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EUA: Fed deve cortar juros apesar de incerteza com eleição – 03/11/2024 – Mercado

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Colby Smith

O Fed (Federal Reserve) está pronto para reduzir a taxa de juros em 0,25% nesta semana, mantendo seu curso diante da queda no crescimento de empregos e incertezas sobre a política econômica, além da eleição presidencial dos EUA na terça-feira (5).

O Comitê Federal de Mercado Aberto anunciará sua próxima decisão sobre as taxas de juros dois dias após o fechamento das urnas, com os resultados possivelmente ainda desconhecidos.

Autoridades provavelmente seguirão em frente com uma redução de 0,25%, retomando um ritmo mais tradicional de flexibilização após o corte maior de 0,5% em setembro. A medida reduziria a taxa dos fundos federais para uma nova faixa-alvo de 4,5% a 4,75%.

“Você ainda tem uma taxa dos fundos federais em termos reais que é bastante alta e eles não querem desacelerar excessivamente a economia, então faz sentido continuar a diminuí-la gradualmente, a menos que as condições mudem”, disse Eric Rosengren, ex-presidente do Fed de Boston.

A decisão é sustentada por evidências de que a economia dos EUA está crescendo solidamente, impulsionada por um mercado de trabalho saudável e consumidores que continuam gastando, mesmo com a queda da inflação. O PIB cresceu 2,8% em termos anualizados no terceiro trimestre, um pouco menos que o período anterior, mas ainda indicativo de uma expansão saudável.

Uma mancha foi o relatório de empregos de sexta (1º), que mostrou ganhos de apenas 12 mil empregos em outubro, marcando o pior mês no mandato de Joe Biden como presidente.

Os números foram impactados por dois furacões que atingiram o sudeste dos EUA na mesma época em que o Bureau of Labor Statistics estava começando a coletar os dados. Greves de trabalhadores, incluindo uma que continua na Boeing, representaram outros 44 mil empregos cortados no mês.

A maioria dos economistas espera que o crescimento do emprego se recupere, com poucos sinais de que os ganhos fracos de outubro sejam um prenúncio de fraqueza aguda.

“A história da recessão se dissipou completamente agora”, disse James Bullard, que deixou seu cargo como presidente do Fed de St. Louis no verão passado para se tornar reitor da escola de negócios da Universidade Purdue. “Isso é consistente com a ideia de que o comitê gostaria de ir devagar enquanto reduz a taxa de juros daqui para frente.”

A questão que atormenta os oficiais é quão rapidamente chegar a um nível neutro de taxas de juros que não suprime mais o crescimento, mas também não o estimule. O objetivo é trazer a inflação de volta à meta de 2%, uma tarefa que parece cada vez mais plausível sem perdas de empregos excessivas.

Em setembro, o índice de preços de despesas de consumo pessoal caiu para 2,1%, embora uma medida “core” que exclui itens voláteis de alimentos e energia e é o indicador preferido do Fed para pressões subjacentes de preços ainda esteja elevada em 2,7%.

Oficiais do Fed nas últimas semanas endossaram uma redução gradual nos custos de empréstimos, sugerindo que uma repetição do corte de meio ponto de setembro não é vista como necessária. Mas ainda não forneceram especificidade sobre o que isso significa na prática.

“As pessoas têm tentado definir a palavra ‘gradual’. É a cada duas reuniões? É a cada reunião? Acho que agora é um código para não [cortar] 0,5%”, disse Esther George, que se aposentou como presidente do Fed de Kansas City em 2023.

George alertou seus ex-colegas para serem “cuidadosos”, dado que estão “afrouxando as condições em um momento em que ainda se pode ver risco de inflação”.

“Sim, a taxa [de inflação] caiu, mas tem se mantido na faixa de 2,5% a 3%, e os riscos de alta para mim parecem estar se tornando mais perceptíveis”, acrescentou.

Seth Carpenter, que passou 15 anos no Fed e agora é economista-chefe global no Morgan Stanley, também vê espaço para a inflação “estagnar” e se estabilizar acima de 2%. Como tal, ele prevê que o Fed prossiga com um corte de 0,25% na reunião desta semana, bem como em dezembro, e depois faça reduções adicionais até atingir um nível ligeiramente acima do neutro —cerca de 3,25%.

“A inflação realmente é a primeira ordem aqui”, disse ele. “Se as coisas não estiverem bem com a inflação, então os dados de empregos realmente importam muito em termos de adiar um corte.”

Pairando sobre a reunião do Fed nesta semana e suas futuras reuniões está a eleição presidencial dos EUA. Ambos os candidatos delinearam plataformas econômicas muito diferentes, que, se implementadas, poderiam alterar a perspectiva de crescimento e inflação de maneira significativa.

O ex-presidente Donald Trump defendeu um retorno a uma política comercial mais protecionista com a imposição de um conjunto abrangente de tarifas, além de impostos corporativos mais baixos e uma repressão à imigração. Ele também sinalizou sua preferência por ter uma maior influência nas decisões de política monetária do Fed — uma incursão preocupante na independência de longa data da instituição, se realizada.

A vice-presidente Kamala Harris, por sua vez, concentrou-se em expandir a rede de segurança social do país, financiada por impostos mais altos sobre os ricos, enquanto mantém a independência do Fed.

A análise inicial da maioria dos economistas sugere que o plano de Trump seria mais inflacionário do que o de Harris e também poderia prejudicar o crescimento. Mas quais políticas são realmente implementadas —e, por sua vez, seu impacto econômico— dependerá principalmente de como o poder é dividido entre ambas as câmaras do Congresso.

Nesse contexto, Rosengren disse que não esperava que o presidente Jay Powell sinalizasse muito fortemente o caminho da política na reunião desta semana.

“Você não vai dar orientações se estiver bastante incerto sobre qual será o resultado”, disse ele.



Leia Mais: Folha

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VÍDEO: Veja o que disse Ministra em julgamento do ex-governador Gladson Cameli

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No julgamento desta quarta-feira, dia 15/04/2026, a Corte Especial do STJ, por unanimidade, determinou o imediato desentranhamento dos Relatórios de Inteligência Financeira de n°s 50157.2.8600.10853, 50285.2.8600.10853 e 50613.2.8600.10853, a fim de que fosse viabilizada a continuidade do julgamento de mérito da ação penal. A própria Ministra Relatora Nancy Andrighi foi quem suscitou referida questão de ordem, visando regularizar e atualizar o processo. 

O jornalista Luis Carlos Moreira Jorge descreveu o contexto com as seguintes palavras:

SITUAÇÃO REAL
Para situar o que está havendo no STJ: o STF não determinou nulidade, suspensão de julgamento e retirada de pauta do processo do governador Gladson. O STF apenas pediu para desentranhar provas que foram consideradas ilegais pela segunda turma da Corte maior. E que não foram usadas nem na denúncia da PGR. O Gladson não foi julgado ontem em razão da extensão da pauta do STJ. O julgamento acontecerá no dia 6 de maio na Corte Especial do STJ, onde pode ser absolvido ou condenado. Este é o quadro real.

A posição descrita acima reflete corretamente o quadro jurídico do momento.

Veja o vídeo:

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Ufac participa de lançamento de projeto na Resex Cazumbá-Iracema — Universidade Federal do Acre

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Ufac participa de lançamento de projeto na Resex Cazumbá-Iracema — Universidade Federal do Acre

A Ufac participou do lançamento do projeto Tecendo Teias na Aprendizagem, realizado na reserva extrativista (Resex) Cazumbá-Iracema, em Sena Madureira (AC). O evento ocorreu em 28 de março e reuniu representantes do poder público, comunidade acadêmica e moradores da reserva.

Com uma área de aproximadamente 750 mil hectares e cerca de 500 famílias, a Resex é território de preservação ambiental e de produção de saberes tradicionais. O projeto visa fortalecer a educação e promover a troca de conhecimentos entre universidade e comunidade.

O presidente da reserva, Nenzinho, destacou que a iniciativa contribui para valorizar a educação não apenas no ensino formal, mas também na qualidade da aprendizagem construída a partir das vivências no território. Segundo ele, a proposta reforça o papel da universidade na escuta e no reconhecimento dos saberes locais.

O coordenador do projeto, Rodrigo Perea, sintetizou a relação entre universidade e comunidade. “A floresta ensina, a comunidade ensina, os professores aprendem e a Ufac aprende junto.” 

Também estiveram presentes no lançamento os professores da Ufac, Alexsande Franco, Anderson Mesquita e Tânia Mara; o senador Sérgio Petecão (PSD-AC); o prefeito de Sena Madureira, Gerlen Diniz (PP); e o agente do ICMBio, Aécio Santos.
(Fhagner Silva, estagiário Ascom/Ufac)



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Educação Física homenageia Norma Tinoco por pioneirismo na dança — Universidade Federal do Acre

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Educação Física homenageia Norma Tinoco por pioneirismo na dança — Universidade Federal do Acre

 Os professores Jhonatan Gomes Gadelha e Shirley Regina de Almeida Batista, do curso de Educação Física da Ufac, realizaram a mostra de dança NT: Sementes de uma Pioneira, em homenagem à professora aposentada Norma Tinoco, reunindo turmas de bacharelado e licenciatura, escolas de dança e artistas independentes. O evento ocorreu na noite de 25 de março, no Teatro Universitário, campus-sede, visando celebrar a trajetória da homenageada pela inserção e legitimação da dança no curso.

Norma recebeu uma placa comemorativa pelos serviços prestados à universidade. Os alunos do curso, André Albuquerque (bacharelado) e Matheus Cavalcante (licenciatura) fizeram a entrega solene. Segundo os organizadores, os anos de dedicação da professora ao curso e seu pioneirismo jamais serão esquecidos.

“A ideia, que ganhou corpo e emoção ao longo de quatro atos, nasceu do coração de quem viveu de perto a influência da homenageada”, disse Jhonatan Gomes Gadelha, que foi aluno de Norma na graduação. Ele contou que a mostra surgiu de uma entrevista feita com ela por ocasião do trabalho dele de conclusão de curso, em 2015. “As falas, os ensinamentos e as memórias compartilhadas por Norma naquele momento foram resgatadas e transformadas em movimento”, lembrou.

Gadelha explicou que as músicas que embalaram as coreografias autorais foram criadas com o auxílio de inteligência artificial. “Um encontro simbólico entre a tradição plantada pela pioneira e as ferramentas do futuro. O resultado foi uma apresentação carregada de bagagem emocional, autenticidade e reverência à história que se contava no palco.”

Mostra em 4 atos

A professora de Educação Física, Franciely Gomes Gonçalves, também ex-aluna de Norma, foi a mestre de cerimônias e guiou o público por uma narrativa que comparava a trajetória da homenageada ao crescimento de uma árvore: “A Pioneira: A Raiz (ato I), “A Transformadora: O Tronco” (ato II), “O Legado: Os Frutos” (ato III) e “Homenagem Final: O reconhecimento” (ato IV).

O ato I trouxe depoimentos em vídeo e ao vivo, além de coreografias como “Homem com H” (com os 2º períodos de bacharelado e licenciatura) e “K Dance”, que homenageou os anos 1970. O ex-bolsista Kelvin Wesley subiu ao palco para saudar a professora. A escola de dança Adorai também marcou presença com as variações de Letícia e Rayelle Bianca, coreografadas por Caline Teodoro, e o carimbó foi apresentado pelo professor Jhon e pela aluna Kethelen.

O ato II contou com o depoimento ao vivo de Jhon Gomes, ex-aluno que seguiu carreira artística e acadêmica, narrando um momento específico que mudou sua trajetória. Ele também apresentou um solo de dança, seguido por coreografias da turma de licenciatura e uma performance de ginástica acrobática do 4º período.

No ato III foi exibido um vídeo em que os atuais alunos do curso de Educação Física refletiram sobre o que a dança significa em suas formações. As apresentações incluíram o Atelier Escola de Dança com “Entre o que Fica e o que Parte” (Ana Fonseca e Elias Daniel), o Estúdio de Artes Balancé com “Estrelas” (coreografia de Lucas Souza) e a Cia. de Dança Jhon Gomes, com outra versão de “Estrelas”. A escola Adorai retornou com “Sarça Ardente”, coreografada por Lívia Teodoro; os alunos do 2º período de bacharelado encerraram o ato.

No ato IV, após o ministério de dança Plenitude apresentar “Raridade”, música de Anderson Freire, a professora Shirley Regina subiu ao palco para oferecer palavras à homenageada. Em seguida, a mestre de cerimônias convidou Norma Tinoco a entrar em cena. Ao som de “Muda Tudo”, os alunos formaram um círculo ao redor da professora, cantando o refrão em coro.

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