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Evo Morales acusa governo boliviano de tentar matá-lo | Bolívia
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2 anos atrásem
Reuters
Ex-líder da Bolívia Evo Morales acusou o governo de seu antigo aliado, Luis Arce, de tentar matá-lo depois que seu carro foi atingido por balas em uma emboscada na manhã de domingo, ameaçando desencadear uma crise política no país andino.
Morales, cujos apoiadores vêm organizando bloqueios de estradas há semanas para apoiar o ex-presidente legalmente em apuros, postou um vídeo no Facebook que o mostrava no banco do passageiro da frente e com buracos de bala no para-brisa do carro.
“Agentes de elite do Estado boliviano tentaram tirar minha vida hoje”, escreveu Morales nas redes sociais.
Arce, numa publicação nas redes sociais, condenou qualquer uso de violência na política e apelou a uma investigação imediata e completa.
No início do domingo, o vice-ministro da Segurança de Arce prometeu uma investigação sobre qualquer denúncia “seja verdadeira ou mentira”.
O incidente ocorreu num momento em que a Bolívia está dominado por tensões. Os apoiantes de Morales bloquearam estradas importantes durante duas semanas, impedindo a entrega de alimentos e combustível em todo o país, e entraram em confronto com as forças de segurança que tentavam ultrapassar os obstáculos.
O governo de Arce acusou no sábado Morales de “desestabilizar” o país e de tentar “interromper a ordem democrática”.
As alegações de Morales geraram declarações de apoio no domingo de aliados regionais de esquerda, incluindo o ministro das Relações Exteriores do presidente venezuelano Nicolás Maduro e a ex-presidente argentina Cristina Fernández de Kirchner.
Um comunicado de um bloco do partido político socialista MAS, alinhado com Morales, ele próprio com lealdades divididas entre Morales e Arce, disse que o seu comboio foi emboscado perto de um quartel militar por dois veículos com homens fortemente armados vestidos de preto.
O vídeo compartilhado com a Reuters mostrou uma perseguição frenética, durante a qual Morales trocou de carro e seu motorista ficou ferido. A Reuters não conseguiu verificar de forma independente o conteúdo do vídeo ou as afirmações feitas por Morales e seus aliados.
Um porta-voz de Morales disse que o ex-presidente daria uma entrevista coletiva ainda neste domingo e “apresentaria evidências que ligam o governo como o autor da tentativa de assassinar Evo Morales”.
Numa entrevista de rádio após o incidente, Morales disse que dois veículos o interceptaram na estrada e dispararam contra o seu carro, acrescentando que uma bala passou “centímetros” da sua cabeça. O comunicado do MAS disse que uma bala atingiu o braço do motorista do segundo veículo e outra atingiu sua cabeça.
“Se Luis Arce não deu a ordem para esta tentativa de homicídio, ele deveria demitir e processar imediatamente Eduardo del Castillo e Edmundo Novillo, os ministros do governo e da defesa (de Arce), juntamente com todos os policiais que participaram”, escreveu Morales mais tarde nas redes sociais. mídia.
O vice-ministro da Segurança da Bolívia, Roberto Ríos, disse aos jornalistas que a polícia não realizou nenhuma operação contra Morales.
Morales, que cumpriu três mandatos como presidente, renunciou em 2019, depois que uma eleição disputada mergulhou o país na turbulência. Arce, seu ex-ministro da Economia, foi eleito no ano seguinte.
Espera-se que Arce concorra à reeleição em 2025. Morales disse que quer ser candidato no próximo ano, dividindo o outrora hegemônico partido MAS em campos opostos que apoiam o atual e os ex-presidentes.
A declaração da facção MAS alinhada com Morales chamou o ataque de “prova de que estamos enfrentando um governo fascista” e disse que os agressores foram vistos entrando no quartel militar e posteriormente embarcando em um helicóptero que esperava na pista de pouso.
Antes das eleições do próximo ano, a Bolívia enfrenta a diminuição da produção de gás natural, o esgotamento das reservas em moeda estrangeira e o aumento da inflação, o que está a aumentar a pressão sobre o partido no poder e a conduzir a lutas políticas internas cada vez mais confusas.
Morales também enfrenta acusações de que mantinha relacionamentos com menores. Ele foi formalmente intimado pelos promotores regionais para testemunhar no caso, mas não compareceu e agora enfrenta um mandado de prisão. Morales negou as acusações.
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Fundape tem nova sede inaugurada no campus da Ufac na capital — Universidade Federal do Acre
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26 de junho de 2026A reitora da Ufac, Guida Aquino, participou da solenidade de inauguração da nova sede da Fundação de Apoio e Desenvolvimento ao Ensino, Pesquisa e Extensão Universitária no Acre (Fundape), da qual ela é presidente do Conselho Curador. O evento ocorreu nesta sexta-feira, 26, no campus-sede, local em que se localiza o espaço administrativo e operacional da fundação.
Guida destacou a importância da Fundape para a Ufac e para outras instituições da Região Norte. Para ela, a fundação passou por um processo de fortalecimento nos últimos anos. “A Fundape hoje nos faz realizar, na verdade, todas as parcerias de formação de docentes, de ensino, de pesquisa, de extensão, de inovação”, afirmou.
Segundo a reitora, a fundação ampliou sua atuação para além do Acre, atendendo também instituições de Rondônia, Amapá e Roraima. “Olha a grandeza disso. E nós, enquanto Universidade Federal do Acre, temos que nos orgulhar”, pontuou.
O diretor-presidente da Fundape, Ismar Bernardo de Araújo, disse que a inauguração da sede própria representa uma conquista construída com dedicação, trabalho em equipe e visão de futuro. “Hoje não celebramos apenas a abertura de um novo espaço físico; celebramos uma conquista construída com dedicação, trabalho em equipe, visão de futuro e confiança.”

Ismar lembrou que a Fundape foi instituída em 22 de junho de 1998 e completa 28 anos em 2026. Atualmente, a fundação conta com 38 colaboradores, representa quatro universidades federais, três institutos federais e um hospital universitário, estando presente em quatro Estados da região Norte.
Membro fundador da Fundape e pró-reitor de Planejamento da Ufac, Alexandre Hid, relembrou a criação da fundação e os desafios enfrentados ao longo da trajetória institucional. “Hoje a fundação está aí forte e firme para maiores e melhores desafios.”

Também participaram da solenidade a reitora da Unir, Marília Pimentel; o procurador-geral adjunto para Assuntos Administrativos e Institucionais do MP-AC, Carlos Roberto da Silva Maia, representando o procurador-geral Oswaldo Lima Neto; o diretor técnico da Fundape, Camilo Gouveia; o diretor administrativo-financeiro da Fundape, Dionel de Araújo; Gemil Júnior, suplente do senador Alan Rick (Republicanos-AC); a pró-reitora de Inovação, Pesquisa e Pós-Graduação do Ifac, Alana Chocorosqui, representando o reitor Fábio Storch; o ex-reitor da Ufac, Minoru Kinpara; além de dirigentes, coordenadores de projetos, colaboradores e representantes de instituições parceiras.
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Seminário na Ufac tematiza planejamento e governança pública — Universidade Federal do Acre
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23 de junho de 2026O programa de pós-graduação em Planejamento e Governança Pública, da Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR), no âmbito do mestrado interinstitucional para técnico-administrativos da Ufac e do Instituto Federal do Acre (Ifac), realiza o 12º Seminário de Boas Práticas em Planejamento e Governança Pública, de 14 a 16 de julho, no anfiteatro Garibaldi Brasil, campus-sede da Ufac. As inscrições são gratuitas e estão abertas até 16 de julho, por meio online.
O evento será transmitido pelo YouTube e terá como tema “Governança, Políticas Públicas e Desenvolvimento Regional na Amazônia: Desafios Estruturais para o Acre”, propondo um debate sobre questões territoriais, sociais, ambientais, urbanas, institucionais e econômicas que atravessam a realidade amazônica e acreana.
A programação científica será organizada em quatro eixos temáticos: governança urbana, mobilidade e direito à cidade na Amazônia; infraestrutura, saneamento e resiliência em contextos de enchentes e queimadas; governança ambiental, desenvolvimento sustentável e capacidade estatal na Amazônia; e educação e empreendedorismo na Amazônia.
O seminário tem como público-alvo a comunidade universitária e gestores públicos, contando com a participação de autoridades locais, pesquisadores da UTFPR, docentes da Ufac e do Ifac, bem como especialistas convidados de diferentes áreas.
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Estudo indica limitações de conhecimento sobre leishmaniose — Universidade Federal do Acre
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17 de junho de 2026A Ufac é parceira em pesquisa desenvolvida no município de Sena Madureira (AC), a qual identificou limitações no conhecimento sobre a leishmaniose cutânea entre pacientes e profissionais da saúde, além de barreiras geográficas e estruturais que dificultam o acesso ao diagnóstico e ao tratamento precoce em áreas rurais endêmicas.
Os resultados do estudo foram publicados, em maio, na revista eletrônica “Acervo Saúde”, vol. 26(5), com o título “Leishmaniose Cutânea na Amazônia Ocidental: Lacunas no Conhecimento e Barreiras de Acesso Assistencial em Áreas Endêmicas”. O artigo tem coautoria de pesquisadores da Ufac.
A pesquisa foi realizada com 50 pacientes com suspeita clínica de leishmaniose cutânea e 51 agentes de saúde, sendo 63% agentes comunitários de saúde e 37% agentes de combate às endemias.
“Em nosso trabalho, identificamos que tanto os profissionais da saúde quanto os pacientes possuem informações limitadas sobre a doença. Conhecer as limitações para acesso ao diagnóstico e tratamento precoce é uma das principais estratégias para a implementação de programas de controle e de educação em saúde que contemplem o perfil epidemiológico e social das populações de áreas endêmicas”, disse o autor do estudo, Leandro Siqueira de Souza, do Instituto Oswaldo Cruz (IOC).
A região Norte é responsável por mais da metade dos casos da doença no Brasil; o Acre conta com mais de 11 mil casos notificados na última década. Em 2025, os municípios acreanos de Xapuri, Marechal Thaumaturgo, Assis Brasil, Sena Madureira e Brasileia foram classificados pelo Ministério da Saúde como áreas de risco intenso para transmissão da doença.
“A região amazônica é uma área endêmica para a leishmaniose cutânea, uma doença negligenciada que afeta principalmente populações de comunidades tradicionais”, contou o pesquisador Reginaldo Peçanha Brazil, do IOC. “Conhecer as limitações no conhecimento tanto dos pacientes como de profissionais da saúde de áreas endêmicas é fundamental para o sistema de saúde do Estado do Acre e para o controle mais efetivo da doença.”
A investigação integra um projeto de pesquisa coordenado por Brazil. Além da Ufac, são parceiros na pesquisa a Universidade Federal de Minas Gerais, a Universidade de Brasília, o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade e a Secretaria de Estado de Saúde do Acre.
Pela Ufac, são coautores do artigo os pesquisadores Andréia Luísa Peixinho da Silva Guimarães, Francisca Alana Costa de Souza, Marcos Bruno Zacarias Campelo, Breno Kalyl Freitas Nascimento, Andreia Fernandes Brilhante e Francisco Glauco de Araújo Santos. Os estudos contam com financiamento do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e apoio de instituições parceiras.
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