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Evento com a presença do governador celebra participação feminina na Polícia Militar há 39 anos: ‘mulheres no protagonismo’ 

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Tácita Muniz

No dia 6 de outubro de 1985 iniciava a turma da Polícia Militar com as primeiras cinco mulheres na corporação ingressando no curso de sargento. Essa data ficou conhecida dentro da instituição como o Dia da Policial Militar e neste sábado, 26, um café da tarde, com a presença do governador Gladson Cameli, celebrou a participação feminina dentro da PM fazendo a diferença e ocupando espaços.

Dos 2.400 policiais do Estado, 260 são mulheres. Este ano, o governador também fez história ao elevar, pela primeira vez em 108 anos, a primeira mulher ao subcomando da PM no Acre. A coronel Marta Renata da Silva Freitas ocupa esse cargo desde julho deste ano.

Governador destacou que mulheres precisam estar no protagonismo. Foto: Neto Lucena/Secom

“Procuro sempre valorizar as instituições, respeitando quem está ao meu lado me ajudando a cuidar do estado e as mulheres precisam manter o protagonismo. É mais do que justo estar aqui presente para comemorar essa data porque é um orgulho para mim ter essas guerreiras ao meu lado que ajudaram e ajudam a construir essa história”, destacou o governador.

Durante o evento, a coronel Margarete de Oliveira Melo, integrante da turma de 1985, foi uma das homenageadas. Ela recebeu uma placa de reconhecimento aos serviços prestados na corporação. Ela conta que há 39 anos não imaginava que contribuiria tanto para a Segurança do estado.

“Naquele ano, cinco mulheres assustadas ingressavam em um mundo totalmente masculino e não imaginavam que hoje, 39 anos depois, teriam feito história e até mudado a violência militar e seus atendimentos com uma polícia mais humana. Na época, ninguém acreditava nesse ingresso de mulheres, mas hoje a gente está aqui pra mostrar que a gente veio pra ficar, que a gente é importante, faz um bom trabalho e que a diferença é feita dia a dia. Hoje as mulheres estão no topo”, destacou.

A vice-governadora e secretária de Estado de Assistência Social e Direitos Humanos, Mailza Assis, enfatizou que ver a trajetória dessas mulheres e como o pulso forte feminino tem mudado a forma do atendimento das forças de Segurança é motivo de muito orgulho.

“São exemplos assim que a gente precisa demonstrar a cada dia para nossa população. É importante a participação da mulher em todos os segmentos, porque precisa ser valorizada e respeitada e no Acre temos isso na prática”, reforça.

Primeiras mulheres a ingressarem na PM foram homenageadas. Foto: Neto Lucena/Secom

Anfitriã da festa, coronel Marta Renata destaca que esta data é um momento para refletir sobre os avanços e as projeções para o futuro. À frente do subcomando desde julho, ela tem focado no policiamento comunitário, aproximando a segurança da população.

“Foram essas mulheres que iniciaram lá em 1985, abrindo caminhos, gerando oportunidades e criando um ambiente que nos permitisse hoje chegar até esse posto, até esse cargo. Desde que assumi a Diretoria Operacional, no início de 2023, nós focamos no policiamento mais aproximado da comunidade. Então, nós continuamos nesse caminho porque entendemos que, quando a sociedade se sente parte desse processo, a construção de uma sociedade de paz é mais fácil. É um policiamento realmente mais próximo da comunidade, da sociedade, sendo firme quando tem que ser, mas fazendo com que a sociedade se sinta parte desse processo”, analisa.

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Ufac celebra trajetória de dez anos do Laboratório de Discriminação Racial — Universidade Federal do Acre

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Ufac celebra trajetória de dez anos do Laboratório de Discriminação Racial-capa.jpg

O Núcleo de Estudos Afro-Brasileiros e Indígenas (Neabi) da Ufac realizou, nesta quarta-feira, 13, no auditório do Centro de Filosofia e Ciências Humanas (Cfch), um evento em comemoração aos 10 anos do Laboratório de Pesquisa Observatório de Discriminação Racial (LabODR). A programação reuniu a comunidade acadêmica, pesquisadores, egressos, bolsistas e integrantes do movimento social negro para celebrar a trajetória do laboratório e os resultados alcançados por meio das pesquisas desenvolvidas ao longo da última década.

Vinculado à área de História, mas formado por profissionais de diferentes áreas do conhecimento, o LabODR/Ufac foi criado em 2016 a partir de uma articulação entre a Ufac e o movimento negro acreano, especialmente o Fórum Permanente de Educação Étnico-Racial do Estado do Acre. Inicialmente estruturado como projeto institucional de pesquisa, o laboratório contou com apoio da Pró-Reitoria de Assuntos Estudantis (Proaes) e, em 2018, foi inserido na plataforma Lab e certificado pela Pró-Reitoria de Pesquisa e Pós-Graduação (Propeg).

O laboratório atua na pesquisa e na formação de pesquisadores com foco na promoção da igualdade racial, desenvolvendo estudos voltados tanto à denúncia de práticas racistas quanto à construção de reflexões e práticas antirracistas, principalmente nos espaços educacionais. Atualmente, o LODR/Ufac abriga projetos institucionais como “Práticas Pedagógicas em Educação das Relações Étnico-Raciais em Escolas do Estado do Acre”, desenvolvido desde 2018, e “Pérolas Negras”, iniciado em 2020.

Durante o evento, convidados e bolsistas compartilharam experiências acadêmicas e profissionais construídas a partir das atividades desenvolvidas pelo laboratório, destacando a importância do observatório em suas formações pessoais e profissionais. A programação também apresentou pesquisas realizadas ao longo desses dez anos de atuação e ressaltou a contribuição do laboratório para o fortalecimento das discussões sobre igualdade racial dentro da universidade e na sociedade acreana.

Compuseram o dispositivo de honra o vice-reitor, Josimar Ferreira; o pró-reitor de Extensão e Cultura, Carlos Paula de Moraes; a pró-reitora de Pesquisa e Pós-Graduação da Ufac, Margarida Lima; a vice-diretora do Cfch, Lucilene Ferreira de Almeida; e a representante do Neabi, Flávia Rocha.

 



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Ufac participa de mostra científica na Reserva Extrativista Cazumbá-Iracema, em Sena Madureira — Universidade Federal do Acre

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Ufac participa de mostra científica na Reserva Extrativista Cazumbá-Iracema, em Sena Madureira — Universidade Federal do Acre

A Universidade Federal do Acre (Ufac) participou, no dia 1º de maio, da Mostra Científica “Conectando Saberes: da integração à inclusão na Amazônia”, realizada na Reserva Extrativista Cazumbá-Iracema, em Sena Madureira. A ação reuniu instituições de ensino, pesquisa, escolas rurais e moradores da reserva em atividades de divulgação científica e integração comunitária.

Financiada pelo CNPq, a iniciativa contou com a participação da Ufac, Ifac, ICMBio e de escolas da região. Aproximadamente 250 pessoas participaram da programação, entre estudantes, professores e moradores das comunidades da reserva.

Durante o evento, estudantes da graduação e pós-graduação da Ufac e do Ifac apresentaram pesquisas e atividades educativas nas áreas de saúde, Astronomia, Física, Matemática, Robótica e educação científica. A programação incluiu oficinas de foguetes, observação do céu com telescópios, sessões de planetário, jogos educativos e atividades com microscópios.

O professor Francisco Glauco, do Centro de Ciências Biológicas e da Natureza (CCBN) da Ufac, destacou a importância da participação acadêmica em ações junto às comunidades tradicionais.

“A universidade tem um papel fundamental para a formação científica e cidadã dos estudantes. A troca de conhecimentos com comunidades de difícil acesso fortalece essa formação”, afirmou.

A professora Valdenice Barbosa, da Escola Iracema, ressaltou o impacto da iniciativa para os alunos da reserva.

“Foi um dia histórico de muito aprendizado. Muitos estudantes tiveram contato pela primeira vez com experimentos e equipamentos científicos”, disse.

Além das atividades científicas, a programação contou com apresentações culturais realizadas pelos estudantes da reserva, fortalecendo a integração entre ciência, educação e saberes amazônicos.

A participação da Ufac reforça o compromisso da universidade com a extensão, a popularização da ciência e a aproximação entre universidade e comunidades tradicionais da Amazônia.

Fhagner Soares – Estagiário

 



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UFAC participa de pesquisa sobre zoonose associada à caça de subsistência na Amazônia — Universidade Federal do Acre

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UFAC participa de pesquisa sobre zoonose associada à caça de subsistência na Amazônia-interna.jpg

Um estudo publicado na revista Acta Amazonica identificou a presença do parasita Echinococcus vogeli em pacas (Cuniculus paca) abatidas e consumidas por comunidades tradicionais da Amazônia Ocidental. O agente é responsável pela equinococose policística humana, zoonose considerada emergente na região.

A pesquisa foi desenvolvida entre 2022 e 2023 nos municípios de Sena Madureira e Rio Branco, no Acre, sob coordenação do professor Francisco Glauco de Araújo Santos, do Centro de Ciências Biológicas e da Natureza (CCBN), integrando a dissertação de mestrado de Liliane de Souza Anadão, do Programa de Pós-Graduação em Sanidade e Produção Animal Sustentável na Amazônia (PPGSPASA).

O estudo entrevistou 78 famílias e analisou 23 fígados de pacas abatidas para consumo. Em 48% das amostras foram identificados cistos hidáticos causados pelo parasita. A pesquisa também apontou que a maioria dos cães das comunidades participa das caçadas e consome vísceras cruas dos animais.

Segundo os pesquisadores, o principal risco de transmissão ocorre quando cães infectados eliminam ovos do parasita no ambiente, contaminando solo, água e alimentos.

“O principal risco está associado ao descarte inadequado das vísceras e ao contato com ambientes contaminados pelas fezes de cães infectados”, destacou o professor Francisco Glauco.

O estudo reforça a necessidade de ações de vigilância e educação em saúde nas comunidades rurais, principalmente relacionadas ao manejo de cães e ao descarte adequado das vísceras dos animais abatidos.

Para o pesquisador Leandro Siqueira, doutor em Medicina Tropical pela Fiocruz e coautor do estudo, a pesquisa amplia o conhecimento sobre a transmissão da doença na Amazônia e pode contribuir para futuras ações de prevenção e diagnóstico na região.

Fhagner Soares – Estagiário



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