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EUA criticam ‘sugestão de atacar’ estudioso muçulmano al-Sistani pela TV israelense | Notícias sobre religião

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O enviado de Washington a Bagdá denuncia a transmissão israelense que retrata o líder xiita como alvo de assassinato.

A embaixadora dos Estados Unidos no Iraque, Alina Romanowski, denunciou a presença do líder espiritual xiita, Grande Aiatolá Ali al-Sistani numa aparente lista de alvos do Canal 14 de Israel, elogiando o académico muçulmano por “promover uma região mais pacífica”.

Washington expressou solidariedade com al-Sistani na quinta-feira, em meio à crescente indignação no Oriente Médio, especialmente por parte de grupos xiitas, pela transmissão israelense.

“O Grande Aiatolá Sistani é um líder religioso renomado e respeitado na comunidade internacional. Ele é uma voz crítica e influente na promoção de uma região mais pacífica”, disse Romanowski numa publicação nas redes sociais, sem mencionar explicitamente a transmissão israelita.

“Rejeitamos qualquer sugestão de visar o Grande Aiatolá Sistani. Os Estados Unidos continuam a apoiar os esforços para promover a paz na região”, acrescentou.

O Canal 14 mostrou a foto de al-Sistani com uma mira vermelha sobre sua cabeça esta semana, ao lado de fotos dos principais adversários de Israel, incluindo o vice-chefe do Hezbollah. Naim Qassem e líder do Hamas Yahya Sinwar.

Al-Sistani, um estudioso iraquiano de 94 anos, nascido no Irã, é considerado uma das mais altas autoridades espirituais pelos muçulmanos xiitas.

Papa Francisco, à direita, encontra-se com o líder xiita do Iraque, Grande Aiatolá Ali al-Sistani, em Najaf, Iraque, em 6 de março de 2021 (Vatican Media via AP)

Raramente visto em público

Ele mora em Najaf, ao sul de Bagdá, mas evita aparições públicas. Uma de suas últimas fotos conhecidas é de um encontro com Papa Francisco em 2021.

No entanto, ele frequentemente divulga declarações que servem como ampla orientação política para seus seguidores sobre grandes eventos.

Por exemplo, em 2014, ele emitiu um decreto religiosoexortando os iraquianos a mobilizarem-se e defenderem o seu país do ISIL (ISIS).

O apelo às armas ajudou a formar grupos paramilitares voluntários – alguns ligados ao Irão – que contribuíram significativamente para a luta contra o grupo linha-dura.

Grupos apoiados pelo Irão operam agora numa coligação chamada Resistência Islâmica no Iraque, que tem lançado ataques de drones contra Israel, numa iniciativa que dizem visar apoiar os palestinianos em Gaza e o Hezbollah no Líbano.

Depois de os militares israelitas terem lançado a sua campanha de bombardeamentos contra o Líbano no final de Setembro, o gabinete de al-Sistani condenou o que chamou de “agressão brutal” e “métodos selvagens” de Israel.

Também apelou a “todos os esforços possíveis para parar esta agressão bárbara em curso e proteger o povo libanês dos seus efeitos devastadores”.

Na quarta-feira, o governo iraquiano criticou a transmissão do canal israelita no al-Sistani, descrevendo-a como uma “violação hedionda” e alertando que poderia “aumentar o círculo de perigo e violência” na região.

“Apelamos à comunidade internacional para que se mova eficazmente e mostre uma posição urgente contra qualquer apelo ao ódio entre os povos”, afirmou a presidência iraquiana num comunicado. “Também reafirmamos os esforços do Iraque para acabar com a agressão contra a Palestina e Líbano.”





Leia Mais: Aljazeera

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Estudo indica limitações de conhecimento sobre leishmaniose — Universidade Federal do Acre

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Estudo indica limitações de conhecimento sobre leishmaniose-interna.jpg

A Ufac é parceira em pesquisa desenvolvida no município de Sena Madureira (AC), a qual identificou limitações no conhecimento sobre a leishmaniose cutânea entre pacientes e profissionais da saúde, além de barreiras geográficas e estruturais que dificultam o acesso ao diagnóstico e ao tratamento precoce em áreas rurais endêmicas.

Os resultados do estudo foram publicados, em maio, na revista eletrônica “Acervo Saúde”, vol. 26(5), com o título “Leishmaniose Cutânea na Amazônia Ocidental: Lacunas no Conhecimento e Barreiras de Acesso Assistencial em Áreas Endêmicas”. O artigo tem coautoria de pesquisadores da Ufac.

A pesquisa foi realizada com 50 pacientes com suspeita clínica de leishmaniose cutânea e 51 agentes de saúde, sendo 63% agentes comunitários de saúde e 37% agentes de combate às endemias.

“Em nosso trabalho, identificamos que tanto os profissionais da saúde quanto os pacientes possuem informações limitadas sobre a doença. Conhecer as limitações para acesso ao diagnóstico e tratamento precoce é uma das principais estratégias para a implementação de programas de controle e de educação em saúde que contemplem o perfil epidemiológico e social das populações de áreas endêmicas”, disse o autor do estudo, Leandro Siqueira de Souza, do Instituto Oswaldo Cruz (IOC).

A região Norte é responsável por mais da metade dos casos da doença no Brasil; o Acre conta com mais de 11 mil casos notificados na última década. Em 2025, os municípios acreanos de Xapuri, Marechal Thaumaturgo, Assis Brasil, Sena Madureira e Brasileia foram classificados pelo Ministério da Saúde como áreas de risco intenso para transmissão da doença.

“A região amazônica é uma área endêmica para a leishmaniose cutânea, uma doença negligenciada que afeta principalmente populações de comunidades tradicionais”, contou o pesquisador Reginaldo Peçanha Brazil, do IOC. “Conhecer as limitações no conhecimento tanto dos pacientes como de profissionais da saúde de áreas endêmicas é fundamental para o sistema de saúde do Estado do Acre e para o controle mais efetivo da doença.”

A investigação integra um projeto de pesquisa coordenado por Brazil. Além da Ufac, são parceiros na pesquisa a Universidade Federal de Minas Gerais, a Universidade de Brasília, o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade e a Secretaria de Estado de Saúde do Acre.

Pela Ufac, são coautores do artigo os pesquisadores Andréia Luísa Peixinho da Silva Guimarães, Francisca Alana Costa de Souza, Marcos Bruno Zacarias Campelo, Breno Kalyl Freitas Nascimento, Andreia Fernandes Brilhante e Francisco Glauco de Araújo Santos. Os estudos contam com financiamento do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e apoio de instituições parceiras.

 



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Ufac e TCE-AC apresentam pesquisa de vitimização em Rio Branco — Universidade Federal do Acre

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Ufac e TCE-AC apresentam pesquisa de vitimização em Rio Branco — Universidade Federal do Acre

 

A Ufac e o Tribunal de Contas do Estado do Acre (TCE-AC) realizaram o Seminário de Apresentação da Pesquisa de Vitimização na Cidade de Rio Branco. O evento, que ocorreu nesta terça-feira, 16, no Plenário do TCE-AC, consistiu em exposições e debate no sentido de contribuir para um diagnóstico da segurança pública e para o aprimoramento das políticas voltadas à população.

A pesquisa foi apoiada por emenda parlamentar do senador Sérgio Petecão (PSD-AC), destinada em 2025 à Ufac. “Quero agradecer a disponibilidade do senador em ajudar a universidade sempre com emendas necessárias para o desenvolvimento da educação e da pesquisa, com retorno garantido para a sociedade acreana”, disse a reitora Guida Aquino.

O seminário teve como público-alvo a comunidade acadêmica, servidores do TCE-AC e do Ministério Público de Contas do Acre, servidores públicos em geral, gestores da área de segurança pública, justiça criminal e direitos humanos e sociedade civil. A pesquisa buscou compreender como a população percebe a segurança, quais situações de violência e criminalidade afetam os cidadãos e como os serviços de segurança pública são avaliados pelas pessoas.

O trabalho provém do grupo de pesquisa Sujeitos, Ações e Percepções: Estudos em Violência e Conflitualidade, coordenado pelo professor da Ufac, Ermício Sena. Ele informou que os produtos da pesquisa foram banco de dados, mapas descritivos de Rio Branco, relatórios de campo, geral e sintético/executivo.

Em seu discurso, Sena agradeceu aos envolvidos na realização da pesquisa e a Fundação de Apoio e Desenvolvimento ao Ensino, Pesquisa e Extensão Universitária no Acre, que foi a intermediária para contratação do Instituto de Opinião Pública para execução da pesquisa.

 



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Ufac e Fiocruz fazem oficina sobre leishmaniose em Sena Madureira — Universidade Federal do Acre

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A Ufac e a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) realizaram a oficina Epidemiologia, Vigilância e Controle da Leishmaniose Cutânea. O evento ocorreu em 1 de junho, no auditório do Instituto Federal do Acre, em Sena Madureira (AC), reunindo 110 agentes comunitários de saúde e 20 agentes de combate às endemias.

A programação contou com palestras e discussões sobre aspectos epidemiológicos, clínicos e diagnósticos da doença, abordando ciclos de transmissão, vetores e reservatórios envolvidos na manutenção da chamada “ferida brava”, nome popular da leishmaniose cutânea. Além disso, foram realizadas atividades práticas com o uso de lupas e microscópios, permitindo aos profissionais a observação de características dos vetores e compreensão dos métodos laboratoriais utilizados no diagnóstico da doença.

Com mais de 11 mil casos registrados na última década, o Acre ocupa posição de destaque no cenário nacional da doença. Em 2025, o município de Sena Madureira foi classificado pelo Ministério da Saúde como área de risco intenso para transmissão da leishmaniose cutânea, apresentando média anual de 64 casos.

A oficina integra as atividades do projeto de ensino, pesquisa e extensão EpiLeish-Acre, que na Ufac é coordenado pelo professor Francisco Glauco de Araujo Santos, do Centro de Ciências Biológicas e da Natureza. Para o pesquisador Leandro Siqueira, do Laboratório de Pesquisa Clínica e Vigilância em Leishmanioses, da Fiocruz, ações educativas para enfrentar a doença são fundamentais. “Profissionais bem capacitados conseguem orientar de forma mais eficaz a população, contribuindo para o diagnóstico e tratamento precoce”, ressaltou.

O secretário municipal de Saúde de Sena Madureira, Willisson Viana, destacou a relevância das parcerias institucionais. “Buscamos fortalecer parcerias com instituições de referência, como a Fiocruz e a Ufac, que contribuem significativamente para o desenvolvimento técnico das nossas equipes.”

O diretor da Vigilância em Saúde de Sena Madureira, Serginey Amorim, disse que a capacitação fortalece ações de saúde pública. “Com conhecimento atualizado e capacitação contínua, ampliamos a prevenção, melhoramos o diagnóstico precoce e fortalecemos as ações de controle da doença em nosso município.”

A iniciativa foi organizada pelos Laboratórios de Patologia e Biologia Parasitária e de Entomologia Médica, da Ufac, e pelo Laboratório de Pesquisa Clínica e Vigilância em Leishmanioses, da Fiocruz.

 



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