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Estudantes da rede estadual participam da Febrace com projeto inovador sobre prevenção de acidentes domésticos

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Clícia Araújo

Os estudantes Emanuel Branco de Araújo, Pietro Bastos Souza e Inara Moraes de Moura, da Escola Raimundo Hermínio de Melo, em Rio Branco, representam o Acre na Feira Brasileira de Ciências e Engenharia (Febrace) com o projeto “Uso do sensor de gás na prevenção de acidentes domésticos”. O projeto foi um dos destaques na Mostra Viver Ciência 2024.

Com apoio do Núcleo de Automação e Robótica, estudantes expõem na USP um projeto que pode atrair investidores para produção em larga escala. Foto: Mardilson Gomes/SEE

O trabalho foi desenvolvido em parceria com o Núcleo de Automação e Robótica da Secretaria de Estado de Educação e Cultura (SEE), sob a orientação das professoras Janai Pereira e Deuzenir Neri.

A equipe apresenta o projeto nesta terça-feira, 25, na Universidade de São Paulo (USP), onde será avaliado por empresas que podem se tornar potenciais investidoras. Caso seja selecionado, o projeto poderá ser exposto na feira. Os alunos serão avaliados quanto à desenvoltura e ao domínio do conteúdo.

“Estamos contentes e empolgados, pois nossos alunos estão representando a escola e também o estado na Febrace, sendo esta a primeira vez que uma escola de Ensino Fundamental II é classificada para participar da feira em São Paulo. A participação em um evento como esse desenvolve nos alunos habilidades relacionadas ao pensamento crítico, à análise de problemas e à busca por soluções criativas e inovadoras. Além disso, o projeto pode despertar o interesse de empresas para sua produção e comercialização em todo o país”, destacou Alissandra Maria de Araújo, gestora da escola.

Emanuel Branco, Pietro Bastos e Inara Moura apresentam o projeto sobre prevenção de acidentes domésticos na maior feira de ciências do Brasil. Foto: cedida

O Núcleo de Automação e Robótica forneceu suporte no desenvolvimento do projeto e do protótipo, permitindo que os estudantes aplicassem conhecimentos de ciências e robótica.

“O nosso projeto é para ter continuidade. Construímos o protótipo em parceria com o Núcleo de Robótica, mas queremos levá-lo para a fase de testes em residências, que é sobre o uso do sensor de gás. E, para isso, precisamos de recursos”, explicou Janai.

Nesta edição, a Febrace recebeu cerca de 2.700 inscrições, das quais 276 projetos foram selecionados como finalistas, incluindo o da equipe acreana. Além da apresentação presencial, os trabalhos também serão exibidos na Mostra Virtual da Febrace.

Protótipo desenvolvido pelos alunos da Escola Raimundo Hermínio de Melo utiliza sensor de gás para evitar acidentes em residências. Foto: Mardilson Gomes/SEE

A 23ª edição da Febrace teve início na segunda-feira, 24, no campus Butantã da USP e segue até a sexta-feira, 28, reunindo projetos de todo o país e premiando as iniciativas de maior destaque em diversas áreas do conhecimento.

Considerada a maior feira de ciências do Brasil, a Febrace reúne anualmente estudantes de escolas públicas e privadas para apresentar projetos científicos e tecnológicos inovadores.

A programação completa do evento pode ser acompanhada até o dia 28 de março, na plataforma virtual: virtual.febrace.org.br.

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PZ e Corpo de Bombeiros fazem curso de combate a incêndio florestal — Universidade Federal do Acre

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O Parque Zoobotânico (PZ), da Ufac, e o Corpo de Bombeiros Militar do Acre (CBM-AC) realizaram o curso Brigada de Incêndio Florestal, ministrado pelo Sargento Filipe Lima. A capacitação ocorreu na quinta-feira, 10, e sexta-feira, 11, no PZ, campus-sede, reunindo 35 participantes de setores da universidade, dos cursos de Engenharia Florestal, Biologia e Geografia, do doutorado da Rede Bionorte e da comunidade externa, que receberão certificado emitido pelo CBM-AC.

O primeiro dia foi de aulas teóricas sobre conceitos fundamentais, como triângulo do fogo, diferentes tipos de incêndio e técnicas de prevenção. No segundo dia ocorreram atividades práticas, com manuseio e manutenção de equipamentos de combate a incêndio, além de exercícios de campo simulando situações reais de combate e prevenção a incêndios florestais.

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O diretor do PZ, Harley Araújo da Silva, destacou que a iniciativa tem relação direta com os mais de 188 hectares de área florestal do campus-sede, tendo o PZ como o maior fragmento de floresta preservada. “Formar brigadistas preparados para atuar na prevenção e no combate a incêndios florestais é parte essencial do cuidado com esse patrimônio ambiental, tanto para a universidade quanto para as comunidades do entorno.”



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V Simpósio de Ciências Ambientais da Amazônia Sul Ocidental e o II Simpósio de Ciências Agrárias do Vale do Juruá

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Livro reúne pesquisas da Ufac sobre teatro e saberes da floresta — Universidade Federal do Acre

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O professor, pesquisador e artista Flavio da Conceição, da Ufac, organizou o livro “Teatro do Oprimido e as Pedagogias das Florestas” (Mundo Contemporâneo; Edufac, 452 p.), que foi lançado na sexta-feira, 11, durante a 28ª Bienal Internacional do Livro de São Paulo.

A obra é resultado de cerca de dez anos de pesquisas desenvolvidas na universidade, reunindo experiências que relacionam a metodologia teatral aos conhecimentos tradicionais da Amazônia. “Apresentamos o Acre como produtor de conhecimento e como semente de um pensamento que pode inspirar outros professores e artistas no resto do Brasil e do mundo”, afirmou Flavio.

As pesquisas que deram origem ao livro começaram após a chegada do professor ao Acre e à Ufac, em 2017. O contato com experiências amazônicas, estudantes filhos de seringueiros e indígenas e conhecimentos tradicionais da floresta levou o pesquisador a rever sua prática com o método Teatro do Oprimido, idealizado por Augusto Boal. A partir dessas vivências, os projetos passaram a investigar como a metodologia poderia ser afetada por esses saberes.

Os estudos teóricos e práticos foram desenvolvidos pelo programa de pesquisa e extensão Gesto da Floresta, criado e coordenado por Flavio através de projetos de iniciação científica e extensão. As atividades envolveram comunidades periféricas de Rio Branco, como Calafate e Cidade do Povo, parcerias com comunidades tradicionais hunikuin e shanenawa e experiências relacionadas ao santo-daime, à Barquinha e à ayahuasca.

Estudantes de graduação e pós-graduação participaram dos projetos e das pesquisas e alguns assinam artigos na publicação. O trabalho também contou com a contribuição de parceiros de outras cidades, países e territórios. Para o organizador, os alunos são coautores das experiências que contribuíram para a construção da proposta das pedagogias das florestas.

Antes da programação em São Paulo, o livro foi apresentado em 3 de setembro, no Rio de Janeiro, durante a 12ª Jornada Internacional de Teatro do Oprimido e Universidade. As atividades integram o projeto Gesto Semeando Cidadania, que conta com apoio do Pulitzer Center.



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