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Estudante do AC que criou plataforma na web para ajudar pessoas carentes é selecionado para intercâmbio nos EUA

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O estudante de Rio Branco Jefferson Cauê do Nascimento, de 16 anos, foi selecionado para participar de um intercâmbio nos Estados Unidos (EUA) e representar o Acre no Programa Jovens Embaixadores 2023. Ele faz parte de uma delegação de 50 estudantes de todo Brasil selecionados para o intercâmbio de três semanas nos EUA.

O intercâmbio é promovido pelo Departamento de Estado Norte-americano, que é coordenado no Brasil pela embaixada e consulados dos Estados Unidos. Na capital do país, Washington, Jefferson e os demais estudantes participarão de uma programação voltada ao empreendedorismo social, liderança e cultura. Depois, seguirão a outros estados onde ficarão hospedados por famílias norte-americanas.

O Programa Jovens Embaixadores, que ocorre todos os anos desde 2002, seleciona estudantes do ensino médio que saibam se comunicar em inglês e que estejam engajados em algum projeto social que contribua com a sua comunidade.

Jefferson criou durante a pandemia, em junho de 2020, uma plataforma on-line que ensina jovens de baixa renda a estudar inglês. À Rede Amazônica Acre, o estudante contou mais sobre a criação da plataforma e a emoção de participar do projeto.

“Cumpri um legado que sempre quis, que é a área da educação. Sempre senti vontade de ensinar as pessoas, repassar meu conhecimento e apliquei esse legado na criação do projeto. Criei o projeto de ensino de línguas com a iniciativa de ensinar e propagar um novo idioma para pessoas que não podem arcar uma escola participar. Hoje trabalhamos on-line, temos uns 30 alunos, duas turmas de inglês e duas de espanhol”, explicou.

Além do Acre, foram selecionados para a viagem estudantes de 26 estados e do Distrito Federal. A edição atual, prevista para começar em janeiro de 2023 nos Estados Unidos, conta com uma programação extensa.

Jefferson do Nascimento vai com um grupo de 50 estudantes de todo Brasil para os Estados Unidos  — Foto: Reprodução/Rede Amazônica Acre

Jefferson do Nascimento vai com um grupo de 50 estudantes de todo Brasil para os Estados Unidos — Foto: Reprodução/Rede Amazônica Acre

Experiência

A experiência de atuar como jovem embaixador permite que os horizontes desses alunos se ampliem, ao mesmo tempo em que auxiliam no estreitamento dos laços de amizade, respeito e colaboração entre Brasil e Estados Unidos. Jefferson promete encarar essa experiência com muito compromisso.

“É gratificante poder representar meu estado, receber essa oportunidade e também é um grande compromisso também repassar [informações] sobre nosso cotidiano, como são nossas experiências e nosso modo de vida em si. Para muitos brasileiros o Acre não existe, existe essa expressão, infelizmente, e quero mudar isso”, contou.

E agora o processo é outro: o preparo das malas, da admissão de passaportes, do visto para os Estados Unidos e, claro, muita ansiedade para a primeira viagem internacional do estudante. Mas uma coisa o Jefferson já se garante: o inglês já está na ponta da língua.

“I’m so excited to live this experience. Wait for me, United States!”, disse. (Estou muito animado para viver essa experiência. Espere por mim, Estados Unidos!).

Estudante acreano criou uma plataforma on-line para ajudar quem não pode pagar um curso de inglês ou espanhol — Foto: Reprodução/Rede Amazônica Acre

Estudante acreano criou uma plataforma on-line para ajudar quem não pode pagar um curso de inglês ou espanhol — Foto: Reprodução/Rede Amazônica Acre

Jovens Embaixadores

O programa jovens embaixadores, promovido pela embaixada e consulados dos EUA no Brasil, é uma iniciativa que leva estudantes do ensino médio da rede pública do Brasil, de 15 a 18 anos, que fazem voluntariado e que falam inglês, para intercâmbio de curta duração nos EUA.

Desde lançamento do programa, em 2002, mais de 700 jovens de todo o país já participaram da iniciativa. Para o coordenador do projeto no Acre, Rodrigo Martins, o sentimento é dever cumprido em ver o trabalho desses jovens sendo reconhecido fora do país.

“Esse engajamento é muito importante, não apenas na vida de estudante, mas que possam levar para a vida toda. Muitos deles, inclusive, continuam com esse trabalho em parceria com a embaixada americana e em outros projetos, mas alavancando o conhecimento e estímulo aos estudos e aos empreendedorismo”, frisou.

No Acre, o Centro de Línguas (CEL) participa do projeto desde 2007. O coordenador da instituição, Charles Santi, disse que o centro tem um papel importante na formação de seus alunos e fazer parte da conquista desses jovens embaixadores, é motivo de muita alegria.

“O CEL é de fundamental importância na vida de muitos jovens porque oferecemos cursos aqui de inglês, espanhol, italiano, francês e libras de forma gratuita. Muitos estudantes de escolas públicas, que são nosso alvo, não têm condições de pagar um curso ou escola privada, então, o CEL vem para oferecer essas oportunidade por meio da Secretaria de Educação, do governo do estado, que entendem o quanto isso é importante”, destacou.

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Egressa de mestrado em CZS obtém prêmio de pós-graduação — Universidade Federal do Acre

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Mirian Soares de Amorim.jpeg

A engenheira agrônoma Mirian Soares de Amorim, aluna egressa do curso de Agronomia e do mestrado em Ciências Ambientais, do campus Floresta da Ufac, em Cruzeiro do Sul, obteve o 2º lugar na categoria Pós-Graduação do 5º Prêmio Margarida Alves de Estudos sobre Ruralidades e Feminismos, cujo resultado final foi divulgado em 17 de março. O evento foi promovido pelo Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar.

O estudo destaca a articulação entre a transição agroecológica e a igualdade de gênero, enfatizando o papel central das mulheres rurais, ribeirinhas e agricultoras na preservação da agrobiodiversidade e na soberania alimentar na Amazônia. No mestrado, sob orientação do professor Kleber Andolfato de Oliveira, Mirian também aprofundou investigações sobre o desenvolvimento sustentável e o papel das populações rurais no manejo dos ecossistemas amazônicos.



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Ufac consolida criação do curso de Farmácia com 50 vagas — Universidade Federal do Acre

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Curso de Farmácia-entrega de Menção Honrosa (2).jpg

O reitor da Ufac, Josimar Ferreira, reuniu-se com membros da comissão responsável pela proposta de criação do curso de Farmácia. O encontro ocorreu nesta segunda-feira, 31, na sala de reuniões da Reitoria, visando consolidar o Projeto Político-Pedagógico da nova graduação, além de homenagear, com a entrega, pela Federação Nacional dos Farmacêuticos (Fenafar), de Menção Honrosa ao reitor e a pessoas cujo empenho culminou na abertura do curso.

A iniciativa faz parte do programa Universidades Transformadoras, pactuada com o Ministério da Educação (MEC). O curso prevê a oferta de 50 vagas para estudantes e liberação de 11 códigos de vagas para professores. A aula inaugural e início das atividades acadêmicas estão previstos entre 2028 e 2029.

“Esse é um curso que se assenta fortemente na demanda de conhecer os bioativos da floresta amazônica e transformar esse conhecimento em riqueza, patentes, inovação e qualidade de vida para a sociedade”, disse Josimar Ferreira. Além disso, ele ressaltou a necessidade de conectar o novo curso às estruturas já consolidadas da Ufac, otimizando disciplinas e espaços curriculares em conjunto com as áreas de saúde e química.

A presidente da comissão de criação do curso, Andréia Andrade, lembrou que o projeto começou em 2011. “Hoje nos reunimos com a perspectiva de viabilizar a abertura do curso diante do que já temos na instituição. Nosso objetivo é ofertar uma formação generalista, com investimento otimizado na estrutura existente e com forte inserção na pesquisa e extensão, aproveitando a nossa biodiversidade e criando caminho para futuros programas de pós-graduação.”

Também participaram da reunião representantes externos da categoria profissional, como a ex-conselheira federal, membro da comissão e diretora de Relações Institucionais da Fenafar, Isabela de Oliveira Sobrinho. “Acompanhei a busca por esse projeto pedagógico desde o início e ver essa etapa final é um avanço enorme”, pontuou. “É um trabalho a muitas mãos para trazer o melhor para a Ufac. Trata-se de um curso de grande magnitude, focado em tecnologias de medicamentos e em pesquisas com nossas plantas nativas para gerar qualidade de vida à população.”

(Fhagner Soares, estagiário Ascom/Ufac)



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Seminário na Ufac debate formação em enfermagem obstétrica — Universidade Federal do Acre

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Seminário enfermagem obstétrica (2).jpg

A Ufac sediou o seminário Desafios Atuais na Formação para a Prática da Enfermagem Obstétrica, que ocorreu nesta sexta-feira, 28, na sala dos Colegiados, campus-sede. O encontro reuniu professores, pesquisadores, gestores e profissionais de saúde para debater a reestruturação do modelo de assistência ao parto e ao nascimento, o fortalecimento do Sistema Único de Saúde (SUS) e a interiorização da qualificação profissional no Estado.

O evento integra um projeto nacional, composto por uma rede de 40 instituições de ensino superior articuladas para formar mais de 700 enfermeiras obstétricas pelo país, com foco prioritário nas regiões do interior. No Acre, o programa abrange turmas de especialização e residência voltadas para profissionais atuantes nas regionais do Alto Acre, Alto Purus, Baixo Acre, Tarauacá-Envira e Juruá.

“A Ufac cumpre o seu papel social ao ampliar a formação e capacitar profissionais que atuam em um momento tão ímpar quanto o nascimento de uma criança”, disse o reitor Josimar Ferreira. “Contamos com alunos de todas as regionais. Isso gera um efeito multiplicador: o profissional capacitado coordena equipes locais e eleva diretamente a qualidade do atendimento prestado à população pelo SUS.”

A coordenadora das formações no Estado e professora da Ufac, Sheley Borges, destacou a necessidade de repensar a prática profissional para garantir um cuidado humanizado e seguro. “A intencionalidade da nossa formação é reduzir a mortalidade materna e neonatal e alcançar as mulheres em uma dimensão em que sejam respeitadas. Queremos garantir que as escolhas não ocorram por medo, como optar por uma cesariana sem compreender que é uma cirurgia de grande porte.”

A coordenadora nacional do curso de especialização em Enfermagem Obstétrica da Rede Alyne, vinculada à Universidade Federal de Minas Gerais, Kleyde Ventura, ressaltou a relevância estratégica da parceria com a Ufac. “No Acre, vivemos uma condição muito especial, pois, com exceção de uma aluna, todas as especializadas são do interior. Estamos interiorizando e descentralizando os modos de formar, abordando o trabalho multiprofissional e a articulação de redes para garantir assistência de qualidade e direitos assegurados.”

Também participaram do seminário o promotor de Justiça do MP-AC, Gláucio Oshiro; o coordenador do curso de Enfermagem da Ufac, João Francalino; e o epidemiologista Serafim Salgado, coordenador das metodologias aplicadas no programa de formação.

(Fhagner Soares, estagiário Ascom/Ufac)



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