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Estudo analisa antiparasitário em casos graves de Chagas – 17/01/2025 – Equilíbrio e Saúde

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Andreza de Oliveira

Um estudo divulgado em janeiro deste ano na eClinical Medicine, da revista científica Lancet, mostra que o uso de antiparasitários podem ajudar pacientes em casos graves de doença de Chagas.

Descoberta há mais de 100 anos, a doença é predominante em regiões onde há a presença do barbeiro, o inseto transmissor, como em países da América Latina. No Brasil, estima-se que a cada 100 pessoas, uma tenha Chagas.

As contaminações costumam ocorrer quando a pessoa ainda é criança e vive em situação de vulnerabilidade social, em locais com fácil proliferação do inseto. Outra forma de transmissão da doença é durante a fase gestacional, mas as taxas de contaminação, nesses casos, são mais baixa.

Após a contaminação pelo vírus —transmitido pelas fezes do inseto após picada—, a pessoa pode passar pela fase aguda (que pode ser assintomática ou gerar febre, dor de cabeça, fraqueza e inchaço nas pernas) e, caso não receba tratamento oportuno, pode desenvolver a fase crônica da doença. Nessa fase, os sintomas podem demorar anos para aparecer.

“A pessoa permanece anos com a doença e, quando algum sintoma aparece, costuma ser uma febre ou aumento dos gânglios, baço, fígado”, diz Anis Rassi, médico cardiologista e principal autor do estudo.

Para os pacientes que chegam na fase aguda, que costuma durar de dois a quatro meses, existe um tratamento recomendado: os antiparasitários benzonidazol ou nifurtimox.

Já para os pacientes que evoluem para a fase crônica, momento em que pode desenvolver problemas cardíacos e digestivos, o tratamento com antiparasitário nem sempre era recomendado. No entanto, a meta-análise de Rassi avaliou outras 23 pesquisas já publicadas e concluiu que o medicamento também pode ser eficaz na forma mais grave da doença.

“Combinando os estudos, chegaram a conclusão de que os antiparasitários utilizados na fase crônica podem ajudar na prevenção do aparecimento de cardiopatia [doenças que afetam o coração e o sistema vascular]”, diz Rassi.

Conforme o estudo, o tratamento com o remédio por um prazo de 30 a 60 dias pode reduzir significativamente o risco de progressão da doença cardíaca, assim como a mortalidade de crianças e adultos afetados por Chagas crônica. A pesquisa ainda demonstrou redução da mortalidade cardiovascular.

O uso na fase crônica sempre foi muito debatido na comunidade médica. Especialista da SBC (Sociedade Brasileira de Cardiologia), Germano Emílio Souza diz que, para a comunidade, apesar do tratamento se justificar na fase aguda, na fase crônica o debate sempre foi maior.

“Tem cientista brasileiro que defende, outros são críticos a essa abordagem e destacam que não é um tratamento isento de riscos de forma habitual”, diz.

Os medicamentos benzonidazol e o nifurtimox existem desde os anos 70 e, segundo Rassi, sempre foi muito difícil provar que funcionavam também na fase crônica. Dentre os efeitos colaterais, estão principalmente alergia e polineuropatia —doença que afeta os nervos periféricos.

“Na fase crônica a sorologia pode demorar de 20 a 30 anos para negativar, então era entendido que ele não funcionava nesse momento do tratamento. Acreditava-se que poderiam matar o paciente por conta dos efeitos colaterais“, diz Rassi.

É importante ressaltar que ele só pode ser receitado uma vez. Em uma tentativa de segundo tratamento com o mesmo medicamento, não funciona, afirma Rassi.

Após o tratamento, na fase crônica, a sorologia do paciente pode negativar em 40% dos casos, enquanto na fase anterior, a aguda, pode chegar a 100%.

Por se tratar de uma doença socialmente determinada, os especialistas entendem que existe uma dificuldade no investimento em pesquisas sobre Chagas, o que impacta também no diagnóstico dos pacientes. “A falta de interesse dificulta o entendimento dos medicamentos que funcionam para a doença”, completa Souza.

O diagnóstico costuma acontecer entre os 30 e 50 anos do paciente, momento em que costumam apresentar sinais de cardiopatia.

Hoje, a principal forma de se proteger contra casos graves de Chagas é evitando o contágio pelo vírus. Isso acontece com a pulverização de inseticida e melhoria das condições habitacionais em regiões com presença de barbeiro.



Leia Mais: Folha

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SAE-CZS — Universidade Federal do Acre

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SAE-CZS — Universidade Federal do Acre

A Diretoria Geral do Campus Floresta (DG-Camp), por meio do Setor de Assistência Estudantil (SAE-CZS), comunica a suspensão do Restaurante Universitário nesta segunda-feira, 28, para o Campus Floresta, em decorrência do ponto facultativo decretado pela Reitoria por meio da Portaria n.º 3.914, de 24/09/2026, em virtude da celebração do Aniversário do município de Cruzeiro do Sul (AC).
Contamos com a compreensão de toda a comunidade acadêmica.

 



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Gestão da Ufac realiza visita ao laboratório Charles Mérieux — Universidade Federal do Acre

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2026.09.24 Visita ao laboratório Charles Mérieux (2).jpg

A Ufac realizou uma visita institucional ao Centro de Infectologia Charles Mérieux (CICM). A agenda reuniu a gestão superior da universidade, pesquisadores da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e representantes do centro para alinhar propostas de cooperação que permitam o desenvolvimento de pesquisas avançadas e projetos de inovação em saúde pública nas instalações do laboratório. O encontro ocorreu nessa quinta-feira, 24.

O coordenador de Gestão e Infraestrutura do CICM, George Dobré, apresentou as propostas operacionais para viabilizar o uso da infraestrutura laboratorial por equipes de pesquisadores e estudantes da Ufac. A iniciativa visa unificar o potencial de pesquisa acadêmica da universidade com a capacidade tecnológica e de vigilância do centro.

A reunião contou com a presença do reitor Josimar Ferreira; do pró-reitor de Pesquisa e Pós-Graduação, Dionatas Meneguetti; do diretor de Pesquisa da Ufac, Thiago Augusto da Cunha; do diretor-geral da Fiocruz-RO, Jansen Medeiros; e dos pesquisadores da Fiocruz, Gabriel Melim e Deusilene Vieira, que também atua como coordenadora de Pesquisa, Vigilância e Educação do CICM.

(Camila Barbosa, estagiária Ascom/Ufac)



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Membros da Academia Acreana de Letras visitam a Ufac — Universidade Federal do Acre

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2026.09.25 Visita da Academia Acreana de Letras (2).JPG

O reitor da Ufac, Josimar Ferreira, recebeu membros da Academia Acreana de Letras (AAL), que vieram parabenizá-lo pelo mandato e iniciar as tratativas para fortalecimento da parceria institucional, com incentivo à cultura, à literatura e à extensão acadêmica no Estado. A visita de cortesia ocorreu nesta sexta-feira, 25, na sala de reuniões da Reitoria, campus-sede.

As instituições definiram como encaminhamento a elaboração de um termo de cooperação técnica para aproximar as ações da AAL dos cursos de graduação e das pró-reitorias, com destaque para a Pró-Reitoria de Extensão e Cultura. A parceria busca integrar a universidade aos projetos culturais da academia, além de apoiar a realização de um grande evento comemorativo ao aniversário da AAL, previsto para este ano, entre 29 de outubro e 17 de novembro.

“Recebo a Academia Acreana de Letras com muita gratidão. Vamos aproximá-la dos nossos processos formativos e das nossas ações de extensão”, disse o reitor Josimar Ferreira. “A universidade já planeja lançar um edital na área de cultura por meio da Agência de Inovação e a academia terá um papel central nesse contexto.”

O presidente da AAL, José Dourado de Souza, ressaltou a relevância da aproximação com a Ufac. “Ficamos muito felizes em prestar essa homenagem ao reitor Josimar, uma pessoa de muita experiência e aberta ao diálogo. A academia busca esse apoio institucional e de materiais para continuar promovendo eventos culturais e ações nas escolas.”

(Fhagner Soares, estagiário Ascom/Ufac)



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