ) da Ufac sediou uma reunião estratégica para debater alternativas de prevenção, controle, monitoramento e combate a incêndios florestais nas áreas verdes do campus-sede, projeto Humaitá e Fazenda Experimental Catuaba. O encontro ocorreu na sexta-feira, 29, na sala ambiente do PZ.

A iniciativa foi motivada pela necessidade de ampliar a articulação institucional frente à aproximação do período de estiagem. Nessa época, a combinação de vegetação seca, acúmulo de folhas e galhos e baixa umidade eleva drasticamente a vulnerabilidade desses espaços. Além do viés ambiental, a pauta destacou a relevância acadêmica das áreas para atividades de ensino, pesquisa e extensão de diversos cursos da universidade.

Os participantes discutiram propostas para fortalecer o controle de acesso, a vigilância e o planejamento preventivo. O histórico de sinistros na instituição, como o incêndio de 2010 ocorrido nas proximidades da Unidade de Tecnologia de Alimentos (Utal), foi lembrado para reforçar a urgência de tratar o tema de forma permanente.

Além disso, foi apresentada uma contextualização institucional do PZ e sua relevância para a Ufac e a sociedade acreana. O professor Rodrigo Perea expôs a pesquisa desenvolvida em 2025 por seu orientando, Moisés Pereira, aluno do doutorado Bionorte da Ufac, sobre risco de incêndio em áreas florestadas do campus-sede.

As discussões foram enriquecidas pelas contribuições do professor Moisés Barbosa de Souza, do Centro de Ciências Biológicas e da Natureza (CCBN), reconhecido por seu conhecimento sobre as áreas florestadas da Ufac, apontando para a necessidade de uma construção coletiva que envolva orientação, resposta rápida e proteção da biodiversidade.

“Esperamos que a organização de alternativas de prevenção, monitoramento e combate ao risco de incêndios florestais nas áreas da Ufac avance significativamente em 2026”, disse o diretor substituto do PZ, Wanderson Gomes. “Diante da previsão de uma estiagem mais severa, é fundamental que a universidade esteja preparada para agir de forma planejada, integrada e preventiva.”

Também participaram da reunião representantes da Prefcam, do CCBN, do CFCH, dos cursos de Geografia e Medicina Veterinária, do doutorado Bionorte, além de servidores e colaboradores ligados à temática ambiental.

Próximos passos

Para dar materialidade às ações propostas, foram definidos os seguintes encaminhamentos práticos:

– 3 de junho às 8h: visita in loco à trilha interna do PZ (trajeto de aproximadamente 3 quilômetros) para mapear pontos críticos, gargalos de acesso e possibilidades de intervenção;

– 12 de junho às 8h30: nova reunião de trabalho com o objetivo de dar continuidade às discussões e avançar na consolidação de medidas integradas.

 



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Projeto da Ufac integra exposição sobre memória da covid-19 — Universidade Federal do Acre

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Ministro da Saúde Alexandre Padilha

O projeto de extensão Relatos de Maternidade, da Ufac, desenvolvido entre setembro e dezembro de 2020, compõe a exposição A Infinita Memória da Pandemia: A História da Covid-19, cuja cerimônia de inauguração ocorreu na terça-feira, 26, no shopping Conjunto Nacional, em Brasília, e que também passará por Fortaleza, Manaus, Porto Alegre e São Paulo.

O projeto foi desenvolvido pelas professoras Ana Letícia de Fiori, do curso de Ciências Sociais e do programa de pós-graduação em Artes Cênicas, e Camila Bylaardt Volker, à época do curso de Letras e atualmente servidora do Ministério das Mulheres. Elas e seis estudantes entrevistaram, por WhatsApp, mais de 50 mulheres e mães, coletando relatos sobre suas experiências de maternidade e vida.

O trabalho abordou, ainda, cuidados, trabalho, família, medos, esperanças e projetos afetados pela pandemia da covid-19 no Acre, originando um e-book (162 p.) lançado pela Editora da Ufac (Edufac) em 2025, disponível para leitura online e download gratuito. Além disso, passou a integrar o Memorial Digital da Pandemia de Covid-19, como coleção.

Nessa quarta-feira, 27, as professoras Ana Letícia e Camila participaram, tratando dos relatos de maternidades, de mesa-redonda com os organizadores dos projetos Fala, Parente (PET Indígena, Unifap), a qual contou com depoimentos de indígenas do Amapá, Pará e Guiana Francesa.

A exposição levará a capitais brasileiras parte das coleções do Memorial da Pandemia de Covid-19, sediado no Rio de Janeiro e desenvolvido pela Ministério da Saúde, Organização Pan-Americana de Saúde, Centro Latino-Americano e do Caribe de Informação em Ciências da Saúde e Centro de Humanidades Digitais da Unicamp.

 



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