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Evacuação da ONU no Haiti, polícia ataca reduto do líder de gangue ‘Barbecue’ | Notícias das Nações Unidas
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As Nações Unidas ordenaram a evacuação do seu pessoal da capital do Haiti, Porto Príncipe, à medida que os confrontos entre gangues armadas, a polícia e civis armados com facões se intensificaram nos últimos dias.
Um helicóptero da ONU transportou na segunda-feira evacuados – 14 de cada vez – da capital para a cidade de Cap-Haitien, no norte, com alguns programados para voar para fora do país. Isto ocorre depois dos principais aeroporto em Porto Príncipe foi fechado devido a voos comerciais atingidos por tiros durante pousos e decolagens no início deste mês.
A ponte aérea também inclui embaixadas estrangeiras e outras agências de ajuda humanitária, disseram fontes diplomáticas e de segurança à Al Jazeera.
Uma aeronave C-130 da Força Aérea dos Estados Unidos pousou no aeroporto da capital Porto Príncipe no domingo para transportar diplomatas americanos que receberam ordem de deixar a embaixada dos EUA, disse o Comando Sul dos EUA.
A maioria das embaixadas estrangeiras está agora efectivamente fechada, com o pessoal limitado a um punhado de altos funcionários e elementos de segurança.
Num comunicado, a ONU disse que estava “adaptando as suas operações”, com alguns funcionários a mudarem-se para partes mais seguras do país e outros a deixarem o Haiti, mas continuando a trabalhar remotamente.
“As Nações Unidas não vão sair do Haiti. Nosso compromisso com o povo haitiano permanece inabalável”, disse Stephane Dujarric, porta-voz do secretário-geral da ONU, em comunicado.
“Estamos reduzindo temporariamente nossa presença na capital”, acrescentou. “Os programas humanitários críticos em Porto Príncipe, bem como o apoio ao povo e às autoridades haitianas continuam.”
Os Médicos Sem Fronteiras, conhecidos pelas suas iniciais francesas MSF, também anunciaram no final da semana passada que estavam suspendendo cuidados intensivos em Porto Príncipe, ao acusar a polícia de atacar seus funcionários e pacientes, incluindo ameaças de estupro e morte.
“Cada dia que não conseguimos retomar as atividades é uma tragédia, pois somos um dos poucos prestadores de uma ampla gama de serviços médicos que permaneceram abertos durante este ano extremamente difícil”, disse Christophe Garnier, diretor da missão de MSF no Haiti.
A Food for the Poor (FFTP), que administra programas de alimentação no Haiti, disse que não era mais capaz de fazer entregas regulares de alimentos devido a perturbações de gangues, observando o fechamento do aeroporto e os bloqueios de estradas de gangues que tornam o acesso aos principais portos marítimos “extremamente perigosos”. ”.
Embora a polícia tenha feito “bons esforços para responder aos avanços das gangues”, o diretor da FFTP Haiti, Mario Nicoleau, disse estar preocupado com o acesso ao combustível para os food trucks. “Ainda há filas para combustível nos postos, mas isso parece estar melhorando. Ainda há muitos tiroteios em diversas áreas todos os dias e as pessoas continuam a ser expulsas dos bairros”, acrescentou.
‘Grandes operações’ contra gangues
Uma missão de segurança de 430 homens apoiada pela ONU, composta maioritariamente por polícias quenianos, que foi enviada em Junho para apoiar o departamento de polícia do Haiti, com falta de pessoal, defendeu o seu papel face às críticas públicas à sua “gestão da actual situação de segurança no meio de um aparente aumento na violência”. atividades de gangue”.
Em mensagem no domingo no X, a Missão Multinacional de Apoio à Segurança no Haiti (MSS) disse “grandes operações” estavam em andamento num reduto de gangues na área de Delmas, na capital, controlado por um notório líder de gangue e ex-policial, Jimmy “Barbecue” Cherizier. O líder da gangue apareceu mais tarde nas redes sociais para dizer que havia “esmagado” o ataque policial e permanecia foragido.
Os recentes desenvolvimentos no Haiti deixaram muitos haitianos a questionar o papel do MSS e a forma como lida com a actual situação de segurança, no meio de um aparente aumento nas actividades dos gangues.
MSS permanece inabalável em sua missão de apoiar a Polícia Nacional do Haiti (HNP) no combate a gangues,… pic.twitter.com/NuL3qWJkpf
— Missão Multinacional de Apoio à Segurança no Haiti (@MSSMHaiti) 24 de novembro de 2024
Lionel Lazarre, porta-voz adjunto da Polícia Nacional do Haiti, não retornou mensagens para comentar.
A ONU estima que pelo menos 220 pessoas, incluindo 115 membros de gangues, foram mortas em mais de uma dúzia de ataques coordenados entre 11 e 19 de novembro, que tinham como objetivo forçar o governo a renunciar, de acordo com um relatório confidencial da situação da ONU obtido pela Al Jazeera.
Estima-se que 20 mil pessoas foram forçadas a fugir das suas casas só na segunda semana de Novembro, segundo a Organização Internacional para as Migrações. No geral, mais de 4.500 pessoas foram mortas no Haiti até agora este ano, afirma a ONU. Outras 700 mil pessoas foram deslocadas pela violência no ano passado.
Crianças recrutadas
Um número sem precedentes de crianças foram recrutadas por gangues no Haiti, o Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) disse na segunda-feirasublinhando o agravamento da crise de proteção na ilha caribenha assolada pela violência.
Em um relatórioa UNICEF disse que o recrutamento de menores aumentou 70 por cento no ano passado.
Futuro incerto
O governo haitiano, apoiado pelos EUA e por outras nações caribenhas, apela ao Conselho de Segurança da ONU para autorizar o envio de uma operação de manutenção da paz em grande escala ao Haiti. Argumentam que o MSS liderado pelo Quénia carece de equipamento e de números para fazer a diferença e permanece muito abaixo dos 2.500 efetivos originalmente previstos para a missão.
“Esta não é apenas mais uma onda de insegurança; é uma escalada dramática que não dá sinais de diminuir”, disse Miroslav Jenca, secretário-geral adjunto da ONU para a Europa, Ásia Central e Américas, na semana passada, numa reunião do Conselho de Segurança da ONU para discutir a proposta de manutenção da paz.
Mas a Rússia e a China opõem-se a uma missão de manutenção da paz da ONU, acusando os EUA de não ouvirem a sociedade civil haitiana e dizendo que os esforços deveriam concentrar-se no fortalecimento da polícia haitiana.
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Licenciatura Indígena realiza defesa de TCCs em aldeias no Juruá — Universidade Federal do Acre
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4 dias atrásem
23 de outubro de 2026O curso de Licenciatura Indígena, do campus Floresta da Ufac, realizou o 1º Seminário Acadêmico de Apresentação de Trabalhos de Conclusão de Curso (TCCs). O evento possibilitou a defesa de 16 trabalhos nas aldeias Barão, da terra indígena Puyanawa, em Mâncio Lima (AC), e Morada Nova, na terra indígena Katukina/Kaxinawá, em Feijó (AC). As atividades ocorreram entre 25 de setembro e 2 de outubro, envolvendo estudantes, professores, egressos do curso, pós-graduandos e as comunidades locais.
Os TCCs defendidos nas aldeias são de autoria de discentes que ingressaram na Ufac em 2023 e deverão colar grau no início de 2027. Os temas das pesquisas contemplaram variados aspectos da vida indígena, abrangendo história, biografia, mitologia, organização política, território, medicina tradicional, grafismos, gênero, terminologias linguísticas, educação especial, atividade cinegética e rituais tradicionais.
A viabilização das defesas nas aldeias ocorreu pela primeira vez em 18 anos de existência da graduação e está de acordo com a pedagogia da alternância, pela qual parte da carga horária do curso é realizada nas comunidades indígenas dos alunos, por meio de pesquisa e extensão. Os recursos para realização do evento foram provenientes de projeto de extensão com o mesmo nome do seminário.
As bancas de avaliação foram compostas por docentes do curso, egressos de outras turmas da Licenciatura Indígena e egressos indígenas de outros cursos da Ufac, inclusive da pós-graduação. Também compuseram algumas bancas pessoas reconhecidas por suas comunidades com “notório saber”, expediente previsto no regulamento de TCC do curso. Além de familiares dos estudantes e moradores das aldeias, indígenas de outras etnias estiverem presentes no seminário.

Organização
A atividade no município de Mâncio Lima, que é vizinho ao campus Floresta, em Cruzeiro do Sul (AC), ocorreu num só dia, em 25 de setembro, com a defesa de dois TCCs. Já para o evento em Feijó foi necessário um deslocamento de ônibus, com duração de quase seis horas, em 30 de setembro, até o porto da cidade. E, à noite, uma embarcação levou cerca de 20 pessoas até a aldeia Morada Nova, onde houve uma recepção musical para o grupo. Na manhã do dia seguinte começaram as defesas, que prosseguiram até 2 de outubro.

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Herbário da Ufac participa do 76º Congresso Nacional de Botânica — Universidade Federal do Acre
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22 de outubro de 2026A servidora Júlia Gomes da Silva, curadora do Herbário da Ufac, vinculado ao Parque Zoobotânico (PZ), representou a instituição no 76º Congresso Nacional de Botânica e 15º Encontro de Botânicos do Centro-Oeste, eventos ocorridos de 11 a 16 de outubro, em Campo Grande. Ela participou de mesa-redonda com apresentação das coleções dos herbários da região Norte.
Na ocasião, os curadores discutiram avanços, desafios estruturais e o futuro das coleções científicas do país. Durante sua exposição, Júlia conduziu o público por uma linha do tempo que remonta a 22 de outubro de 1979, data da primeira coleta registrada no campus-sede da Ufac: uma ‘Vismia’ (gênero científico de planta) coletada por L. Coêlho. Em razão desse registro, o herbário da Ufac comemora 47 anos nesta quinta-feira, 22.
Júlia destacou perspectivas importantes para o cenário científico acreano. Entre os projetos de destaque estão investimentos viabilizados via Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), incluindo a projeção de um novo prédio de cerca de 600 metros quadrados e a aquisição de armários compactadores modernos para garantir a preservação do acervo em longo prazo.
Também representaram a Ufac estudantes do campus Floresta, em Cruzeiro do Sul (AC), e a professora Simone Reis. A universidade enviou 11 resumos, dos quais oito foram apresentados. O evento possibilitou a troca de experiência com botânicos do país e conversas sobre parcerias de trabalho, incluindo a realização de expedições para grupos de plantas pouco estudados no Acre.
Herbário
O Herbário da Ufac tem uma equipe técnica composta por Júlia Gomes da Silva, Izailene Saar e colaboradores, como a ex-curadora e atual vice-reitora Almecina Balbino, o técnico Davi Borges e estagiários. O acervo abriga preciosidades da flora amazônica e sul-americana, registrando a superação de gargalos históricos de digitalização e integrando atualmente plataformas globais de dados de biodiversidade, como o SpeciesLink e o Global Biodiversity Information Facility.
Entre os marcos recentes destacados está o avanço na informatização de milhares de registros e a aposta em inovações, como a participação na Rede de Herbários Espectrais da Amazônia, que utiliza a espectroscopia no infravermelho próximo (tecnologia NIR portátil) para otimizar a identificação de espécies diante da escassez de taxonomistas na região.
A informatização completa do acervo ainda está em processo e figura como um dos principais objetivos da equipe, que agradeceu à direção do PZ e à Ufac pelo apoio contínuo aos servidores e à coleção, além de exaltar o esforço coletivo dos bolsistas, voluntários e parceiros que documentam, protegem e estudam a flora e funga brasileira.
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Ufac retoma Semana Acadêmica de Física após 6 anos, com planetário — Universidade Federal do Acre
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6 dias atrásem
21 de outubro de 2026A Universidade Federal do Acre (Ufac) realiza até esta sexta-feira, 23, a 3ª Semana Acadêmica de Física, no prédio do curso, no campus-sede, em Rio Branco. Iniciado nessa segunda-feira, 19, o evento retoma as atividades presenciais da semana acadêmica após seis anos de interrupção, causada pela pandemia de covid-19 e pela reorganização do calendário universitário.
A programação tem atrações abertas ao público, como oficinas de astronomia, observação do Sol com telescópio e um planetário móvel, instalado no segundo andar do prédio de Física. Há ainda palestras, apresentações de pesquisas de estudantes e minicursos práticos de elaboração de material didático, física experimental, criação de mapas, processamento de dados e sismologia.
Organizada em três eixos temáticos, a semana é voltada aos estudantes da licenciatura e do bacharelado em Física e do curso de Física Aplicada às Ciências da Terra. Os primeiros dias tiveram debates e palestras sobre o ensino de física e a formação docente. Em seguida, a programação trata de física pura, como mecânica quântica, relatividade e física de partículas, e termina com geofísica, astronomia e fenômenos naturais.
Segundo o coordenador do evento e professor do curso de Física, Victor Carreira, a retomada presencial reaproxima o curso da comunidade externa e das escolas de educação básica. Turmas do Instituto Federal do Acre visitaram a semana, e escolas da rede pública foram convidadas.

“A semana acadêmica é muito importante tanto para os nossos alunos quanto para a comunidade em geral de Rio Branco”, disse Carreira. “É uma oportunidade para jovens do ensino médio conhecerem a universidade e vivenciarem a ciência na prática.”
A cerimônia de encerramento ocorre nesta sexta-feira, 23, à tarde.
(Fhagner Soares, estagiário Ascom/Ufac)
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