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EUA: Veja tradições das cerimônias de posse de presidentes – 15/01/2025 – Mundo

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Gabriel Barnabé

Lady Gaga no hino, embaixadores na plateia, bíblia sob a mão e primeira-dama de azul. A posse do atual presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, em 2021, reforçou algumas das tradições esperadas para o evento. Nesta segunda-feira (20), no Capitólio, Donald Trump deve fazer o mesmo. Ou quase.

É tradição americana que um artista consideravelmente popular seja convidado a cantar o hino da nação —Biden o fez com a performance de Lady Gaga. Também é tradição que o juramento —um dos poucos detalhes obrigatórios previstos na Constituição— seja conduzido pelo presidente da Suprema Corte e proclamado com uma bíblia sob a mão esquerda do novo mandatário.

A cada quatro anos, esse momento se repete nos dias 20 de janeiro. A única exceção se dá quando a data coincide com um domingo —nesse caso, o evento é transferido para o dia 21. A realização neste dia é tradição desde a posse do segundo mandato de Franklin Roosevelt, em 1937. Anteriormente, o vitorioso somente era empossado em 4 de março, meses depois da efetiva eleição —com maior rapidez no processamento dos votos, a 20ª emenda foi aprovada e definiu a nova data.

A presença de outros líderes internacionais, símbolo de prestígio e mesmo de validação em cerimônias semelhantes pelo mundo, nos EUA é pouco importante. Como praxe, são convidados os embaixadores ou representantes da missão diplomática das nações em Washington.

Para este ano, a expectativa é um tanto diferente: Trump convidou alguns dos principais líderes de ultradireita pelo mundo. Javier Milei —que, segundo a mídia argentina, está confirmado—, Binyamin Netanyahu, de Israel; Giorgia Meloni, da Itália; Nayib Bukele, de El Salvador; e Viktor Orbán, da Hungria.

Também é verdade que o republicano fez convites inusitados a outro espectro político. O dirigente chinês, Xi Jinping, foi convidado no que Karoline Leavitt, porta-voz de Trump, afirmou ser “um exemplo de como o presidente Trump cria um diálogo aberto com líderes de países que não são apenas aliados”.

Para além da presença internacional —não tão necessária aos olhos de uma América que sugere implicitamente não depender de validação alheia—, o visual das figuras americanas é pauta certa. Na última ocasião, uma unidade cromática inédita entre as principais participantes da cerimônia foi um símbolo marcante.

Ao retomar tons roxos e azuis que remontam à origem democrata, ao sufrágio britânico do século 20 e à esperança de maior representatividade feminina, Kamala Harris, assumindo como vice, e Jill Biden, como primeira-dama, atraíram olhares. Michelle Obama, Hillary Clinton e Laura Bush, notáveis ex-primeiras-damas, também fizeram coro à paleta da união —seus pares seguiram, de maneira mais discreta, com suas gravatas em tons próximos.

À época, o aceno feito foi ao desejo de, com Biden, promover uma integração nacional necessária aos EUA após o período de polarização que teve seu auge na invasão do Capitólio apenas duas semanas antes da posse do democrata. Na próxima segunda, o mesmo reduto republicano deve, também nas vestes, mostrar a sua versão do que trará o triunfo americano à vida novamente.

A presença dos derrotados democratas deve acontecer, como era de praxe até a quebra de tradição promovida por Trump, em 2021. Em um aceno esperado, mas bambo devido ao histórico recente, Kamala e Biden aceitaram a derrota e, diferentemente do republicano no último ciclo, devem comparecer ao Capitólio no próximo dia 20.

A característica cena brasileira de passagem da faixa presidencial, no entanto, não acontece nos EUA. A presença do atual e do próximo presidente, fica restrista ao âmbito simbólico de transferência e manutenção do processo democrático. Um aperto de mãos, dessa vez entre Biden e Trump, deve ser suficiente.



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Projeto de extensão seleciona resumos expandidos para publicação — Universidade Federal do Acre

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O projeto de extensão ComunicAÇÃO, da Ufac, realiza processo seletivo para submissão de trabalhos extensionistas, na modalidade de resumo expandido. Os selecionados comporão a Coleção de Cadernos de Extensão “Ufac e Comunidade”. As inscrições estão abertas até 30 de junho, por meio de formulário online.

O trabalho inscrito deve estar contemplado em uma das áreas temáticas: comunicação, cultura, direitos humanos e justiça, educação, meio ambiente, saúde, tecnologia e produção, trabalho. Cada resumo deverá estar vinculado a uma ação de extensão (projeto, curso, evento ou programa) institucionalizada na Ufac.

“O resumo expandido deverá evidenciar, de forma clara e consistente, as experiências adquiridas e/ou vivenciadas junto à comunidade externa ao longo do desenvolvimento da ação de extensão, destacando as interações estabelecidas, os impactos gerados, os aprendizados construídos e as contribuições mútuas decorrentes da execução das atividades”, detalha o item 3.1 do edital.

A seleção consiste em avaliação por uma comissão que indicará 50 trabalhos aptos para publicação na 1ª Edição da Coleção de Cadernos de Extensão, considerando a formatação e os aspectos científicos, além do envolvimento da comunidade externa, dos resultados obtidos e da efetividade da metodologia proposta. O resultado final do processo seletivo está previsto para 21 de agosto.

Para mais informações sobre o certame, leia o edital Proex n.º 9.1/2026.

 



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Reitora da Ufac participa de fórum Brasil-África em Brasília — Universidade Federal do Acre

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A reitora da Ufac, Guida Aquino, participou, nessa segunda-feira, 25, em Brasília, do 1º Fórum de Reitores Brasil-África. A convite do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e do Ministério da Educação (MEC), ela representou a Ufac no encontro, acompanhada da pró-reitora de Inovação e Tecnologia, Almecina Balbino Ferreira. O evento segue até quarta-feira, 27, e tem como foco o fortalecimento da cooperação internacional em educação superior entre universidades brasileiras e instituições africanas.

Guida destacou a importância da presença da Ufac em um espaço voltado ao diálogo internacional e à construção de parcerias acadêmicas. Segundo a reitora, a aproximação entre Brasil e África por meio da educação, da pesquisa, da inovação e da troca de experiências permite avançar em soluções conjuntas para desafios comuns. “Temos histórias, identidades e desafios que nos aproximam, e a universidade tem um papel fundamental nessa conexão”, afirmou.

O fórum é uma iniciativa liderada pelo MEC, pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior e pela Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior. A programação reúne reitores, pró-reitores e assessores de cooperação internacional de universidades federais, estaduais e privadas do Brasil, além de representantes de universidades africanas mobilizadas pela Associação de Universidades Africanas.

Reitora da Ufac participa de fórum de reitores em Brasília-vice.jpg

A proposta do encontro é ampliar as relações acadêmicas entre Brasil e África, com a construção de novos acordos institucionais, programas de mobilidade estudantil, intercâmbio científico e cooperação em áreas estratégicas como agricultura, energias renováveis, mineração, petróleo e gás, setor aeroespacial, inteligência artificial e ciências humanas.

A programação inclui painéis temáticos, reuniões bilaterais, workshops e sessões voltadas à construção de novas parcerias universitárias. Ao final do evento, os resultados e compromissos construídos serão formalizados na Carta de Brasília do 1º Fórum de Reitores Brasil-África, documento que deve orientar os próximos passos da cooperação entre universidades brasileiras e africanas.

 



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Ufac conquista 3º lugar em hackathon internacional promovido por laboratório de Harvard — Universidade Federal do Acre

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Estudantes da Universidade Federal do Acre (Ufac) participaram, nos dias 10 e 11 de abril, do HSIL Hackathon 2026, promovido pelo Health Systems Innovation Lab da Harvard T.H. Chan School of Public Health. A participação da equipe ocorreu no Hub de Inovação do Hospital das Clínicas de São Paulo, o InovaHC, em uma edição realizada simultaneamente em mais de 30 países. O grupo conquistou o 3º lugar geral entre mais de 30 equipes com o projeto Viginutri, solução voltada à prevenção da desnutrição hospitalar.

A equipe foi liderada pela acadêmica de Medicina da Ufac Maria Júlia Bonelli Pedralino e contou com a participação de Guilherme Félix, do curso de Sistemas de Informação, Bruno Eduardo e Wesly, do curso de Medicina. Segundo Maria Júlia, representar o Acre e a Ufac em um evento dessa dimensão foi uma experiência marcante para sua trajetória acadêmica e pessoal. “O Acre tem muito a dizer nos espaços onde o futuro da saúde está sendo construído”, afirmou.

O projeto premiado, Viginutri, foi desenvolvido durante o hackathon em São Paulo e propõe uma solução para auxiliar no enfrentamento da desnutrição hospitalar, problema que pode afetar o prognóstico de pacientes internados e gerar impactos para a gestão hospitalar. A proposta une medicina e nutrição e será aperfeiçoada a partir da premiação recebida pela equipe.

Com a classificação, o grupo garantiu uma aceleração de um ano pela Associação Brasileira de Startups de Saúde, com mentoria especializada e a perspectiva de validar a solução em um hospital real. De acordo com Maria Júlia, a conquista abre a possibilidade de levar uma ideia desenvolvida por estudantes da Ufac para uma etapa de aplicação prática.

A estudante também ressaltou o apoio recebido da Pró-Reitoria de Inovação e Tecnologia da Universidade Federal do Acre (Proint) e da Pró-Reitoria de Extensão e Cultura (Proex). Segundo ela, a conquista só foi possível porque a universidade acreditou no projeto e ofereceu as condições necessárias para que o grupo representasse a instituição fora do Acre. “Essa conquista não teria sido possível sem o apoio da Proint e Proex”, disse.

A trajetória do grupo teve início em um hackathon realizado anteriormente no Acre, onde surgiu o projeto Sentinelas da Amazônia, experiência que contribuiu para a formação da equipe e para o interesse dos estudantes em iniciativas de inovação.

Como desdobramento da participação no evento, a equipe deve promover, no dia 12 de junho, às 10h30, no Sebrae Lab, no Centro de Convivência, uma roda de conversa sobre a experiência no hackathon, com o objetivo de incentivar outros acadêmicos a buscarem pesquisa, inovação e desenvolvimento de ideias no ambiente universitário.



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