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Eunice Paiva, de Ainda Estou Aqui, é homenageada com a Medalha Tiradentes; defesa da democracia
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Medalha Tiradentes para Eunice Paiva. A Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) concedeu uma condecoração especial à advogada e militante de direitos humanos que foi personagem da atriz Fernanda Torres no filme “Ainda Estou Aqui”. Ela recebeu a mais alta condecoração do estado.
A honraria póstuma lembra a luta de Eunice por memória, verdade, justiça e contra a ditadura militar no Brasil. Chico Rubens Paiva, neto de Eunice, representou a avó e a família na cerimônia.
“Precisamos traçar a linha e, como o país, mostrar que condenamos isso, que não queremos que isso se repita. É importante para o país demarcar e oficializar, falar que foi um crime que foi cometido contra o país. É fundamental que a gente puna, porque se a gente não punir eles vão fazer isso de novo”, declarou.
Comissão de Direitos Humanos
O ato foi repleto de emoção. Viúva do ex-deputado Rubens Paiva, desaparecido político na década de 1970, ela se transformou em símbolo pela reparação de danos no Brasil.
A homenagem à Eunice Paiva partiu da deputada Dani Monteiro (Psol), presidente da Comissão de Defesa dos Direitos Humanos da Alerj.
Após o golpe de estado de 1964, a ditadura militar espalhou o terror no Brasil, com torturas, mortes e desaparecimento de centenas de brasileiros.
Os crimes cometidos durante a vigência do estado de exceção, que aboliu os direitos políticos do povo, censurou a liberdade de imprensa e de expressão e perseguiu adversários políticos, nunca foram punidos.
Agora, na visão de Chico Rubens Paiva, neto de um dos assassinados desaparecidos, o Brasil tem a chance de remediar a história.
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Luta pela democracia
A atriz Fernanda Torres foi indicada para o prêmio de Melhor Atriz no Oscar e ganhou o Globo de Ouro ao encarnar Eunice Paiva nas telas.
A partir do filme “Ainda Estou Aqui” e da força de Eunice Paiva, o debate sobre a preservação da democracia e a luta pelos direitos humanos foi retomado no Brasil.
Eunice teve papel fundamental na busca por informações sobre o paradeiro de marido, o deputado Rubens Paiva, desaparecido político após ser preso, torturado e assassinado pela Ditadura Militar (1964-1985).
Viúva, formou-se em Direito, tornou-se advogada e se engajou em causas sociais e políticas, destacando-se como militante dos direitos humanos e defensora dos povos indígenas.
Eunice e Rubens Paiva, foto real, que aparece no filme “Eu Ainda Estou Aqui”. Foto: Arquivo Pessoal/Ainda Estou Aqui
Chico Rubens Paiva recebe a Medalha Tiradentes, neto de Eunice Paiva, homenageada pela Alerj, em meio a muita emoção. Foto: @chicorubenspaiva
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PPG em Letras promove seminário para discutir internacionalização — Universidade Federal do Acre
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21 de setembro de 2026O programa de pós-graduação em Letras: Linguagem e Identidade (PPGLI), da Ufac, realizou seminário para compartilhamento de experiências de internacionalização de seu curso de doutorado e apresentação dos relatórios de estágio e relatos de vivência de cinco doutorandas que retornaram de universidades no exterior. O evento ocorreu na sexta-feira, 18, no auditório do Bloco dos Mestrados, campus-sede.
Professores e estudantes discutiram a consolidação da política de internacionalização do PPGLI, visando à busca pela nota de excelência acadêmica junto à Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes). A avaliação da pós-graduação no país varia em uma escala de 1 a 7, na qual os extratos 6 e 7 representam programas de nível internacional.
As cinco doutorandas realizaram intercâmbios de pesquisa em instituições de referência na Europa e na América Latina, abrangendo universidades de Portugal, da França, do México e do Chile. O coordenador do PPGLI, Gerson Albuquerque, disse que isso consolida a produção bibliográfica e técnica em esfera global, incentivando outros alunos a perseguirem o estágio no exterior.
“Para alcançar a excelência, exige-se maturidade temporal, que completaremos em 2027 com oito anos de formação de doutores e uma inserção internacional consolidada”, acrescentou. “O doutorado sanduíche é fundamental para o amadurecimento intelectual dos pesquisadores e para a celebração de convênios que promovam a mobilidade docente e discente.”
A professora e pesquisadora Raquel Ishii ressaltou que a internacionalização do PPGLI dialoga diretamente com as características territoriais e culturais da Amazônia Sul-Ocidental. “Nosso programa atua fortemente com literatura, oralidade e a pluralidade linguística da região, que abriga 16 povos indígenas. Internacionalizar e nacionalizar a produção acadêmica feita no Acre fortalece a agenda científica nacional sobre a diversidade cultural e linguística amazônica.”
(Fhagner Soares, estagiário Ascom/Ufac)
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Painel do Inova Amazônia aborda empreendedorismo feminino — Universidade Federal do Acre
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18 de setembro de 2026O painel “Empreendedorismo Feminino: Mulheres que Movem a Amazônia” ocorreu no âmbito da programação do Inova Amazônia Summit-2026, nessa quinta-feira, 17, no auditório Curupira, campus-sede da Ufac. Empreendedoras e pesquisadoras debateram inovação, perspectivas de mercado na Amazônia, superação de barreiras estruturais e liderança feminina na consolidação de negócios sustentáveis.
A discussão foi moderada pela analista Valéria Vidal, do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) nacional. Participaram do painel Mareílde Freire (Saboaria Rondônia), Pâmela Pimentel (Amazonzyme), Márcia Werle (Bioassu Bioindústria), Valda Gonçalves (Engenho), Clarice Maia (Antibiose) e Ana Euler (diretora da Embrapa).
O Summit-2026 é promovido pelo Sebrae-AC, com palestras e oficinas em diversos espaços do campus-sede. O evento começou na quinta-feira, 17, e prossegue até sábado, 19.
(Camila Barbosa, estagiária Ascom/Ufac)
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Do Luto à Luta’ em 22/10 — Universidade Federal do Acre
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17 de setembro de 2026O programa “Mãepeutas: Vozes Plurais, vinculado à Pró-Reitoria de Extensão e Cultura, da Ufac, lança, em 22 de outubro, às 18h, na Biblioteca Pública Estadual, o documentário “Autismo: Do Luto à Luta”, dirigido por Felipe Almeida.
O filme foi feito a partir da coleta de depoimentos de histórias reais de luta, dor e superação. Pretende dar voz a mães atípicas do contexto acreano e mostrar seus desafios em meio à luta que é cuidar e educar uma criança com transtorno do espectro autista.
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