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EUA dizem que acordo de trégua em Gaza é ‘possível’ esta semana, enquanto Israel intensifica ataques | Notícias do conflito Israel-Palestina

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Os Estados Unidos dizem que vêem potencial para um cessar-fogo em Gaza ser alcançado já esta semana, à medida que os militares israelitas continuam a martelar o enclave com efeitos mortais.

O conselheiro de Segurança Nacional da Casa Branca, Jake Sullivan, disse à Bloomberg News na segunda-feira que, embora um acordo possa ser possível dentro de alguns dias, não é garantido.

“Já estivemos perto antes e não cruzamos a linha de chegada”, disse Sullivan.

“Poderemos chegar a um acordo final e então começar a implementá-lo nos próximos dias? Está aí para ser tomado. Portanto, a questão é: podemos todos aproveitar coletivamente o momento e fazer isso acontecer?”

As conversações de cessar-fogo mediadas pelos EUA, juntamente com o Qatar e o Egipto, estão em curso em fases avançadas em Doha, onde se espera que os principais negociadores israelitas, como os chefes das agências de inteligência Mossad e Shin Bet, permaneçam por mais um dia.

O Hamas também disse que as negociações fizeram algum progresso em algumas das questões controversas que foram discutidas muitas vezes ao longo de 15 meses de uma guerra que matou mais de 46.500 palestinos em Gaza.

“A negociação sobre algumas questões fundamentais progrediu e estamos a trabalhar para concluir o que resta em breve”, disse um responsável do grupo palestiniano à agência de notícias Reuters, sob condição de anonimato.

Autoridades disseram que uma versão final do acordo, que inclui uma troca de cativos em Gaza por prisioneiros palestinos detidos por Israel, foi apresentada a todas as partes depois que as últimas discussões na capital do Catar produziram resultados.

O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, e o presidente cessante dos EUA, Joe Biden, conversaram por telefone no domingo, discutindo os últimos acontecimentos, com Biden novamente dizendo que o momento para um acordo é agora.

O presidente eleito dos EUA, Donald Trump, e os seus altos funcionários têm ameaçado repetidamente que haverá “um inferno a pagar” se os cativos não forem libertados ou se não houver acordo quando Trump tomar posse em 20 de janeiro.

“Está muito claro que o presidente Trump ameaçar o Hamas e deixar claro que haverá um inferno a pagar é parte da razão pela qual fizemos progressos na retirada de alguns reféns”, disse o vice-presidente eleito JD Vance.

Membros de direita do Knesset e líderes da coalizão Itamar Ben-Gvir, à esquerda, e Bezalel Smotrich participam de uma sessão especial do parlamento israelense (Arquivo: Amir Cohen/Reuters)

Netanyahu também enfrenta pressão interna de membros de extrema-direita da sua coligação governamental, que têm ameaçado sair se um acordo for alcançado – embora Netanyahu tenha sublinhado que Israel manterá o controlo militar sobre Gaza independentemente de qualquer acordo.

O Ministro das Finanças, Bezalel Smotrich, que lidera um dos partidos religiosos ultranacionalistas de linha dura na coligação governante do país, disse que o facto de um acordo estar a tomar forma no Qatar é uma “catástrofe para a segurança nacional”.

Membros furiosos de familiares de israelenses mantidos em cativeiro em Gaza entraram na sala de uma comissão no parlamento israelense na segunda-feira para acusar Smotrich de abandonar seus entes queridos e dizer que “as condições estão maduras para um acordo”.

Israel intensifica ataques em meio a negociações

Os militares israelitas têm lançado ondas implacáveis ​​de ataques aéreos pesados ​​e bombardeamentos de artilharia em toda a Faixa de Gaza, à medida que as negociações sobre um potencial acordo esquentam.

Fontes médicas disseram à Al Jazeera na segunda-feira que pelo menos 45 palestinos foram mortos no último dia como resultado de ataques israelenses no enclave.

Muitos ataques concentraram-se na Cidade de Gaza, na parte norte de Gaza, onde mais de 100 dias de cerco israelense deixou pelo menos 5.000 pessoas mortas ou desaparecidas, segundo as autoridades locais.

O cerco também destruiu hospitais e outras infra-estruturas críticas, deslocou milhares de pessoas e fez com que muitos palestinianos fossem feitos prisioneiros pelos militares israelitas.

Reportando de Deir el-Balah, no centro de Gaza, na segunda-feira, Hani Mahmoud, da Al Jazeera, disse que muitos ataques de drones ocorreram desde as primeiras horas da manhã.

“Isso está acontecendo em áreas onde a grande maioria das pessoas deslocadas se abrigou, áreas densamente povoadas”, disse ele.

Os militares israelenses disseram que cinco de seus soldados foram mortos em combates no norte de Gaza na segunda-feira, enquanto outros oito ficaram feridos.

As mortes elevam as perdas militares israelenses na guerra contra Gaza para 408 desde 27 de outubro de 2023.

Yossi Beilin, um ex-ministro da Justiça israelense que iniciou os acordos de paz de Oslo no início da década de 1990, disse à Al Jazeera que um cessar-fogo entre Israel e o Hamas “estava muito atrasado”.

“Esta é a questão principal: quantos (cativos e presos) serão libertados? Assim que eles concordarem com isso e com o (momento) da liberação, então será possível chegar a um acordo”, disse ele.

A situação humanitária continua grave em Gaza, uma vez que os militares israelitas continuam a bloquear a entrada da maior parte da ajuda e a deixar a população à fome, cerca de metade da qual é constituída por crianças.



Leia Mais: Aljazeera

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Ufac consolida criação do curso de Farmácia com 50 vagas — Universidade Federal do Acre

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Curso de Farmácia-entrega de Menção Honrosa (2).jpg

O reitor da Ufac, Josimar Ferreira, reuniu-se com membros da comissão responsável pela proposta de criação do curso de Farmácia. O encontro ocorreu nesta segunda-feira, 31, na sala de reuniões da Reitoria, visando consolidar o Projeto Político-Pedagógico da nova graduação, além de homenagear, com a entrega, pela Federação Nacional dos Farmacêuticos (Fenafar), de Menção Honrosa ao reitor e a pessoas cujo empenho culminou na abertura do curso.

A iniciativa faz parte do programa Universidades Transformadoras, pactuada com o Ministério da Educação (MEC). O curso prevê a oferta de 50 vagas para estudantes e liberação de 11 códigos de vagas para professores. A aula inaugural e início das atividades acadêmicas estão previstos entre 2028 e 2029.

“Esse é um curso que se assenta fortemente na demanda de conhecer os bioativos da floresta amazônica e transformar esse conhecimento em riqueza, patentes, inovação e qualidade de vida para a sociedade”, disse Josimar Ferreira. Além disso, ele ressaltou a necessidade de conectar o novo curso às estruturas já consolidadas da Ufac, otimizando disciplinas e espaços curriculares em conjunto com as áreas de saúde e química.

A presidente da comissão de criação do curso, Andréia Andrade, lembrou que o projeto começou em 2011. “Hoje nos reunimos com a perspectiva de viabilizar a abertura do curso diante do que já temos na instituição. Nosso objetivo é ofertar uma formação generalista, com investimento otimizado na estrutura existente e com forte inserção na pesquisa e extensão, aproveitando a nossa biodiversidade e criando caminho para futuros programas de pós-graduação.”

Também participaram da reunião representantes externos da categoria profissional, como a ex-conselheira federal, membro da comissão e diretora de Relações Institucionais da Fenafar, Isabela de Oliveira Sobrinho. “Acompanhei a busca por esse projeto pedagógico desde o início e ver essa etapa final é um avanço enorme”, pontuou. “É um trabalho a muitas mãos para trazer o melhor para a Ufac. Trata-se de um curso de grande magnitude, focado em tecnologias de medicamentos e em pesquisas com nossas plantas nativas para gerar qualidade de vida à população.”

(Fhagner Soares, estagiário Ascom/Ufac)



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Seminário na Ufac debate formação em enfermagem obstétrica — Universidade Federal do Acre

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A Ufac sediou o seminário Desafios Atuais na Formação para a Prática da Enfermagem Obstétrica, que ocorreu nesta sexta-feira, 28, na sala dos Colegiados, campus-sede. O encontro reuniu professores, pesquisadores, gestores e profissionais de saúde para debater a reestruturação do modelo de assistência ao parto e ao nascimento, o fortalecimento do Sistema Único de Saúde (SUS) e a interiorização da qualificação profissional no Estado.

O evento integra um projeto nacional, composto por uma rede de 40 instituições de ensino superior articuladas para formar mais de 700 enfermeiras obstétricas pelo país, com foco prioritário nas regiões do interior. No Acre, o programa abrange turmas de especialização e residência voltadas para profissionais atuantes nas regionais do Alto Acre, Alto Purus, Baixo Acre, Tarauacá-Envira e Juruá.

“A Ufac cumpre o seu papel social ao ampliar a formação e capacitar profissionais que atuam em um momento tão ímpar quanto o nascimento de uma criança”, disse o reitor Josimar Ferreira. “Contamos com alunos de todas as regionais. Isso gera um efeito multiplicador: o profissional capacitado coordena equipes locais e eleva diretamente a qualidade do atendimento prestado à população pelo SUS.”

A coordenadora das formações no Estado e professora da Ufac, Sheley Borges, destacou a necessidade de repensar a prática profissional para garantir um cuidado humanizado e seguro. “A intencionalidade da nossa formação é reduzir a mortalidade materna e neonatal e alcançar as mulheres em uma dimensão em que sejam respeitadas. Queremos garantir que as escolhas não ocorram por medo, como optar por uma cesariana sem compreender que é uma cirurgia de grande porte.”

A coordenadora nacional do curso de especialização em Enfermagem Obstétrica da Rede Alyne, vinculada à Universidade Federal de Minas Gerais, Kleyde Ventura, ressaltou a relevância estratégica da parceria com a Ufac. “No Acre, vivemos uma condição muito especial, pois, com exceção de uma aluna, todas as especializadas são do interior. Estamos interiorizando e descentralizando os modos de formar, abordando o trabalho multiprofissional e a articulação de redes para garantir assistência de qualidade e direitos assegurados.”

Também participaram do seminário o promotor de Justiça do MP-AC, Gláucio Oshiro; o coordenador do curso de Enfermagem da Ufac, João Francalino; e o epidemiologista Serafim Salgado, coordenador das metodologias aplicadas no programa de formação.

(Fhagner Soares, estagiário Ascom/Ufac)



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Ufac entrega computadores para coordenações de PPGs — Universidade Federal do Acre

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A Pró-Reitoria de Pesquisa, Pós-Graduação e Inovação (Proppi), da Ufac, entregou notebooks e computadores para as coordenações e as secretarias dos programas de pós-graduação (PPGs) da instituição. A solenidade ocorreu nesta sexta-feira, 28, no auditório da Pró-Reitoria de Graducação, campus-sede. Na ocasião, foram abordadas pautas como a liberação de mais de R$ 400 mil em recursos do Programa de Apoio à Pós-Graduação, da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior.

“A pesquisa e a pós-graduação foram a base que me consolidaram na gestão universitária. Queremos dialogar com os coordenadores para atender às demandas de pessoal, de espaço e de ajuste de fluxo”, disse o reitor Josimar Ferreira. “Trataremos com a mesma atenção os mestrados acadêmicos, os mestrados profissionais e os programas em rede. Isso é uma condição mínima de trabalho para cada programa no seu dia a dia.”

Para o pró-reitor de Pesquisa, Pós-Graduação e Inovação, Dionatas Meneguetti, a medida visa fortalecer a infraestrutura de apoio à produção científica e tecnológica regional. “São equipamentos novos, com boa configuração, que vão dar suporte aos coordenadores comandarem esses programas tão necessários para o desenvolvimento da pesquisa, da inovação e da pós-graduação em nossa região”, comentou.

(Fhagner Soares, estagiário Ascom/Ufac)



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