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estudo – DW – 08/11/2024
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A Europa aumentou os seus gastos com a defesa na sequência da crise em grande escala Invasão russa da Ucrâniamas sem o número de soldados à sua disposição, disse um think tank com sede no Reino Unido na sexta-feira.
Nos últimos anos, os países europeus também têm comprado mais armamento aos produtores locais. Os membros da NATO do continente utilizaram mais de metade dos seus gastos em sistemas europeus desde Fevereiro de 2022. Isto contra 34% gastos em sistemas dos EUA.
As conclusões do Instituto Internacional de Estudos de Segurança (IISS) vêm como O regresso de Donald Trump à Casa Branca levantou receios de que pudesse perturbar a segurança europeia, cortar o financiamento para a Ucrânia e encetar conversações com o presidente russo Vladímir Putin em detrimento de Kyiv.
O IISS publicou o seu último relatório no momento em que acolhe a Cimeira de Defesa de Praga, na qual políticos, oficiais do exército e outros especialistas discutem formas de aumentar a segurança europeia.
Ben Hodges alerta para o impacto de Trump na estabilidade europeia
‘Décadas de negligência’, conclui estudo
“Os gastos com defesa dos membros europeus da OTAN em 2024 são quase 50% superiores aos de 2014, quando a Rússia anexou a Crimeia”, afirma o relatório.
“OTAN não só aumentou significativamente as suas ambições em relação à sua dissuasão e postura de combate, mas os membros europeus procuraram resolver deficiências críticas de capacidade e prontidão.”
O relatório fez um alerta severo, sugerindo que a falta de fundos levou a uma escassez de pessoal para a defesa europeia.
“No entanto, não é de surpreender que, após décadas de negligência e subinvestimento, ainda haja muito a ser feito e o progresso tenha sido misto.”
Como reagiram a Alemanha e a Europa à vitória de Trump?
“As principais forças armadas europeias continuam fracas… muitas continuam a perder tropas, ao mesmo tempo que não incentivam suficientemente a geração mais jovem a voluntariar-se”, afirmou.
A necessidade da Europa de potências militares menos dependentes da força dos EUA foi sublinhada por Líderes europeus que se reuniram para uma cimeira em Budapeste esta semana com de Trump presidência iminente.
“Não devemos delegar para sempre a nossa segurança à América”, disse o presidente francês, Emmanuel Macron, na reunião na capital húngara.
As forças armadas europeias “continuam a confiar nos Estados Unidos em graus variados em todos os domínios militares”, de acordo com o relatório do IISS.
O arsenal da Europa foi “severamente esgotado como resultado de decisões políticas após o fim da Guerra Fria e das décadas seguintes. No processo, a indústria de defesa na Europa também se contraiu”, afirma o estudo.
Líderes europeus avaliam impacto da presidência de Trump
A produção de munição Rheinmetall aumentou dez vezes
Mas a produção em alguns setores, incluindo a defesa aérea e a artilharia, aumentou desde 2022, à medida que os fabricantes de armas respondem ao que a Ucrânia precisa para afastar o seu vizinho.
O fabricante de armas alemão Rheinmetall viu a sua taxa global de produção anual de munições de 155 mm aumentar “dez vezes, para 700.000” nos últimos dois anos e meio.
js/sms (AP, AFP)
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Ufac celebra trajetória de dez anos do Laboratório de Discriminação Racial — Universidade Federal do Acre
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15 de maio de 2026O Núcleo de Estudos Afro-Brasileiros e Indígenas (Neabi) da Ufac realizou, nesta quarta-feira, 13, no auditório do Centro de Filosofia e Ciências Humanas (Cfch), um evento em comemoração aos 10 anos do Laboratório de Pesquisa Observatório de Discriminação Racial (LabODR). A programação reuniu a comunidade acadêmica, pesquisadores, egressos, bolsistas e integrantes do movimento social negro para celebrar a trajetória do laboratório e os resultados alcançados por meio das pesquisas desenvolvidas ao longo da última década.
Vinculado à área de História, mas formado por profissionais de diferentes áreas do conhecimento, o LabODR/Ufac foi criado em 2016 a partir de uma articulação entre a Ufac e o movimento negro acreano, especialmente o Fórum Permanente de Educação Étnico-Racial do Estado do Acre. Inicialmente estruturado como projeto institucional de pesquisa, o laboratório contou com apoio da Pró-Reitoria de Assuntos Estudantis (Proaes) e, em 2018, foi inserido na plataforma Lab e certificado pela Pró-Reitoria de Pesquisa e Pós-Graduação (Propeg).
O laboratório atua na pesquisa e na formação de pesquisadores com foco na promoção da igualdade racial, desenvolvendo estudos voltados tanto à denúncia de práticas racistas quanto à construção de reflexões e práticas antirracistas, principalmente nos espaços educacionais. Atualmente, o LODR/Ufac abriga projetos institucionais como “Práticas Pedagógicas em Educação das Relações Étnico-Raciais em Escolas do Estado do Acre”, desenvolvido desde 2018, e “Pérolas Negras”, iniciado em 2020.
Durante o evento, convidados e bolsistas compartilharam experiências acadêmicas e profissionais construídas a partir das atividades desenvolvidas pelo laboratório, destacando a importância do observatório em suas formações pessoais e profissionais. A programação também apresentou pesquisas realizadas ao longo desses dez anos de atuação e ressaltou a contribuição do laboratório para o fortalecimento das discussões sobre igualdade racial dentro da universidade e na sociedade acreana.
Compuseram o dispositivo de honra o vice-reitor, Josimar Ferreira; o pró-reitor de Extensão e Cultura, Carlos Paula de Moraes; a pró-reitora de Pesquisa e Pós-Graduação da Ufac, Margarida Lima; a vice-diretora do Cfch, Lucilene Ferreira de Almeida; e a representante do Neabi, Flávia Rocha.
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Ufac participa de mostra científica na Reserva Extrativista Cazumbá-Iracema, em Sena Madureira — Universidade Federal do Acre
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15 de maio de 2026A Universidade Federal do Acre (Ufac) participou, no dia 1º de maio, da Mostra Científica “Conectando Saberes: da integração à inclusão na Amazônia”, realizada na Reserva Extrativista Cazumbá-Iracema, em Sena Madureira. A ação reuniu instituições de ensino, pesquisa, escolas rurais e moradores da reserva em atividades de divulgação científica e integração comunitária.
Financiada pelo CNPq, a iniciativa contou com a participação da Ufac, Ifac, ICMBio e de escolas da região. Aproximadamente 250 pessoas participaram da programação, entre estudantes, professores e moradores das comunidades da reserva.
Durante o evento, estudantes da graduação e pós-graduação da Ufac e do Ifac apresentaram pesquisas e atividades educativas nas áreas de saúde, Astronomia, Física, Matemática, Robótica e educação científica. A programação incluiu oficinas de foguetes, observação do céu com telescópios, sessões de planetário, jogos educativos e atividades com microscópios.
O professor Francisco Glauco, do Centro de Ciências Biológicas e da Natureza (CCBN) da Ufac, destacou a importância da participação acadêmica em ações junto às comunidades tradicionais.
“A universidade tem um papel fundamental para a formação científica e cidadã dos estudantes. A troca de conhecimentos com comunidades de difícil acesso fortalece essa formação”, afirmou.
A professora Valdenice Barbosa, da Escola Iracema, ressaltou o impacto da iniciativa para os alunos da reserva.
“Foi um dia histórico de muito aprendizado. Muitos estudantes tiveram contato pela primeira vez com experimentos e equipamentos científicos”, disse.
Além das atividades científicas, a programação contou com apresentações culturais realizadas pelos estudantes da reserva, fortalecendo a integração entre ciência, educação e saberes amazônicos.
A participação da Ufac reforça o compromisso da universidade com a extensão, a popularização da ciência e a aproximação entre universidade e comunidades tradicionais da Amazônia.
Fhagner Soares – Estagiário
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UFAC participa de pesquisa sobre zoonose associada à caça de subsistência na Amazônia — Universidade Federal do Acre
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15 de maio de 2026Um estudo publicado na revista Acta Amazonica identificou a presença do parasita Echinococcus vogeli em pacas (Cuniculus paca) abatidas e consumidas por comunidades tradicionais da Amazônia Ocidental. O agente é responsável pela equinococose policística humana, zoonose considerada emergente na região.
A pesquisa foi desenvolvida entre 2022 e 2023 nos municípios de Sena Madureira e Rio Branco, no Acre, sob coordenação do professor Francisco Glauco de Araújo Santos, do Centro de Ciências Biológicas e da Natureza (CCBN), integrando a dissertação de mestrado de Liliane de Souza Anadão, do Programa de Pós-Graduação em Sanidade e Produção Animal Sustentável na Amazônia (PPGSPASA).
O estudo entrevistou 78 famílias e analisou 23 fígados de pacas abatidas para consumo. Em 48% das amostras foram identificados cistos hidáticos causados pelo parasita. A pesquisa também apontou que a maioria dos cães das comunidades participa das caçadas e consome vísceras cruas dos animais.
Segundo os pesquisadores, o principal risco de transmissão ocorre quando cães infectados eliminam ovos do parasita no ambiente, contaminando solo, água e alimentos.
“O principal risco está associado ao descarte inadequado das vísceras e ao contato com ambientes contaminados pelas fezes de cães infectados”, destacou o professor Francisco Glauco.
O estudo reforça a necessidade de ações de vigilância e educação em saúde nas comunidades rurais, principalmente relacionadas ao manejo de cães e ao descarte adequado das vísceras dos animais abatidos.
Para o pesquisador Leandro Siqueira, doutor em Medicina Tropical pela Fiocruz e coautor do estudo, a pesquisa amplia o conhecimento sobre a transmissão da doença na Amazônia e pode contribuir para futuras ações de prevenção e diagnóstico na região.
Fhagner Soares – Estagiário
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