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EUA atingem recorde de vendas de armas em 2024 impulsionados pela demanda da Ucrânia | Notícias militares
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O crescimento das exportações de armas dos EUA foi impulsionado por países que procuravam reabastecer os stocks de armas que foram doados à Ucrânia.
A venda de equipamento militar dos Estados Unidos a governos estrangeiros em 2024 aumentou 29 por cento, para um recorde de 318,7 mil milhões de dólares, disse o Departamento de Estado dos EUA, um número que inclui a venda de caças a jacto no valor de 18,8 mil milhões de dólares a Israel, apesar de o país enfrentar acusações de genocídio em Gaza. .
Os números das vendas de armas nos EUA no último ano do governo Biden foram divulgados na sexta-feira, em meio ao aumento da instabilidade global e das tensões regionais.
As vendas militares diretas por empresas dos EUA aumentaram para 200,8 mil milhões de dólares no ano fiscal de 2024, contra 157,5 mil milhões de dólares em 2023, enquanto as vendas organizadas através do governo dos EUA aumentaram para 117,9 mil milhões de dólares em 2024, contra 80,9 mil milhões de dólares no ano anterior.
O Departamento de Estado afirmou num comunicado que as vendas e transferências de armas são vistas como “ferramentas importantes da política externa dos EUA, com potenciais implicações a longo prazo para a segurança regional e global”.
As vendas aprovadas em 2024 incluíram, entre outras, US$ 23 bilhões em jatos F-16 e atualizações de aeronaves para as forças armadas de Turkiye, US$ 18,8 bilhões em caças F-15 para Israel e US$ 2,5 bilhões em vendas de tanques M1A2 Abrams para a Romênia.
O Departamento de Estado disse que os EUA adoptam uma “abordagem holística” à venda de armas e “pesam factores políticos, sociais, de direitos humanos e de protecção civil” entre muitos factores – incluindo económicos e militares – ao determinar “o fornecimento apropriado de equipamento militar” aos aliados e parceiros.
No entanto, a organização de jornalismo investigativo dos EUA, ProPublica, informou que o secretário de Estado dos EUA, Antony Blinken, ignorou avisos explícitos sobre as violações dos direitos humanos de Israel em meio à guerra em Gaza e continuou a aprovar transferências de armas para o país. em violação da lei dos EUA.
Mais de 47.200 palestinos foram mortos pelos militares israelenses em Gaza, e imagens registram a devastação como cidades inteiras dentro do enclave foram transformados em escombros com bombas, mísseis, aviões de guerra e outro armamento fornecido pelos EUA.
Grupos de direitos humanos, especialistas da ONU e até antigos funcionários do governo dos EUA acusaram a administração Biden de financiar conscientemente o alegado genocídio de Israel em Gaza.
Em novembro de 2024, a Human Rights Watch divulgou um relatório detalhado descrevendo como Israel se envolveu em um esforço deliberado impedir permanentemente o regresso dos palestinianos a grandes partes de Gaza.
Os empreiteiros de defesa dos EUA estão a esforçar-se para satisfazer o aumento da procura de armas que cresceu rapidamente como resultado da invasão da Ucrânia pela Rússia.
Os ministérios da defesa em todo o mundo têm feito fila para apresentar ordens para aumentar os seus inventários com armas dos EUA, enquanto os EUA procuram reabastecer os seus próprios arsenais depois de armas e munições terem sido enviadas para Kiev em apoio à sua guerra com a Rússia.
Um aumento também é esperado este ano, já que os pedidos aprovados em 2024 muitas vezes vão para a carteira de pedidos dos fabricantes de armas dos EUA, que planejam um aumento na demanda por cartuchos de artilharia, interceptadores de mísseis Patriot e veículos blindados.
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Ufac celebra trajetória de dez anos do Laboratório de Discriminação Racial — Universidade Federal do Acre
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15 de maio de 2026O Núcleo de Estudos Afro-Brasileiros e Indígenas (Neabi) da Ufac realizou, nesta quarta-feira, 13, no auditório do Centro de Filosofia e Ciências Humanas (Cfch), um evento em comemoração aos 10 anos do Laboratório de Pesquisa Observatório de Discriminação Racial (LabODR). A programação reuniu a comunidade acadêmica, pesquisadores, egressos, bolsistas e integrantes do movimento social negro para celebrar a trajetória do laboratório e os resultados alcançados por meio das pesquisas desenvolvidas ao longo da última década.
Vinculado à área de História, mas formado por profissionais de diferentes áreas do conhecimento, o LabODR/Ufac foi criado em 2016 a partir de uma articulação entre a Ufac e o movimento negro acreano, especialmente o Fórum Permanente de Educação Étnico-Racial do Estado do Acre. Inicialmente estruturado como projeto institucional de pesquisa, o laboratório contou com apoio da Pró-Reitoria de Assuntos Estudantis (Proaes) e, em 2018, foi inserido na plataforma Lab e certificado pela Pró-Reitoria de Pesquisa e Pós-Graduação (Propeg).
O laboratório atua na pesquisa e na formação de pesquisadores com foco na promoção da igualdade racial, desenvolvendo estudos voltados tanto à denúncia de práticas racistas quanto à construção de reflexões e práticas antirracistas, principalmente nos espaços educacionais. Atualmente, o LODR/Ufac abriga projetos institucionais como “Práticas Pedagógicas em Educação das Relações Étnico-Raciais em Escolas do Estado do Acre”, desenvolvido desde 2018, e “Pérolas Negras”, iniciado em 2020.
Durante o evento, convidados e bolsistas compartilharam experiências acadêmicas e profissionais construídas a partir das atividades desenvolvidas pelo laboratório, destacando a importância do observatório em suas formações pessoais e profissionais. A programação também apresentou pesquisas realizadas ao longo desses dez anos de atuação e ressaltou a contribuição do laboratório para o fortalecimento das discussões sobre igualdade racial dentro da universidade e na sociedade acreana.
Compuseram o dispositivo de honra o vice-reitor, Josimar Ferreira; o pró-reitor de Extensão e Cultura, Carlos Paula de Moraes; a pró-reitora de Pesquisa e Pós-Graduação da Ufac, Margarida Lima; a vice-diretora do Cfch, Lucilene Ferreira de Almeida; e a representante do Neabi, Flávia Rocha.
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Ufac participa de mostra científica na Reserva Extrativista Cazumbá-Iracema, em Sena Madureira — Universidade Federal do Acre
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15 de maio de 2026A Universidade Federal do Acre (Ufac) participou, no dia 1º de maio, da Mostra Científica “Conectando Saberes: da integração à inclusão na Amazônia”, realizada na Reserva Extrativista Cazumbá-Iracema, em Sena Madureira. A ação reuniu instituições de ensino, pesquisa, escolas rurais e moradores da reserva em atividades de divulgação científica e integração comunitária.
Financiada pelo CNPq, a iniciativa contou com a participação da Ufac, Ifac, ICMBio e de escolas da região. Aproximadamente 250 pessoas participaram da programação, entre estudantes, professores e moradores das comunidades da reserva.
Durante o evento, estudantes da graduação e pós-graduação da Ufac e do Ifac apresentaram pesquisas e atividades educativas nas áreas de saúde, Astronomia, Física, Matemática, Robótica e educação científica. A programação incluiu oficinas de foguetes, observação do céu com telescópios, sessões de planetário, jogos educativos e atividades com microscópios.
O professor Francisco Glauco, do Centro de Ciências Biológicas e da Natureza (CCBN) da Ufac, destacou a importância da participação acadêmica em ações junto às comunidades tradicionais.
“A universidade tem um papel fundamental para a formação científica e cidadã dos estudantes. A troca de conhecimentos com comunidades de difícil acesso fortalece essa formação”, afirmou.
A professora Valdenice Barbosa, da Escola Iracema, ressaltou o impacto da iniciativa para os alunos da reserva.
“Foi um dia histórico de muito aprendizado. Muitos estudantes tiveram contato pela primeira vez com experimentos e equipamentos científicos”, disse.
Além das atividades científicas, a programação contou com apresentações culturais realizadas pelos estudantes da reserva, fortalecendo a integração entre ciência, educação e saberes amazônicos.
A participação da Ufac reforça o compromisso da universidade com a extensão, a popularização da ciência e a aproximação entre universidade e comunidades tradicionais da Amazônia.
Fhagner Soares – Estagiário
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UFAC participa de pesquisa sobre zoonose associada à caça de subsistência na Amazônia — Universidade Federal do Acre
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15 de maio de 2026Um estudo publicado na revista Acta Amazonica identificou a presença do parasita Echinococcus vogeli em pacas (Cuniculus paca) abatidas e consumidas por comunidades tradicionais da Amazônia Ocidental. O agente é responsável pela equinococose policística humana, zoonose considerada emergente na região.
A pesquisa foi desenvolvida entre 2022 e 2023 nos municípios de Sena Madureira e Rio Branco, no Acre, sob coordenação do professor Francisco Glauco de Araújo Santos, do Centro de Ciências Biológicas e da Natureza (CCBN), integrando a dissertação de mestrado de Liliane de Souza Anadão, do Programa de Pós-Graduação em Sanidade e Produção Animal Sustentável na Amazônia (PPGSPASA).
O estudo entrevistou 78 famílias e analisou 23 fígados de pacas abatidas para consumo. Em 48% das amostras foram identificados cistos hidáticos causados pelo parasita. A pesquisa também apontou que a maioria dos cães das comunidades participa das caçadas e consome vísceras cruas dos animais.
Segundo os pesquisadores, o principal risco de transmissão ocorre quando cães infectados eliminam ovos do parasita no ambiente, contaminando solo, água e alimentos.
“O principal risco está associado ao descarte inadequado das vísceras e ao contato com ambientes contaminados pelas fezes de cães infectados”, destacou o professor Francisco Glauco.
O estudo reforça a necessidade de ações de vigilância e educação em saúde nas comunidades rurais, principalmente relacionadas ao manejo de cães e ao descarte adequado das vísceras dos animais abatidos.
Para o pesquisador Leandro Siqueira, doutor em Medicina Tropical pela Fiocruz e coautor do estudo, a pesquisa amplia o conhecimento sobre a transmissão da doença na Amazônia e pode contribuir para futuras ações de prevenção e diagnóstico na região.
Fhagner Soares – Estagiário
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