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EUA x China: Empresa de grafite receberá US$ 755 mi – 17/12/2024 – Mercado
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Nic Fildes, Harry Dempsey
A intenção dos EUA de diminuir o domínio da China sobre a cadeia de suprimentos global de baterias intensificou-se depois que Washington concordou em financiar uma nova fábrica de grafite no país, a ser construída por um grupo australiano.
O departamento de energia dos EUA ofereceu à Novonix um empréstimo condicional de US$ 755 milhões (R$ 4,68 bilhões) para financiar a construção de uma instalação em Chattanooga, que será a primeira instalação de grafite sintético em grande escala na América do Norte quando concluída.
Chris Burns, CEO da Novonix e ex-engenheiro da Tesla, disse na terça-feira (17) que o acordo ressaltou a necessidade de desenvolver cadeias alternativas de suprimentos para veículos elétricos, observando que a participação de mercado da China para grafite usado em baterias de carros era superior a 95%.
Pequim tem exercido seu domínio sobre o grafite impondo restrições à exportação do material, mais recentemente endurecendo medidas este mês em retaliação contra os controles de exportação de tecnologia por Washington.
“Os anúncios recentes da China para examinar mais de perto a exportação de grafite de qualidade para baterias para os Estados Unidos destacam a importância da produção doméstica de grafite sintético de alto desempenho e qualidade para baterias”, avaliou Burns.
A fábrica deverá ser capaz de produzir grafite suficiente para abastecer 325 mil veículos elétricos por ano quando estiver em plena capacidade em 2028, de acordo com a Novonix.
As ações da empresa australiana, que conta com a LG da Coreia do Sul como acionista e tem acordos de fornecimento com Panasonic e Stellantis, subiram 9% na terça-feira.
O acordo de financiamento ocorre menos de uma semana após a Syrah Resources, outro produtor australiano de grafite, iniciar conversas com credores, incluindo o departamento de energia dos EUA, após protestos perto de sua mina em Moçambique interromperem a produção e atrasarem os empréstimos.
Entre as matérias-primas usadas em baterias de carros, o grafite é o mais difícil de obter de países fora da China, uma condição chave para que carros elétricos garantam até US$ 7.500 em créditos fiscais por veículo sob a Lei de Redução da Inflação de Joe Biden.
O material de carbono, que é usado no ânodo da bateria, pode ser extraído naturalmente de depósitos ou produzido a partir de coque de agulha, um produto do petróleo.
A China tem um domínio sobre ambos os processos, respondendo por 86% da produção de grafite natural e 80% de grafite sintético. O país detém participações ainda maiores nos processos tecnológicos mais abaixo na cadeia de suprimentos, de acordo com a Benchmark Mineral Intelligence.
Burns disse ao Financial Times que o domínio da China sobre a cadeia de suprimentos de baterias era uma questão “evidente” quando ele trabalhava na Tesla e argumentou que a dependência de um único país para componentes críticos era um problema mundial para o setor, independentemente da geopolítica.
Devido ao domínio da China, os EUA forneceram aos fabricantes de automóveis e de baterias um período de carência até o final de 2027, durante o qual veículos elétricos com grafite chinês ainda podem se qualificar para subsídios.
Folha Mercado
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A Novonix produz grafite sintético, que os fabricantes de automóveis têm preferido cada vez mais porque ajuda as células a carregarem mais rápido e durarem mais, apesar de ser mais caro.
No entanto, há incerteza sobre o futuro das medidas da IRA para veículos elétricos. Rivais da Tesla de Elon Musk seriam atingidos com perdas ainda maiores nas vendas de veículos elétricos se os subsídios fossem removidos na gestão Trump.
Burns disse que os arranjos de financiamento que a Novonix tinha em vigor para o projeto na cidade do Tennessee estavam agora “definidos” e argumentou que projetos destinados a aumentar empregos nos EUA e fortalecer a cadeia de suprimentos do país eram uma “questão bipartidária”.
“Se você se afastar do barulho, continuamos a ver que os setores de baterias e minerais críticos serão apoiados. A questão é como”, indagou Burns.
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Podcast da Ufac entrevista novo reitor Josimar Ferreira — Universidade Federal do Acre
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17 de agosto de 2026O canal UfacTV no YouTube transmitiu ao vivo, na quinta-feira, 13, a estreia da terceira temporada do CapiCast, podcast oficial produzido pela Assessoria de Comunicação da universidade. O episódio inaugural trouxe como convidado o professor Josimar Ferreira, que assumiu a Reitoria da instituição para o quadriênio 2026-2030, em uma entrevista conduzida pela apresentadora e assessora de Comunicação Nattércia Damasceno. A solenidade oficial de transmissão de cargo será na sexta-feira, 21, às 17h, no Teatro Universitário.
Com a temática geral “Ufac em Perspectiva: Floresta, Conhecimento, Futuro”, a nova temporada busca debater o papel da universidade na transformação social e no desenvolvimento regional, integrando a produção acadêmica à preservação ambiental e às demandas da comunidade acreana.
Durante a conversa, o novo reitor relembrou sua trajetória acadêmica iniciada em 1997, quando ingressou no curso de Agronomia como filho de produtores rurais e enfrentou os desafios do ensino superior na época, como a escassez de transporte e de bolsas de estudo. “Estar no cargo de reitor me faz refletir isso, porque eu sei de onde vim, como se diz, o chão de fábrica, um filho de um produtor rural que, graças ao processo educacional, chega ao maior posto da sua casa.”
Ao tratar das prioridades para os primeiros cem dias de gestão, Josimar antecipou medidas voltadas à reestruturação de serviços e ao diálogo com a comunidade. O primeiro ato administrativo a ser submetido ao Conselho Universitário (Consu) será a revogação das reuniões virtuais, garantindo o retorno das sessões presenciais dos colegiados.
O plano de ação inicial também inclui a retomada dos serviços de xerox para alunos e docentes, o estudo para implantação de reconhecimento facial nas catracas do Restaurante Universitário e o foco na conclusão de obras pendentes, como a passarela da Medicina Veterinária e as instalações do Colégio de Aplicação.
Outro tema abordado foi o compromisso com a inclusão e a equidade. O gestor anunciou que proporá ao Consu a criação da Pró-Reitoria de Ações Afirmativas e Equidade, estrutura planejada para centralizar e fortalecer as políticas voltadas aos estudantes indígenas, ao Núcleo de Apoio à Inclusão e aos observatórios sociais da instituição.
Por fim, o fortalecimento da comunicação pública foi apontado como peça-chave para romper os muros da academia e levar o conhecimento científico diretamente à sociedade.
(Fhagner Soares, estagiário Ascom/Ufac)
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Josimar Ferreira inicia gestão de 4 anos como reitor da Ufac — Universidade Federal do Acre
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12 de agosto de 2026O reitor da Ufac, Josimar Ferreira, reuniu-se com os novos pró-reitores da administração superior para marcar o início da gestão do quadriênio 2026-2030 e tratar das primeiras ações e prioridades a serem tomadas na universidade. O encontro ocorreu nesta quarta-feira, 12, na Reitoria, campus-sede. A sessão solene pública de transmissão de cargo da Reitoria será realizada na sexta-feira, 21, às 17h, no Teatro Universitário.
Josimar afirmou que a eficiência na aplicação dos recursos e a austeridade estarão entre os princípios da gestão. Hoje ele também se reúne com as equipes das áreas de planejamento e administração para avaliar o orçamento disponível para execução das atividades até o fim do ano. “Esse é um princípio que adotamos desde o primeiro dia”, afirmou.
Entre as primeiras medidas anunciadas está a retomada das reuniões presenciais dos conselhos universitários. Segundo o reitor, a mudança será implementada já nesta primeira semana de gestão.
Outra ação prevista é a criação de uma nova pró-reitoria, voltada a ações afirmativas, equidade, gênero e inclusão. De acordo com Josimar, a proposta é colocar essas políticas no centro da estrutura administrativa da universidade e ampliar sua atuação nas políticas acadêmicas.
A nova gestão também dará continuidade ao processo de realização do vestibular do curso de Medicina. O reitor informou que a Ufac já garantiu recursos e iniciará a fase de contratação da empresa responsável pelo certame. A previsão é que as provas sejam aplicadas nas cinco regionais do Acre, com manutenção do bônus regional.
A interiorização também está entre as prioridades apresentadas. A gestão pretende iniciar discussões sobre a ampliação da presença permanente da universidade no interior, incluindo a regional do Purus, em Sena Madureira, e a região de Tarauacá e Envira.
Josimar destacou ainda a intenção de ampliar a aproximação da Ufac com diferentes setores da sociedade. “Queremos aproximar a relação com a sociedade, com o serviço, com o comércio, com a indústria, e com isso fortalecer o nosso tripé, o ensino, a pesquisa e a extensão.”
Integram a nova administração superior a vice-reitora Almecina Balbino; a pró-reitora de Graduação, Danila Torres; o pró-reitor de Pesquisa e Pós-Graduação, Dionatas Meneguetti; o pró-reitor de Extensão e Cultura, Marco Amaro; a pró-reitora de Assuntos Estudantis, Aline Nicolli; o pró-reitor de Planejamento, Edcarlos Souza; o pró-reitor de Desenvolvimento e Gestão de Pessoas, Thiago Lima; e o pró-reitor de Administração, Tone Roca.
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Proaes lança plataforma para cadastro da assistência estudantil — Universidade Federal do Acre
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12 de agosto de 2026A Pró-Reitoria de Assuntos Estudantis (Proaes), da Ufac, oficializou o lançamento do Cadastro da Assistência Estudantil (Caes) nessa terça-feira, 11. A nova plataforma digital foi desenvolvida para reformular o processo de seleção de bolsas e auxílios financeiros da instituição, com o objetivo de reduzir a burocracia, otimizar o fluxo socioeconômico e ampliar o acesso dos acadêmicos aos programas de permanência universitária.
A plataforma já está disponível para acesso e o preenchimento do cadastro poderá ser realizado ao longo do ano de 2026. A transição completa do fluxo de seleção para o novo ambiente digital será concluída para ter validade nos editais previstos para o ano letivo de 2027.
O sistema apresenta interface que se adapta, permitindo o preenchimento e acompanhamento das etapas diretamente por dispositivos móveis, como celulares e tablets. Outra mudança estrutural do Caes é a otimização do formulário socioeconômico, que teve sua extensão reduzida de 14 para 9 páginas. O documento passa a ser pré-preenchido de forma automática com dados cadastrais já existentes nas bases de dados integradas da Ufac, evitando a inserção repetitiva de informações pessoais pelos discentes.
O modelo operacional introduz a aprovação prévia do cadastro socioeconômico, que terá validade mínima de dois anos. Com a homologação efetuada pela equipe de assistentes sociais da Proaes, o estudante integrará um banco de dados unificado, ficando apto a diferentes modalidades de auxílios e bolsas por meio de uma manifestação de interesse digital, sem a necessidade de reapresentar a documentação completa a cada novo edital lançado. Apenas modalidades específicas que demandem comprovações complementares, como o auxílio-creche, exigirão anexos pontuais.
O desenvolvimento da ferramenta durou aproximadamente dez meses e foi viabilizado por uma cooperação técnica entre a Proaes, o projeto WebAcademy, sob coordenação do professor Daricélio Moreira, o Núcleo de Tecnologia da Informação e o corpo de assistentes sociais da universidade, que atuaram na especificação das regras de negócio do software. Três acadêmicos selecionados via edital atuaram diretamente na programação e construção do sistema.
“O Cadastro da Assistência Estudantil vai trazer uma redução na burocracia e a possibilidade de melhorar o acesso dos estudantes aos benefícios da Proaes”, disse o pró-reitor de Assuntos Estudantis, Isaac Dayan. “Temos vários aspectos que ajudam o estudante a ter uma melhor experiência na hora de concorrer, como uma interface intuitiva e a redução da quantidade de páginas do formulário. Acreditamos que será um grande avanço na política de assistência estudantil.”
(Fhagner Soares, estagiário Ascom/Ufac)
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