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Eunice, a quarta indicada ao Oscar – 23/01/2025 – Pintando um Clima

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Susana Bragatto

Apoteose, catarse nationali, cremili, todo mundo vibrando nas redes sociais, Carnaval-previsto-em-ritmo-de-torcida, e com razão: hoje foi finalmente anunciado que o ubíquo “Ainda estou aqui” estará também no Oscar, essa festa hollywoodiana máxima do oh-my-god que fancy e que quinta-essência somos.

O Brasil concorre em 3 categorias, e a diva porta-voz fetiche deusa do momento que-todo-mundo-quer, todo-mundo-ama a gente já sabe quem é, e melhor quase que nem dava pra inventar: Nanda. Nandinha. Nandão. Grande, grandiosa. Mais do que atriz, terrena. Genuína. Vivemos o assombro com ela, nos divertimos com ela e sua história do Globo de Ouro barrado no aeroporto, Fernanda Towers, Fernandinha: mais que amiga, nossa friend.

Esta manhã, em longa entrevista à Globo News logo depois da divulgação da notícia, a diva (que nem quis assistir ao anúncio dos indicados pela tevê, nos privando de memes virais com sua reação à nominação), disse 134081789 cousas sensatas, conscientes, transcendentes e importantes que me emocionaram, mas talvez o que mais tenha me balançado foi:

— Acima de todos nós, quem merece tudo isso é uma mulher chamada Eunice Paiva.

A heroína “madura”

Nem sexy, nem mogul de Wall Street, sequer uma mulher “madura” redescobrindo o amor em Honolulu: Maria Lucrécia Eunice Facciolla Paiva (São Paulo, 7/11/29 – 13/12/18), protagonista de “Ainda estou aqui”, é real e tangível e, portanto, complexa. Não se encaixa em final edulcorado e estereótipos, não precisa deles porque existe e existiu, plena, a despeito de uma realidade que calava e encurralava; e assim a pressentimos, grandiosa, transcendendo os contornos das 2 horas de filme, do roteiro e da obra original de Marcelo, o filho. Eunice grande, inabarcável, Eunice-de-verdade.

Eunice, que cresceu no bairro italiano do Brás, em São Paulo, e passou no vestibular do Mackenzie em primeiro lugar aos 18 anos pra cursar Letras, a despeito dos protestos dos pais;

Eunice, que, apenas dois anos depois do assassinato do marido pela ditadura militar, em 1973, entrou na faculdade de Direito, formando-se aos 47 anos de idade;

Eunice, que não só buscou justiça histórica como se tornou uma grande ativista e pioneira em políticas de reivindicação dos direitos indígenas;

Eunice, uma das principais forças catalisadoras por trás da promulgação da Lei 9.140/95, de 1995, que finalmente reconheceu os mortos pela ditadura; Eunice, que, após 25 anos de luta, finalmente obteve a emissão do certificado de óbito de seu marido, em 1996; Eunice, que ainda passaria mais de uma década convivendo com o Alzheimer antes de falecer, aos 86 anos, em 2018. Grande, grandiosa. Uma vida.

E, finalmente, Eunice, essa mãe e heroína caleidoscópica, de fragmentos rebrilhados pelos olhos do filho, do diretor Walter Salles, dos roteiristas Heitor Lorega e Murilo Hauser, da diva Fernanda, também tão mulher-real, e, agora, nós.

Um brinde às mil existências da outra diva, a quarta indicada.

***

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Projeto de extensão seleciona resumos expandidos para publicação — Universidade Federal do Acre

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O projeto de extensão ComunicAÇÃO, da Ufac, realiza processo seletivo para submissão de trabalhos extensionistas, na modalidade de resumo expandido. Os selecionados comporão a Coleção de Cadernos de Extensão “Ufac e Comunidade”. As inscrições estão abertas até 30 de junho, por meio de formulário online.

O trabalho inscrito deve estar contemplado em uma das áreas temáticas: comunicação, cultura, direitos humanos e justiça, educação, meio ambiente, saúde, tecnologia e produção, trabalho. Cada resumo deverá estar vinculado a uma ação de extensão (projeto, curso, evento ou programa) institucionalizada na Ufac.

“O resumo expandido deverá evidenciar, de forma clara e consistente, as experiências adquiridas e/ou vivenciadas junto à comunidade externa ao longo do desenvolvimento da ação de extensão, destacando as interações estabelecidas, os impactos gerados, os aprendizados construídos e as contribuições mútuas decorrentes da execução das atividades”, detalha o item 3.1 do edital.

A seleção consiste em avaliação por uma comissão que indicará 50 trabalhos aptos para publicação na 1ª Edição da Coleção de Cadernos de Extensão, considerando a formatação e os aspectos científicos, além do envolvimento da comunidade externa, dos resultados obtidos e da efetividade da metodologia proposta. O resultado final do processo seletivo está previsto para 21 de agosto.

Para mais informações sobre o certame, leia o edital Proex n.º 9.1/2026.

 



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Reitora da Ufac participa de fórum Brasil-África em Brasília — Universidade Federal do Acre

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A reitora da Ufac, Guida Aquino, participou, nessa segunda-feira, 25, em Brasília, do 1º Fórum de Reitores Brasil-África. A convite do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e do Ministério da Educação (MEC), ela representou a Ufac no encontro, acompanhada da pró-reitora de Inovação e Tecnologia, Almecina Balbino Ferreira. O evento segue até quarta-feira, 27, e tem como foco o fortalecimento da cooperação internacional em educação superior entre universidades brasileiras e instituições africanas.

Guida destacou a importância da presença da Ufac em um espaço voltado ao diálogo internacional e à construção de parcerias acadêmicas. Segundo a reitora, a aproximação entre Brasil e África por meio da educação, da pesquisa, da inovação e da troca de experiências permite avançar em soluções conjuntas para desafios comuns. “Temos histórias, identidades e desafios que nos aproximam, e a universidade tem um papel fundamental nessa conexão”, afirmou.

O fórum é uma iniciativa liderada pelo MEC, pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior e pela Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior. A programação reúne reitores, pró-reitores e assessores de cooperação internacional de universidades federais, estaduais e privadas do Brasil, além de representantes de universidades africanas mobilizadas pela Associação de Universidades Africanas.

Reitora da Ufac participa de fórum de reitores em Brasília-vice.jpg

A proposta do encontro é ampliar as relações acadêmicas entre Brasil e África, com a construção de novos acordos institucionais, programas de mobilidade estudantil, intercâmbio científico e cooperação em áreas estratégicas como agricultura, energias renováveis, mineração, petróleo e gás, setor aeroespacial, inteligência artificial e ciências humanas.

A programação inclui painéis temáticos, reuniões bilaterais, workshops e sessões voltadas à construção de novas parcerias universitárias. Ao final do evento, os resultados e compromissos construídos serão formalizados na Carta de Brasília do 1º Fórum de Reitores Brasil-África, documento que deve orientar os próximos passos da cooperação entre universidades brasileiras e africanas.

 



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Ufac conquista 3º lugar em hackathon internacional promovido por laboratório de Harvard — Universidade Federal do Acre

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Estudantes da Universidade Federal do Acre (Ufac) participaram, nos dias 10 e 11 de abril, do HSIL Hackathon 2026, promovido pelo Health Systems Innovation Lab da Harvard T.H. Chan School of Public Health. A participação da equipe ocorreu no Hub de Inovação do Hospital das Clínicas de São Paulo, o InovaHC, em uma edição realizada simultaneamente em mais de 30 países. O grupo conquistou o 3º lugar geral entre mais de 30 equipes com o projeto Viginutri, solução voltada à prevenção da desnutrição hospitalar.

A equipe foi liderada pela acadêmica de Medicina da Ufac Maria Júlia Bonelli Pedralino e contou com a participação de Guilherme Félix, do curso de Sistemas de Informação, Bruno Eduardo e Wesly, do curso de Medicina. Segundo Maria Júlia, representar o Acre e a Ufac em um evento dessa dimensão foi uma experiência marcante para sua trajetória acadêmica e pessoal. “O Acre tem muito a dizer nos espaços onde o futuro da saúde está sendo construído”, afirmou.

O projeto premiado, Viginutri, foi desenvolvido durante o hackathon em São Paulo e propõe uma solução para auxiliar no enfrentamento da desnutrição hospitalar, problema que pode afetar o prognóstico de pacientes internados e gerar impactos para a gestão hospitalar. A proposta une medicina e nutrição e será aperfeiçoada a partir da premiação recebida pela equipe.

Com a classificação, o grupo garantiu uma aceleração de um ano pela Associação Brasileira de Startups de Saúde, com mentoria especializada e a perspectiva de validar a solução em um hospital real. De acordo com Maria Júlia, a conquista abre a possibilidade de levar uma ideia desenvolvida por estudantes da Ufac para uma etapa de aplicação prática.

A estudante também ressaltou o apoio recebido da Pró-Reitoria de Inovação e Tecnologia da Universidade Federal do Acre (Proint) e da Pró-Reitoria de Extensão e Cultura (Proex). Segundo ela, a conquista só foi possível porque a universidade acreditou no projeto e ofereceu as condições necessárias para que o grupo representasse a instituição fora do Acre. “Essa conquista não teria sido possível sem o apoio da Proint e Proex”, disse.

A trajetória do grupo teve início em um hackathon realizado anteriormente no Acre, onde surgiu o projeto Sentinelas da Amazônia, experiência que contribuiu para a formação da equipe e para o interesse dos estudantes em iniciativas de inovação.

Como desdobramento da participação no evento, a equipe deve promover, no dia 12 de junho, às 10h30, no Sebrae Lab, no Centro de Convivência, uma roda de conversa sobre a experiência no hackathon, com o objetivo de incentivar outros acadêmicos a buscarem pesquisa, inovação e desenvolvimento de ideias no ambiente universitário.



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